Anyone Else But You

7 Locked In part II - What A Fat Cake Can Do


Notas iniciais
O Nyah não deixa a gente ver quem está acompanhando a fic mas agradeço por saber que tem bastante gente. Mesmo assim as coisas continuam sendo movidas a reviews e o capítulo mais seddie foi o menos comentado :( PORÉM depois do que vocês vão ler aqui NÃO É POSSÍVEL QUE NÃO GOSTEMMMKDJKASLFK

PDV Freddie.

– Está trancada. — Ela falou tentando novamente forçar a maçaneta.

– Não diga. — Falei com raiva e desespero. — Não é possível... — Mesmo ciente de que a bendita estava trancada, tentei abri-la com toda a força que pudesse reunir (mesmo que não tivesse sido o bastante) movido pela fúria.

– Não adianta, seu ridículo, está trancada! — Ela berrou atrás de mim.

– Descobriu isso sozinha? – Ela apenas revirou os olhos em resposta. — Então o que vamos fazer?

– Vamos gritar para ver se alguém nos ouve e vem abrir.

Gritamos o mais alto que podíamos e não sei da parte dela, mas da minha eu sabia que seria inútil porque todos já estavam nas salas de aula no andar de cima.

– Não vai adiantar, todos já foram para as salas. — Falei finalmente.

– Então liga pra Carly.

– Esqueceu que a Srta. quebrou o meu celular há um mês? — Respondi com raiva. — Liga você.

– Quem sabe se você não tivesse se vingado quebrando o meu! — Ela respondeu berrando.

– Já disse que não fui eu! — Falei me defendendo. E não tinha sido eu mesmo.

– Legal, agora vamos ficar aqui até que um funcionário da limpeza apareça ou que alguém ouça os seus gritos. — Ela falou se sentando em um canto.

– Por que "meus gritos"? Você não vai continuar tentando?

– Não.

– Então eu também não vou. — Falei me sentando ao seu lado.

– E como vamos sair daqui? — Ela falou soando indignada com o fato deu também ter desistido de gritar por ajuda.

– Ninguém mandou você me empurrar aqui pra dentro. — Respondi furioso.

– Eu só queria conversar sem que ninguém nos ouvisse.

– A gente poderia ir pra minha casa ou pra sua depois da aula se você queria tanta privacidade. — Falei sem maldade alguma mas ela pareceu intrigada com a sugestão.

– A Carly iria desconfiar.

– É verdade, mas me esqueci de que você não é NADA discreta. — Respondi prevendo o início de uma nova discussão. — Ela já deve estar desconfiando nesse exato momento já que não aparecemos na aula.

– Que seja. — Ela disse depois de revirar os olhos novamente, indisposta a discutir talvez já sabendo que estava errada.

As horas pareciam se arrastar e mesmo que em um momento ou outro tentássemos nos distrair, o tédio estava insuportável. Sam brincava com os cabelos, com os cadarços de seu all star azul, com as alças da mochila vermelha e, num momento extremo, com o meu cabelo também. Igualmente entediado, também mexia no dela vez ou outra e cheguei a fazer uma bela trança que ela tratou de desmanchar logo em seguida para me provocar.

– Você é tão ingrata. — Falei me deitando no chão.

– "Você é tão ingrata." — Ela me imitou fazendo uma voz fanha. — Estou com fome. — Ela se deitou também com o rosto bem perto do meu, mas virada para o outro lado.

– Quando você não está?

– Você tem alguma coisa ai?

– Não. E olha que eu também estou faminto. — Falei enquanto esfregava minha barriga e ouvia os gritos de fome que ela dava.

– Eu acho que tenho um bolo gordo aqui. — Ela falou alarmada enquanto se levantava e já puxava sua mochila e a revirava com pressa. — Ah rá, aqui está! — Ela se sentou com as pernas cruzadas e se ajeitou se preparando para abrir o pacote como se fosse realizar algum ritual sagrado. Na verdade, se tratando da Sam, realmente era. Rapidamente deu uma mordida tão grande no doce que só restara um pouco mais que a metade.

– Hey, me dá um pedaço. — Pedi me levantando também.

– Não! — Ela respondeu ainda mastigando o primeiro pedaço.

– Qual é, você vai comer tudo sozinha na minha frente?

– Se você não quiser ver, pode se virar para o outro lado. — Respondeu rindo.

– Me dá esse pedaço. — Pedi enquanto nos levantávamos.

– Não.

– Me dá logo. — Falei meio autoritário.

– Por que eu deveria? — Ela perguntou segurando o pacote acima da cabeça.

– Por sua culpa estamos aqui trancados há um tempão e sabe-se lá por mais quanto tempo, além do mais você já comeu um pedaço então esse é meu.

– Não foi minha culpa. — Respondeu abaixando o braço.

– Tanto faz, agora me dá aqui esse bolo gordo. — Falei avançando enquanto ela conseguia fugir agilmente através do cômodo embora fosse pequeno.

Em um momento, finalmente a agarrei e foi quase impossível dominá-la.

– Me deixa em paz, Benson!

Eu tentava tomar o pacote de sua mão, mas como a agilidade não lhe serviria mais naquele momento, fazia uso de sua força completamente desproporcional para o tamanho que tinha. Ela já estava com o cabelo todo bagunçado e eu até arrisquei puxá-lo de novo mas só consegui levar mais alguns tapas. De alguma forma, consegui encurralá-la num canto mesmo depois de já ter levado uma surra que nem 10 garotos conseguiriam me dar juntos. Meu triunfo não durou por muito tempo até que Sam inverteu nossas posições, mas, por ter sido rápida demais, perdeu o equilíbrio e quando estava prestes a cair, se segurou na minha camisa, rasgando-a e fazendo com que eu caísse por cima dela.

PDV Sam.

Eu conseguia sentir sua respiração bater contra a minha tão rápido e aquela proximidade quase humanamente impossível me preocupava mais do que qualquer machucado que a queda pudesse ter nos causado.

Sério. Aquilo estava perto demais.

Demais.

Nossos corpos estavam tão próximos e nossos batimentos cardíacos tão acelerados que eu conseguia ouvir a sincronia em que trabalhavam.

Parecia até que tinham combinado.

Estava perto.

Perto demais.

DEMAIS.

– Quando foi que você ficou tão pesado? — Perguntei ainda embaixo do nerd tentando quebrar o clima que se instalara.

– Já faz muito tempo, nunca percebeu? — Ele respondeu parecendo muito calmo e até mesmo confortável com a situação, sem esboçar qualquer constrangimento ou pressa para se levantar.

– Não até que você caísse em cima de mim e quase me matasse. — Respondi começando a sentir até demais o peso do corpo dele.

– Se esse foi o único jeito de você perceber... — Freddie riu. Não pude evitar fazer o mesmo. — E a propósito, você me puxou quando ia caindo e me fez ir junto. — Ele apoiou as mãos no chão ao meu redor para pegar impulso para se levantar e eu não pude evitar reparar nos seus bíceps fartos que rapidamente sumiram da minha frente porque em um piscar e olhos ele já estava de pé.

– Foi mal. — Respondi enquanto ele me ajudava a levantar estendendo seu braço direito. — E me desculpe pela sua camisa também. — Respondi apontando para o buraco que abri em sua roupa revelando seu abdômen surreal e completamente incomum para um nerd como ele. Droga. Já não bastavam aqueles braços?

– Me desculpe pelo seu cabelo também. — Ele respondeu. — E não se preocupe com a camisa. Se você não pagou pelo meu celular, quem dirá por ela. — Continuou com seu sorriso torto. — Olha lá o bolo gordo. Nós caímos em cima dele.

– Coitadinho. — Respondi me agachando para pegá-lo. — Você ainda quer? — Perguntei levando o pedaço até a altura de seus olhos.

– Sério, Sam? — Ele disse incrédulo. — Você é tão sínica.

– Qual é, ainda dá pra comer.

– Então pode ficar com ele agora. Isso nos custou uma camisa nova e seu cabelo. Olha só pra isso! — Ele disse pegando algumas mechas enquanto ria. Dei um tapa em sua mão fazendo-o parar.

De repente ouvimos o sinal tocar anunciando o fim das aulas daquele dia. Olhamos imediatamente para a porta e não demorou muito até que alguém aparecesse para abri-la.

– Hey crianças, o que faziam aqui? — Lary, o faxineiro, perguntou impressionado ao nos ver.

– Na verdade, a pergunta é o que você NÃO fazia aqui. — Sam respondeu enquanto pegávamos nossas mochilas do chão.

– Me desculpem, eu interrompi alguma coisa? — Ele perguntou soando confuso e malicioso ao mesmo tempo.

– Não! — Respondemos em uníssono constrangidos.

– Certo, agora deem o fora daqui. — Ele respondeu nos expulsando em um tom divertido.

Eu e Freddie saímos calados completamento sem jeito com os comentários do faxineiro e como se não bastasse, do resto da escola inteira.

Ao aparecermos, todos os olhares se voltaram para nós. Alguns tinham mais pudor, apenas observando, outros nem tanto já cochichando os mais diversos comentários entre si, mas com certeza pelo menos um pensamento todos tinham em comum:

* Eu completamente descabelada;

* Freddie com alguns hematomas e a roupa rasgada.

Você já deve imaginar o que é.

"Eles sumiram o dia inteiro, veja só como voltaram agora!"

"E juntos! Oh meu Deus, eles devem estar..."

Alguns comentavam tão eufóricos que não se preocupavam se eu e Freddie ouviríamos ou não seus absurdos.

Encarei o garoto ao meu lado que esboçava sua típica cara de incredulidade: sobrancelhas arqueadas e a boca semi aberta. Eu estava da mesma forma, igualmente envergonhada.

Caminhamos pelo corredor e os comentários pareciam ser mais rápidos do que nós: Especulações sobre uma possível relação entre nós dois. E claro, a hipótese de que estávamos "nos pegando" o dia inteiro.

– O que vamos fazer? — Cochichei para ele sem olhá-lo.

– Se me permite... eu te mato. — Finalmente o olhei e lá estava seu sorriso sarcástico encobrindo seu ódio que afinal ficou bem explícito em sua frase.

Finalmente me senti culpada pela situação em que estávamos então achei que seria mais saudável não responde-lo. Continuei caminhando atrás dele até chegarmos aos nossos armários e lá estava nossa amiga. Nos aproximamos e ela nos encarou com o olhar mais cruel, confuso e revoltado que ela pôde expressar desde que a conheço.

– O que significa isso? — Ela perguntou pausadamente cruzando os braços.

– Nós podemos expli...

– Eu estive procurando por vocês o dia inteiro realmente preocupada até que há dois minutos recebi a informação de que vocês ficaram a manhã inteira no quarto dos produtos de limpeza fazendo sabe-se lá que inferno!

– É claro que é menti...

– Então como vocês me explicam o sumiço simultâneo e repentino de vocês dois da mesma forma que apareceram agora, juntos, parecendo que moraram na rua durante um mês?

– Você está entendendo erra...

– Freddie, o que é isso? O que houve com a sua roupa? — Ela disse puxando o pedaço de tecido pendurado ao resto da roupa que ainda o cobria. — Sam, e o seu cabelo? — Completou ela passando a mão em minha cabeça. — Vocês podem me explicar?

Notas finais
Mudei o nome do outro capítulo de "The Party" para "The One Who Looked Like My Girlfriend". Espero que tenham gostado desse porque eu amei, bjão e até o próximo