Anyone Else But You
8 Locked In Part III - We Are So Not A Couple
Notas iniciais
PDV Sam.
Fomos até a casa da Carly andando absortos em um silêncio sufocante. O caminho até lá poderia ser uma chance de combinar com Freddie o que diríamos e o que não diríamos sobre o que nos aconteceu hoje mas Carly ficou entre nós o tempo todo talvez já prevendo o que faríamos.
Eu andava tentando amenizar a situação mais que crítica do meu cabelo e Freddie estava constrangido com sua roupa rasgada que atraiu muitos olhares femininos por onde passávamos, o que irritou a mim e à Carly. O nerd poderia até estar todo convencido de si mas não era louco de demonstrar diante da fúria da nossa amiga.
– Dá pra acreditar que essas vadias ainda têm coragem de azarar um garoto nesse estado? — Ela comentou com raiva.
– Justamente por estar nesse estado que elas estão fazendo isso. — Respondi impassiva. Mesmo dando razão à minha amiga, ela não me deu crédito então nem fui respondida. Encarei o nerd e lá estava ele disfarçando seu sorriso torto e convencido. Safado. Eu sabia que estava se achando o gostosão.
– Eu só quero saber como e por que você rasgou essa roupa do Freddie. — Carly disse um tempo depois asquerosa.
Nos próximos minutos, ninguém mais falou até chegarmos ao Bushwell Plaza. Enquanto subíamos as escadas, encarei Freddie uma última vez e seu olhar estava tão perdido quanto o meu.
Carly abriu a porta e jogou a mochila num canto, eu e Freddie fizemos o mesmo. Ela foi até a cozinha onde tomou um copo de água sem nos oferecer e voltou rapidamente cruzando os braços diante de nós.
– Podem começar.
– Oh meu Deus, o que aconteceu com vocês? — Spencer perguntou enquanto descia as escadas e ria nos encarando. — Foram assaltados ou...
– Spencer! — Carly o interrompeu. — Então, quem vai começar?
– Carly, não há nada entre mim e a Sam. — Freddie começou já estragando tudo. Santa burrice.
– O que há entre você e a Sam? — Spencer berrou da cozinha enquanto mastigava alguma coisa.
– Nada! — Respondemos os dois juntos.
– Não é isso que todos estão pensando. — Carly disse.
– Por quê? — Spencer perguntou se aproximando.
– O que você pensaria se esses dois sumissem juntos e voltassem juntos, muito tempo depois, desse jeito que você está vendo sem dar a mínima satisfação?
– Como eu já disse... foram assaltados?
– Não! — Agora nós três respondemos juntos.
– Não consegue pensar em mais nada? — Carly disse.
– Consigo mas acho que eles se odeiam demais para isso.
– Obrigada! — Respondi encarando Freddie enquanto me sentava no sofá.
– Eu contei pro John sobre a nossa conversa de ontem e ele estava super feliz pra te ver, mas quando os boatos começaram a rolar e ele viu vocês dois, foi embora decepcionado. — Carly disse me olhando.
– A Sam foi me contar justamente sobre essa conversa e não queria que mais ninguém ouvisse a respeito, então fomos pra aquele quarto dos produtos de limpeza e acabamos ficando trancados lá o dia todo. — Freddie explicou rapidamente.
– E como você vai me explicar essa roupa rasgada?
– A fome bateu e durante uma briga pela única comida que tinha lá dentro, eu rasguei a camisa dele e ele acabou com meu cabelo.
– Por que não chamaram ninguém?
– Todos já tinham entrado na sala, ninguém ia ouvir.
– Por que não me ligaram?
– Quebramos os celulares um do outro.
– Não, não Samantha. Você quebrou o meu.
– Que seja. Ficamos incomunicáveis.
– Você sabia que agora o John acha que eu menti pra ele sobre a nossa conversa? — Carly perguntou se sentando no sofá também.
– Eu sinto muito. Amanhã vou conversar com ele.
– Diga a ele que eu não menti sobre nada. — Carly disse exigente.
– Que história é essa do John? — Spencer perguntou tentando ser introduzido na conversa.
– O John gosta da Sam. — Carly respondeu.
– Então por que ele não estava com ela e sim com você? — Spencer disse parecendo mais confuso ainda.
– Eu apresentei ele à garota errada. — Freddie começou. — Na verdade ele queria conhecer a Sam e não a Carly como eu pensei.
– Como você pôde confundi-las? — Spencer insistiu.
– Isso eu também quero saber. — Carly comentou.
– Ele não sabia o nome de vocês duas, disse que queria conhecer aquela que parecia minha namorada. — Freddie respondeu envergonhado encarando o chão.
– E você achou que fosse eu? — Carly perguntou se levantando.
– Era mais provável que fosse você do que a Sam! — Freddie respondeu com o tom de voz elevado apontando para mim.
– Mas por que ele diria isso se vocês realmente não parecem um casal? — Carly disse e eu me senti aliviada por saber que ela não pensava como toda a escola naquela momento e John desde que nos conheceu.
– Na verdade, pensando bem... parecem sim. — Spencer comentou calmamente.
– O quê?! — Dissemos novamente nós três de uma só vez.
– Qual é! Vocês dois brigam como um casal de velhos casados que está completando bodas de ouro. — Spencer respondeu como se fosse algo óbvio.
– Claro que não! — Respondi indignada.
– Que seja. — Carly e sua histeria retornaram à conversa. — Amanhã você vai conversar com o John e esclarecer tudo isso e, se for preciso, pra todo o resto da escola.
– Eu não devo satisfações a eles. — Respondi dando de ombros.
– Com certeza a relação de vocês será muito confortável com todos pensando que você cabula as aulas pra dar uns pegas no Freddie. — Carly disse com um sorriso repleto de sarcasmo.
– Tudo bem. — Assenti sem olhar pra ela.
– Agora vocês já podem ir. Amanhã a gente faz a reunião que não deu pra terminar ontem e com certeza não vai dar pra ser feita hoje porque vocês já me aborreceram demais. — Carly disse indo em direção à porta e abrindo-a. Eu e Freddie pegamos nossas mochilas e saímos cabisbaixos, nos despedindo num sussurro quase inaudível. Ela bateu a porta assim que a atravessamos, o que nos assustou pelo estrondo que provocou no corredor inteiro.
– É claro que você estragaria tudo de bom que começasse a acontecer.
– Em primeiro lugar, eu te ofereci ajuda e você recusou. Hoje, VOCÊ me arrastou pra'quele lugar, VOCÊ me fez passar fome o dia inteiro mesmo podendo ter dividido aquele bolo comigo e por ser tão egoísta, ainda rasgou minha roupa. Tem certeza de que é minha culpa? — Ele disse oscilando entre a serenidade e a fúria em cada oração que dizia.
– Se você quiser eu te ajudo com a Carly. — Respondi percebendo que estava errada sem admitir mas tentando me redimir de alguma forma.
– Com certeza você vai. — Ele disse sarcástico sem esperar minha resposta e entrando em seu apartamento me deixou sozinha no corredor.
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