Anyone Else But You

6 Locked In part I - The One Who Looked Like My Girlfriend


Notas iniciais
vocês arrasam nos reviews, hein? Obrigada mesmo. agora prestem atenção 'cause mamma don't say chizz twice: esse capítulo será dividido em três partes, como um pequena trilogia dentro da fanfic. Os três vão narrar momentos diferentes de um mesmo dia. Gostei do resultado porque ficaram grandes e quem estava ansioso por seddie vai gostar.

PDV Sam.

Não consegui dormir a noite toda pensando sobre minha conversa com Carly e outras coisas: se Freddie já tentaria aproveitar sua chance assim que soubesse da novidade, se John viria falar comigo e o que eu diria. Será que todas essas relações dariam certo? Só vivendo-as nós saberíamos.

Pela manhã, outra questão começou a ocupar um grande espaço em minha mente a caminho da escola: Como Freddie pôde apresentar a garota errada para John? E por que ele até hoje não desfez esse "mal entendido"?

– Preciso falar com você agora mesmo. — Falei indo em direção ao nerd.

– Bom dia pra você também. — Ele respondeu franzindo a testa.

– Carly já chegou?

– Não.

– Então vamos, precisamos falar a sós. — Puxei Freddie pelo pulso até a sala onde os funcionários do colégio guardam os produtos de limpeza. O cômodo era pequeno, escuro e úmido mas nos fornecia a privacidade necessária.

– O que você quer? Seja rápida, o sinal bate daqui a 15 minutos. — Ele disse mostrando o relógio high tech em seu pulso.

– Ontem, depois que você saiu, a Carly me contou algo muito sério.

– O quê?

– John está interessado em mim e não nela.

– Oh meu Deus, isso é... ótimo! — Apesar da escuridão parcial eu conseguia ver o sorriso em seu rosto e ouvia seu tom confuso.

– Mesmo gostando da notícia, essa história ainda está muito confusa.

– Por quê? Você já deveria estar lá com ele nesse exato momento.

– Não foi só isso que Carly me disse.

– O que mais? — Ele disse assumindo uma expressão curiosa.

– John não está interessado em mim, ele SEMPRE esteve.

– Não entendi.

– Você se lembra do dia em que o apresentou a mim e à Carly na festa da Wendy e ele havia se interessado por uma de nós em particular?

– Claro.

– Qual das duas?

– Carly. — Respondeu calmo e sem hesitar.

– Não. Eu.

– Não, Carly. — Insistia ele.

PDV Freddie.

– Você tem certeza, Freddie? Não foi isso que John contou à Carly.

– Claro que eu tenho. Quer dizer... — Respondi vacilante, tentando me lembrar do dia.

– Então fuça essa cabecinha aí — Sam disse dando três socos de leve na minha cabeça — e tenta se lembrar. — Ela cruzou os braços e me encarou impassiva.

FLASH BACK ON

Há 3 meses atrás lá estava eu com Sam e Carly na festa da Wendy. Estávamos conversando com um pessoal da escola que bebia até demais em comparação a nós três, que nos limitávamos apenas a algumas garrafas de smirnoff.

Ainda não tinha muito clima pra dançar e eu não sabia se doeria mais pedir à Carly e levar um sonoro não ou pedir à Sam e levar um soco na cara. De qualquer forma, ninguém havia convidado ninguém até o momento então continuamos com nossas conversas aleatórias até que aquele pessoal começasse a cair bêbado.

Mais gente ia chegando e a festa começava a ficar interessante. Infelizmente, quase todas as garotas chegavam acompanhadas nem que fosse por seus melhores amigos ou irmãos. Seria difícil chamar alguém para dançar nem que fosse apenas por uma ou duas músicas, então não pude deixar de considerar minimamente uma opção morena e doce e outra loira e ácida.

Finalmente Gibby chegou acompanhado de Tasha e junto com John e Shane.

– Olha lá quem chegou. — Sam comentou mirando-os enquanto atravessavam o salão.

– Vou lá falar com eles. — Falei saindo sozinho em seguida já que minhas amigas preferiram continuar a conversa com o outro pessoal.

– E aí, Freddie! — Disseram me cumprimentando entusiasmados.

– Oi! — Respondi.

– Então, pessoal, é o seguinte: Gibby está com Tasha; Eu provavelmente vou "acompanhar" a Wendy neste dia tão especial; — Shane dizia convencido. — E vocês, Freddie e John? Alguém à vista?

– Eu não sei, quem sabe se aparecer alguém interessante. — John respondeu.

– Estou à espera de um milagre. — Falei sem ânimo me escorando no balcão de bebidas.

– Qual é Freddie, bem que você poderia chegar na esquentadinha da... — Shane começou a dizer mas parou de repente ao avistar Wendy. — É isso, queridos. Obrigada. De nada. — Ele disse ajeitando os cabelos lisos caídos sobre a testa. — Vamos presentear a aniversariante. — Completou saindo sorridente indo em direção à garota.

– Os solteiros que me deem licença mas eu vou dançar com a minha garota. — Gibby falou em seguida saindo com Tasha em direção à pista de dança e me deixando sozinho com John.

O garoto se virou para o balcão onde eu estava escorado e pediu um energético. Percebi que se virou para mim por um instante prestes a dizer algo mas hesitou. Dei de ombros compreendendo que talvez ainda estivesse mal adaptado ao pessoal da escola por só ter entrado nela há 4 meses, então eu mesmo resolvi iniciar uma conversa.

– E aí, John, curtindo a festa?

– Parece ótima, está tudo perfeito. — Ele respondeu depois de dar um longo gole em sua lata enquanto olhava ao redor.

– Legal. — Respondi já sem ideias de como manter o assunto.

– Você veio sozinho? — Ele perguntou.

– Não, vim com minhas amigas Sam e Carly.

– Sério? — Ele perguntou alarmado. — Onde elas estão?

– Ali. — Me afastei do balcão e apontei na direção em que elas estavam.

– O programa que vocês fazem é ótimo.

– Obrigada. — Respondi contente.

– Você... tem alguma coisa com uma delas? — Ele perguntou hesitante mas bem corajoso afinal.

– O quê? Não, não! Somos apenas amigos. — Respondi meio sem jeito.

– Elas também não estão com ninguém no momento? — Ele perguntou e logo percebi onde o safado queria chegar com aquele tipo de pergunta.

– Não. — Respondi tentando parecer mais sério e menos amigável.

– Então será que você poderia me apresentar pra elas? Quer dizer, uma em especial.

– Claro. — Respondi arrogante. — Qual das duas?

– Aquela que parece ser sua namorada de tanto que vocês... Enfim, espero que vocês não tenham nada que eu possa atrapalhar.

– Ah, claro. Fique tranquilo, você quer conhecer a Carly. — Falei já marchando com raiva em direção à elas sendo seguido por John.

– Olá! — Ele disse cumprimentando-as.

– Meninas, esse é o John. — Falei apontando para ele com meu polegar. — Carly, ele quer conhecer você.

– Não, eu... — Ele tentou iniciar uma frase mas ela o interrompeu com sua histeria.

– Oi, John! — Ela disse.

– Oi. — Ele respondeu com timidez.

Eu e Sam nos entreolhamos com uma típica virada de olhos que conversaram entre si entendendo que era hora de cair fora.

Eu e a loira demos de ombros e voltamos ao bar onde pedimos dois energéticos. Nos sentamos naqueles bancos altos que ficam girando e ela se debruçou na bancada.

– Legal, agora até a Carly que estava quase entrando num processo de canonização arranjou alguém e nós aqui sentados sozinhos numa festa dessa.

– E você só veio pra cá hoje pra arranjar alguém?

– Não. Mas seria legal ter alguém pra dançar no mínimo.

Conversamos algumas bobagens durante um certo tempo e trocamos uma ou outra ofensa mas nada que estourasse a terceira guerra mundial como fazíamos quase todos os dias. Dois ou três garotos desconhecidos a convidaram para dançar mas ela os recusou de uma forma tão grosseira que até pensei que ela estava sendo boa demais comigo durante aquela festa.

– Por que você não convida ninguém pra dançar?

– Não tem mais ninguém livre, todas as garotas estão acompanhadas. — Respondi sem reparar antes para quem estava dizendo tais palavras. Ela arqueou a sobrancelha e me encarou séria. — Quer dizer, tem você, mas se recusou três garotos, não quero ser o quarto.

– Qual é o problema?

– Nenhum, exceto o fato de que você me odeia.

– Eu nunca disse que te odeio.

– Sim, você disse! Umas novecentas vezes. Eu ainda tenho o cartão de aniversário que você me deu que diz "Feliz Aniversário, Eu te odeio. Com ódio, Sam."

– Calma. — Ela respondeu assustada.

When I Was Your Man começou a tocar e praticamente todos foram para a pista dançá-la. Corri meus olhos pelo salão e lá estavam Carly e John também. Olhei para Sam e ela fitava os outros casais dançando com cara de poucos amigos. Nesse momento não quis convidá-la apenas por convidar, mas para tentar amenizar nossa solidão naquela noite.

– Então... vamos? — Falei me levantando e estendendo minha mão em sua direção. Ela a encarou por um instante, depois meu rosto e minha mão novamente.

– Que se dane. — Ela respondeu levantando e pegando minha mão.

Ao chegarmos num bom espaço, passei minhas mãos por sua cintura fina e colei nossos corpos. Ele deslizou as mãos do meu braço até minha nuca onde as entrelaçou e me fez arrepiar, acariciando meu cabelo levemente. Seu perfume invadiu minhas narinas e eu fiquei impressionado com aquele cheiro que não fora comprado em um vidrinho, mas que era exclusivamente dela.

Naquele momento reparei atentamente na loira endiabrada. Na verdade ela estava parecendo mais um anjo. Odeio admitir o quanto ela estava linda, odeio admitir mesmo que seja só para mim. Durante aquela dança ao olhar seus grandes olhos azuis eles nem pareciam pertencer a uma garota tão preguiçosa, gulosa e atentada. Nem pareciam me odiar tanto assim quando ela sorria.

– Tá bom, chega. — Ela falou se soltando de mim rapidamente assim que a música acabou.

– De nada. — Respondi indignado.

– Não fez mais que a sua obrigação.

FLASH BACK OFF

– Seu idiota, como você pôde ser tão burro? — Ela cuspia a frase depois deu ter dito o que me lembrava até o momento em que apresento John a elas porque lembrar da nossa dança era inevitável mas inútil naquele momento.

– Ei, calma! — Protestei tentando me proteger dos socos que ela depositava em meu braço. — Ele queria conhecer aquela que parecia minha namorada!

– Oh meu Deus, você nem se acha o garanhão, não é? — Ela respondeu sarcástica dando uma pausa na sessão de espancamento.

– Claro que era a Carly porque eu e você definitivamente NÃO nos parecemos com um casal!

– Ele não falou os nossos nomes ou alguma coisa óbvia que nos distinguisse?

– Ele não sabia o nome de vocês, só queria conhecer aquela que "parecia minha namorada".

– E eu pareço?

– Não.

– Por quê? — Perguntou incrédula como se minha resposta a tivesse ofendido.

– Porque você só sabe me xingar, me bater e me torturar de toda forma física e psicológica possível?

Ela parou por um instante e ficou imóvel.

– Eu não quero que a gente pareça um casal.

– Você acha que parecemos? — Perguntei sem pensar, só percebendo quando já era tarde demais o quão ridículo aquilo soou.

– Não! — Ela respondeu novamente com seu sorriso amarelo mais falso que nota de três dólares.

Não dissemos mais nada pelos minutos seguintes o que tornou aquilo trocentas vezes mais estranho e constrangedor. Ela deu um longo suspiro e se virou para a porta passando os dedos entre os cabelos enquanto eu massageava meu braço dolorido por seus socos. Não demorou muito até que o sinal tocasse.

– É melhor a gente ir logo. — Ela se virou de volta para mim e nos abaixamos para pegar nossas mochilas.

– Vamos. — Respondi me direcionando à porta.

Ela girou a maçaneta mas a porta não abriu. Forçou mais vezes e nada. Me encarou preocupada ainda tentando. Eu tentei também mas seria em vão tentar de novo. Todos já tinham subido para as salas. Ninguém abriria.

Estávamos trancados.

Notas finais
Música que eles dançaram na festa: http://www.vagalume.com.br/bruno-mars/when-i-was-your-man.html não consegui pensar em nenhuma outra :( Quando eles conversam na festa, fiz uma referência a outro ep. de iCarly. Alguém adivinha? A HÁ ZEN nos reviews hein bjão gatos