Notas iniciais
Gente, estou muito chateada. Esse capítulo estava pequeno, ai eu o deixei lindo, enorme, bem Seddie e perdi tudo. Agora o reescrevi bem rápido só para não deixar de postar hoje mas não consegui colocar nele de novo tudo de bom que tinha antes. Peço mil perdões :( Vocês não brincam em serviço, hein. O último capítulo foi o mais comentado e eu pensando que vocês odiariam, ORDINAAAAAAAARIOS! Sobre o shipper Jam: vou dar os devidos créditos às lindas iLost My Mind que sugeriu o nome há um bom tempo e à Seddie Spy mais recentemente. Eu já adotei a alcunha, rs. O nome do capítulo hoje pode ser traduzido como "Não É Grande Coisa." Bora lá?

PDV Sam.

Mais algumas semanas haviam se passado, mais programas do iCarly haviam sido feitos e mais vezes eu havia cabulado as aulas do nerd. A forma como ele era estupidamente inteligente me surpreendia de tal forma que eu me sentia irritada por saber que jamais seria um terço do que ele era. Mesmo que tentasse — o que, na verdade, eu não fazia realmente, — em nada adiantaria porque era como se aquilo fosse um dom só dele. Um dom que vinha se tornando um charme e, de certa forma, eu começava a respeitar e reconhecer justamente por perceber que era algo especial e que eu precisaria muito.

Depois da primeira segunda-feira que estudamos juntos, pensei logo em desistir por ter levado quase uma eternidade e por não ter adiantado de nada. Me enfiei no apartamento como uma invasora e planejei assusta-lo quando entrasse no quarto, mas alguns minutos depois de ter chegado, o ouvi gritar do andar debaixo. Fui até ele e lá estava o nerd choramingando por ter se cortado com um copo de vidro que quebrou com o susto de ter ouvido a minha voz. Diante daquele drama todo, puxei o seu dedo e suguei seu sangue. Ele gritou e tentou se soltar de mim mas eu ainda era muito mais forte. Não me preocupei pois queria irrita-lo ao máximo e vê-lo assustado por ter feito algo tão nojento. Afinal, ele nunca deve ter ficado doente tendo uma mãe tão neurótica, paranoica e louca por saúde, higiene, boas maneiras e cabelos milimetricamente alinhados.

Depois da tarde que passamos juntos estudando ou pelo menos tentando, ele já não pareceu estar tão bravo comigo e, de certa forma, me surpreendi. Foi uma grande ironia estarmos estudando justamente sobre os componentes do sangue e vez ou outra ele ironizava o assunto ou mandava indiretas, mas na maior parte do tempo parecia neutro, focado e dedicado a me ajudar. Talvez até tivesse achado divertido como eu achei também sentir aquele gosto de ferrugem e saúde que ele tinha.

Na terça-feira, fui até lá e não o encontrei. Ele não havia me avisado se cancelaria a tarde de estudos mas eu também não havia perguntado nada, então voltei para casa um pouco frustrada porém conformada.

Na quarta-feira, não consegui falar com ele na escola e na verdade nem me lembrei realmente porque fiquei beijando John por mais tempo do que deveria. Mesmo assim, à tarde, fui ao Bushwell novamente apenas para dar com a cara na porta. Ele não estava lá mais uma vez, então voltei para casa aborrecida.

Na quinta-feira, ao vê-lo na escola com o dedo coberto por um enorme curativo, me preocupei mas não fiz questão de saber o que havia acontecido. Apenas apareci no Bushwell para fazer o iCarly sem dar satisfações e sem cobrar nenhuma da mesma forma. Conversei com Carly depois por alguns instantes e fui embora rapidamente para sair com John.

Na sexta, não fui à escola, não o vi e também não vi Carly. À noite, saí com John novamente.

Sábado, de novo.

E domingo de novo também.

Foi muito bom e muito ruim ao mesmo tempo. Parecia que minha semana havia sido incompleta. Esquisita. Não havia sido concluída. Eu já estava com saudades daquele prédio no qual eu não residia mas passava a maior parte do meu tempo. Já estava com saudades da minha amiga que morava lá e de um outro ser humano que eu nem sabia que era possível sentir tanta falta.

Na segunda-feira da semana seguinte, o encontrei assim que cheguei ao colégio com aqueles curativos que havia visto na quinta e mesmo intrigada com os mesmos, fiz que não ligava e não procurei saber a respeito. Apenas tentei, na verdade.

– Hey, sumido. Quanto tempo, hein?

– Você que o diga. — Respondeu ele irritado. — Por onde esteve?

– Pelos mesmos lugares que você.

– Não parece.

– Vem cá, desde quando eu te devo satisfações?

– Desde que nós dois assumimos um compromisso que você não tem cumprido. — Respondeu baixo, com medo de ser ouvido.

– Se você está se referindo àquela coisa que combinamos, quem não cumpriu foi você. Na verdade, parece que você estava ocupado com algo mais importante e me deu um bolo.

– Você que fez isso.

– Eu fui lá terça e quarta e você não estava.

– Terça eu fui ao médico.

– E nem me avisou?

– Bem, essa é a parte na qual você se preocupa e me pergunta o porquê deu ter ido. — Ele ironizou enquanto apertava os olhos.

– Por quê? — Perguntei mais eufórica do que deveria.

– Eu acabei deixando o corte da minha mão um pouco maior então tive que ir.

– Esse furinho ai?

– Não, Sam. É que eu sou propenso a fortes sangramentos, então... — Ele disse levantando a mão na altura do rosto.

– Mas você está bem agora?

– Estou sim, obrigada.

– Certo, mas eu também fui lá na quarta e você não estava.

– Dessa vez você até tem razão. Minha mãe estava de folga para a minha surpresa e nós fomos treinar esgrima.

Não aguentei e comecei a gargalhar.

– O que é tão engraçado? — Carly perguntou surgindo atrás de nós.

– Nada... eu só tinha me esquecido do quanto o Fredduccini é engraçado.

[...]

Durante o resto da semana, eu e Freddie estudamos normalmente. Ou tentamos, ao menos.

Era um verdadeiro tédio no início. Às vezes eu dormia e ele estava com algumas dificuldades por causa da mão ainda machucada. Mesmo assim, fui até o Bushwell todos os dias daquela semana.

Na outra, a mão dele já estava melhor e decidimos nos dedicar mais. Começamos mais cedo e terminamos mais tarde, mas não deu muito certo. Na segunda, conversamos como nunca. Na terça, comemos feito loucos. Na quarta, eu dormi e ele também, provavelmente. Na quinta, assistimos a uma maratona de séries incluindo Friends, Full House e How I Meet Your Mother. Na sexta, jogamos vídeo games. E o nerd arrebentou comigo.

Mais outra semana veio e se passou sem mais nenhum enriquecimento do tipo que eu estava buscando com a ajuda de Freddie. Era incrível como conseguíamos fazer tudo juntos menos estudar.

Um mês se passou e nada. Ninguém desconfiava e eu tinha que segurar as pontas como podia com John e sua inteligência master. A grande diferença era que, com o Freddie, eu poderia ser burra o quanto quisesse porque já estávamos acostumados com isso.

Mas eu queria tanto que isso mudasse.

Finalmente, decidi me dedicar sem mais enrolações. Queria alcançar meus objetivos logo, enfrentando as dificuldades que, muitas vezes, eu impunha a mim mesma. Quando cheguei ao apartamento 8-D, apresentei ao dono dele toda a minha decisão e fui completamente apoiada.

Até acabarmos o dia com uma guerra de polegares.

Na semana seguinte fomos, aos poucos, deixando de lado a diversão que acabava nos distraindo a todo momento. A cada dia fomos progredindo em algum aspecto. As tardes acabaram ficando um pouco chatas e tudo parecia girar ao meu redor até Freddie se lembrar que não era tudo apenas sobre mim.

– Já estamos há quase dois meses tentando estudar para você se dar bem com o John, mas já faz tempo que eu não saio com a Carly. Você tem que me ajudar.

– Tudo bem, se quiser eu vou lá agora mesmo pedir.

– Não, você não tem que pedir! Apenas sugira de forma sutil. Não posso parecer desesperado.

– Mas você está.

– Sam! — Ele me repreendeu enquanto eu ria.

Como prometi ao nerd, utilizei minhas habilidades persuasivas e convenci minha amiga a sair com ele. Ela parecia receosa a princípio, não por não querer, mas por não saber o que poderia acontecer caso eles continuassem saindo juntos. Mesmo assim, não só eu, mas o próprio Freddie fez uso de sua lábia inigualável e a levou para um encontro.

Eles foram ao Pini's novamente e só Deus sabe o que eu torci para que fosse um fiasco. Eu não queria que desse algo errado ou que fosse desagradável para os dois (queria sim, na verdade), mas só eu sabia o que havia acontecido quando os namoraram e como eu levantei minhas mãos para o céu quando terminaram. Além de esquisito e totalmente assimétrico, não foi nada saudável, especialmente para o Freddie. Além de ter sido atropelado, teve a perna e o coração quebrados.

Depois disso, comecei a não ir mais ao Bushwell estudar com o Benson. Me sentia esquisita por estar irritada com algo que eu mesma havia propiciado. Não dei satisfação alguma a ele embora quisesse voltar, mas não sabia como seria se eu o fizesse.

[...]

– Parece que o encontro da Carly e do Freddie no Pini's foi ótimo. Eles já devem até estar namorando.

– Foi mesmo. Mas eles não estão namorando. — Respondi com rispidez.

– Como você sabe?

– Qual é, John. A Carly é minha amiga. Se estivessem juntos eu seria a primeira a saber.

– Pode ser. — Ele concordou e esperou um pouco até continuar. — Nós devíamos ir lá também.

– Sério? — Falei com a voz mais desesperada e entusiasmada que já me vi usar.

– Sim. Não é o restaurante mais sofisticado...

– John!

– Ok, me desculpe. — Ele revirou os olhos depois que o adverti. — É que, se eles se divertiram tanto, nós também podemos. Vamos?

– Claro.

– Além do mais, as sobremesas estarão em promoção.

– Melhor ainda.

– Depois combinamos o horário.

– Ok.

Carly e Freddie apareceram juntos logo depois e se aproximaram da arquibancada da qual assistíamos ao jogo de futebol feminino.

– Por que não está jogando, Sam? — Freddie perguntou enquanto pulava habilidosamente de um dos enormes degraus a outro, sentando-se ao meu lado.

– Eu nunca joguei.

– Ah, é! Me esqueci que você se compromete a fazer as coisas mas desiste. — A irritação em sua voz me fez ter certeza de que ele se referia ao fato deu não estar mais indo ao seu apartamento estudar durante a tarde.

– O quê? — John perguntou curioso.

– Nada, é só o Freddie fazendo o que ele saber fazer de melhor: ser um idiota.

– Já vão começar vocês dois? — Carly contestou aborrecida.

– Você viu quem foi. — Respondi.

– Voltamos à quarta série? Fiquem quietas, crianças! — Carly disse autoritária e sarcástica parecendo ter o apoio de John. Ninguém respondeu mais nada então depois de um tempo o assunto foi trocado.

– Adorei o iCarly dessa semana. — John comentou.

– Obrigada. — Eu e Carly respondemos, mas Freddie, por outro lado, sempre que recebíamos um elogio vindo dele, desdenhava, revirava os olhos ou respondia sarcasticamente. Dessa vez apenas ficou em silêncio.

– Planos para amanhã à noite? — Carly perguntou.

– Eu e a Sam vamos ao Pini's. — Ele me encarou hesitante e disse em seguida algo que eu não estava esperando que dissesse. — Vocês querem vir com a gente?

– Claro. — Minha amiga respondeu rapidamente. — Vamos, Freddie?

– Vamos. — Ele disse parecendo um pouco animado apesar de tudo.

[...]

Sábado, às três horas da tarde, eu já estava no Bushwell de novo. Eu e Carly iríamos nos arrumar juntas para o jantar no Pini's.

– Falei com John hoje de manhã e o pai dele vem nos buscar.

– O Spencer poderia nos levar. — Freddie falou preocupado.

– Na verdade... eles não serão necessários. — Carly disse.

– Por quê? — Perguntei.

– Ele também vai com a namorada. — Respondeu hesitante.

– E quem os convidou? — Freddie questionou.

– Eu comentei que a gente ia e coincidentemente ele também ia com ela, então...

– Ah, tudo bem. — Falei dando de ombros.

– Mas não são só eles.

– Quem mais, Carls? — Voltei a perguntar preocupada, sem fazer ideia de quem pudesse ser.

– Gibby e Tasha.

– O quê? — Freddie perguntou incrédulo.

– Ele apareceu aqui ontem à noite e viu eu e o Spencer conversando, aí vocês sabem como o Gibby é: se ofereceu pra ir e eu não pude fazer nada.

– Tudo bem. Oito pessoas. Dá para aguentar. Mas minha comida eu não divido com ninguém. — Avisei preocupada.

– Não serão só oito! — Carly confessou histérica.

– Quem mais poderia ser? — Freddie perguntou boquiaberto.

– Gibby convidou Shane e Wendy.

– Mas...

– Eu não tive culpa, ok? — Carly se defendeu descontrolada.

– Calma, Carls. Tudo bem. Vai ser... divertido. — Falei impassiva segurando-a para que se acalmasse enquanto nos sentávamos no sofá. — Mas antes vamos ter que combinar com eles algumas coisinhas.

Pedimos a todos para que fossem até o apartamento dos Shay às 19:30, assim todos iriam juntos até o restaurante. Eu simplesmente não via como todo aquele povo junto daria certo naquele restaurante. Eu queria apenas um momento com o John e no máximo com Freddie e Carly mas de repente teria mais tanta gente que só estava faltando convidar o Obama.

Finalmente fomos nos arrumar. Eu e Carly entramos num dilema sofrido sobre o que usar. Ela me segeria algumas de suas roupas, eu condenava algumas das dela, Freddie hora ou outra aparecia perguntando qual camisa devia usar, Spencer não conseguia achar sequer suas próprias cuecas, mas depois de uma árdua batalha, eles já estavam prontos e nós, estressadas e frustradas, ainda enroladas em nossos roupões sem a mínima ideia do que vestir mesmo que os outros já estivessem quase chegando.

Parei por um instante me perguntando "por que tanto estresse, Samantha?" É apenas um jantar.

Não é grande coisa. Não pode ser grande coisa. Ou será que...

Notas finais
Gente, não acredito que ficou essa bosta.... sério, estava tão bom mas o nyah só sabe foder com a minha vida. Mesmo assim aí está o primeiro capítulo que chegou às 2000 palavras. ALELUIA, IGREJAAAAAA O próximo será escrito no ponto de vista geral (não sei se vocês gostam mas será preciso). Em breve trarei boas notícias para vocês (: Agora deixem vossos reviews para meu júbilo. Rs. Bjs.