Notas iniciais
Gente linda! Desculpem a demora. Esse fim de semana teve ENEM, né? E eu fiz como treineira só pra confirmar que em 2015 vou me lascar legal. Mais alguém ai fez? Agora preste atenção aqui antes de começar a ler o capítulo (que, diga-se de passagem, passou das quatro mil palavras - chupa sociedade!) Como eu já disse, ele vai ser no ponto de vista geral. "Mas por que, tia Alice?" É o seguinte, meu amor: vai ter muito personagem. Tipo, MUITO. E ficaria re-dí-cu-lo se, por exemplo, eu colocasse no ponto de vista da Sam e a cada fala ela tivesse que dizer " fulano disse", "ciclano falou", "beltrano respondeu." Logo, ele será assim pra eu poder escrever as emoções de todo mundo de uma maneira mais abrangente. E quanto às falas, eu vou colocar o nome do personagem bem na frente, antes dele dizer qualquer bosta. Ok? Ok. Ah, e o título é uma expressão em inglês que equivale a "saúde!" que desejamos uns aos outros quando fazemos um brinde. Só isso. ♥

PONTO DE VISTA GERAL.

Depois de muito revirar cada parte de seu guarda-roupa, Carly finalmente achou um belo vestido vermelho para usar naquela noite em que jantaria fora com os amigos — que para apenas um jantar, eram amigos até demais, diga-se de passagem. Não que aquela fosse a melhor roupa que ela pudesse vestir, mas ciente de que já estava atrasada, não teve outra escolha a não ser se contentar com o "menos pior."

Enquanto se vestia apressada já pensando na maquiagem rápida que faria, sua amiga Sam, estressada e preguiçosa, já desistira há tempos de encontrar algo que coubesse à ocasião e ao seu gosto não muito comum. Sentada na cama ainda enrolada em uma toalha, a loira bufava de raiva já desanimada para o que a princípio seria um encontro e acabou se tornando uma "excursão" segundo ela mesma.

– Ah, para, Sam! Antes você não estava estressada com isso, agora já não quer mais ir? — Perguntou a amiga enquanto pincelava a pálpebra direita com uma sombra iluminadora.

– O problema não é só esse. Eu também não consigo achar nada pra vestir.

– Então veste qualquer coisa! — Disse Freddie enquanto entrava no quarto sem pudor nenhum.

– Ei, eu ainda não estou vestida! — Disse a loira protestando pela maneira súbita em que ele havia aparecido.

– A Carly está com um vestido do mesmo tamanho dessa toalha aí.

– Tanto faz. Eu já nem quero ir mais. — Ela disse impassiva.

– Você vai sim! — Carly disse com autoridade.

– Se veste logo porque Gibby e Tasha já estão aí. Oh, e a namorada super gata do Spencer, a Amy, também já chegou. John, Shane e Wendy podem chegar a qualquer momento.

– Tudo bem, agora se você puder sair...

– Não, eu posso te ajudar escolher uma roupa.

– Sai. Daqui. — Ela respondeu pausadamente cheia de ódio.

– Freddie... — Carly tentando evitar a briga que se aproximava.

– Eu só...

– Sai agora! — Sam berrou finalmente, tão alto que poderia facilmente estourar os tímpanos dos amigos, enquanto atirava seu tênis na direção do garoto que conseguiu desviar e dar uma gargalhada histérica enquanto voltava à sala.

Em direção ao andar debaixo, enquanto descia as escadas, Freddie já se animava ao ver que todos tinham chegado. O único que o incomodava era John, sua prepotência, seu ego insaciável e o modo inexplicável com que ele conseguia encantar todas as garotas, inclusive as já comprometidas que também participariam do jantar, Tasha, Wendy e Amy, que ouviam com atenção qualquer coisa que dissesse, das mais inteligentes às mais estupidas.

JOHN: Cadê a Sam? — Perguntou ele se desprendendo da proximidade das três garotas ao avistar Freddie se aproximando.

FREDDIE: Ela ainda está decidindo o que vestir. — Respondeu sem encara-lo, todo cheio de si.

SHANE: Já era para estarmos saindo agora.

GIBBY: Cala a boca, Shane. Você só vai com a gente de intruso.

SPENCER: Hey! Olha quem fala! Você foi outro que pegou o bonde andando no jantar alheio.

FREDDIE: Olha só, o sujo falando do mal lavado falando do imundo.

JOHN: E o pior de todos falando do sujo, do mal lavado e do imundo. — Disse enfrentando o moreno.

FREDDIE: Você convidou a gente. — Protestou ele com raiva na voz.

SPENCER: Que me convidou.

GIBBY: E me convidou.

SHANE: E me convidou também.

JOHN: Se vocês querem saber, isso era pra ser um encontro só meu e da Sam.

FREDDIE: Tarde demais, amigo. Se é assim, não tivesse convidado ninguém. — Indagou ele sem preocupar-se em iniciar uma discussão que há tempos já ansiava para expelir toda a sua raiva.

SHANE: Relaxa, pessoal! — Disse o garoto passando um braço em volta de Freddie e outro em volta de John, sendo assim a única coisa que os separava.

GIBBY: Sem estresse, amigos. — Falou Gibby juntando-se ao abraço. — Porque hoje as sobremesas estão em promoção.

SPENCER: E nós vamos nos acabar com as nossas gatas! — Disse também indo até os amigos.

AMY: Se vocês realmente estão a fim de ir com as "suas gatas" podem esquecer a parte do "encher a pança". — Disse Amy com um tom reprovador enquanto os encarava, junta às outras garotas.

SPENCER: Sim, com certeza. — Assentiu, desmanchando o abraço com os outros.

GIBBY: Mas é claro que eu vou me esbaldar nas sobremesas, qual é! — Cochichou.

TASHA: Gibby! Eu ouvi isso.

GIBBY: Me desculpe, princesa, mas não é todo dia, então... vamos aproveitar.

Tasha revirou os olhos repreendendo a postura do namorado enquanto era consolada pelas outras.

WENDY: Relaxa, o Shane também é assim por comida.

FREDDIE: Mas ninguém é mais que a Sam. — Intrometeu-se ele.

JOHN: "Mas ninguém é mais que a Sam". — Imitou-o na tentativa de não ser ouvido.

FREDDIE: Com licença?! — Disse ofendido e furioso.

SHANE: Ei, relaxem!

Enquanto as três garotas assistiam abismadas às discussões inúteis dos cinco garotos, outras duas ainda se debatiam no andar de cima para ficarem prontas o quanto antes possível. Sam, na verdade, não se esforçava muito, sendo totalmente induzida por Carly na escolha de seu vestido.

O peça era azul de alças finas com a cintura bem marcada, um comprimento até a metade das cochas e bem rodado. Apesar do nervosismo e a vergonha, teve que aceita-lo por não ter algo melhor no momento e por já ter atrasado o jantar, justamente ela que não costumava ser tão vaidosa.

As meninas, já irritadas com as conversas sem sentido, ofensivas e egoístas que ouviam, subiram para ver se as outras já estavam prontas e ajuda-las se ainda não estivessem.

WENDY: Vocês duas estão lindas.

CARLY: Obrigada, vocês também.

SAM: Para uma demora dessa, era o mínimo.

AMY: Então você é a irmã do Spencer, certo? — Disse apontando para Carly.

CARLY: Sim! E você deve ser a Amy.

AMY: Eu mesma! — Respondeu cumprimentando-a em seguida com um abraço. — Você é muito bonita.

CARLY: Obrigada, você também.

TASHA: Tudo bem, estamos todas muito bonitas, mas tão atrasadas quanto.

CARLY: Certo, vamos. — Falou enquanto empurrava as outra garotas e as expulsava para fora do cômodo.

GIBBY: Finalmente! — Exclamou ao vê-las descendo as escadas enquanto exibia a hora que o relógio em seu pulso marcava.

SAM: Calma, seus bocós. Não fizeram nem uma reserva pra estarem apresando a gente assim.

WENDY: Com certeza não, mas o restaurante já deve estar lotado a essa hora e nós estamos em dez.

SPENCER: Doze, na verdade.

– O QUÊ? — Disseram todos juntos com igual espanto.

AMY: O T-BO e a minha amiga, Victória, também vão com a gente.

SAM: Por quê?

SPENCER: Porque foi graças a eles que eu e Amy nos conhecemos naquele encontro duplo.

CARLY: Eles também estão juntos?

AMY: Sim, o que torna isso ainda melhor.

SPENCER: Um encontro de seis casais! Não é ótimo?

SAM: Que era pra ser só de um.

CARLY: Calma, nem todos aqui são casa-

FREDDIE: Melhor irmos andando, não acham? — Disse ele interrompendo Carly, constrangido com o rumo da conversa.

E saíram finalmente. Cada panela com sua tampa. Mesmo que houvessem algumas frigideiras. Ou que fossem de outra marca. Ou que simplesmente não encaixassem mas estivessem tentando forçar algo que não ia se concretizar. Ou que um ou outro estivesse trocado. Daquele jeito, naquele momento, apesar do estresse e das diferenças, estavam felizes do jeito que estavam. Com suas preocupações e divergências. Naquele momento e o certo parecia tão errado. Mas parecendo, ninguém realmente ligaria para o que realmente é.

Chegaram então ao Pini's. O aroma da comida invadia a rua toda, já despertando o apetite dos mais famintos como Spencer, Gibby e Wendy, porém Sam continuava insuperável, como sempre fora e como sempre será.

Durante todo o caminha, só fazia reclamar da fome que sentia e John parecia irritado. Diante disso, Freddie o criticava internamente por sua falta de paciência com Sam — que não foi suficiente para aquietá-la — e também não economizava nas críticas que vez ou outra cochichava com Carly.

FREDDIE: Ele já deveria saber lidar com a Sam e a fome dela.

CARLY: Isso levou anos pra gente. Logo ele se acostuma.

Mesmo diante da afirmação da garota, Freddie ainda não se sentia menos aborrecido com a situação mas resolveu calar-se.

T-BO já os aguardava em uma mesa. Quando os dez entraram e o avistaram sentado num canto que só caberia mais três pessoas, marcharam até ele indignados.

TBO: E ai, pessoal! — Ele gritou enquanto acenava chamando atenção de todos ao redor.

SPENCER: Cara! Você devia ter pedido pra juntarem várias mesas pra caber todo mundo. Estaremos em doze, você não percebeu?

JOHN: Eu sabia que isso não daria certo.

FREDDIE: Então por que veio?

JOHN: Olha aqui-

SHANE: Vão brigar assim no inferno! — Falou o garoto, mais uma vez intervindo na briga.

CARLY: E agora, onde vamos sentar?

GIBBY: Eu estou faminto!

TASHA: Gibby!

AMY: Deus, eu também!

SPENCER: Aliás, cadê a Victoria?

TBO: Ela ainda não chegou.

JOHN: Ou será que te deu um bolo?

SAM: John!

– Com licença, posso ajuda-los? — Disse um garçom aproximando-se do grupo que chamava atenção até demais por estarem em um número tão grande e por falarem tão alto.

SPENCER: Olá, nós precisamos de uma mesa para doze pessoas.

JOHN: Onze.

SAM: John...

TBO: DO-ZE. — Disse encarando John e seu deboche. — A Victoria vai chegar sim.

– Como é? — Perguntou o garçom, espantado.

WENDY: Vocês realmente deveriam ter feito uma reserva.

SAM: Se fossem só duas pessoas talvez não precisasse.

CARLY: Sam, você concordou que eles viessem.

JOHN: Eu não!

SHANE: Nossa, John!

SAM: Não concordei com tantos.

– Me desculpem, senhores, mas como podem ver, a casa está lotada. Temos algumas mesas mas são separadas e não seriam suficientes para todos.

FREDDIE: Vocês não tem nem uns banquinhos sobrando? A gente pode se ajeitar.

– Eu posso tentar ajuda-los. — O funcionário desapareceu por um minuto e ao voltar indicou a eles um canto onde poderiam ficar. — Juntei algumas mesas mas ainda está um pouco apertado. Pelo menos acho que vão caber todos vocês.

GIBBY: Muito obrigada! — Disse abraçando-o de forma inconveniente.

TBO: Podemos comer agora?

SPENCER: Para quem não se esforçou minimamente para arranjar um lugar para todos nós, você está muito apressado.

TBO: Hey, cara! Tenha o mínimo de gratidão por mim. Graças ao T-Bo aqui você conheceu a Amy.

Finalmente todos os 12 se ajeitaram em duas mesas que juntas suportariam no máximo 8 deles. T-BO estava sozinho em uma ponta salvando o lugar que sua quase namorada ocuparia quando chegasse, enquanto de um lado, estavam Spencer, Amy, Gibby e Tasha. Na outra ponta, Shane e Wendy, e do outro lado, Carly, Freddie e John (uma proximidade não muito saudável), e por último Sam, que já se encontrava faminta.

SAM: Já podemos pedir?

GIBBY: Por favor!

SHANE: Passa os cardápios.

JOHN: A lasanha parece ótima.

FREDDIE: Não tanto quanto seria se certas pessoas calassem a boca.

CARLY: Freddie!

TBO: Uou, essa foi pra quem?!

FREDDIE: Para quem merecer.

JOHN: Ou para si mesmo, se preferir.

E assim sucessivamente e pausadamente eram cravadas as sessões de ofensas entre os dois garotos durante a noite toda, que poderiam ser tanto apaziguadas por uns quanto atiçadas por outros.

Freddie, por sua vez, não satisfeito com a forma com que John parecia bem e tranquilo na companhia de Sam e das pessoas que eram suas amigas antes de serem dele, optou por iniciar uma conversa que, de forma implícita, tinha como objetivo irritá-lo de qualquer maneira.

FREDDIE: Sabe, esses dias eu e a Carly viemos aqui. — Comentou triunfante enquanto passava os olhos sobre o cardápio que segurava.

SAM: Quem perguntou? — Contestou a garota já irritada com a frase que acabara de ouvir.

CARLY: Sam... — A garota se inclinou na mesa a fim de avistar a amiga que se encontra na outra ponta e repreende-la pela grosseria como sempre fazia quando notava que uma briga estava se iniciando.

FREDDIE: Calma, Samantha. Eu só estava comentando que foi uma ótima escolha do meu querido amigo John ter nos convidado para vir aqui esta noite.

JOHN: Eu só convidei a Carly para vir com a gente, não sabia que um pateta como você viria de brinde.

SPENCER: Então quer dizer que você não queria que a gente viesse? — Perguntou com indignação.

JOHN: Sim! Quer dizer, não! É que-

FREDDIE: Pois é, Spencer, parece que não somos bem-vindos aqui hoje à noite. Que tal irmos embora?

Disse ele sarcástico enquanto se levantava e fazia com que Spencer fizesse o mesmo quase que instantaneamente.

JOHN: Vão com Deus.

CARLY: John?! — Comentou a garota tomando para si a indignação do irmão.

SAM: Ei, idiota! Pode ficar ai! — Gritou a loira esticando o braço na frente de John para alcançar Freddie e puxá-lo pela camisa, fazendo-o se sentar.

FREDDIE: Ok. — Ele disse enquanto atendia ao pedido que lhe fora feito e Spencer fazia o mesmo novamente. — Se até a sua parceira está pedindo...

JOHN: Seu filho da-

SHANE: Ei, que palhaçada é essa? — Gritou de repente. — Eu sei que você não queria que a gente viesse, mas agora vamos ficar até o fim.

JOHN: Não, parceiro. Não foi isso que eu quis dizer.

FREDDIE: Pois é, Shane. E vai ser uma ótima noite.

Depois do encerramento de um dos rounds da briga, Sam teve que conter John para não avançar no garoto ao seu lado que continuava a rir da reação que havia provocado nele com os comentários que havia feito. Depois dessas discussões incômodas, finalmente pediram seus pratos, que variavam desde lasanhas a raviollis.

Enquanto as refeições não chegavam, iam iniciando outras conversas paralelas e aleatórias. Carly, estressada com Freddie e sua implicância com John, preferiu dialogar com Shane e Wendy, de quem estava mais próxima.

CARLY: Já faz quanto tempo que vocês namoram oficialmente?

SHANE: Faz um mês que eu pedi como um garoto decente deve fazer.

WENDY: E você e Freddie? Eu não estava sabendo.

CARLY: Eu e o Freddie? Não! Quer dizer, nós já namoramos mas no momento, não.

SHANE: No momento...

CARLY: É, — disse ela dando uma risada — nunca se sabe.

Enquanto isso, Freddie, John, Sam, Spencer e Amy se engajavam em outra conversa. Ou em outra briga. Ou o que você achar que melhor classifique a situação.

AMY: Então quer dizer que você já namorou a irmã do Spencer uma vez?

FREDDIE: Pois é. — Respondeu convencido.

JOHN: O que foi uma pena pra Carly.

SAM: Se eu não estivesse tão faminta... não sei o que já teria feito com vocês dois.

AMY: Ei, calma, eles são bons garotos. Mas você pretende voltar com ela, Freddie?

Ele sorriu e respondeu calmamente.

FREDDIE: Veremos.

SPENCER: Veremos? Veremos comigo, você quer dizer.

Enquanto isso, T-BO, Gibby e Tasha também encontravam sua própria maneira de entretenimento.

TBO: Eu consigo colocar o pulso inteiro na boca.

GIBBY: Oh meu Deus, isso é incrível!

TASHA: E esquisito.

TBO: Vocês querem que eu mostre?

SAM: Por Deus, não! — Disse ela intrometendo-se no assunto absurdo.

GIBBY: Poderia ser algo útil para mostrar no iCarly, não acha, Carls?

SAM: No iCarly, não aqui!

CARLY: A Sam tem razão, Gibs.

SPENCER: E lá vem a nossa comida!

Dois garçons entregaram a cada um seu respectivo prato e bebida. John acompanhou Amy e Spencer no vinho, o que não foi uma boa ideia considerando os acontecimentos posteriores.

SHANE: É como se cada mordida nessa lasanha fosse um passo no paraíso.

SAM: Eu poderia me casar com isso aqui.

TBO: Minhas vitaminas são bem melhores que esse suco.

SPENCER: Por que não pediu vinho? Está ótimo.

JOHN: Com certeza, vem de uma ótima safra.

SPENCER: Cara, até disso você entende?

JOHN: Meu pai sempre adorou degusta-los então aprendi um pouco.

FREDDIE: Não é nem maior de idade e já acha que pode beber vinho.

CARLY: Então, John. — Começou a garota tentando encobrir a voz de Freddie, antes que John pudesse respondê-lo e engatar em mais uma briga. — Já que estamos, sabe, aqui, todos juntos e em paz...

SAM: Muita paz. — Comentou ela de boca cheia.

CARLY: Poderíamos brindar, quem sabe. — Completou meio envergonhada, tentando propiciar um momento fraterno entre os amigos.

TBO: Tem razão, Carlotta.

SPENCER: Certo. — Concordou o irmão enquanto levantava sua taça. — Saúde!

– Saúde! — Exclamaram os outros de uma só vez, alguns mais empolgados que outros, batendo seus copos e taças umas contra as outras.

SAM: Você vai brindar sim com o Freddie! — Ela cochichava no ouvido de John enquanto tentava empurra-lo.

JOHN: Não vou não!

SAM: Você vai sim!

JOHN: Não!

SAM: Vai logo!

JOHN: Tudo bem. O garoto bufou e, com raiva, se virou para o outro ao seu lado para cumprimentá-lo. — Saú... de.

Por conta da pressa com que fizera o movimento e por seu recipiente estar cheio, acabou derrubando em Freddie a bebida que nele continha.

CARLY: Oh. Meu. Deus. — Falou espantada enquanto tapava a boca com uma das mãos.

FREDDIE: Você está louco?!

JOHN: Me desculpe. — Falou rindo. — Foi sem querer.

FREDDIE: Seu filho da-

SAM: Ei!

Shane empurrou Carly para o lado levemente porém com pressa a fim de conter Freddie, quase já avançando em John, enquanto deste Sam conseguia dar conta sozinha.

JOHN: Você está louco, cara? Já disse que foi sem querer. — Falou enquanto não evitava uma risada e Sam tentava imobiliza-lo.

FREDDIE: Você é um dissimulado, falso, frouxo!

TBO: Ei, caras! Se contenham!

– Senhores! Senhores, por favor! O que está acontecendo aqui? — Falou o garçom enquanto se aproximava e seus colegas tentavam distrair os outros clientes da algazarra que chamava a atenção de todos.

SPENCER: O que está acontecendo? — Disse ele tomando a frente da situação com um sorriso enquanto os amigos continuavam imóveis.

CARLY: Não está acontecendo absolutamente nada! — Falou a irmã, forçando uma gargalhada.

SPENCER: Nós só estamos-

SAM: Nos alongando. — Disse a loira interrompendo-o. — É que, puxa vida, olha só como esses dois estão duros! — Ela completou, puxando para trás um dos braços do garoto que tentara conter há alguns instantes.

JOHN: Ai, Sam!

FREDDIE: Pois é, isso não significa que todos aguentem, como eu, por exem... Shane! — Continuou enquanto o amigo estralava suas costas.

–Tudo bem. — Disse o funcionário olhando-os com desconfiança. — Só peço que se alonguem mais tarde, quando já não estiverem mais aqui e de um modo que não pareça que vão se matar.

SPENCER: Com certeza! — Disse ele enquanto o garçom se retirava e eles se sentavam novamente.

FREDDIE: Eu vou limpar isso aqui.

Freddie saiu irritado e Carly e Sam o seguiram até o banheiro masculino, onde não tiveram o mínimo hesito ao entrar.

FREDDIE: Vocês estão vendo que esse aqui é o banheiro masculino, não?

CARLY: Sim, mas precisávamos te acompanhar pra ter certeza de que você não vai surtar ou ir embora.

FREDDIE: Vocês viram muito bem quem foi que surtou.

SAM: A culpa não foi dele.

FREDDIE: Foi de quem, então? Ele sofre de parkinson ou alguma coisa assim?

SAM: Não, mas... eu queria que ele também brindasse com você pra ver se paravam se brigar.

FREDDIE: Só fez com que piorasse mas ele continua sendo o idiota que fez isso em mim.

CARLY: Você também não foi nenhum santo hoje a noite.

FREDDIE: Mas olha o que ele fez, isso foi muito pior do que qualquer coisa que eu tenha dito.

CARLY: Quer saber? Eu vou fazer xixi. — Disse indo em direção a um dos banheiros. — Oh, não. O feminino não é aqui. — Deu meia volta e entrou no toilette ao lado deixando Sam e Freddie sozinhos no masculino.

FREDDIE: Eu não acredito que vou te ajudar a impressionar esse babaca.

SAM: Vocês eram amigos antes, não sei por que brigam tanto agora.

FREDDIE: Ele é metido, prepotente e todo cheio de si.

Freddie respondeu e Sam ficou em silêncio enquanto tirava a camisa manchada.

FREDDIE: Não precisa ficar envergonhada, estou com uma camiseta embaixo. — Ele disse enquanto abria os últimos botões. — Que ele também manchou, filho da-

SAM: Hey, calma! Dá pra você ficar usado ela.

FREDDIE: Não tenho escolha mesmo.

SAM: Mas e você e a Carls, como estão?

FREDDIE: Mais rápido do que eu imaginava mas devagar demais pra o que eu quero.

SAM: Relaxa, eu posso dar uns toques pra ela.

FREDDIE: E muito mais, não é? Eu vou ter que ficar estudando com você sabe-se lá por quanto tempo, preciso da sua ajuda em dobro.

SAM: Minha ajuda será de forma completamente direta porque sou amiga da Carly, já a sua não já que você odeia o John.

FREDDIE: Falando nisso, já faz alguns dias que você não aparece lá em casa e não dá nenhuma satisfação.

SAM: Eu estou meio sem tempo. — Respondeu ela tentando omitir que, na verdade, estava tentando evitar o incômodo que vinha sentindo com a aproximação mais séria que ele vinha tendo com a amiga.

FREDDIE: Sem tempo? Você fica a tarde toda sem fazer nada.

SAM: É que eu-

CARLY: Vamos?

Carly apareceu interrompendo-os. Eles deram um fim à conversa subitamente e assentiram, voltando à mesa. Carly trocou de lugar com Freddie já que todos temiam que ele e John discutissem novamente.

Finalmente a confusão para jantar acabou mas uma pior para pedir a sobremesa surgiu logo em seguida.

SPENCER: Pudim. Definitivamente.

CARLY: Estou com você.

TASHA: Eu também.

GIBBY: Petit gateu, sem dúvidas.

SHANE: Somos dois, Gibs.

CARLY: Eu e Freddie vamos de torta holandesa.

SAM: E eu vou de tudo.

As sobremesas demoraram para chegar, o que só gerou mais reclamações e conversas aleatórias para passar o tempo do período de espera.

GIBBY: Vamos jogar verdade ou desafio.

SAM: Não inventa.

SHANE: Vamos, vai ser legal.

SPENCER: Esquece, cara, lá vem o meu pudim.

Eles demoraram para comer tanto quanto demorou para chegar, e sem perceber já estavam lá há mais tempo do que deveriam.

– Com licença, peço que paguem a conta e se retirem porque já estamos fechando. — Disse o mesmo garçom que os importunara mais cedo.

TBO: Mas já?

– Já é meia noite, vocês nem deveriam estar mais aqui. — Respondeu ele.

AMY: Mas hoje é sábado!

– Lamento, mas precisam ir. Vocês têm cinco minutos. — O funcionário colocou a pasta com o valor da conta e se retirou.

GIBBY: Droga, eu queria repetir. — Exclamou enquanto todos se levantavam e pegavam suas carteiras murmurando mais reclamações.

JOHN: Esperem um pouco, ainda dá tempo de fazer uma coisinha.

TBO: O que você quer, fazer uma coisinha no banheiro? Está bem ali.

JOHN: Não, não. Não é uma coisinha, é algo muito especial.

SPENCER: O que é então?

John se afastou de seu lugar à mesa olhando para Sam com um sorriso amoroso que fora igualmente correspondido, deu um longo suspiro e começou.

JOHN: Bom, há um tempo eu comecei a sair com uma garota incrível chamada Samantha e hoje eu percebi que eu não quero só sair com ela.

CARLY: Oh meu Deus. — Cochichou Carly enquanto encarava Sam boquiaberta.

JOHN: Eu sei que pode parecer muito cedo...

FREDDIE: E é cedo! — Freddie o interrompeu desesperado.

SAM: Cala a boca. — Sam respondeu ainda encarando John com um sorriso imóvel.

JOHN: Mesmo que pareça, eu não me importo porque sinto que o que nós temos vai se tornar algo sério mais cedo ou mais tarde, então por que adiar esse firmamento e não faze-lo agora em um momento tão especial na frente dos nossos amigos?

FREDDIE: Já que eu não sou seu amigo, você pode muito bem adiar. — Comentou com raiva, sendo ignorado e contrariado logo em seguida.

JOHN: Samantha Puckett, você quer ser minha namorada?

John perguntou com toda a sinceridade e alegria que podia reunir e ela respondeu acrescentando bastante histeria, nervosismo e certeza em algo que já esperava por tanto tempo mas só ela e mais uma pessoa ali sabiam.

SAM: Eu aceito!

Ela se jogou no garoto para um abraço e um longo e apaixonado beijo que fora aplaudido pelos amigos em volta embora um estivesse feliz indignado com a situação ao mesmo tempo.

– Vocês já brigaram aqui hoje, fizeram pedidos de namoro, deram um verdadeiro show, agora por favor, eu imploro por favor, deem o fora daqui! — Disse o garçom extremamente irritado com o grupo que tratou de deixar seus dólares sobre a mesa e dar o fora do restaurante imediatamente.

FREDDIE: Dá pra acreditar nisso?

CARLY: Acreditar no que, Freddie? Você poderia, pelo menos por um instante, não se meter na relação deles dois?

FREDDIE: Não estou me metendo, eu só acho que não fez sentido nenhum!

CARLY: Talvez não tenha feito pra você, mas pra eles sim. — Completou um pouco ríspida, apressando o passo para continuar o trajeto ao lado do irmão.

Chateado e sozinho, Freddie avistou John e Shane e Sam mais à frente conversando entusiasmada com Wendy Tasha e Gibby, resolvendo então se aproximar.

FREDDIE: Com licença, senhoritas e... Gibby. — Disse com um sorriso. — Eu preciso roubar essa loira aqui por um instante.

Ele puxou a garota para si, que não lutou contra, e cochichou.

FREDDIE: Você poderia me explicar o que foi aquilo?

SAM: Um pedido de namoro, nunca viu?

FREDDIE: O que eu vi foi você fazendo a maior burrada da sua vida.

CARLY: Hey! Você já está ai atazanando a vida da Sam?

FREDDIE: Não, eu... eu só vi parabeniza-la.

SAM: É verdade, Carls. — Respondeu ela enquanto o encarava e o encobria. — Muito obrigada, Freddie. Felicidades para você também.

Notas finais
Não queiram me matar por isso, viu? Não muda quase nada. Só o fato de que agora eles podem chamar um ao outro de namorado/a. Muito obrigada, gente, de verdade. Vocês tem sido uns amores nos reviews. Juro que vão gostar dos próximos capítulos. ♥