Notas iniciais
Pessoal! Não tenho nada pra fazer aqui então vou explicar os títulos dos capítulos pra quem achar interessante e/ou não estiver entendendo até agora o que eles significam. A princípio, eu iria nomeá-los com nomes ou trechos de música mas não deu certo em todos, então olhem no que deu rs. 1. One Way Or Another = Nome de uma música da Blondie. "Significa "de um jeito ou de outro" e o Freddie falou isso no capítulo pra quem prestou atenção rs. 2. Do You Like Him? = Não sei se tem uma música com esse nome então eu só peguei uma das falas do Freddie. Significa "Você gosta dele?" 3. It's Madness = "É loucura". O que a Sam acha quando o Freddie sugere que eles se unam pra conquistar a Carly e o John. Não sei se é uma música kk. 4. Let Me Talk To You = "Me deixe falar com você." Musiquinha que toca antes de "My Love" do Justin Timberlake. 5. Feeling Satisfied But Guilty As Hell = Trecho da música do Maroon 5 "One More Night" que descreve bem a situação da Sam nesse capítulo. "Me sentindo satisfeito mas culpado pra caramba." 6. Locked In part I - The One Who Looked Like My Girlfriend = "Trancados parte I - Aquele que parecia minha namorada". Quase o nome de um episódio de Friends rs. 7. Locked In part II - What A Fat Cake Can Do = "Trancados parte II - O que um bolo gordo pode fazer." 8. Locked In Part III - We Are So Not A Couple = "Trancados parte III - Nós não somos um casal." 9. Explanations I - To The Principal = Explicações - Ao diretor. 10. Explanations II - To John = Explicações - Ao John. 11. Explanations III - To iCarly Watchers = Explicações - Aos que assistem iCarly. Capítulo de hoje = "Me Desculpe." Vocês vão entender agora por quê. ♡ ♡

PDV Freddie.

– Bom dia, mãe. — Falei antes de depositar um beijo em sua bochecha rosada enquanto ela ajeitava alguns pães integrais na mesa. Eles são um dos motivos que me fazem preferir comer na Carly.

– Bom dia, filinho. — Ela me olhou sorrindo mas logo o tempo fechou pra mim. — O que houve com a sua camisa nova?

– Eu acabei derrubando um negócio nela que corroeu o tecido. — Falei em tom da lamento, disseminando minha mentira e mais uma vez ajudando a Samantha.

– Que "negócio"? — Ela perguntou autoritária.

– Soda? — Falei sem convicção.

– Freddie, eu sou enfermeira. Se você tivesse derrubado soda não teria mais nem barriga.

– Então, como, enfermeira o que você diria que aconteceu? — Falei sarcástico.

– Como enfermeira e como mãe, eu diria que uma de suas amigas loucas a rasgou.

– Tudo bem. — Admiti derrotado. — A Sam rasgou.

– Por quê? Ela te machucou?

– Não, mãe, relaxa...

– Deixa eu ver isto aqui. — Ela se levantou da cadeira e abriu minha camisa vendo as marcas da unha da Sam. — Oh! Freddward!

– O que foi? — Falei enquanto minha boca fazia um formato de O igual ao dela com um espanto equivalente.

– Você precisa cuidar disso aqui! — Disse ela enquanto ia até sua mala gigantesca de remédios e coisas pra fazer curativos. — Na verdade, EU vou cuidar disto aqui.

Ela voltou e passou na minha barriga algumas pomadas tão boas que pareciam ter funcionando instantaneamente enquanto falava as maiores barbaridades sobre Sam. No final, fez um curativo enorme e super seguro antes que eu saísse para a escola e ela para seu trabalho.

Quando cheguei, Sam e Carly estavam conversando perto dos armários. As duas eram só sorrisos e pareciam radiantes. Tentando esboçar pelo menos um terço do bom humor delas, me aproximei.

O sinal tocou interrompendo as conversas e nos convidando às aulas. John não apareceu o dia inteiro e Sam pareceu preocupada no intervalo por ainda não te-lo visto. As aulas acabaram e Carly saiu apressada sem nos esperar novamente depois de ter falado ao telefone com alguém que mais uma vez a preocupou muito. Insisti firmemente para acompanha-la mas ela relutou alegando que não seria necessário mas estava agradecida com minha preocupação.

– Você sabe o que ela está escondendo? Por que tanta preocupação? — Perguntei à Sam enquanto observava Carly saindo.

– Não, eu encho o saco mas ela também não me diz. Espero que não seja nada grave.

Caminhamos juntos até nossas casas e durante o trajeto as pessoas da escola ao nosso redor pareciam cochichar algo sobre nós. Sam tentou fazer com que aquelas mentiras fossem apaziguadas mas só piorou tudo. Resolvi ignorar os rumores e à ela também. Eu ainda estava chateado com a loira por algumas coisas: ter achado necessário anunciar no iCarly que não estávamos namorando e o fato dela já ter conseguido o que queria que levava à possibilidade de não me ajudar com Carly por isso.

– Benson, você está chateado? — Depois de um bom tempo calados ela fez a pergunta que me soou cínica a princípio mas depois me pareceu sincera.

– Não.

– Está sim.

– Não estou.

– Você está!

– Já disse que não.

– É sobre o negócio que a Carly não quer nos contar?

– Também. — Droga. Admiti que estava chateado e ainda por cima que tinha mais de um motivo.

– E o que mais?

– Mais nada.

– Como "mais nada"?

– Isso é tudo que me preocupa agora.

– Não é não.

– E como você sabe?

– Quando eu perguntei se era o negócio da Carly, você respondeu "também", isso significa que têm mais motivos. — Tentei driblar a loira mas me esqueci de que ela era muito esperta.

– Não é nada.

– Fala logo.

– Não.

– Para de fazer doce. — Ela me deu um empurrão de leve e me encarou na expectativa de que eu dissesse.

– Têm mais alguns motivos sim mas nada que seja da sua conta.

– Já sei o que é.

– E o que é? — Perguntei cruzando os braços diante do peito.

– Você está chateado comigo. — Ela deveria estar mais triste ao dizer isso mas na verdade soou convencida, mais preocupada com o fato de ter adivinhado o que me chateava sem se preocupar QUE de FATO me chateava.

– Como você sabe?

– Você mal falou comigo ontem depois do iCarly, hoje na escola e agora enquanto voltamos pra casa.

– Mas a senhorita ainda não sabe por que estou chateado com você.

– Não sei mesmo, então me diga.

– Sério, Sam? Você realmente não sabe?

– Por favor, me diz! Assim eu vou saber o que te irrita tanto e continuar fazendo. — Ela disse e depois gargalhou com todo o cinismo que podia reunir. Eu não sabia como cabia tanto dentro de uma pessoa tão pequena. — Tá bom, parei. Pode dizer.

Dei um longo suspiro enquanto fitava aqueles grandes olhos azuis e resolvi falar logo.

– Por que você disse no iCarly que não namoramos?

– Porque nós realmente não namoramos?? — Ela disse indignada.

– Sim, eu sei. Mas quando os boatos começaram a rolar você foi a primeira a não se importar em esclarecer nada pra ninguém e do nada, sem nos avisar, resolveu gritar aos quatro ventos.

– Eu só achei necessário que todos soubessem. — Ela falou fugindo olhar mas mesmo que transparecesse a maior convicção do mundo eu não acreditaria. Ela não muda de ideia assim sem nenhum bom motivo.

– Você não achou nada. A troco de que mudou de ideia assim?

– Como assim?

– Vai, pode dizer que, sei lá, o John pediu pra você dizer. — Falei hipoteticamente.

– Como você soube?

– Ele pediu? Ele pediu mesmo? — Não consegui acreditar.

– Pediu. — Ela confirmou com a voz baixa.

– Filho da... — Comecei o xingamento mas o interrompi enquanto a raiva me consumia.

De certa forma John havia manipulado Sam. O quão apaixonada ela estava por ele para abrir mão do direito de pensar com a própria cabeça, ainda mais num relacionamento que nem tinha começado direito? "Calma, Freddie, que drama, não e grande coisa!" Com certeza é sim. A Sam não é do tipo que obedece. É do tipo que manda. E aquele idiota tinha acabado de tirar isso dela.

– Como você espera que eu dê certo com ele se todos pensam que eu namoro você?

– Como você mesma disse, em uma semana, se a gente simplesmente ignorasse o assunto, ele desapareceria. Avisar para uma porrada de gente num webshow ao vivo soou como um ato de desespero para esconder justamente o que estamos negando.

– Então você acha que eu reforcei os boatos?

– Com certeza.

– John achou melhor assim. — Ela respondeu impassiva.

– Já está assim, subordinada? Sujeita às vontades dele? — Falei irritado.

– Não, calma! — Ela disse impressionada. — Eu só atendi a um único desejo dele.

– Só espero que não fique manipulando você. Te ajudei demais com ele pra isso. — Falei expondo minha outra preocupação em relação a ela... uma ajuda que talvez não tivesse recompensa.

– É, vou ter que admitir que você ajudou bastante. — Ela disse com uma voz terna. — E não se preocupe, John não é nenhum ditador de relacionamentos.

– Eu espero que sim. — Estava feliz por saber que ela estava ciente da minha ajuda imprescindível mas algo ainda me incomodava e minha voz não me ajudou a esconder isso.

– Você ainda está chateado. — Ela não perguntou. Ela não deduziu. Ela afirmou e acertou. Eu não entendia de que maneira poderia me decifrar daquele jeito.

– Não é nada com você.

– Fala logo, seu enjoado. — Fiquei bravo pela ofensa mas ela me pareceu interessada então continuei.

– Lembra que há um tempo eu pedi pra você me ajudar com a Carly e ai eu te ajudaria com o John?

– Sim.

– Agora você já conseguiu o que queria sem ao menos tentar enquanto eu ainda estou na mesma. Ainda preciso de uma ajudinha.

– Ah, claro. — Ela falou meio hesitante. — Eu ainda posso te ajudar com a Carls.

– Obrigada. — Falei tentando evitar um sorriso sem sucesso já que no final exibi um tão grande que mal cabia em minha boca.

Fomos conversando sobre o que ela e John discutiram no dia anterior e alguns momentos em que eu tentava insinuar para Carly meu interesse por ela. Finalmente as coisas pareciam estar progredindo e a loira garantiu que me ajudaria no que pudesse.

– E a camisa? Sua mãe jogou fora?

– Claro, você destruiu ela.

– Ah, não! Dava pra fazer um top cropped! — Ela respondeu divertida.

– Como se não bastasse, ainda fez um curativo enorme na minha barriga.

– Curativo? Por quê? Pra quê? — Ela perguntou com espanto.

– Você arranhou minha barriga com suas unhas.

– Deixa eu ver. — Abri os últimos quatro botões da camisa que usava e apontei na altura dos arranhões. A principio ela parecia envergonhada mas um instante depois de encarar meu abdômen, soltou uma risada histérica.

– O que foi? — Perguntei enquanto abotoava a roupa.

– Tudo isso pra só esses arranhõeszinhos?

– Você sabe que minha mãe é muito exagerada.

– Entendo.

Me despedi de Sam e fui até meu apartamento onde almocei e estudei um pouco durante a tarde. Carly e Spencer pareciam não estar em casa provavelmente ocupados com o assunto que os preocupava e não nos contavam e Sam também não deu as caras pelo resto do dia, então, sem nada pra fazer, assisti a alguns filmes sozinho em meu notebook dentro de meu quarto.

Quando desci para comer alguma coisa, me assustei percebendo que a porta estava destrancada então me aproximei com cuidado imaginando que talvez tivéssemos sido assaltados. Olhei ao redor e o cômodo parecia vazio e nada havia saído do lugar, exceto duas coisas: A geladeira aberta e um pacote deixado na mesinha de centro da sala. Era um embrulho muito mal feito que guardava uma camisa idêntica à que Sam rasgara, ainda com aquele cheirinho de nova. Colado à etiqueta, um pedaço de folha com uma caligrafia bem conhecida que dizia apenas "Me desculpe." Fui até a geladeira e a ausência do único pedaço de presunto que eu havia guardado confirmou minhas suspeitas de quem havia feito um arrombamento, uma devolução e um roubo ao mesmo tempo.

Sam.

Notas finais
Se alguém ainda não tinha entendido os nomes, agora vou explicar sempre. Qualquer outra dúvida, podem me mandar mensagens que eu responderei com muito prazer. A postagem do próximo capítulo continua dependendo dos reviews de vocês... ♡