Notas iniciais
AI ME UDEUSG ENTWE MASI UMA RECOMEODAÇAÕ´ VOC^~ES SÃODE MASIS Chloë Grace Hale, estou pretérita. Querida, muito obrigada mesmo, de verdade. Estou tão feliz e lisonjeada por tudo o que você disse. Amei sua recomendação! Agora, como reza a tradição, vou dedicar esse capítulo a você. E mesmo que não rezasse, eu dedicaria também. O título de hoje significa "Como se você se importasse." Não sei se está certo, mas tudo bem. Está grande, enooooooooooorme. Aproveitem.

PDV Freddie.

Finalmente a sexta-feira chegou e com ela a festa do Meião na qual Spencer nos levaria. Sam e Carly estavam extremamente empolgadas enquanto se arrumavam juntas como fizeram outras vezes. Enquanto isso, eu, já pronto, brincava com o barquinho do aquário que ficava no quarto, controlando-o através de um controle remoto.

– Freddie, o rosa ou o vermelho? — Carly me perguntou enquanto suspendia dois vestidos no ar.

– O rosa.

– Mas você nem olhou direito. — Sam se intrometeu.

– Por que você não vai se preocupar com o seu namoradinho? Ele já deve chegar daqui a pouco. — Retruquei com um desprezo que até eu mesmo desconhecia.

– Obrigada por já estar fazendo isso por mim. — Ela disse ríspida.

– Ninguém merece vocês dois brigando desse jeito. — Carly disse voltando a vasculhar outras roupas que havia espalhado pela cama.

Pelo menos naquele momento, decidi não responder mais qualquer outra coisa que incitasse uma briga que, no meu caso e da Sam, poderia ser desde um "oi, ainda estou respirando o mesmo ar que você" até uma tentativa de homicídio doloso. Na verdade, nós sempre temos os motivos mais estúpidos para brigar. Acontece que a situação já vinha se arrastando desde quarta à noite depois de termos feito o iCarly e se agravou um pouco quinta e sexta quando estávamos na minha casa estudando.

– Freddie?

– Sim.

– Vamos continuar?

– Continuar o quê?

– A estudar.

– Por quê?

– Porque sim.

– Ah, não...

– Freddie, para de ficar ai deitado! Acorda! — Ela disse me sacudindo e me tirando do transe.

– Qual é, Puckett! — Respondi irritado enquanto me sentava na cama.

– Por que você está assim, todo grogue, desde que almoçamos?

– Nada, eu só estava... pensando.

– Pensando no quê? — Ela se rastejou na cama até chegar do meu lado onde se sentou cruzando as pernas.

– Em algumas coisinhas. — Falei rindo.

– Tipo...

– Você. — Falei sem hesitar.

– Eu? — Ela perguntou incrédula. Eu a olhei finalmente e me senti satisfeito ao ver como suas bochechas já coravam de vergonha com tanta facilidade.

– É. Mas não se preocupe, eu só estava pensando nas vezes que você foi má comigo.

– Por quê? — Ela perguntou com a voz falha. Ainda corada.

– Sei lá, já que estamos estudando o sistema nervoso, comecei a pensar na dor física e emocional que você me causava.

– Que horror.

– Se você pensasse assim antes... — Falei me deitando ao lado das pernas dele que estavam estiradas ao meu lado.

– Você fala como que se eu só tivesse sido má a vida toda. — Ela disse preocupada, se deitando também para alcançar minha cabeça.

– Na maior parte do tempo, sim.

– Claro que não. — Ela contestou com indignação.

– Eu sou a prova viva disso.

– Eu não sou mais assim.

– Você quer dizer, TÃO mais assim. Você ainda me bate e me xinga, tipo... muito.

– Já faz um tempão que não faço isso.

– Só porque estou te ajudando com o John, senão eu estaria morto.

– Não, eu já melhorei bastante! — Ela insistiu ainda preocupada.

– Não, só está se garantindo.

– Qual é, eu posso ser legal sim com qualquer um, inclusive com você.

– Tudo bem. — Concordei enquanto me sentava novamente e ela fazia o mesmo. — Quero que me diga algo de bom que você fez pra mim recentemente.

Ela apertou os olhos encarando o chão e respondeu um instante depois.

– Eu te dei uma camisa nova.

– Aquela igual a que você rasgou na escola?

– Sim! — Respondeu triunfante, com um sorriso.

– Essa não vale.

– Por quê?

– Não foi mais que sua obrigação já que você rasgou a outra.

– Por sua culpa! — Ela me acusou, ajoelhando-se na cama.

– Se você está se referindo aquele dia em que ficamos presos na escola, eu só estava tentando pegar um pouco de bolo gordo.

– Exatamente, o meu bolo gordo! — Disse irritada.

– Que você não queria me dar nem um pedacinho porque prefere me ver morrer de fome por ser tão egoísta. — Falei sem pudor, tendo o silêncio como resposta.

A rápida mudança de expressão em sua face me fez perceber que eu não devia ter dito aquilo já que não é qualquer coisa que a irrita, então se aquilo o fez, deveria me arrepender amargamente.

– Filhinho, cheguei mais cedo! — Uma voz vinda da sala invadiu o nosso silêncio num susto. Eu encarei Sam alarmado e sem dizer uma palavra, ela se levantou e foi até a janela do meu quarto.

– Sam! — Chameia-a preocupado com o risco que correria saindo daquele jeito.

– Olá, Freddinho! — Minha mãe disse enquanto atravessava a porta do meu quarto.

– Mãe?! — Falei espantado.

– Que cara é essa, Fredward? Parece que viu um fantasma!

– Fantasma?! — Perguntei ainda espantado com o coração tão acelerado, quase parando e já dando como certa a minha morte por minha mãe ter pego uma garota no meu quarto. Olhei para trás e Sam não estava mais na janela. Ela conseguiu sair antes que pudesse ser vista. — Não, mãe. Eu não vi nada.

No dia seguinte, na sexta, Sam não falou comigo durante as aulas. Assim que cheguei, procurei por ela para ter certeza de que sua fuga de alto risco não lhe trouxera nenhuma consequência grave, afinal, mesmo se tratando de uma Puckett, era algo muito arriscado e eu estava preocupado. Quando a vi aos risos com John, apesar da situação, fiquei aliviado porque ela parecia bem. Como não me dirigiu a palavra em momento algum, pensei que não apareceria em meu apartamento à tarde, então não a esperei. Voltei para casa e tomei um banho, mas ao descer para almoçar, lá estava ela sentada à mesa.

– Eu não pensei que você viria hoje.

– Vamos acabar logo com isso, ok?

– Ok.

A convidei para almoçar também e ela recusou, mas quando viu minha comida, não resistiu e a tomou de mim. Por ainda parecer brava comigo, resolvi não protestar e fazer outro prato para mim. Durante toda a tarde, ela continuou absurdamente quieta e calada. Apenas respondia o que eu dizia com "sim" ou "não" e não perguntava nada de volta como fazia normalmente. A situação estava sufocante especialmente por não saber o que a irritava, então tentei não pensar em nada para não me dispersar dos nossos estudos ou começar mais uma briga que pudesse piorar tudo. Por um instante me permiti imaginar se não teria sido John e instantaneamente o julguei até me lembrar de que pela manhã na escola ela era só sorrisos para ele, enquanto comigo não havia dito nem uma palavra. Certo, o problema só podia ser eu mesmo. O problema era que eu ainda não sabia o quê.

Voltando à festa no sábado, Sam falou comigo mas só por conveniência e nos assuntos dos quais Carly e/ou Spencer participavam também. De qualquer forma, sua hostilidade em relação a mim não mudara. Na verdade sim, mas para pior. Ela sempre tentou me ridicularizar mas dessa vez também fazia uso do tom agressivo que só entrava em cena quando tinha alguma coisa bem errada. Ou, nesse caso, no qual eu tinha feito a coisa bem errada. Ela continuava brava e eu ainda não sabia por quê.

Depois de muitas discussões e a manifestação do estresse descomunal de ambas, as garotas ficaram prontas. Descemos as escadas enquanto Spencer declarava que já eram dez horas e já deveríamos ter saído há muito tempo.

– Oi! — Sam falou ao ver John e correu até ele para cumprimenta-lo.

– Você está linda. — Ele disse depois de terem compartilhado um selinho.

– Vocês são fofos. — Amy disse abraçada a Spencer.

– Podemos ir? — Falei estressado.

Foi difícil para nós seis nos acomodarmos no carro, mas até que o fizemos muito bem. Chegamos à festa que parecia estar ótima logo de cara. Trouble Maker estava tocando, o som era estrondoso e podia ser ouvido do início da rua. Tudo estava bem iluminado e a rua já estava tomada por outros automóveis, a maioria, com certeza, pertencentes a outras pessoas que estavam lá dentro. Provavelmente a confraternização incomodaria os vizinhos, mas o anfitrião parecia não se importar com isso.

– E ai, irmão! — Meião disse abraçando Spencer.

– Então, cara, você já conhece minha nova garota Amy, minha irmã Carly, o menininho da tecnologia Freddie, a doida da Sam e agora quero que conheça o namorado dela, John.

– E ai, cara. — Meião falou enquanto apertava a mão dele e o encarava desconfiado.

– Olá. — John respondeu enquanto ainda era fitado de um modo esquisito.

– O que foi? — Spencer perguntou desconfortável.

– Nada, eu... eu só...

– Só o quê? — Sam o pressionou.

– Nada, esquece!

– Pode falar. — Spencer insistiu também.

– Eu só... pensei que o Freddie namorasse a Sam.

– Não! — Eu, Carly, John e Sam gritamos em uníssono enquanto Amy ria.

Eu e a loira nos encaramos de um jeito que já fizemos tantas vezes, mas daquela vez o motivo simplesmente não parecia mais tão absurdo. De certa forma, parecia que eu estava me acostumando.

Mesmo irritado e um pouco constrangido por achar que fazemos tudo ao contrário do que faça os outros pensarem em nós como um casal, não me estressei tanto quanto Sam poderia por já estar namorando John. Na verdade, seria cômico se não fosse trágico. Mas quer saber? É os dois.

PDV Sam.

– Me desculpem, me desculpem mesmo. — Meião disse envergonhado.

– Sem problemas. — Respondi.

– Agora eu sei, John é um cara legal e é seu namorado. — Continuou ele ainda desconfortável.

– Tudo bem, crianças, agora vão aproveitar a festa, vão! — Spencer nos empurrou e continuou conversando com Amy e Meião.

Caminhamos pela casa onde víamos pessoas por todos os cantos bebendo, conversando, rindo e dançando. Por ter muita gente, não encontramos um local mais reservado onde pudéssemos ficar até nos situarmos na festa e decidir interagir com outras pessoas então paramos num canto onde permanecemos por um instante. Apesar da música alta, o silêncio era de lei entre nós depois de uma situação como a que acabara de acontecer.

– Oi, vocês são do iCarly? — Uma garota acompanhada de outra nos perguntou entusiasmada depois de se aproximar calmamente.

– Sim, nós somos. — Carly respondeu simpática.

– Vocês pelo menos têm idade pra já estarem frequentando festas? — Perguntei desconfiada porque as garotas aparentavam ter uns doze anos.

– Não, nós só queríamos vir ter certeza de que eram vocês quando desceram do carro! — Uma delas disse.

– Poderiam tirar uma foto com a gente? — A outra pediu.

– Claro. — Respondi depois de ter pedido visualmente o consentimento de Carly e Freddie.

– Você poderia... — Uma delas disse sorrindo enquanto estendia o celular para John nos fotografar. Ele a olhou perplexo e mesmo tendo aceitado fazer o favor, eu sabia o que viria em seguida.

– Muito obrigada! — Uma delas disse depois de termos sorrido para a câmera. — E quanto a você e o Freddie não estarem namorando... nós já entendemos tudo. — Ela disse num certo tom de ironia enquanto piscava um dos olhos.

– Não, nós...

– Tchau! Obrigada! — A outra garota me interrompeu enquanto saía acendendo com sua amiga e John saía também com uma expressão de raiva.

– John! — Gritei tentando faze-lo parar mas sem me mover para que conseguisse de fato.

– O que você está esperando? Vai atrás dele! — Carly berrou e eu não pensei duas vezes antes de faze-lo.

John ia apressado e furioso através da casa toda esbarrando em quase todo mundo. Eu ia logo atrás tentando alcança-lo e gritando seu nome mas a música estava bem alta e talvez ele não estivesse me ouvindo ou simplesmente me ignorando. Mesmo assim, não desisti e em um momento ele teve que parar. Atravessei a cozinha atrás dele e uma porta nos fundos dela dava acesso a uma bela varanda. Ele se escorou na pequena cerca em volta da parte coberta que tinha algumas plantas e duas cadeiras de madeira. Tive a impressão de que ele murmurava alguma coisa e seus movimentos ainda pareciam incertos e movidos pela raiva. Esperei um instante e logo o chamei.

– John...

– O que foi? — Ele perguntou com raiva ainda de costas para mim.

– Por que você está tão bravo?

– E você ainda pergunta? — Ele disse se virando.

– Ok, eu sei que é por causa dessa coisa de todo mundo pensar que eu namoro o Freddie. — Falei me aproximando.

– Sim.

– Isso não deveria te incomodar tanto já que não é verdade. — Respondi.

– Com certeza eu tenho que achar muito legal pensarem que você namora ele ao invés de mim.

– Eu não quis dizer isso.

– O que quis dizer então? — Disse, cruzando os braços.

– Você só não precisa se estressar tanto!

– Só porque você não se estressa? — Ele gritou.

– Eu me estresso sim!

– Não é o que parece.

– Eu já fiz o que pude, não tenho mais o que fazer senão ignorar.

– Na verdade tem sim.

– Não tem não! Eu nem ligava pra essa droga de fofoca e você me fez desmentir ela no iCarly!

– Você preferia que todo mundo continuasse pensando aquilo?

– Não, mas só fez piorar tudo!

– Graças a quem? — Ele gritou com sarcasmo.

– É ridículo como você faz parecer que a culpa é minha quando não é! — Gritei de volta, já tomada pela raiva.

– É de quem então?

– A questão não é essa. — Respondi um pouco mais baixo.

– É, a questão é a forma como eu sou humilhado sendo seu namorado toda vez que pensam que na verdade é aquele Freddiota!

– Ei! — Nesse momento eu quase disse que era a única que poderia chama-lo daquele jeito mas aquilo só traria mais motivos para John brigar comigo. — Isso não estaria acontecendo se você simplesmente ignorasse.

– Então agora a culpa é minha e não sua?

– Nunca foi minha!

– Você deu motivos para pensarem aquilo!

– Eu não dei! E se você estiver se referindo ao dia que fiquei trancada com o Freddie é melhor calar essa boca porque não estávamos juntos ainda então você não tem que me exigir nada.

– Tudo bem, então por que não vai atrás do idiota e se tranca lá com ele mais uma vez? — Ele disse saindo e me deixando sozinha.

Ofegante e com os batimentos cardíacos extremamente acelerados, comecei a sentir minha cabeça girar então me sentei num degrauzinho da varanda. Tentava assimilar tudo o que tinha dito e ouvido e um misto de tristeza, agonia e muita raiva envolvia tudo o que me vinha a mente. Naquele momento eu odiava o John. Eu odiava o Freddie. Eu me odiava. Eu odiava aquela briga.

Tentei me acalmar mas só conseguia transformar a raiva em tristeza. Eu já andava meio chateada com Freddie e a última coisa que precisava era me chatear com mais alguém.

Eu já estava confusa demais sobre o que vinha acontecendo e o último momento só fez piorar tudo. Quarta-feira, depois do iCarly, quando Freddie havia me dito que eu estava com ciúmes dele, a ideia realmente me acometeu de uma maneira esquisita. Eu mal sabia como era sentir algo parecido e foi esquisito descobrir mais a fundo com o nerd.

Na quinta-feira, tentei disfarçar como pudesse e até agi normalmente durante o dia inteiro até que, na casa dele, enquanto estudávamos, ele disse que eu era egoísta em algumas situações. Mais uma de suas palavras me atingindo de uma maneira que me levaram a pensar e a me importar com elas.

– O Meião é tão engraçado.

A voz eu já conhecia, o tom já me era familiar, o cheiro chegou logo em seguida e todo esse conjunto me fez estremecer e saber que era ele antes que eu visse seu rosto. Como se já não bastasse o lugar que ocupava na minha cabeça, também estava inesperadamente em um bem perto fisicamente.

– O que você está fazendo aqui? — Perguntei espantada enquanto ele se sentava ao meu lado no cantinho apertado.

– O que VOCÊ está fazendo aqui?

– Nada. — Respondi quase num sussurro.

Ele levou à boca o copo que segurava e deu um longo suspiro em seguida. Parou por um instante parecendo selecionar com cuidado o que diria e continuou.

– Eu vi o John indo embora. — Freddie sussurrou.

– E?

– E ele parecia estar bem chateado.

– Como se você se importasse. — Respondi dando de ombros.

– Não com ele. — Queria me matar naquele momento porque eu não o olhava mas sabia que ele estava me olhando e perceberia que suas palavras tinham me atingido de uma maneira que eu não sabia que pudessem algum dia.

– Por que você está aqui?

– A Carly não viu o John indo embora então ainda acha que ele está com você, ai quando ela foi conversar com a Amy eu resolvi te procurar... ai achei essa coisinha aqui sentada. — Ele disse com um sorriso enquanto cutucava meu braço.

– Isso ainda não responde minha pergunta.

– Porque eu quero. — Ele disse me olhando fixamente. — Estou aqui porque eu quero. E sabia que você estaria chateada por alguma coisa que aquele babaca disse.

– Falar dos erros dos outros é muito fácil.

– Eu sei que você também está chateada comigo. Mais um motivo pra eu estar aqui.

– Eu não estou. — Menti, voltando meu olhar ao chão.

– Você está sim e agora há pouco eu estava imaginando o porquê.

– E descobriu?

– Acho que sim. — O olhei antes que continuasse a tempo de ver seu pequeno sorriso. — Egoísmo meu.

– Não, não sou eu a "egoísta"? — Falei indignada.

– Você estará sendo se achar que é a única. — Ele riu. — Me desculpe por ter te chamado disso.

– Cala a boca. — Eu não sabia de que outra forma reagir a não ser com meu imenso constrangimento.

– O que houve com o John?

– Uma briga.

– Sobre?

– Você.

– Eu?

– É.

– Nossa! Eu estou... lisonjeado?

– Ah, por favor...

– Ok, parei. — E parou por um ou dois minutos. — Foi por todo mundo pensar que a gente namora, não é?

– Sim.

– Oh. — E parou de novo. — Imagina se eles soubessem que já nos beija...

– Nós juramos NUNCA falar sobre isso de novo. — O interrompi furiosa puxando-o pela gola da camisa até a ponta de nossos narizes quase se encostarem.

– Hey, calma! — Ele disse e eu o soltei. — Daqui a pouco isso passa quando eu estiver namorando a Carly.

– Só quero ver quantos milênios isso vai demorar.

– Menos do que você imagina. — Ele falou triunfante. — Espero que você e o John dure tanto quanto eu e ela vamos durar... embora esteja difícil por enquanto.

– Obrigada. — Falei com calma e frustração.

Ele terminou de beber o que quer que estivesse em seu copo e começou a olhar para o céu assim como eu. Tentei não encara-lo mas consegui notar pela minha visão periférica sua expressão derrotada.

– Não é engraçado? — Ele disse um tempo depois e pelo seu tom de voz estava sorrindo.

– O quê?

– Todo mundo pensando exatamente o contrário daquilo que a gente quer que pensem.

– É. — Concordei, finalmente encorajada a olha-lo.

– Pelo menos não está tanto quanto antes. Eu disse que não daria certo ficar avisando no iCarly.

– Chega desse assunto. — Falei exausta e irritada.

– Tudo bem.

Continuei fitando-o enquanto ele ainda olhava o céu sem muitas perspectivas. Depois de muito NÃO pensar, falei duas coisas que eu não costumava falar, muito menos para ele.

– Me desculpe e obrigada.

– Por quê? — Ele riu, mas ainda não me olhava.

– Você vai me fazer dizer de novo?

– Não. — Ainda rindo ele me olhou. — Eu sei o quanto pode ser "difícil" pra você.

– Obrigada.

– Olha ai, acabou de falar de novo. Não é tão difícil assim.

– Com certeza é.

Rimos novamente e ele se levantou.

– Vou ver se acho a Carly.

– Ah, tudo bem. — Falei meio decepcionada por voltar a ficar sozinha. Ele se virou e já ia saindo quando eu o chamei de novo. — Espera ai!

– Sim? — Ele colocou as mãos no bolso e se escorou na parede esperando que eu dissesse o que queria.

– A gente também não precisa falar sobre isso de novo, não é?

Ele riu fitando o chão e me olhou novamente mais sério.

– Não.

Notas finais
Espero que vocês tenham entendido o flash back meio indireto que teve no PDV do Fredduardo. Não quero mais ficar marcando quando começa e quando termina, mas me avisem se ficou confuso. Pessoal! Amanhã a fanfic completa 3 meses, yay! Então quero saber: até agora, qual foi o capítulo preferido de vocês?