Antes De Partir

6 Cap. 5 - Somewhere


Notas iniciais
Heeeeey gente, to sumida eu sei. Mas volta as aulas é foda né? E olha que as minhas nem voltaram ainda HUAUHAHUAHUAHU Mas eu to tentando deixar a OSOMODON adiantada e essa também, porque começando a facul, tempo será raridade.
Capitulo sem capa por N razões, mas logo elas ressurgem.

Shelby P.O.V


Ela estava linda. Maravilhosa. O teatro estava vazio, pois o resto do elenco estava em reunião. Ela estava ali ensaiando Somewhere, mas ficava recomeçando. Foi então que eu decidi cantar com ela.

_ Acho que eu só consigo cantar essa música direito quando estou com você. – disse ela sorrindo timidamente depois que acabamos.

_ Por mais que eu discorde que você não a cante bem em outras ocasiões, admito que essa foi sua melhor. – ouvimos alguém se aproximando – Prazer, Nataniel, diretor da peça. E a senhora deve ser a mãe da Rachel não?

_ Senhorita. – corrigi apertando sua mão – Shelby Corcoran, prazer.

_ Bom Rachel, vim dispensá-la por hoje. – disse ele, após beijar minha mão – A reunião vai acabar demorando mais do que o esperado.

_ Theo? – perguntou minha filha e o diretor bufou.

_ Ele quer que façamos algumas mudanças na peça para que ele seja o centro da peça. E quem morra seja Maria, não Anton. – minha filha soltou uma exclamação indignada e o homem a acalmou – Relaxe, sem chances de isso acontecer. Não temos os direitos artísticos da peça. O problema é fazer aquele tapado entender isso. Mas quanto a você, pode ir passear com sua mãe.

_ Está bem... Qualquer problema me ligue. – pediu minha filha pondo o casaco e apanhando suas coisas no canto do palco – Shelby, vamos?

Ela estava sem carro, pois tinha ido com Theo. Então, entramos no meu e eu perguntei:

_ Bom, Beth vai ficar com os pais até as 18h... O que quer fazer até lá? – ela pareceu surpresa com a informação, assim como Quinn e Puck, mas logo se recuperou.

_ Eu tenho que levar a Barbra para ao pet shop. Ia fazer isso depois do ensaio. Se pudermos passar no meu apartamento para pegá-la, podemos almoçar depois.

Concordei, saindo com o carro. Seu apartamento era longe, o que me surpreendeu. Ela me explicou que ela morava com Quinn quando se mudaram para cá e quando a loira ficou noiva de Puck, não quis ir pra longe, mesmo o trabalho ficando do outro lado da cidade.

_ Mas estou paquerando um apartamento por aqui. – confidenciou ela – Fica perto do seu na verdade.

_ Vai deixar Quinn? – perguntei e ela sorriu.

_ Eles vão me deixar. – brincou – Puck comprou uma casa em Manhattan e eles se mudam em dois meses, após terminar a reforma. Agora talvez demore um pouco mais, se eles quiserem preparar um quarto para a Beth.

_ Nunca imaginei os dois no subúrbio. – admiti rindo – Especialmente agora que Noah é famoso.

_ Eles tentam evitar que isso suba a cabeça. – explicou ela – Como também logo ele começará as turnês, ele acha que excesso de luxo é besteira.

_ Ele vai passar muito tempo fora? – perguntei e ela negou.

_ Shows só de 5ª a domingo. Os outros dias ele passa aqui na cidade com Quinn, para ajudá-la com o casamento. – disse Rachel, já abrindo a porta do apartamento – Barbra, mamãe chegou.

A cachorrinha veio como um raio do quarto, atirando-se nos braços de minha filha, que lhe encheu de beijos. Ela foi até a cozinha e logo voltou, já com a cachorrinha na coleira. Pediu que a segurasse enquanto se trocava e eu concordei, observando o apartamento.

_ Sua casa é linda. – elogiei quando ela voltou, trançando os cabelos.

_ Obrigado. – agradeceu, apanhando a coleira – Vamos?

Deixamos a cachorrinha no pet shop e voltamos a atravessar a cidade, até perto do Central Park. Depois de anos morando por ali, conhecia alguns restaurantes muito bons e pouco badalados.

Pedi espaguete com molho de trufas e frango com limão siciliano e Rachel uma lasanha vegetariana. Escolhemos um vinho tinto francês e logo almoçávamos em meio a conversar sobre seu tempo em NYADA e as pontas que havia feito em alguns musicais.

_ O sonho de Kurt é estrelarmos, juntos, Wicked. – contou-me ela – Mas isso ainda está longe... Acho que nem mesmo os admiradores mais vorazes da Broadway e defensores dos gays estão prontos para algo assim.

_ Eu acho que vocês deveriam tentar. – disse a ela – Vocês dois juntos são ótimos querida, e você daria uma excelente Elphaba...

_ Foi meu papel na peça de encerramento em NYADA. – contou ela e eu me admirei – Tenho gravado em casa se você quiser...

_ Obvio que sim. – garanti – Você deve ter ficado maravilhosa cantando Defying Gravity.

_ Fiz meu melhor. – disse ela modestamente – Mas me diga: você já fez Wicked?

_ Uma vez. – contei – Foi meu primeiro grande papel, mas não chegou a ser na Broadway.

_ Deve ter sido fantástico do mesmo jeito. – garantiu minha filha pegando minha mão.

_ Você gostaria de conhecer um lugar? – perguntei – Fica aqui no Central Park mesmo.

Quando chegamos, ela aproximou-se da arvore, tocando-a. Eu sorri enquanto a observava, se segurando no tronco.

_ Quando viemos competir as Nacionais, eu e Finn nos encontramos ali, naquela ponte. – apontou ela, sonhadora – Daqui é possível se ter uma visão linda dela.

_ Eu sei que é um lugar ‘manjado’, mas eu gosto de vir aqui. – contei a ela – Quando você nasceu, essa arvore nem existia. Eu costumava vir aqui e me deitar por horas, pensando em você. Quando a plantaram, eu me encostava a ela.

_ Beth gosta daqui? – ela perguntou, me encarando por de trás do tronco e eu neguei.

_ Beth não conhece esse lugar. Quer dizer, já passou por aqui, mas eu nunca a trouxe a esse ponto especifico como faço com você agora. Esse lugar é meu e seu.

Ela sorriu, mordendo o lábio inferior. Se afastou da arvore e se aproximou de mim, dando-me a mão. Continuamos caminhando, até que ela olhou a hora.

_ Quase 17h40... – disse ela e eu concordei. Caminhamos lentamente até o carro e fomos o caminho todo ouvindo o CD de Wicked que eu tinha no carro. Quando paramos em frente ao prédio de Quinn e Puck, não pude deixar de me espantar com a beleza do local.

Chegando a porta do apartamento, ouvimos risos altos e conversa lá dentro. Rachel franziu o cenho e tocou a campainha. Logo, um sorridente Puck abriu a porta.

_ Beth, sua mãe está aqui. – gritou ele.

_ Manda ela entrar! – gritou minha filha de volta. Sua voz estava ofegante e ela gargalhava com algo.

_ Madames. – pediu ele, dando passagem. Rachel riu e eu acompanhei – Venham, estão todos na sala.

Quando ele disse todos, eu e Rachel o encaramos curiosas, mas ele apenas indicou a sala. Chegando lá, vimos Beth no chão, com o que eu me lembrava ser Kurt lhe fazendo cócegas até ela chorar de rir. Quinn estava junto, com a cabeça da pequena em seu colo e também gargalhava.

No sofá, ao lado de onde Puck se sentou, estava Blaine, segurando um grande cachorro de pelúcia. Me adiantei para cumprimenta-los, mas vi que Rachel não me seguia. Ela estava parada, na porta da sala, encarando a porta da cozinha e eu segui seu olhar. Ali, de calça jeans e camisa branca, estava Finn Hudson.

Notas finais
AS FINCHEL PIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIRA
UHAUHAHUAHUAHAUHUAUA