Antes De Partir
5 Cap. 4 - Pais
Notas iniciais
Puck P.O.V
_ Foi mais fácil do que eu pensei. – disse Quinn, assim que entramos no apartamento. Ela jogou a bolsa no sofá e tirou a sandália, se jogando sobre o pufe – Mas esse salto não foi feito para brincar com crianças.
_ Só não estamos acostumados. – observei, sentando ao seu lado – Logo pegamos o jeito.
_ Você viu ela brincando comigo? – perguntou minha noiva, os olhos brilhando.
_ Vi... Vocês ficam parecendo mãe e filha juntas. – garanti, deitando ao seu lado – Logo, podemos chamá-la para ser a daminha do nosso casamento. O que você acha?
_ Maravilhoso. – disse ela animada. Ela se levantou correndo e eu me sentei, a encarando sumir pelo corredor. Quando voltou, estavam apenas de lingerie – Sabe Noah, eu tenho que te agradecer.
_ Pelo que minha loira gostosa? – perguntei, enquanto ela sentava no meu colo.
_ Por ter esquecido a camisinha, por ter me dado uma filha tão linda, por me amar, por estar comigo... – enumerou ela – São tantas coisas.
_ Achei que você tivesse odiado engravidar cedo e sair das cherrios. – provoquei e ela riu.
_ Sabe... Meus tempos nas cherrios me deixaram bem... Flexível. – e mordeu o lábio inferior. Ai loirinha, assim você me mata.
Na manhã seguinte, atravessamos a cidade novamente para levar Beth comprar sua tão preciosa boneca. Chegando a porta do apartamento, ela já abriu a porta.
_ Eu vi vocês pelo olho mágico. – disse ela, colocando o casaco e nos fazendo rir. Shelby apareceu de avental da cozinha e ria também.
_ Ela está a quase meia hora ai esperando vocês. – contou a mais velha, enquanto nos entregava a mochila dela – Bom, eu vou assistir o ensaio da Rachel hoje. Se importam de ficar com ela até umas 18h?
_ Claro que não. – disse Quinn, parecendo surpresa e Shelby sorriu.
_ Amorzinho, mamãe vai ver o ensaio da Rachel hoje e passa te pegar mais tarde... Você se comporta? – perguntou para a pequena que confirmou.
_ Posso levar minha casinha? Ai a Quinn me ajuda com ela. – pediu e Shelby deu uma ideia.
_ Que tal você deixar aquela casinha no apartamento deles? Assim toda vez que for lá, tem algo para brincar.
Ela adorou a ideia e logo já havia corrido buscar o brinquedo. Eu e Quinn, por outro lado, encarávamos Shelby surpresos. Aquilo era, definitivamente, muito mais do que esperávamos.
Ela apenas sorria para nós e quando nossa filha apareceu, nos deu alguns avisos sobre o que ela podia ou não comer, como por exemplo, amendoins.
_ Algum de vocês tem alergia a amendoim? – perguntou ela quando já estávamos no carro, ela atrás, eu e Quinn na frente.
_ Minha mãe. – disse minha noiva, olhando-a pelo retrovisor – E eu tenho a frutos do mar.
_ Uma vez eu comi camarão e me deu diarréia. – contou Beth, parecendo entretida com os botões do carro.
_ Então vamos evitar comer criaturas marinhas hoje. – disse a ela – Bom... Primeira parada: loja de brinquedos.
Sabíamos os riscos de ir com uma criança de seis anos a uma loja de brinquedos, ainda mais sendo eu um cantor conhecido e Quinn uma modelo relativamente propagada, então decidimos por uma pequena, perto de nosso apartamento.
Foi um tiro certeiro, pois Beth adorou-a. Além da Barbie, quis ainda um cachorro de pelúcia, um quebra cabeças das princesas e uma barraca da Dora, A Aventureira. Nem sabia que ela ainda existia.
Pagamos tudo e fomos para casa, onde Quinn logo se pôs a fazer o almoço. Nesse meio tempo, levei Beth conhecer o lugar.
_ E esse é o quarto de hospedes, onde você pode dormir, quando quiser. – disse-lhe, mostrando o aposento. Era todo em cores pastéis, ideia de Quinn.
Minha filha caminhou, observando todas as paredes e moveis e logo quis buscar seus brinquedos para por ali. Enquanto ralávamos com aquela barraca, nada infantil, da Dora, Quinn entrou trazendo a bandeja de lasanha e pratos e copos de plástico.
Sentamo-nos ali mesmo para comer e Beth repetiu três vezes, mostrando o estomago Puckerman dela. Depois, comemos uma grande taça de sorvetes juntos, dessa vez os três tentando decifrar a louca barraca.
Quando acabamos, ela fez um bico.
_ Queria que tivesse escuro, para acampar.
_ Seu desejo é uma ordem. – disse minha noiva, apertando um botão do interruptor. A janela começou a se fechar e logo, o quarto ficou um breu, assustando a pequena – Já volto.
Beth ficou agarrada em mim até Quinn voltar, trazendo consigo uma luminária de estrelas. Ela ligou ao lado da barraca e logo, todo o quarto estava cheios de estrelas brilhantes.
Nossa filha sorriu maravilhada, entrando na barraca.
_ Mãe, pai... Vem. – chamou ela lá de dentro e nós dois paramos estáticos. Ela havia mesmo dito aquilo – O que foi? – perguntou pondo a cabeçinha para fora.
_ Nada, é só que... Do que você nos chamou? – perguntei e ela revirou os olhinhos.
_ Mãe e pai. Vocês disseram que podia. – disse ela como se fosse obvio.
_ Claro que pode. – garantiu Quinn.
_ Então venham. – chamou ela, voltando para dentro – É lindo.
Nos arrastamos, deitando ao seu lado. De lá, víamos os desenhos no teto da barraca e os atravessando, as estrelas brilhando no teto do quarto. Logo, Beth arrastou sua cabeçinha para meu peito e eu abracei Quinn pelo outro lado.
Não demorou mais que alguns instantes para as duas estarem em sono alto e eu, lógico, decidir acompanhá-las.
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