Anteros

23 Srª Keehl


Notas iniciais
HUIA, boa tarde leitoras! ou leitores...
como estão? bem, eu estou bem também xD
hmmmmm, aulas começando, a preguiça batendo e a tristeza voltando... Por isso vamos nos animar com um capítulo INTERESSANTE, é...
Próximos capítulos estão bons então não deixem de acompanhar e comentar principalmente ^^
aliás, a Keeru-chan conseguiu mandar a recomendação, portanto, recomendem *-*
até la embaixo

Nós tivemos alguns probleminhas nos sinais e nas curvas um pouco mais fechadas, pois além de eu não conseguir parar às vezes, eu acelerava ou brecava com uma força impressionante, fazendo com que a mulher ao meu lado baqueasse para frente, e se não estivesse usando o cinto de segurança, aposto que já teria saltado para o capô do carro pelo vidro dianteiro.

Ela foi meticulosamente me ensinando o caminho para onde devíamos ir e depois de descobrir que eu não tinha experiência alguma no volante, me deu algumas instruções, o que facilitou um pouco o nosso trajeto, já que agora eu não acelerava mais subitamente nem mesmo afundava o pé no freio.

- Está indo bem Matt... Isso, freie suavemente, afunde o pé devagar e somente o necessário. – Era uma ótima instrutora.

- Se sabe dirigir tão bem, por que não pega no volante você mesma? –

- Ora, o carro não é meu, e pelo que vi nem seu. – Parou um instante, pensativa. – Afinal, é bom que aprenda um pouco sobre direção, pode precisar um dia desses não é? – E me encarou como se eu tivesse um bom motivo para dirigir numa situação de urgência qualquer dia desses.

- Hmmmmmm... – Grunhi desconfortavelmente, pensando se ela sabia sobre algo que estávamos fazendo ali na Rua 17.

- Matt, eu sei o que aqueles dois rapazes estavam carregando, fique tranqüilo. – COMO ELA PODE SABER? Nãaaaao, não pode, está tentando me enrolar!

- Se sabe, então deve ter ficado um pouco enojada já que era carne de quinta para comercializarem dizendo ser de primeira, no açougue do sobrado. – Pareci o mais natural que pude, mas ela realmente sabia o que tinha no caixote.

- Encomendei os explosivos. –

- Para que os quer? – Sinceramente, eu tive a oportunidade de perguntar isso ao comprador. Saber qual a intenção dela sobre os explosivos estava me matando de curiosidade.

- Preciso mandar um certo lugar para os ares. – OH MEU DEUS!

Primeiro, não pode ser a Sweet Smell, porque se for, Lana virará o inferno em pessoa. Segundo, não a casa dela, pois eu ficaria sem moradia, e nem mesmo a de Near, pois é um bom garoto.

- Por um acaso é uma loja de doces ou então uma casa comum no subúrbio? – Ela me entreolhou, como se eu perguntasse o absurdo.

- Não. –

- Ainda bem... Então, é... Quer me contar o que vai explodir? –

- Claro que não. – A minha absoleta curiosidade voltou à tona.

Mas é claro que eu não insistiria, ou ela acabaria cismando de algo.

- Então pode pelo menos me dizer onde estamos indo? – Perguntei já que me vi dirigindo numa área mais isolada da cidade que eu nunca tinha visto.

- Você me salvou dos policiais àquela hora e até agora foi muito gentil. Preciso retribuir não acha? – Retribuir? Com o que? Sorvete?

- Ah, não... Eu pago. – Falei pensando na conta que daria, eu estava meio duro, só com alguns tostões no bolso, mal daria pra duas casquinhas.

- Acha que pode pagar para uma mulher como eu? – Arqueou as sobrancelhas.

- Depende. – Pausei. – Você enfia tudo na boca de uma vez? – Perguntei, imaginando-a comer sorvete atrás de sorvete sem parar.

- Se você quiser... Sim. – Ah, psicologia inversa não? Com certeza quer todos os sorvetes possíveis. E o que terei de dizer? ‘Claro! Por que não?’

- Claro! Por que não? – Elevei os ombros, meio tenso pela quantia que daria as 7 casquinhas. Ah. E dela ouvi somente um risinho, como se eu tivesse dito algo maligno com um tom de voz natural. É uma mulher estranha.

Continuei dirigindo, até ela me pedir pra parar em uma construção habitada por pessoas e carros a frente. Não tinha um letreiro então não consegui identificar se era uma sorveteria ou uma lanchonete...

Mas se bem que era um lugar muito esquisito pra ser uma das duas opções.

- Vem comigo. – Disse numa voz provocativa. Descendo do carro e indo em direção a grande entrada do lugar, onde foi direto para um balcão conversar com um dos atendentes. Talvez ela esteja fazendo o pedido por nós dois.

Fiquei do lado de fora observando o lugar. Todos os carros estacionados tinham a placa diferente, como se viessem de várias cidades e estivessem apenas de passagem por aqui... Nossa. E continuei admirando a paisagem afora até Olivia surgir na entrada e me chamar.

- Já vou, já vou. – Respondi quando me chamava já pela terceira vez, meio impaciente. Ela segurou meu pulso e subimos pela escada ao lado do balcão. Ué, será que vamos sentar em algum tipo de sacada com mesas pra apreciar a vista enquanto tomamos o sorvete?

Após chegarmos ao topo, comecei a questionar o que na verdade era ali. Havia um corredor e várias portas numeradas. Parecia mais um... Hotel.

Hotel... Nos hotéis vendem sorvete não é mesmo? Talvez ela só se sinta tímida em comer tantas casquinhas em público, e reservou um dos quartos com sacada e cadeiras para ter mais privacidade enquanto os devora. Sem dúvidas é isso!

Abriu a porta de número 14 e me empurrou para dentro, entrando e trancando em seguida. Lançou-me um olhar um tanto... Um tanto... ELA IRIA ME DEVORAR E NÃO DEVORAR CASQUINHAS DE CHOCOLATE!

- Aqui você não precisa hesitar. Se quiser pode me usar para satisfazer seus fetiches. – Aproximou-se e colou seu corpo ao meu.

Mesmo sendo OBVIAMENTE mais velha que eu, ainda era mais baixa, e perto de mim parecia uma donzela, mas claro, ela não era uma donzela, era uma prostituta.

- E-EI! – Empurrei-a com delicadeza, afinal de contas, ainda era uma mulher. – Não era isso que eu... –

- Está certo! Sei que não é o filho da mamãe. Mas qual é? Estamos a sós. – Novamente colou seu corpo ao meu, dessa vez pressionando seus seios em minhas costelas. E devo admitir, eram tão... Macios.

Macios como a bunda do Mello.

Mello... OH! O MELLO! NÃO! TENHO QUE SAIR DAQUI... Estou traindo Mihael!

E depois de enfim entender a intenção de Olivia, pensei em como eu era idiota. Sorvete... SORVETE O CARAMBA! Ela tava é falando do meu... Do meu amigo bem dotado aqui em baixo. Mas quando eu me preparava pra sair dali, ela, que já devia ter uma ÓTIMA experiência, agarrou-me e lançou-me naquela cama de casal no centro do quarto.

Caí nela de barriga para cima, com metade das penas para fora, erguendo meu tronco pelos cotovelos. E fiquei completamente imóvel quando me dei conta de que ela estava se despindo para mim.

Porra.

Primeiro retirou aquele sobretudo bege, revelando sua roupa de ‘trabalho’. Vestia uma blusa justa e curta, era branca com babados, e uma saia jeans clara, evidentemente ainda mais curta que sua blusa.

Se a informação é necessária para apimentar um pouco mais esta cena, sim, ela tinha um corpo muito sexy.

Tentei novamente me levantar, mas um de seus pés não deixaram e pousaram em meu peito com um salto alto preto. Começou a desabotoar sua saia, a qual deslizou de seu corpo e revelou a peça intima tão clara quanto o resto da roupa. E após foi a vez de sua blusa, que percebi ser a única peça que cobria seus seios, pois agora a mulher estava vestida apenas em sua calcinha branca.

Eu nunca vi uma mulher nua de verdade, só para constar. E por mais que a imagem devesse atiçar meus ‘instintos’ (já que sou homem), apenas me provocou a fechar os olhos e parar de encarar aqueles dois seios... Perfeitos.

Mas para mim nada daquilo importava! Nem sua calcinha atraente, nem sua pele de mulher atraente, nem seu perfume atraente, nem mesmo suas curvas extremamente atraentes, nada daquilo... Pois agora eu era... POIS EU SOU GAY! É ISSO!

Mas nada a contra uma mulher como essa... É-é.

- Ora, o que foi Matt? – Pronunciou baixo, aproximando-se da cama e subindo em minha cintura, se sentando sobre o meu membro... Do jeito que Mello gostava de se sentar, do mesmo jeitinho até em relação a detalhes. – Abra os olhos. – Grunhiu e debruçou-se mais, encostando todo o seu corpo nu ao meu, e o pobre Matt, cerrou os olhos com ainda mais força.

Só que por mais que eu não quisesse, comecei lentamente a sentir um incomodo no meio das pernas. Bem, está comprovado que pelo menos ainda sou um ‘homem’ certo?

- ACABA AQUI ESSA PUTARIA! – Um forte estalo veio da porta, que fora arrombada por um loiro chamado Mello Fudido da Vida Toda, vermelho até as orelhas de puro ódio.

Vamos raciocinar.

Ele está bravo por:

1 Eu ter fugido com o seu carro. 2 Eu ter dirigido o seu carro. 3 Eu ter dirigido o seu carro com uma vadia como passageira. 4 Eu ter dirigido o seu carro até um hotel com uma vadia. 5 Eu estar na cama do hotel com a vadia em cima de mim 6 A vadia está nua e eu estou excitado. Tudo porque dirigi seu carro com ela como passageira até um hotel próximo.

Foda-se todas as opções.

- Mello você veio me salvar! – Falei quase que chorando de emoção. E acredito eu que foram as opões 1 e 2... Pois ele sabe que a parte da vadia é armação. Com certeza ele está ciente de que não tenho capacidade de levar uma prostituta para um hotel.

- EU SABIA!!! – Gritou, apontando para a mulher nua no meu colo, que tinha o traseiro arrebitado para o lado em que ele estava.

Só para constar, Beyond estava atrás de Mello, e nem deu indícios de estar interessado na figura nua. Gay.

- EU SABIA QUE VOCÊ NÃO TINHA IDO EMBORA COM AQUELE DANÇARINO! – Err...

WHY?!

- Vejo que ainda reconhece a mamãe. – Disse ela se levantando e indo em direção ao loiro. Será que ele também tem fetiches com ‘mamãe’ e ela já lhe prestou uns serviços? – Já você continua a mesma coisa Mihael. –

Como uma prostituta pode saber assim, tão fácil, o nome do Mell?

Vamos raciocinar.

Olivia Keehl era realmente sua mãe.

Notas finais
OQUEACHARAM? pois é, é isso mesmo u.u a Olivia safada-sama é a mãe do loiro ^^ huhuhuhu
que coisa..
É isso que tenho a dizer xD aguardem os próximos capítulos!
e... poxa vida, to lendo um livro muito lindo, chama: Eu sou um gato
interessante não? x3
Até o próximo!