Anteros

2 Realidade


Notas iniciais
Boa tarde meus queridos leitores!
Vejo que ao menos alguns de vocês estão gostando da fic, e isso é ótimo! Fico feliz em saber que alguns estão eufóricos com esta continuação.
Darei meu melhor para fazer seu precioso tempo valer a pena enquanto lê!
Bom, até lá embaixo, ainda preciso falar com vocês xD

Fazia 5hrs desde que eu tinha voltado para casa... Ela estava mais quieta que o normal. Meus pais estavam em seus quartos talvez desfazendo as malas, enquanto eu, sentado na minha cama, encarando aquela bolsa cheia de lençóis que eu nem faria questão de abrir senão para devolver pessoalmente a dona.

PORRA! QUE NARRAÇÃO MELANCÓLICA!

EU FUI TIRADO DO MELLO! ELE ESTÁ A 500.000 ANOS LUZ DE MIM! Preciso daquela merda de loiro... É como se, é tipo como se, se alguém estivesse longe e... Alguém que você gosta muito... PORRA!

Meu coração vai desenhando um sonho ~

Tão alto seja onde for ~

Livremente voará... Meu coração desenha o sonho. ~

Quando pousar e abrir os olhos ~

Penso em te encontrar com um sorriso, ~

Seria bom se encontrasse. ~

– AAAAAAAAAAH, só me faltava essa! Aquelas merdas de Love Car passando na porta de casa num momento como esse! – Eu to na fossa mesmo... Puta que pariu.

–Ei Mail. – Meu pai bateu suavemente na minha porta, abrindo apenas uma fresta. – Vamos jantar, comprei comida congelada pra hoje. – Nossa, que mágico, comida congelada! É agora que eu cometo suicídio.

Acenei com a cabeça num sinal de que logo iria. Eu não estava com fome –mesmo que meu estomago não concordasse comigo-, mas pelo amor, quem sentiria fome na minha situação? Da um tempo!

Desci até o primeiro andar onde os dois já me esperavam com a comida nos pratos. Milagrosamente na mesa havia um terceiro prato com uma comida aparentemente –eu disse aparentemente- muito boa... Que coisa... Eles geralmente não colocariam minha comida na mesa, mas sim no chão perto da porta, onde na verdade, o cachorro comeria.

Minha mãe apenas me fitou, sorrindo, como se estivesse orgulhosa por colocar meu prato na mesa. Sínicos, pai sínico, mãe sínica, casa sínica, comida congelada sínica!

EU PREFERIA MIL VEZES ESTAR NO CORUJA FORRANDO O ESTOMAGO COM CERVEJA JUNTO DO SILL DO QUE AQUI COMENDO ESSA COMIDA CONGELADA AO LADO DE VOCÊS!!!

Desabafei.

– Então nos diga Mail, como foi o tempo que você passou na casa da sua tia? Muito entediante? – Será que ainda não perceberam minha cara de quem está morrendo de vontade de responder? Imagina... Parece até sarcasmo uma porra dessa.

Se não for não é né?

– Foi, maravilhoso. Nunca passei dias tão perfeitos em toda a minha vida! Se eu pudesse resumir ainda mais a palavra alegria, seria ‘’casa da tia Lana’’. – É, agora releiam com muita ironia. Muita mesmo.

Suas caras se fecharam, então comeram quietinhos sem dizer nem mais um ai ou um ei. Parece que se tocaram que não era o momento perfeito pra conversar comigo.

TPM mode on.

Pov Mello ~

Poxa! Acho que estou aqui nesse quarto rolando no colchão a um bom, bom, bom tempo... Acho que tem algo bem errado, sinto um mau pressentimento, afinal, cadê o Matt? Será que ainda esta conversando com os pais? Até agora? Tipo, ATÉ AGORA?!

Não, não, não... Se ele estivesse conversando até agora Lana teria me avisado. Então... Isso só pode significar uma coisa.

– OH MEU DEUS! – Como eu não pensei nisso antes? Que droga! – Ele deve estar tentando encontrar um jeito de dizer aos seus pais que está perdidamente apaixonado por mim, e como apoio moral, Lana está com ele, repassando forças. – Tsk, tinha que ser né? Aff Mello, seu imbecil.

Bom, o melhor a fazer agora é relaxar.

~ E então, no nosso quarto eu fiquei... Estava escuro, completamente escuro. Eu acho que estava esperando por alguém, mas não sabia quem era... Tudo parecia bem distorcido e a única coisa que eu enxergava em meio aquele cômodo completamente no breu era a porta juntamente a maçaneta, que refletia meio que uma luz fraca, como se fosse de uma janela que não existia. Eu não tirava meus olhos daquela maçaneta, acho que eu esperava que ela girasse e a porta se abrisse. Na verdade eu não sei.

– Tem alguém ai fora? – Perguntei por instinto, esperando que alguém respondesse, e nada.

Decidi ir até a porta, mas não conseguia, algo me prendia com muita força no lugar onde eu estava. Não era como se alguém me segurasse, cordas me amarrando ou coisas do tipo, era simplesmente uma força que me mantinha ali. Estático.

– Alguém! Me responda! – Dessa vez alguma coisa tinha se manifestado ali. Eu não tinha certeza do que era, mas havia se materializado instantaneamente dentro do quarto, que não tinha nenhuma passagem a não ser a porta, que até agora, não fora aberta.

‘’Pois ele se foi.’’ Dizia a voz num tom doce. Uma voz familiar. Muito familiar...

Por mais que eu fizesse força pra tentar reconhecê-la, não parecia surtir muito efeito. Era como se a resposta estivesse na ponta da minha língua, mas minha boca se recusasse a dizer.

– ... – E eu continuava apenas pronunciando sílabas que talvez clareasse minha memória.

‘’Ele se foi e VOCÊ não fez nada seu retardado.’’ A voz se revelou mais uma vez, agora num tom ríspido, como se fosse minha obrigação impedir a tal pessoa de ir.

Do que está falando?

De quem está falando?

– MATT!! – Então em uníssono gritamos, eu e a voz. Foi quando consegui acordar. ~

O silêncio.

– Droga, eu estava sonhando... – E que sonho! Quer dizer... Pesadelo.

Enquanto eu arfava ainda por causa do sonho/pesadelo/pqp que era aquilo?, ouvi o som da maçaneta girar. Olhei para a porta. Era a visão perfeita da porta que eu via no sonho, mas na versão iluminada por luz elétrica...

Ela se abriu e Lana colocou sua cabeça para dentro. Com o rosto entristecido de um jeito que eu nunca vi antes...

– Você, não parece muito abatido... Parece que foi mais compreensivo que eu.

– Compreensivo?

– Mello... Eu sei que você está péssimo ai dentro, mas tudo se cura! Eu sei disso, então, vamos tentar esquecer ao menos agora o que aconteceu, depois vemos se há um jeito de resolver essa bagunça.

Do que ela está falando? Seria o efeito de uma bebida nova?

– Lana... Você está bem? Seu rosto e seus olhos estão vermelhos... – Poderia ser... Drogas?! OH, ESSA NÃO LANA!

Eu não sei o que dizer... Tenho que chamar o Matt! Ele saberá o que fazer.

– Espera um pouquinho aqui Lana, vou trazer uma cerveja. –

Ela apenas me encarou com um olhar cheio de... Pena?

Poxa vida, eu nunca imaginava que ela chegaria a tanto... Erva? Eu pensei que ela estava consciente das reações que teria depois... Tsk.

Saí rápido do quarto e corri para o primeiro andar, onde Matt provavelmente ainda estava conversando com seus pais... Acho que eles não vão se importar se eu tirar o Matt deles por um instante não é? Acho que não...

– Ei Matt... Você pode vim... Aqui... – Minha voz perdeu lentamente a força. Matt não estava ali, seus pais também não estavam. A sala, lugar onde deveriam estar conversando, estava completamente livre de qualquer sinal de vida humana. A casa estava com as luzes desligadas e por causa das cortinas, parecia mais escura que o normal. Mais fria, mais triste. – Matt? Onde você está? – Mais uma vez nenhuma resposta.

– Não me diga que você saiu sem me avisar Mail!! Seu juvenil! – Só que por mais que minha boca dissesse isso... Minha cabeça foi lentamente –eu disse bem, mais bem lentamente mesmo- juntando as peças... Matt não estava ali com seus pais, Lana estava melancólica dizendo coisas estranhas... – M-mas as coisas dele estão no quarto... Ele não iria embora sem elas! –

Quando eu, já meio preocupado, pensando no pior, iria subir as escadas para o quarto, Lana surgiu no topo dela com um olhar confuso.

– Mello... Você pegou alguma das minhas malas no meu guarda-roupas? Alguns dos meus lençóis também sumiram... – Pode ter sido uma pergunta comum, mas ela teve um efeito enorme em mim...

Matt foi embora e não se despediu. Nem mesmo entrou no nosso quarto para pegar suas coisas.

O que... Ele...

– Mello? – Quando a tia chamou minha atenção, eu já sentia leves cócegas nas bochechas, cócegas que as lágrimas faziam.

Eu não sabia que era capaz de chorar pelo Mail... Por que... Coitado, não terá roupas pra vestir.


Notas finais
O que acharam? Alguns com dó de um Mello completamente coitado? kkkk
Não demorei pra postar o capítulo né? Bem, acho que nem tinha o direito de demorar já que foi realmente pequeno u.u tentarei fazer capítulos maiores e mais interessantes, desculpem.
Quanto aos reviews, hoje mais tarde começo a responder, porque sabem como é semana de prova Ò_Ó tsc...
Oh, sim... A musica do 'love car' do Matt é My Heart Draws a Dream da maravilhosissima banda L'arc~en~ciel... Recomendo aos que não conhecem ;D
até o próximo! Fortíssimos abraços a vocês!