Anteros
3 Circunstancias
Notas iniciais
bom, me atrasei um dia, já que fazem 6 que postei o último capítulo u.u (exagero?)
estou aqui, mesmo gripada, postando para vocês um capítulo um pouco mais emocionante, então, eu espero que vocês gostem de verdade!
Boa leitura ~ até la embaixo
Pov Matt ~
Quando abri meus olhos e olhei para o despertador, que já marcava 9hrs em ponto da manhã, suspirei, caindo na real.
- Há essa hora eu estaria na escola com Near... – Sim, ‘estaria’.
Levantei devagar da cama... Ontem voltei pra casa com os meus... Pais. E confesso que foi muito difícil dormir nessa noite já que não conseguia pegar no sono de tanta raiva daqueles putos. E pelo cansaço de uma noite mal dormida, decidi que não iria à escola hoje... Sinceramente, não estou nem um pouco a fim de ir e ver a cara dos meus antigos colegas. Nem um pouco.
- Aliás. – Olhei novamente no relógio despertador, que já marcava 9hrs 1min. – Numa hora dessas... – Suspirei. – Mello já sabe que fui embora. – E isso definitivamente me matava.
Quase que literalmente. Juro.
Fui ao banheiro, e com muito desgosto tomei uma ducha, rápida, sem me importar muito com a água fria do chuveiro, -minto, eu quase chorei de tão gelada que estava- que não me dei o trabalho de ligar no quente. Vesti uma roupa qualquer e me joguei na cama mais uma vez.
Sério, estou mais indisposto do que o dia em que bebi aquelas pingas da Lana e vi Lawliet e Raito coisando maravilhosamente.
Bem, eis a questão... O QUE EU VOU FAZER AGORA? Eu só fui perceber que a minha vida em casa era/é uma zumbizagem completa agora...
- Talvez eu devesse sair daqui, ao menos um pouco. Talvez caminhar... – E assim fui dar umas voltas pelo bairro de casa.
Passei em frente à casa de Naomi, que agora tinha uma nova cor, azul escuro. Provavelmente pintada pelo seu noivo, até porque eles já devem estar morando juntos.
- Nossa. – Gargalhei baixo. – Sinto saudade de quando eu passava de mansinho em frente à casa dela só pra tentar vê-la se trocando da janela.
Foram pouquíssimas as vezes que consegui.
- Talvez eu devesse tocar a campainha... Seria tranqüilizante conversar com ela. – Parei em frente ao portão da frente meio hesitante em chamá-la, ouvi o som da porta se abrindo... Era um homem alto de sobretudo, pálido, de cabelos bem pretos... Parecia forte já que por cima daquele puta casaco aparentava ter um cara meio/muito bombado.
Provavelmente o noivo dela.
- Você, quer alguma coisa? – O tal tio perguntou com uma voz firme, firme o suficiente pra me intimidar.
- Não... Não é nada. – Desisto. Fiquei com medo. – Acho melhor ir indo. – Mas ele me encarou com aqueles olhos acinzentados, como se perguntasse, com uma das sobrancelhas arqueadas: ‘’um garoto com cara de idiota está parado na minha porta prestes a tocar minha campainha, o que ele quer?’’
- B-bem... – Comecei a responder sua dúvida mental. – Eu moro aqui ao lado e conheço a dona da casa... Só queria conversar e... –
- Me desculpe, ela está viajando. – Como eu pude esquecer? Ela continua na cidade vizinha resolvendo casos. Putz.
- Eu... Foi mal. – Suspirei cansado, relaxando os ombros e tombando a cabeça para frente. – Quando ela voltar, talvez. – E segui reto pela calçada, sem rumo, até que algo segurou meu braço. Era uma mão forte, firme...
- Qual o seu nome garoto? – Era o tio bombado.
- Mail... Jeevas. –
- Raye Penber. Muito prazer Mail. – Assim que falou o meu nome, usou um tom meio... Como eu diria? Estranho. Tipo: ‘’Nossa? Mail? De que livro ‘nomes e significados’ tua mãe tirou quando estava grávida de você?’’
- Mas me chame de Matt... É bem menos constrangedor. – E o homem riu. Riu porque não é o nome dele que tem mais de 38475039874 formas de se zoar.
- Ok Matt... Olha, que tal uma volta? Você parece estar disposto a vagar por ai, também não estou com pressa já que ainda está cedo para o trabalho. – Um estranho homem suspeito me convidando para dar uma volta?
Porque não?
Pov Mello ~
~ Então daquela escuridão ouvi novamente a voz gritando por Matt juntamente a mim... ~
— Droga... Mais uma vez o mesmo pesadelo... – Diferente do que parece, não é a segunda vez que tenho esse sonho... Talvez a 4ª, não sei ao certo.
Nesse dia pedi para Lana me deixar dormir até um pouco mais tarde. Não estava com disposição para levantar cedo, minha sorte é que o trabalho é só mais tarde. Da tempo suficiente para descansar.
- Mello, telefone. – Surgiu do nada Lana na porta. Segurando o telefone em uma das mãos. Fui até ela e o peguei, atendendo.
- Alô? – E uma voz familiar falou comigo. Parecia ser meu patrão.
- Encomenda urgente? Mas ainda não está na minha hora e... – Uma pausa. – Ok... Logo estarei ai. – O que eu posso fazer? Ele é o meu PATRÃO!
Pov Matt ~
Já fazia quase uma hora que estávamos apenas vagando pela cidade. Nós conversávamos sobre quase tudo... Cidade, vida dos outros, TV, comida... Até mesmo coisas que eu nunca pensaria em conversar com alguém como ele. Descobri que além de policial, o cara também é detetive, e aparentemente não é um bostinha.
Meus parabéns Naomi!
Ele havia nascido em uma pequena cidade do exterior, no extremo norte, onde o frio congela seu cuspe antes que ele chegue ao chão. Quando ficou mais velho decidiu que sua paixão pela justiça era forte, e por isso se tornou o que é hoje. Bem... Uma bela história não?
Eu devia contar a ele sobre a minha?
‘’Ei Raye! Ouve só, ouve só! Eu nasci aqui, estudo aqui, não tenho sonhos e no momento estou triste por ter sido afastado do meu namorado! Que tal?’’
...
Puta que pariu.
É exatamente por coisas como essas que preferi apenas ouvir o que ele tem a dizer, que de fato, são coisas trilhões de vezes melhores do que as experiências da puberdade que eu ainda vivo diariamente.
- Veja só Matt... – Levantou um pouco seu braço, fazendo assim a manga do sobretudo revelar seu relógio. – Está na minha hora. Mas como pude perceber que você é um bom garoto... – Sério? Sou? -... Gostaria de vir comigo? Quem sabe você não desperta um lado seu que está escondido? – O QUE? MAIS UM? SER GAY NÃO É SUFICIENTE? — As vezes você se apaixona pelo meu oficio. –
Francamente... Como eu ainda posso ter energia para fazer piadas exageradamente toscas? Tipo... Agora.
Aff.
Eu concordei, afinal... O QUE MAIS EU IA FAZER? Voltar para casa? Ver a cara de merda dos meus pais novamente? Há, de jeito nenhum... Eu prefiro uma sessão de tortura no 15º DP.
Como eu conheço muito bem a cidade onde moro, sabia que o Departamento de Polícia não era longe de onde Raye e eu estávamos, e que meu corpo –e mente- suportaria uma caminhada até lá. E assim fizemos, caminhamos meio que com pressa para lá... E quando chegamos...
Oh não.
Eu reconheço muito bem esta cor... Esta lataria velha. Essa embalagem de sardinha.
Não tem como se confundir. Eu tenho certeza... Mas... Por quê?
Por quê o carro do Mello está aqui? Nesta cidade? Neste lugar? Neste momento? Justo agora... Justo agora, quando a última pessoa que eu desejava ver é um loiro chocólatra compulsivo em rolar nos colchões alheios?
E não é que a minha vida é uma grande e festiva merda mesmo?
Mas como todos nós sabemos, sempre há um jeitinho de piorar certo?
E agora não foi uma exceção.
- R-Raye... Eu me esqueci que tenho que fazer algo muito, muito importante mesmo! Se eu não correr, não vou conseguir pegar o ônibus e... – Mesmo que fosse uma mentira... O maldito ônibus não cooperou... Passou diante dos nossos olhos na rua.
DE TODOS OS ÔNIBUS EXISTENTES NESTA TERRA! PORQUE UM DELES TINHA QUE PASSAR AQUI AGORA?!
- Acho que não tem mais jeito de pegá-lo... Me diga onde precisa ir... Eu te levo. – E apontou para uma das viaturas.
Esse cara, chega quando da vontade no trabalho, é policial, está noivo de uma japa gostosissima, e não é por eu ser gay não, mas na boa, o cara é até jeitoso... E agora vai simplesmente pegar a viatura pra servir de taxi um moleque?
AAAAH!!! Porque minha vida não é boa assim? Só porque eu curto outra fruta? Da um desconto ai Deus!
- Por isso... Vem comigo, vamos pegar as chaves. – Começou a me puxar para dentro da delegacia como um cão puxando seu dono...
- NÃO! O DP NÃO! EU FICO AQUI, VAI SOZINHO! –
- O que foi garoto? Nós só vamos buscar as chaves... Você aproveita pra cumprimentar meus colegas. – Sim, seus colegas e um certo loiro...
Mas como era de se esperar, o jão era tipo, 1000 vezes mais forte que eu, então não adiantou espernear... Eu agora estava sob o mesmo teto que Mello novamente.
Não é bem como se eu estivesse com medo dele ou nada do tipo, da um tempo, vocês sabem muito bem pelo que eu estou passando! É puro desespero... Não estou emocionalmente preparado para vê-lo agora e...
- Oh, olá Mello! – Raye cumprimentou-o. Eu ainda permanecia atrás do seu corpo imenso, ainda fora da visão do tal sujeito à frente, mas não por muito tempo. O tio me puxou para o seu lado, e ali fiquei, completamente exposto. – Este é meu mais novo companheiro Matt... – Sorriu de forma marota. — Acho que vocês iriam gostar de conversar um com o outro. –
Primeiramente, de onde Raye conhece Mello? Segundo, eu consigo imaginar minha cara neste momento, então...?!!! Terceiro... Por que diabos de circunstancias eu estou aqui?
Isso não está certo.
Notas finais
...
ok
Vou dizer... OMG O QUE ESTÁ ACONTECENDO?!!! Estou vendo leitores muito putos comigo, mas please, não fiquem muito curiosos u.u logo tem próximo capítulo ^^
Vocês estão me fazendo muito feliz! Porque eu não esperava esse número de reviews em apenas dois capítulos... Então, devo minha alegria aos meus queridos leitores!
Obrigada!
Que tal comentar o que achou? :) até mais
Fale com o autor