Anteros
21 Novo Emprego Velho
Notas iniciais
sim, estou com insoooonia. Afinal, é o acontece comigo geralmente no primeiro dia de aula, a ansiedade toma conta do meu sono e não me deixa dormir y.y acontece.
Bem, aqui está um capítulo bem maior que o normal não é? e creio que as coisas começaram a ficar mais animadas e com um pouco mais de ação... Creio eu.
Bom, depois de superar a depressão por terminar de ler O Hobbit, eu me empolguei um pouco na escrita, e por isso estou adiantada. Ou seja. Capítulos sem atraso ♥
Tínhamos voltado para casa. Graças a Kami... Eu precisava muito me jogar na cama e afundar no travesseiro, eu bem que gostaria de morrer asfixiado aqui, mas as obrigações não me permitem.
Mello não permite, pois temos que ‘trabalhar’.
Lana não permite, pois tenho que ‘trabalhar’ pra ela.
Misa não permite, pois ela ‘tem’ que trabalhar pra mim... Por que ela não faz o grande favor de me matar?
Ak-chan não permite, pois seu estomago está roncando demais pra ver a única pessoa que a alimenta morrer.
Eu queria saber quem é a mulher que eu estuprei na minha vida passada, ou que tipo de impostos soneguei... Que tipo de velho aposentado e leso eu golpeei pra estar sempre tão na merda.
E como se não bastasse...
– Oi Matt... – Pulou aquele ser magro-e pesadinh... PESADISSÍMO- encima de mim, quase me quebrando um par de costelas... Minhas pobres costelas. – Que tal um passeio hoje? –
– Não to a fim de sair hoje, vai embora. – Mello me olhou incrédulo.
– Eu também moro aqui jegue, e o que foi? É dor de barriga? –
– Vai embora... –
– Certamente é dor de barriga... Porque não vai no banheiro dar uma cag...-
– VAI EMBORA CARALHO! –
– EITAPORRA! – Gritou junto comigo. – É uma puta dor de barriga ein garoto? –
Eu preferi não dizer mais nada. Vou prender minha respiração pra ver se desmaio depois de algumas tentativas.
– Da um tempo Matt! Ainda está chateado por ter que trabalhar para o Coruja de novo? – Se fosse só isso. – Olha pra mim! Eu até já esqueci! – Esqueceu?
Esqueceu que terá que contrabandear? Que será liderado por um japonês gay? Que terá de trabalhar ao lado de um maníaco comedor de geléia? Que vai colocar minha vida em risco mais uma vez?
– Como pode se esquecer que está de novo me colocando nessas merdas que você faz? – Houve silencio.
– Ok, eu não me esqueci. Mas vai Matt... Diga que você nunca gostou de aventuras perigosas com o seu Mell? – Eu o encarei bem.
– Não. -
– Está mentindo! –
– Não estou e... SAI DE CIMA DE MIM! – Tirei-o de cima das minhas costelas que já estavam tão doloridas quanto todo o resto do meu corpo, e vi apenas um garoto loiro jogado ao chão. – Droga Mello! Porque não resolveu isso sem me meter? – Me olhou sem expressão alguma.
E quando eu digo nenhuma, é nenhuma mesmo!
– Porque na verdade, foi você quem se meteu. – Continuou inexpressível, somente a me encarar. -... No dia em que apareceu no bar e se sentou ao meu lado no sofá pra pedir carona. -
Engoli seco. Claro que no fundo ele tinha toda a razão. Afinal, antes de eu conhecê-lo, Near me deu todas as instruções sobre quem era Mello. E como tinha uma vida agitada.
– Me diga só uma coisa Matt... Somente uma. – Se levantou do chão e subiu novamente na cama, ajoelhando a minha frente. – Quando me encontrou pela primeira vez, certamente sabia quem eu era. Então porque decidiu se envolver? –
Fiquei calado.
– E se você se envolveu, porque agora está agindo desse jeito? Negando tudo que te acontece? Há somente uma opção. Ou você se apega a mim, ou se apega ao seu medo professo das coisas que vivemos. –
– Não é isso... –
– Matt. – Me cortou. – Se quer ficar ao lado do Mello que te deu carona aquela noite, então saiba e aprenda a conviver com os costumes dele. –
– E por que você não aprende a conviver com os meus costumes? –
– Você tem algum costume além de jogar PSP e vagar por ai sem rumo? – Eu não sei o que responder, mas ainda quero defender o que penso.
– Não, mas pense. Você não acha que me colocou nisso cedo demais e rápido demais? –
– Se acha que foi cedo e rápido, então volte para a casa dos seus pais e comece já a comprar mais comida congelada e cartuchos para o seu PSP, pois teríamos que parar aqui mesmo. –
Ele sempre tinha uma resposta na ponta da língua, para todas as minhas objeções. Ou ele é mais forte que eu na discussão ou... Está completamente certo.
Afinal de contas, eu sempre soube no que estava me metendo, desde o início. Se eu realmente não quisesse, havia o parado antes.
– M-Mello... Me desculpe. – Porra Matt, se você chorar agora, vou ter que afirmar que esta cena toda está gay demais para a sua história!
– Tudo bem idiota. Acontece às vezes. – Deu-me um sorriso gentil e calmo. – É normal já que ainda não esta acostumado com tudo isso. – Parei e pensei um pouco.
– Aconteceu com você no início? – Ele pareceu pensativo.
– Claro que não, eu nunca fui idiota como você. – Arrrgrrrr, já estava demorando muito. – Mas você aprende. Agora levanta daí e vamos sair. Acho que temos de procurar Raito. –
– POR QUÊ?! – Sinceramente... POR QUÊ?!!
– Se esqueceu que trabalhamos pra ele? Nossa Matt... Acorda. –
Acho que é o certo a fazer. Quero me envolver completamente com essa pessoa. Não importa se portarei uma arma na calça, ou se diariamente estaremos em alta velocidade em seu carro fugindo de viaturas, ou se estarão sempre à espreita tentando nos pegar, o que importa é estar ao seu lado.
Foi o que escolhi na noite em que fiquei perdido.
– Levanta essa bunda fedida da cama e vamos. – Arg.
E poucos momentos depois já estávamos em seu carro, novamente, vagando e vagando. E mais uma vez me vi naquele mesmo posto de gasolina abandonado, envolto de mato alto e grandes árvores, onde vivia o tatuzão.
Olhei a tela inicial do meu celular e lá estava a foto do tatu, em sua máxima beleza e tamanho, como meu papel de parede.
– Muito foda o tatu. –
– O que disse? –
– Nada... – Parou o carro e descemos. Mello me explicou no caminho que a partir de agora as entregas seriam pegas aqui para que levássemos aos destinos. Não parecia difícil, era apenas o velho trabalho... Se fingindo de novo trabalho
– Mas entenda uma coisa Matt. Apesar de parecer nosso velho trabalho, isso é completamente diferente. – Eu e minha boca maldita.
– Por quê? –
– Porque eu coloquei aquele cú doce do Raito na cadeia. – Falou com uma careta feia, cutucando brutalmente meu rosto em diversos lugares. E em seguida seguimos automaticamente para a mesma porta grande e pesada. Fazia apenas algumas horas que estivemos ali, e já me sentia bem familiarizado.
– Aliás, Mello... Como você sabe que é doce? – Levei um tapa na boca. Nunca mais farei perguntas do tipo. Juro.
O loiro arrastou com força o portão de ferro, e entramos. Diferente da última vez, o local agora era iluminado por meia dúzia de lâmpadas que faziam muito bem o trabalho de clarear o galpão.
– Meus olhos vão queimar e saltar do meu rosto. – Um breve comentário meu antes do garoto loiro se deparar com mais um ‘convidado’. – Ãn? Beyond? – Questionei, visando a criatura sentada numa grande caixa de madeira.
– Oh, olá Matt, você veio também. — Vi que Mello seguia na direção do moreno, e o que fiz foi segui-lo fielmente. – Acabaram de sair. Me disseram para esperar por você Mello. –
– Desde quando você precisa da minha ajuda pra limpar a bunda? – Inúmeros insultos parecidos são ditos por Mello. Mas algo assim para o Beyond? BEYOND?! O louco maníaco? Corajosa você Barbie.
– Desde o momento em que Raito me colocou na equipe. – Disse levantando em uma das mãos um vidro socado de geléia, o qual o rapaz saboreava usando de sua outra mão como colher.
Mello revirou os olhos com a imagem. Meio enojado.
– O que vamos entregar? –
– Essa belezinha aqui... – Apontou para a caixa ao lado da que sentava, era gradativamente menor e parecia mais leve. – Contém material explosivo. – Mas nem por isso menos perigosa.
– Ótimo. Matt, ajude ele a levar para o carro, vou abrir o porta-malas. – E lá se foi Mello, com seu molho de chaves e seu chaveiro do Mickey.
– Ele sempre foi assim... – Respondeu Beyond para si mesmo, levantando-se e vindo me ajudar com a encomenda. – Nunca foi um garoto gentil. – Sabe. As palavras do moreno sempre parecem simpáticas, mas seu tom e sua expressão ao dizê-las, parece mais o demônio proferindo palavras inapropriadas no vaso sanitário.
– Vocês se conhecem há quanto tempo? – perguntei, puxando assunto enquanto carregávamos a caixa.
– Talvez uns três anos. – Fez cara de quem tentava puxar algo na memória. – Na verdade eu não me lembro mesmo. A única coisa de que me recordo é que nos conhecemos uma noite chuvosa enquanto eu esquartejava um sujeito usando as mãos. – PORRA MÃE DO CÉU! QUEM ESQUARTEJA USANDO AS MÃOS?
– Q-que interessante... Como foi? –
– O que? Esquartejá-lo? –
– Não! Como foi que se conheceram? –
– Ah... É uma história estranha. –
– Bem, temos até o carro... Por que não me conta um pedaço? –
– Está certo. Foi assim... –
Pov Beyond ~
– Por que você não foi nos fazer uma visitinha na sexta feira passada? – Questionei o rapaz baixo, era um japonês, novo até... Talvez tivesse uns vinte e cinco. Nada melhor que ansiar sujar o chão com sangue novo.
– E-eu não tinha a quantia. Juro que até depois de amanhã eu entrego tudo limpinho! Em nota! Dinheiro vivo! – Continuou suplicando. – Pagarei sete mil a mais! –
– SETE MIL?! – Perguntei entusiasmado. – Sete mil a mais?! –
– Isso mesmo! Sete mil! Você poderia fazer muitas coisas com essa grana e... AAARHHH!!!!!!!! – Calei aquela boca miserável, fincando o espeto de churrasco que eu balançava suavemente com a mão na virilha do homem, que soltou apenas um berro sufocante.
– Sete mil é o que exijo só pra dar a eles a noticia de que deu seus últimos suspiros agonizando de dor. – Seu rosto estava vermelho e molhado de suor, assim como o resto do seu corpo coberto pelas roupas desgrenhadas. Suas pernas tremiam e sua boca grunhia no largo instante em que eu girava o espeto.
– EU TE DOU QUALQUER COISA! ME DIGA SEU PREÇO!!! – O que mais me satisfazia era vê-los perguntando o meu ‘preço’. E era sempre nessas horas que me dava mais vontade se sufocá-los com a dor.
O espeto eu larguei, e do meu bolso retirei uma luzida faca de churrasco. Não é como se eu gostasse de carne bovina assada, bem, gosto daquelas que são assadas no próprio corpo vivo das pessoas, essas são boas. Mas infelizmente não para comer.
Me abaixei na altura de seu estomago e com a ponta ta faca friccionada ali, continuei a apertar até senti-la entrar com completo... Saberei agora se aquele velho homem amolador de mais cedo é realmente um profissional.
O que sobrou do homem japonês? Apenas uma maleta com metade da quantia que devia e os pedaços de seu intestino grosso vazados para fora na fenda da barriga. Acolhi nos braços a maleta e fui embora, deixando-o em sua poça de sangue ali atrás de um dos caminhões que faziam as entregas do Bar Coruja...
Pov Beyond Off ~
– Espera ai, espera ai – Cortei o moreno, que parecia contar a história como se fosse a narração de ‘os três porquinhos’. – Você está me dizendo que era um cobrador? E que rasgava a barriga dos que não pagavam seu chefe? E que a noite você esquartejou um cara e de manhã rasgou a barriga de outro? –
– Sim... –Respondeu fazendo um bico amável. – Eles eram caloteiros e mereciam as tripas dependuradas, espalhadas no concreto quente do chão. Mas nada disso afeta o fato de eu ter conhecido Mello no mesmo dia. -
– Isso não ta certo... – Sussurrei pra mim mesmo, com um medo bem maior de estar sozinho com ele do que a dor nas costas por carregar a caixa numa posição desconfortável.
Notas finais
Espero que tenham gostado do capítulo meio... Oh. Fechado com espeto de churrasco xD kkkkkk
É isso!
Review? *.*
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