Anteros
22 ''Mamãe''
Notas iniciais
Nako-chan está tão triste y.y Meu Genn-chan vai ter que ir embora da nossa cidade pra morar longe de mim. Se vocês tem a tampa da panela, valorizem viu! y.y ter quem gosta longe é realmente triste.
Mas vamos lá! Um capítulo divertido pra vocês xD MWHAHAHAH
vamos ver no que dá.. Até lá embaixo!
Estávamos com problemas em passar a caixa pela porta, então optamos por usar uma das saídas de fuga, que Beyond conhecia bem. E isso não é uma boa notícia, pois continuarei a ouvir a história sangrenta dele por mais um tempo.
- T-tipo... Por que não pula logo para a parte em que você conhece Mello? –
- Hmmmm, eu pensei que você quisesse ouvir as partes mais interessantes, mas ok. Eu tinha voltado para o bar e encontrei Mello caído na porta, sentado recostado na parede como se fosse um mendigo. –
- Mas espera, espera ai. Você trabalhava para o Coruja? –
- Ah, diz pelo fato de eu cobrar o cara atrás de um caminhão dele e ir depois justamente para o bar? Não, claro que não. Meu trabalho era totalmente desligado a Raito, as coincidências são porque na época, a cidade inteira estava envolta dos contrabandos dele. –
- Quer dizer que ele já moveu o principal negócio da cidade? – Perguntei surpreso.
- Sim, isso mesmo... Raito deve ser mais rico que todos nós se trabalhando a vida inteira. – Parou por um instante. – Ou não, do jeito que é trouxa. – E como sempre, a expressão psicótica.
Eu não sabia ao certo, se riria com ele ou chorava. Sinceramente, eu não sei.
- Mas prosseguindo. – Retirou uns cavaletes e compensados que tapavam uma parcela da parede, e que revelou uma passagem bem mal feita, e por ali seguimos. – Quando encontrei Mello ali, barrando o meu caminho para entrar feito um naco de carne, senti uma forte vontade de rasgar suas pernas e mostrar-lhe seu fêmur.
Engoli seco.
- Mas ai percebi que estava muito bêbado para se levantar. Ele estava usando as mesmas roupas de couro de sempre, e por isso percebi que era o dono de uma moto com o assento revestido do mesmo couro. –
- Nessa época ele usava uma moto? E esse carro que ele usa agora? –
- Ah, isso já é história para outro dia. – Fez um ar nostálgico. – O que importa é, levantei-o do chão e levei a figura de volta pro bar, onde bebemos mais até dormir no balcão. Nos tornamos companheiros. Principalmente porque antes de beber de novo, ele me contou que a mãe acabara de lhe abandonar. –
Eu não sabia ao certo, se chorava de pena ou chorava por chorar. Sinceramente, eu não sei.
Depois de muito sofrimento chegamos ao carro. Mello nos esperava com o porta-malas aberto e nos deu uma mão na hora de acomodar a caixa ali, que por muito pouco não coube. Entramos no carro e seguimos novamente para a cidade, onde procuraríamos a quem encomendou os explosivos.
- Hey Mello... Você não acha errado a gente entregar explosivos? O sujeito que comprou pode estar com intenções malignas. – Parei um instante para pensar. – Pode matar pessoas com isso. –
- Raito vai é NOS matar se essas porcarias não forem entregues. Relaxe Matt, talvez o cara só esteja querendo... Ah, vou saber, talvez explodir um caixa eletrônico. –
- Hmmmm... Menos mal. – DESDE QUANDO EU ACHO ISSO MENOS MAL?
- Ou explodir estômagos. – Disse Beyond, com um tom vago de lembrança. ELE É VICIADO POR GELÉIA DE MORANGO E ESTÔMAGOS! SEM DÚVIDA.
- Não assuste ele porra! – Resmungou Mello, visando minha expressão horrorizada. – É só um pobre imbecil, ainda precisa se acostumar. – E a expressão horrorizada foi trocada por uma de puro tédio e anseio de explodir o estomago de Mello. – Ótimo, faça algo que preste Beyond, veja ai onde temos que entregar a caixa. –
- Rua... Rua 17. – OH DEUS! A RUA 17?!
Eu me lembro da noite no bar, Sill havia mencionado essa tal Rua 17, e pelo que me parece, não há nada de bom naquele lugar. Ou seja, os explosivos não serão para fins decentes nem educativos.
- M-Mello... A Rua 17 não é um lugar bom... – Tentei alertá-lo. Em vão, pois parecia já saber bem disso.
- Você conhece a rua Matt? Nossa... Eu não sabia que você fazia esse tipo. – ‘Tipo’?
- Que tipo? –
- Ora garoto. – Interveio o moreno. – Sabe que é um péssimo lugar, mas não sabe o porquê? Claro que lá há mais prostitutas dando do que crianças nascendo no mundo. – Ah sim, por isso Sill havia feito um comentário sobre minha mãe andar pela Rua 17... Hmmmmmm.
Está quase Sill, só falta ela separar e vir morar na cidade.
E assim perpetuou o silencio mais uma vez, até chegarmos ao nosso destino. Abri parcialmente o vidro da porta dianteira do passageiro, onde eu estava, e me coloquei a observar tudo naquele lugar. De fato, não parecia TUDO AQUILO que diziam. Era até uma rua agradável. O comércio era agradável, as casas acima dos comércios pareciam agradáveis, o aspecto geral era agradável.
- O que tem essa rua? Não vejo nada de indecente. – Perguntei meio decepcionado. Na verdade eu esperava ver de tudo aqui.
- Você acha que se atrevem a fazer algo de dia garoto? É óbvio que o movimento real da rua é à noite. – Explicado. – Por isso tivemos que entregar a encomenda agora, pois de dia ninguém desconfia de nada já que é uma rua comum. –
- Certo, certo... – Ignorei Mello, que continuou falando e falando. Estava mais entretido em observar... Nossa, era uma rua imensa, muito larga e muito comprida. Aqui deve ter um fluxo enorme à noite.
- Mello, pára. É ali. – Beyond sinalizou com uma das mãos, apontando para um sobrado a direita. Tinha uns cinco andares, bem conservado como a maioria dos edifícios e construções dali. Seja lá para o que vão usar esses explosivos, creio que ninguém iria desconfiar de um lugar assim.
Mello parou e desceu do carro junto a Beyond, que me pediu para ficar, pois mesmo aparentando tranqüilidade, era perigoso deixar o carro sozinho ali.
MAS NINGUÉM PENSA QUE PODE SER PERIGOSO ME DEIXAR ALI NÃO É?
Eles pegaram a caixa no porta-malas e a levaram para dentro do sobrado. E eu, fiquei ali, sozinho. Mas não por muito tempo.
- Olá rapazinho. – Uma mulher muito bem vestida em um sobretudo bege de inverno debruçou-se na janela. Tinha os cabelos louros, bem claros, usava um batom rosa com um cheiro embriagante de melancia. Os mesmos cabelos cheiravam a shampoo de romã. Tinha uma pele levemente bronzeada. Era uma mulher escandalosamente atraente e jovem, de talvez uns vinte ou vinte e cinco. – Estou meio perdida. –
Cara, como ela é linda.
- Perdida? Você não é da cidade? – Perguntei inocentemente.
- N-não. – Encarou de rabo-de-olho alguns policiais que vigiavam a rua, parecia estar agindo com cautela por algum motivo. E cautela essa que parecia não estar funcionando já que três policiais vinham em nossa direção, e um deles sussurrava em um wal tok.- Seguinte garoto, você tem que concordar comigo agora entendido?! –
Acenei positivamente, sem entender absolutamente nada.
- Filho, saí do emprego mais cedo hoje... Seu pai avisou por telefone que não pôde vir me buscar, por isso preciso que me leve pra casa. – No início eu quase gritei ‘MÃE?!!’ até me lembrar que ela pediu que eu concordasse com tudo.
- Certo, vamos indo então. – Sinceramente, os policias eram idiotas até para mim, pois pela cara que eu tinha dava de longe para saber que era uma armação.
Passei para o banco do motorista e ela entrou no passageiro. Liguei o carro e partimos dali, seguido pela avenida em silencio.
- Como foi o trabalho hoje mãe? –
- Eu não sou sua mãe garoto! Cai na real! – Respondeu num misturar de indignação e graça ao mesmo tempo. Talvez risse por eu ter perguntado tão seriamente. – Mas parece que você tem um leve fetiche por mães. Talvez queira uma ‘mamãe’ para te afagar. –
Aquelas eram palavras doces de se ouvir -ou ler- mas o tom que ela dizia soava estranho... Eu me senti envergonhado no momento, por levar com malícia o que ela tinha dito... Que coisa feia Matt...
- Não quero se afagado pela minha mãe. – Fiz um bico. E ela fez uma expressão curiosa, como se eu fosse algum tipo de idiota.
- Você não tem ideia mesmo do que eu estou dizendo não é? –
- Claro que tenho! E não adianta dizer que eu sou o filho da mamãe, ela nem me deu amor quando eu era pequeno, não quero o amor materno dela agora... – E continuou me olhando como se eu fosse um tipo raro...
De idiota.
- É hoje que eu me divirto com esse tipo raro. – Riu baixinho, como se estivesse dizendo apenas para ela, mesmo que em voz alta. Decidi permanecer em silencio. – Aliás, qual o seu nome? – Perguntou curiosa, ainda aliviando-se do riso.
- Matt. –
- Prazer. Olívia. – Sorriu para mim. – Mas se quiser, pode me chamar de ‘mamãe’. – Novamente aquele tom, e assim que viu minha expressão confusa riu novamente, como se aquilo fizesse ainda mais divertido algo que ela pretendia. Eu ein. – Aliás... –
- O que foi? –
- Você parece tão novo... Me impressiona saber dirigir. –
- Que nada, eu não sei diri... diri... – AI CARALHO!!!!!! O MELLO VAI ME MATAR SE EU NÃO MORRER CAPOTANDO ESSE CARRO ANTES!
Notas finais
algum palpite? algum comentário estranho? kkkk
bem, estou satisfeita com o número de reviews no último capítulo, subiu bastante! que bom que os fantasmas estão se manifestando aos pouquinhos, espero que continuem comigo ♥
Aliás, ninguém mais recomendou não é? '-' bem, por favor! vamos recomendar Anteros!
Yaah *_*
enfim, um fortissimo beijo! apesar das dificuldades ai, continuarei escrevendo com muito carinho sempre ♥ Até o próximo!
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