Anteros
8 Eu Odeio
Notas iniciais
Espero que estejam todos bem! Bem-humorados, bem alegres, bem disposto a ler um capítulo bem sem graça ^^
hohoho
vou explicar... é que agora vem os capítulos de desenvolvimento dessa continuação de Eros... Porque já enrolei o suficiente u.ú
bom, esperem agora capítulos cada vez mais interessantes xD e torçam para que eu consiga inspiração para escreve-los y.y arg
Aliás, aos que não sabem... Eros tem uma two shot de páscoa! Seria bom se lessem e tivessem hemorragias x3
http://fanfiction.com.br/historia/211744/Meu_Coelho/
Enjoy
Nós nos rastejávamos por aquele túnel fedido, úmido, nojento, lamacento, merdento. Puta que pariu, que vontade de vomitar na bunda do Beyond, que engatinha na minha frente. Mas eu tomaria um chute/coice, então melhor segurar o estomago.
– P-por mais quanto tempo... Vamos ter que passar por isso? – Falei num timbre choroso, ah, a situação era terrível!
– Só mais um pouco, logo a gente chega ao canal do esgoto, saímos no primeiro bueiro que tiver. – Lindo! Maravilhoso!
– Mas... Se puder... Vai... Um pouco mais rápido ok? – Ele riu. Da um tempo... Eu não gosto de sentir cheiro de merda, muito menos merda vinda de uma merda de comida daquela!
Ele não atendeu ao meu pedido, mas não mentiu quando disse que já estávamos chegando... E logo eu pude ver uma luz fraca, talvez da água suja do esgoto, refletindo de alguma fenda vinda da rua. E quando me deparei nós dois já andávamos naquela água... Pés me perdoem!
– Droga Beyond! Porque não cavou um buraco no teto, ou algum que caia em algum lugar menos deselegante? –
– Pare de reclamar sua fresca. – SuA frescA?!!! – Brincadeira... Err... – Acho que acabei rosnando de novo.
Mas tudo bem, o que importa é que agora estou livre! E poderei ir atrás do Matt, e dar umas bolachadas nele.
– Olha... – O ser agora imundo e cheirando a merda misturada com bosta apontou para um circulo no ‘teto’, um bueiro! Mas ok, como iríamos saber que não estava no meio de uma avenida? – Ali da num beco, se não me engano. – Ok...
Fiz o tão famoso pezinho pra ele, que subiu –com aqueles sapatos sujos- na minha mão, empurrando com força a tampa de metal, quase que da mesma forma que fez com o vaso sanitário lá dentro, subindo e saindo por ali, me ajudando a fazer o mesmo.
E ele não estava errado... Demos num beco, escuro, sem movimento e cheio de lixos e coisas estranhas que não se da pra distinguir.
Porque até agora só passamos por lugares de imensa imundice?
– E agora? – Perguntei a ele... Eu sabia o que faria, mas e ele?
– Vou para casa. – Muito inteligente.
– Eles vão saber que voltou para lá... – Tentei não dizer num tom que o ofendesse, mas não adiantou... Ah.
– Você não acha que vou andar por ai desse jeito não é? – Arqueou uma das sobrancelhas. – Vou pegar o que preciso e dar um jeito na minha vida. –
– Faça como quiser... – Arfei. Imaginando o que ele vai fazer para dar um jeito na vida. — Mas, vamos manter contato. É sempre bom negociar com você. – Estiquei minha mão para que ele a pegasse. E o fez.
MWAHAHAHAHA, eu sabia que iria me vingar! Dei a mão que ele colocou o pé imundo!
– Claro. Até breve Keehl. – Acenou e sumiu, correndo para fora daquele beco, como um fugitivo da lei...
Sei que foi algo tipo... Muito rápido! Mas comigo e com Beyond sempre foi assim... Um sempre ajudou o outro, sempre da mesma forma... Sem rodeios, sem demora... Somos bons amigos, creio.
Então, mesmo com minha estética e odor deploráveis, saí pelas ruas da cidade, indo em direção ao bairro onde Matt morava... Espero que eu o encontre em casa! E totalmente disposto a me dar um banho.
Pov Matt ~
– Chegamos. – Dissemos uníssono. – Agora vamos falar com Raye! – Dessa vez me pronunciei, indo já em direção ao lado de dentro da delegacia, sempre acompanhado de Misa. Que parecia um fiel cão me seguindo.
Entramos, e se não por instinto –já que eu o vi entrando numa sala na última vez que estive aqui- rumei a mesma, torcendo por passar pela porta e ver o tiozão do sobretudo.
–Raye? — E sim, eu o vi... Só que não de uma forma muito agradável... Ele estava sentado em uma aparentemente confortável cadeira com os pés sobre a mesa de madeira cheia de papéis incrivelmente desorganizados... ONDE ESTÁ AQUELE HOMEM RESPEITÁVEL?
– Estou aqui! – Despertou assustado de seu ‘cochilo’... — Ah, Matt...! Pensei que fosse alguém importante... – Obrigado.
– Não, não é. – Usei o tom mais emburrado que poderia fazer, formando na cara a expressão mais maligna. – Eu... Preciso de um grande favor. – Foi então que rapidamente mudei de tom... Haha.
E atrás de mim Misa simplesmente concordava, chacoalhando a cabeça, sempre.
– Diga o que quer... Aliás, te devo uma por não levá-lo onde queria mais cedo. – Disse alinhando-se na cadeira, pegando um bolo de papéis e batendo-os na mesa, no intuito de ‘organizá-los’.
– Um amigo meu, sabe, foi preso, injustamente... – Ele me ouvia atentamente. – Ok, não tãaao injustamente. Mas é que... Eu preciso arrumar um jeito de livrá-lo da cadeia, e ninguém melhor que você pra me tirar essa dúvida de como fazer. – Continuou me encarando, estático.
Aquilo ficou desconfortável.
Estava muito desconfortável.
– P-por favor... Fala alguma coisa. – Falei, aliás, ele parecia o anão nu da porta da Lana, só que... De roupas.
– Não posso fazer nada. – Wow, muito obrigada! – Não há jeito, já que, como você disse, há motivos para ele estar preso. –
– Mas...! Eu não posso fazer nada? Eu... – Juro que minha expressão deve estar visualmente frustrada, muito frustrada. Tanto que Misa pousou sua mão direita sobre o meu ombro, encarando-me com um olhar de conformação.
Que coisa dramática.
Nem parece que estamos falando do Matt...
Eu devo ir tirar Mello de lá.
Do meu jeito.
Do jeito like a ruivo gostrrot!
– Tudo bem Raye... – Falei, vendo que a garota loira do meu lado agora apertava meu ombro, talvez pensando que eu estava ainda mais frustrado. – Até muito breve. – Sim, muito breve no sentido de que arrombarei a prisão, soltarei Mello e logo seremos pegos, e Raye irá fechar os cadeados da minha cela.
Junto a Misa deixamos a delegacia, e ela, estranhamente calada, parecia ter resolvido se pronunciar, bem quando eu bolava um plano em minha mente... Um plano que até agora não envolvia nada além de simplesmente salvar Mello!
– Você quer ajuda? – Ok, lá vem ela com o papo de ‘ooh, venha, deite-se no meu colo e chore, conforme-se garotinho...’
– Não, obrigado. – Tentei parecer inabalável.
– Mas vai precisar na hora de distrair os policiais. – WAT TE FÃCKI MISA?!
– S-sim, obrigado... – Bem, ela parecia bem disposta a me ajudar... Que... Que pessoa interessante!
Pov Mello ~
Quando consegui me localizar no centro da cidade, acabei por perceber que estava muito longe da casa do Matt, e que seria difícil me suportar dessa forma anti-higiênica, por isto... Ah, por isso eu não fiz nada! O que vou fazer? Estou sem carro, sem dinheiro, sem nada! Me sinto um mendigo loiro!
O que fiz? Apenas me sentei no meio-fio, colocando as mãos na cabeça, talvez assim eu possa pensar melhor... Ir andando a casa do ruivo está fora de questão, eu acabaria morrendo no caminho de tão longe que é... E não tem outra opção... A menos que...
– Mello, imbecil, você não vai roubar nada... Isso aqui é real, não é GTA. – Exato.
Acho que não tem outro jeito... Vou a pé mesmo! Maldição...
E assim seguiu o garoto loiro, com suas pernas finas e seu corpo magro e fraco pelas ruas da grande cidade, rumando à casa da princesa, ansiando por um banho quente e roupas limpas, e torcendo para que nenhum policial o pegue e o leve de volta.
– Apesar de que do jeito que está hoje em dia, é bem possível que nem se dêem conta de que fugi... Era só uma cana mesmo. – Ou não. – Logo as estrelas somem... – Mello...
Isso aqui não é GTA!
Pov Matt ~
Aliás, pensando bem... Conheço Mello... Será que não é possível que tenha escapado?
Era a pergunta que não saia da minha cabeça... Afinal, sabendo bem como aquele juvenil inconseqüente é, não duvido nada que esteja vagando por ai como um cachorro que fora pego na rua e agora fugiu.
– Matt... Me diga mais sobre seu amigo. – Exclamou Misa, animada, enquanto seguíamos para onde ficavam os presos a curto prazo.
– Ele é um idiota. – Não tirou o sorriso da face.
– Provavelmente... – Continuava sorrindo amavelmente, enquanto agarrava meu braço inocentemente, como se fosse uma irmã mais nova se protegendo ao lado de seu irmão... – Eu... Não vejo a hora de conhecê-lo Matt! –
– Oras, por quê? –
– Hmmm, ele é muito precioso pra você. –
– N-nem tanto. –
– É sim... Na verdade... Você parece se preocupar tanto com ele, parece até namorados. – O que dizer?
– Ah garota, cala a boca. – Ela somente riu. Uma risada suspeita.
Notas finais
Bem, se puderem, mande minhas lindas reviews! Sim, aquelas que vocês sabem mandar muuuito bem *w*
nham nham
Muito obrigada por lerem! Estamos quase no 100 ein?! *0* weee
Até o próximo meus lindos
♥ recomendem!
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