Ansiando
5 Gélido e inconfundível
Notas iniciais
No corredor tranquilo e iluminado, ecoavam os sons dos passos rápidos e distraídos de Arthur, ainda folheando as últimas páginas de um enorme volume, ele se dirigia até o setor de Planejamento, onde precisava entregar e discutir alguns pontos com Leon; como Arthur soubera através de Morgana que Leon estava afundado em serviço, mesmo com Mordred o ajudando, ele resolveu ir até lá pessoalmente, antes de bater na porta ele escutou uma conversa alegre, seguida de uma gargalhada inconfundível.
Merlin.
Arthur resolve entrar sem bater, abriu a porta devagar e notou instantaneamente Merlin com os olhos cerrados, rindo com espontaneidade visível, enquanto Mordred o observava, os olhos azul-petróleo do rapaz, grandes e intensos, absolutamente concentrados... nos lábios de Merlin.
Arthur imediatamente sentiu o rosto afogueado, uma sensação no estômago de que estava em uma queda livre em um falso bungee jump, ele bateu levemente na porta, e pigarreou para chamar a atenção para si, quando Merlin o viu, seu rosto ficou sério de imediato, e Mordred mirou Arthur, um sorriso enigmático surgindo lentamente.
— Olá, Arthur. — Ele cumprimentou com a voz suave. — Merlin e eu estávamos terminando algumas observações nos documentos da Rennes. — Mordred ofereceu, após observar Arthur por alguns instantes.
— Provavelmente havia pontos realmente engraçados a considerar. — Arthur respondeu, o olhar nunca deixando Merlin.
— Sim, de fato, Merlin torna tudo mais engraçado, com ele simplesmente o trabalho é recompensador. — Mordred disse voltando seu olhar para Merlin, Arthur observou... para os lábios de Merlin.
Arthur ergueu uma sobrancelha encarando Merlin, desafiando-o a dizer algo.
— Eu simplesmente me sinto à vontade com Mordred. É algo natural. — Merlin disse, o queixo erguido em provocação, um sentimento de fúria tomando conta dele, um sentimento que ele não sabia de onde viera e nem mesmo como chegara até ali.
— Eu posso ver isso. — Arthur disparou, enquanto Mordred assistia, os lábios levemente curvados para cima, formando um sorriso sonso.
Arthur largou descuidadamente a pasta de documentos na mesa de Leon, e num último olhar sombrio se retirou da sala, deixando para trás um Mordred levemente perdido, e um Merlin absolutamente irritado.
— Ele tem estado um pouco estressado, não é? — Ofereceu Mordred olhando para a porta fechada com interesse. — Isso me lembra um pouco aquela época em que ele teve um caso com Elena.
— Como disse? — Merlin sentira o chão ruir sob seus pés. — Eu posso ter entendido errado, mas achei que Arthur fosse gay...
— Ah, bem, sobre isso... eu penso que sim, mas nunca vi o bastante de Arthur para saber, não é?! Não estou na empresa há tanto tempo, apenas lembro que Gwaine estava se sentindo injustiçado por ter perdido a garota para Arthur, e Arthur por sua vez foi ficando cada vez mais estressado, exatamente como ele está agora... Mas o que importa, não é? Não é como se algum ser humano real conseguisse a chave para entrar nas cuecas dele. — Disse Mordred displicentemente, voltando os olhos misteriosos para Merlin.
— Sim, tem razão... ele se acha bom demais. Terminamos aqui, certo? Então, bem, preciso apanhar alguns documentos para a reunião com o Marketing, então... vou indo.
Merlin saiu da sala ao receber um lento meneio de cabeça de Mordred, e quando os passos sumiram no corredor, Mordred pegou o telefone, pressionou algumas teclas e esperou calmamente.
— Morgana? Acho que você pode estar certa... — Ele disse, mirando a pasta abandonada que Arthur jogara na mesa de Leon minutos antes.
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O sol que penetrava pela janela era frágil e não aquecia o ânimo de Merlin, ele olhava desolado para a pasta de arquivos com metas e dados que descansava na mesa na sua frente.
Merlin havia se sentido vitorioso, conseguira expor suas ideias na reunião do conselho, e estava se saindo muito bem naquele outro assunto... ele resolvera que tentaria nem mesmo pensar; na sua mente agora era sempre “aquilo” ou “o assunto”, estava dando certo, desde que ele continuasse evitando uma vida social, se escondendo em sua sala ou não esbarrasse com nenhuma cabeleira loira pelos corredores da empresa, o plano ia bem.
No entanto agora ele era obrigado a sair de sua sala e ficar perigosamente no andar de Arthur, tinha passado as últimas horas debruçado sobre anotações e havia discutido pontos relevantes com a equipe de Planejamento, e quando tudo já estava pronto, Merlin se sentira descontraído e leve.
Mas o maldito arrogante tinha que aparecer. Merlin odiou Arthur por ter rompido sua tênue névoa de confiança, surgindo de repente na sala de Mordred e agora Merlin estava mal-humorado e pensando novamente. E como se não fosse o suficiente, Merlin ainda teria uma reunião com as equipes de Marketing e Planejamento, onde provavelmente Arthur estaria presente. Maldito seja!
Merlin afundou o rosto nas mãos e puxou os cabelos escuros com intenção de arrancá-los, frustração evidente em cada terminação nervosa.
— Algum problema com o Planejamento? — A voz sapiente flutuou na sala vazia, Merlin abriu os olhos e viu Gaius com uma sobrancelha erguida, interrogativamente.
— Ah, não, na verdade não... ajudei Mordred com dados financeiros e agora o plano de ação está pronto, apenas há esta nova reunião...
— Com Morgana e Leon? — Gaius ofereceu gentilmente.
— Creio que sim, hoje Leon trabalhou exaustivamente nos objetivos mensuráveis, ele tem algo contundente para dar a Morgana, um novo plano de ação para o Marketing trabalhar...
— É o que o planejamento faz, Merlin reduzir as surpresas negativas, ele precisa de dados e opiniões, e como Morgana vai vender isto, é essencial que trabalhem juntos, uma reunião é o caminho mais fácil para trocarem as ideias.
— Trocaremos ideias, claro, mas e Arthur? Ele não precisaria estar lá, certo?! Ele poderia ir para casa, descansar. — Merlin disse derrotado. Poderia desaparecer da minha frente, é tudo!, pensou ele.
— Definitivamente não, Arthur vai participar de cada detalhe deste projeto. Não sei por que isto o incomoda, Merlin.
— Não estou incomodado — respondeu Merlin rápido demais — apenas, bem, vou terminar de ler estes aqui antes da reunião. — Olhou inutilmente para os documentos já em mãos
— Certo, rapaz... — Gaius disse e continuou observando Merlin, enquanto este fingia atenção no documento, que estava devidamente de cabeça para baixo.
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— Gostaria de manter todos os senhores atentos ao mercado alvo da Rennes, que é sensivelmente menor em abrangência do que aquele trabalhado em relação a Caerleon: Cardiff possui uma população um pouco maior em números para o consumidor final, no entanto é agradavelmente mais interessado no produto britânico. Entretanto, devo lembrar que ainda assim, estamos falando de um mercado diferente, agressivamente, ao que já vimos e trabalhamos aqui na Camelot’s corp, no coração do Canary Wharf.
A figura imponente em seu longo vestido, elegante e profissional, tinha a atenção de todos os presentes, ligeiramente arrogante, mas impressionável, sobre todos os aspectos, a Gerente de Marketing era alguém arrojado e que definitivamente tinha a empresa nas mãos, e sabia como lidar com isso. Ela tinha acabado de apresentar dados informativos sobre a empresa adquirida pelo grupo dos Pendragon, e agora fazia suas últimas intervenções, comparando a empresa recém chegada ao grupo, com a que fora comprada há um mês, e as táticas de abordagens diferentes que deveriam ser usadas para estes públicos, táticas que ela havia se dedicado em estudar por dias, com auxílio do setor de planejamento, o que deixava Leon e Mordred satisfeitos.
Porém tudo o que Arthur via era o rosto impávido de Merlin.
Arthur observava amargo enquanto Mordred batia a caneta contra a folha de papel que Merlin segurava, trocavam um olhar e Merlin anuía com a cabeça, suavemente, de repente, Arthur ficou sobressaltado, pois Merlin pedia a palavra.
— Eu gostaria de ressaltar aos senhores que com um pequeno investimento inicial a empresa pode englobar o público local como alvo infalível. Estive vendo alguns números com o setor de planejamento, e chegamos à conclusão que manter os funcionários locais pode contribuir muito para essa nova roupagem da empresa, não haveria gasto com demissões, e concomitantemente usaríamos a região geográfica das atividades com objetivo de reduzir dos custos, automaticamente haveria uma elevação de faturamento. — Ele falou olhando diretamente para Morgana, que virou instantaneamente para o colega ao lado.
— O que pode dizer sobre isso, Sr. Leon? — Morgana pediu, interessada.
— Falamos sobre isso antes, e eu poderia acrescentar alguns detalhes que Mordred e o Sr. Emrys trabalharam, onde haveria também um aumento do lucro e maximização dos recursos disponíveis e investidos. Teoricamente mantendo funcionários estaríamos ganhando a confiança do público consumidor da região, é oportunismo, porém as chances de erro são as mínimas.
— Certo Sr. Emrys, tenho certeza de que sua colaboração foi efetivamente colaborativa, estou feliz em contar com o senhor em nossa empresa, tenho certeza que o Vice Presidente se sente da mesma forma. — Morgana disse polidamente, desviando sua atenção, de Merlin para o irmão.
Arthur, que estava absorto observando Merlin corar lindamente, nem percebeu que a irmã se dirigia a ele. Não até que toda a mesa o observava, expectante.
— Ah, sim, logicamente. O Sr. Emrys tem sido muito perspicaz e colaborativo, e vejo que tem se sentido à vontade na empresa. Muito. — Ele acrescentou a última palavra com uma pontada de raiva que deixou até o próprio Arthur surpreso.
A declaração solta descompromissadamente fez Merlin ferver de ódio, Arthur com a mandíbula cerrada, o olhava duramente, os lábios formando uma linha fina e pálida de tão pressionados um ao outro.
— Obrigado, tenho trabalhado bastante, e realmente à vontade — ele disse olhando Morgana, e fechando os olhos rapidamente, se virou para Arthur e completou —, conhecendo as intenções da empresa, agir sem embaraço se torna algo natural para mim. — disse evasivamente deixando o resto dos presentes com a impressão de que estavam participando de uma conversa privada.
Morgana finalizou a reunião agradecendo a todos, e pediu que Merlin ficasse mais uns minutos pois ela precisava de cópias dos seus documentos, e iria começar imediatamente a trabalhar as sugestões do setor financeiro.
Arthur reuniu seus pertences, pediu licença e saiu, tão rápido que Merlin nem percebera.
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Quando finalmente a reunião estava terminada e Merlin fora dispensado, já era muito tarde e os corredores estavam vazios e silenciosos, ele se dirigiu até sua sala, que estaria tão vazia quanto todo o resto do prédio, mas tamanha foi a surpresa quando ele entrou, que ficara um momento sem fôlego, sendo praticamente atacado.
— O que foi aquilo? Você está tentando me fazer sentir ciúmes? Quer se sentir à vontade, eu posso fazer isso.
Arthur grudou sua boca na de Merlin e o beijou possessivamente, segurando a frente do blazer com um punho fechado e a outra mão na nuca do moreno, o prendendo. Merlin se esforçou para se soltar, se remexendo e tentando virar o rosto, espremido contra a parede. De repente sentiu uma explosão de calor intensa, quando Arthur esfregou suas virilhas juntas tão ardentemente quanto pôde, por um insano momento, as pernas fraquejaram vergonhosamente e Merlin pensou em ceder.
Aprofundando o beijo, numa revoada insana de sensações irrefreáveis, Arthur foi repentinamente empurrado com força, e teve a boca descolada da de Merlin, prematuramente.
— O que pensa que está fazendo? O que você pensa que eu sou? Um tipo de brinquedo que você pega quando tem vontade e depois larga por semanas? Mais um dos sabe-lá-Deus-quantos que você brinca? Não eu Arthur, não comigo. Posso não ser bom o bastante para você, mas não vou me prestar a este papel ridículo.
— Do que você está falando Merlin? Não complique as coisas, não estava curtindo? Pensei que você estivesse... eu não fiz tudo sozinho, e você aproveitou muito bem, de qualquer maneira. — Ele se aproximou novamente, hipnotizado nos lábios vermelhos de Merlin, toda a raiva e ciúmes, agora formavam apenas uma névoa de luxúria.
— Você... Arthur... você é o maior idiota que já tive o desprazer de encontrar. — Merlin mirou o loiro com olhos feridos, brilhantes, pegou a pasta na mesa, e saiu subitamente, batendo a porta e deixando para trás um Arthur frustrado, mais confuso do que nunca, sentindo a dor gélida do arrependimento.
Arthur arrepiou o cabelo e bateu a com a cabeça na porta fechada. Meu Deus... está tudo muito errado aqui.
No último andar do prédio, dois vultos observavam Merlin saindo rapidamente, seguido, minutos depois, por Arthur, de andar lento e incerto.
— Amanhã vou me informar, Arthur já está passando dos limites e pode se arrepender a qualquer momento.
— Eu diria para você ir até Gwaine, ou Lancelot. Ou ambos.
Olhos azul-petróleo miraram longamente os verdes.
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Na manhã seguinte, Gwaine simplesmente invadiu a sala de Merlin, apontando um dedo na cara dele.
— Você! Merlin você vai sair hoje conosco, vá em casa e tome um banho, e eu juro, se você não aparecer naquele pub, eu vou até o seu flat e o arrasto por estas orelhas ridículas. — Merlin se encolheu e levou as mãos às orelhas, num gesto protetor. — Hoje, Merlin, você vai até lá!
Gwaine saiu da sala e fechou a porta atrás de si, o próximo passo era chamar a Princesa, ajeitou o terno e marchou para a sala de Lancelot.
— Feito! E se ele não aparecer eu o arrasto, juro por Deus! Simplesmente não suporto mais ver a cara que a Princesa ostenta... céus, não achei que isso era tão sério! Pensei que talvez era só uma foda, ou algo assim, mas não...
Nisto um furacão de fogo verde, cabelos longos e encaracolados cruzou a sala de Lancelot, em velocidade estonteante, em direção a Gwaine.
— Foi você não foi, Gwaine? COMO PÔDE fazer isso com meu irmão? — Morgana tinha no olhar um brilho assassino, a voz contida a custo, e pontuando as palavras enfiando uma unha vermelha bem cuidada no peito de Gwaine.
— Wow... eu não sei, fui? — Ele respondeu surpreso, mas rapidamente estreitou os olhos. — Mas gosto do seu olhar, Minha Rainha...
— Cale a boca e explique o que está acontecendo com Arthur. Ele está distraído, apático, cansado, ostenta olheiras, irritado, e isto começou logo depois daquele sábado que vocês saíram juntos. Eu tento falar com ele, mas ele é evasivo nas respostas. Mando mensagens que ele ignora, ligo à noite e ele não atende... PARE DE SORRIR E DIGA LOGO OU EU JURO...
— Calma Morgana... Deixe o homem respirar... — Lancelot veio em auxílio, mas Gwaine sorria embevecido, definitivamente gostando daquilo. Morgana apertou os olhos e ele pigarreou, saindo do transe de admiração.
— Na verdade não sei se fui eu, até acho que fui usado... não que eu não goste de ser usado, entende? — Ele disse sedutor, sorrindo caracteristicamente e olhando longamente o vestido verde profissional de Morgana, deslizando a língua nos lábios.
— Você não pode parar um minuto?! Meu irmão está arrasado, e eu não tenho certeza do que possa ser, desconfio, lógico, mas tudo me leva até você, todas as confusões levam até você, Gwaine. — Ela caminhava lentamente de um lado para o outro, o vestido rodopiando levemente, Gwaine parecia que tinha descoberto algo novo, que precisava ser desbravado.
— Sim, você não tem ideia... Minha Rainha... — Ele encarava os sapatos de Morgana, ela sacudiu a cabeça incrédula e jogou os braços para cima, em sinal de rendição.
— Lancelot. Diga o que sabe, enquanto este depravado flerta com meus Ferragamo. — Morgana se dirigiu até Lancelot, apontando enfastiada para os próprios pés.
— Bem, aparentemente há algo sobre Merlin, parece que eles saíram juntos depois da boate, semanas atrás, ou algo assim. Depois disso, segundo Gwen, Merlin também está um tanto esquivo, eu mesmo mal consigo conversar com ele.
— Isso remete ao que eu dizia antes: Pensei que era apenas o celibato enlouquecendo Arthur, mas logo percebi que era o moreno que o enlouquecia. — Gwaine pontuou sensato, colaborando enfim com a conversa, porém de repente pareceu quase cerrar os olhos, ainda encarando Morgana. — Mas quem pode resistir a uma pele pálida e cabelos escuros?
— Certo. Entendi... — Morgana ponderou por um momento e se encaminhou para a porta — Ah, e Gwaine? Eu sou feita de um material superior a este que você está acostumado, então, mantenha-se. — Ela saiu, olhos brilhantes como fogo verde, os lábios formando lentamente um sorriso mordaz.
Gwaine observava a porta, totalmente absorto.
— Gwaine... não vá lá, cara... Morgana espalita os dentes com ossos de homens como você no café da manhã. — Lancelot olhava preocupado.
—Eu não me importo, companheiro! Posso ser um punhado de ossos pela manhã, mas tenho certeza que a noite teria valido a pena... de qualquer maneira, como ela sabia sobre meu fetiche por sapatos?
— Você é incorrigível... Mas voltando a Arthur, estou impressionado... nunca vi ele assim antes, tão abalado...
— É um idiota, isso sim! Ele estava indo bem, eu mesmo estava orgulhoso, o aluno superando o professor aqui, mas de repente começa a chafurdar em... sentimentos... — O próprio Gwaine não entendia o que se passava com Arthur. — Por todos os deuses pagãos, eu pensei ser apenas uma transa, mas agora a Princesa suspira como uma garota apaixonada... e Merlin, esquivo e irritadiço.
— Sim, não é?! Eu não percebi de imediato, mas Gwen comentou ontem à noite, disse que Merlin parecia arrasado por alguma coisa, e que não aparecia mais para conversar no Pub nem na hora do almoço...
— Gwen, é? Ontem à noite... hum... eu sabia que isso ia acontecer... — Gwaine sorria aquele sorriso malicioso.
— Merlin e Arthur? — Questionou Lancelot fragilmente.
— Você e Gwen, seu lerdo! — Afirmou descaradamente, Lancelot afundou na cadeira, o rosto em chamas.
No corredor, Morgana se dirigia a passos firmes e graciosos, até a sala do irmão, um discurso pronto, era melhor intervir, antes que o idiota se afundasse de vez, pensou irritada.
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