Ansiando
6 Colisão constante
Sozinho na sala, com quase todas as planilhas do dia prontas, Merlin tinha tempo para devanear sobre sua vida, antes calma, beirando a monotonia, e agora... essa confusão.
Tudo culpa dele... por que baixara a guarda e deixara coisas estúpidas acontecerem? Ele não devia ter deixado os acontecimentos avançarem tanto com Arthur, poderiam ter dançado, nada mais... mas agora estava perdido, pensando em Arthur cada segundo, e ficando irritado consigo mesmo por isso, e o pior: Merlin não se arrependia do que fizera, do que acontecera... Ele se culpava, poderia ter resistido a Arthur. Poderia, se fosse um super-herói, se fosse cego, ou se fosse desprovido de um corpo. Pois seu corpo traidor não o ajudou, ao contrário, em algum ponto da insanidade o corpo acabou criando vontade própria.
E agora todas as especulações na sua cabeça sobre Arthur. Sobre o que Arthur queria, lançando olhares hostis, embutindo conversa administrativa com palavras dúbias. Encurralando Merlin na própria sala... beijando-o como se a boca de Merlin fosse a única coisa que Arthur precisasse para viver.
E depois sendo estúpido e presunçoso. Deixara Merlin furioso, se sentindo usado, e arrependido, dividido entre o rancor e a vontade. Merlin não queria ter cedido, mas deveria. Foda-se a maldita força de atração que sentia por aquele pomposo arrogante!, Merlin pensou socando a mesa.
Após a noite insone, tudo o que Merlin não precisava era ser forçado a sair do seu casulo, e a convocação de Gwaine não fez com que se sentisse melhor.
Subitamente o telefone da mesa de Merlin tocou e ele foi arrancado dos seus pensamentos indevidos. Atendera ao telefone com a voz rouca por falta de uso, do outro lado, a voz que ele ouviu fez seus medos acalmarem.
“Bom dia, Merlin... eu meio que fiquei sabendo sobre Gwaine ter feito algum tipo de convite...”
A voz incerta de Gwen tinha uma pitada de riso, no entanto, Merlin decidiu ignorar.
— Foi mais como uma intimação. E não, não tenho a menor vontade de sair, Gwen.
“Bem, venha almoçar comigo, apenas nós dois, sim? Preciso conversar com alguém, com um homem para ser sincera.”
— Não sei... provavelmente eu não possa ajudar muito.
“Merlin, por favor?”
— Você está fazendo aqueles olhos de corça?
“Sim Merlin, estou exatamente fazendo aqueles olhos.”
—Tudo bem então. Quem pode resistir a estes olhos?
“Você se surpreenderia! Em meia hora, certo?”
E agora teria de enfrentar Gwen, que Deus seja bom.
~*~*~*~*~*~*~*~*~
Morgana adentrou a sala de Arthur sem bater, o que tornou-o desconfortável no mesmo instante, ele olhou brevemente para seu pai, sentado regiamente na mesa onde juntos analisavam relatórios para a nova aquisição da Camelot’s.
— Onde é o incêndio, Morgana? — Uther ergueu uma sobrancelha olhando diretamente para a filha, porém Morgana encarava Arthur com raiva e frustração.
— Você está apaixonado, é isso?! Por isso ignora minhas ligações, tem fugido de mim, está com olheiras e com esta cara de cão sem dono, Arthur?!
— Morgana, o quê... — Uther começou, no entanto Morgana ergueu a mão, sinalizando que o pai deveria esperar.
— Olha, eu não sei do que v... — Arthur forçou sua melhor expressão de incredulidade, porém Morgana já invadia seu espaço pessoal, os olhos fixos em Arthur.
— Diga Arthur, eu sou sua irmã! Estou preocupada, como poderia não estar? De repente você está prestes a ter o coração quebrado por este Merlin, que chegou há poucos meses...
Uther olhava de um filho para o outro, se perguntando quanto tempo ele ficara preso em reuniões e perdera todas essas informações. Já Arthur enfrentava Morgana, o rosto vermelho de raiva, como se fosse um balão prestes a estourar.
— O que faz você pensar que este Mer—lin, poderia quebrar meu coração? Eu não sou uma adolescente emo com o coração frágil, nem sou imprudente nos meus relacionamentos. Sou um adulto, Morgana, e você precisa parar de enfiar o seu nariz esnobe onde não é chamada. — Ele observava a irmã, pronto para a réplica dela, e não se decepcionou.
— O que me faz pensar?! Olhe para si mesmo! Faça alguma coisa com o seu mau humor, use sua boca e converse adequadamente, resolva o seu sofrimento e a sua paixão, ou eu juro, você vai me ouvir novamente, Arthur Pendragon!
Ela virou as costas e saiu, uma elegância que discordava da sua fúria, deixando Uther completamente atordoado para trás, ele sem hesitar virou para Arthur.
— Então, você vai me explicar isso? — Ele disse apontando a porta semiaberta por onde Morgana saíra recentemente.
— Pai... eu... bem, eu não sei, certo? Eu realmente não sei. — O filho o olhou desesperado para fugir do assunto, entretanto Uther não deixaria facilmente.
— Bem Arthur... não vou ecoar a sua irmã, mas ela tem razão, não fique aí parado. Um Pendragon não chafurda na lama, um Pendragon mata e morre, um Pendragon conquista, porém não sem antes lutar.
— O que é isso agora? Convenção de aconselhamento amoroso dos Pendragon? — Arthur disse desdenhosamente.
— Amoroso? Se você diz... eu dei apenas conselhos de guerra. — Uther devolveu, as duas sobrancelhas erguidas e no rosto um olhar sábio, de quem já vivera, lutara e vencera. Ele sorriu para si mesmo, na sua vida nem tudo fora conquista, ele também perdera, e era disso que estava falando para Arthur. Se não arriscar, pode perder muito cedo. Esperava que a juventude não tornasse o filho estúpido.
~*~*~*~*~*~*~*~*~
O clima era desesperadoramente agradável, Merlin observava o céu límpido por cima dos ombros de Gwen, sentada a sua frente no restaurante em frente ao parque, poucas quadras de distância do prédio da empresa.
— E então, já estamos na sobremesa e você não falou nada que valesse a pena eu ter saído da sala. — Merlin observara Gwen desviar assuntos durante quarenta minutos... isto o estava enlouquecendo mais do que o mousse de chocolate que ele comia, pela terceira deliciosa vez, em dez minutos.
— Ah, bem... Merlin, você gosta do Lance, não gosta? — Ela perguntou, corando muito, o que fez Merlin sorrir.
— Gosto, é claro! Quem não gosta? Ele é simples, inteligente, amigável, simpático... e a beleza dele ajuda um pouquinho, devo admitir. — Gwen corava ainda mais, Merlin achou divertido e continuou provocando. — Tenho visto que você também notou este último detalhe, não?
— Hum... sim... mas... não acho que ele pense o mesmo de mim. Ficamos em um clima um pouco estranho, depois daquele sábado na boate... — Ela gemeu e olhou envergonhada para Merlin.
— Gwen... você é cega? O homem olha para você como se fosse o único assunto importante a ser tratado... Vi ele fuzilando Gwaine com os olhos, por jogar o cabelo no seu rosto em uma reunião!
— Gwaine é um pervertido! Mas, um pervertido adorável, ele tentou jogar Arthur para cima de mim tempos atrás! — Ela riu gostosamente, Merlin ficou apreensivo instantaneamente, e Gwen continuou, como se não tivesse notado o desconforto do amigo. — Imagine você... eu e Arthur... Gwaine é tão insanamente adorável!
— Para ser sincero, acho que vocês formariam um lindo casal. — Merlin declarou, lembrando-se do olhar de Gwen para Arthur, na primeira vez que o viu, a lembrança doeu um pouco, mas ele chutou o sentimento de lado.
— Merlin, não! Nunca... eu e Arthur nunca seríamos um casal, apenas Gwaine achou que precisava encontrar alguém para Arthur. E, de qualquer maneira, não daria certo...
— Por quê? — Merlin a interrompeu tão rápido, que Gwen parou um instante para pensar na resposta.
— Veja bem, não sinto nada por Arthur, somos colegas, ele é meu chefe, realmente o acho incrível, porém não temos atração um pelo outro. E também não podemos ignorar que ele é gay. Até onde sei, está fora do alcance de qualquer mulher. — Gwen despejou todas as suas opiniões quase de uma vez só, seus olhos sinceros e confiáveis mirando Merlin sem desviar.
— Mas e sobre Elena? Ouvi dizer que Arthur teve uma namorada chamada Elena... — Ele dissera em voz alta e incerta, o que o torturava desde ontem.
— Elena... sim, eu lembro de Elena. Ela era alguém que você iria gostar Merlin, tenho certeza. Elena na verdade não foi namorada de Arthur. É filha de um grande empresário amigo de Uther. Ela e Arthur cresceram no mesmo meio, foram colegas de faculdade, mas aparentemente Elena não quis seguir carreira empresarial e resolveu lecionar para crianças. Uther achava que Arthur e ela iriam um dia casar, contudo na verdade fora Elena quem incentivou Arthur a assumir sua homossexualidade, quando ainda estavam na faculdade. Há um tempo atrás os pais de ambos tentaram novamente que os dois se entendessem e isso gerou grande confronto, Arthur que pensava ter sido compreendido viu que seu pai ainda era relutante. — Gwen entregava tão inocentemente informações que poderiam mudar a mente de Merlin.
— Então... Uther não aceitou rapidamente que o filho era gay? — Ele perguntou lembrando as próprias dificuldades que teve, mas com o apoio dos amigos e da mãe, fora tão simples que o chocava saber que alguém como Arthur tenha sofrido.
— Sim e não. Tudo o que sei é que Arthur não sofreu qualquer represália, mas seu pai por algum tempo sugeriu noivas, o que é algo desconfortável. Elena foi uma delas.
— Oh... eu nunca imaginei...
— Acho que há muito sobre Arthur que você não sabe Merlin, sinceramente vi vocês na boate, tenho visto vocês diariamente e vou lhe dar um conselho: Não julgue Arthur pelo que ele parece ser. E digo mais uma coisa: Arthur pode ser implacável, exércitos poderiam ceder sob o comando dele. E você Merlin, aceite, você é apenas um homem. Um homem magnífico, devo dizer. Mas de carne e osso. — O olhar de Gwen era tão penetrante que Merlin precisou sacudir a cabeça para reorganizar seus pensamentos.
— Isso me lembra que você queria uma conversa com um homem. Bem, não vamos perder mais tempo. — Ele disse fugindo totalmente da indireta de Gwen.
~*~*~*~*~*~*~*~*~
Dentro da sua sala, Arthur admirava o sol de fim de tarde penetrando fragilmente pela janela, ele poderia tentar se esconder o quanto pudesse, entretanto, os sentimentos em constante revoada no seu peito deixavam claro que ele não conseguiria se manter no esconderijo, cada noite que passava a sós com suas emoções insanas, fazia suas defesas caírem, uma a uma, como soldados em uma batalha perdida. Cada noite ele adormecia sentindo um frio no estômago quando o sorriso de Merlin aparecia dentro de suas pálpebras, sem ser convidado. A voz gravada dentro dos seus ouvidos ecoando incansavelmente... e acordava sozinho, com a alma lúgubre e solitária, triste.
Arthur percebeu de forma tão avassaladora que ele não pôde evitar o assombro, mas agora estava pensando abertamente.
Ele queria Merlin, sim desejava, era um fato, enquanto dançavam na boate Arthur não teve dúvidas, o queria enlouquecidamente, porém quando Merlin o tocou, naquela noite em seu flat, Arthur sentiu como se fosse explodir, sentiu seu coração arrebatado, inflado de ternura e afeto. E assim que o orgasmo o cegou, seu coração soube.
Não era só tesão.
Arthur sentiu que não fora apenas desejo... talvez no início, mas agora? Ele não apenas desejava Merlin, Arthur queria estar com ele, falar com ele, ouvi-lo, necessitava tê-lo para si...
Sentiu que o amava.
Apaixonado sim, maldita Morgana, a irmã sempre o lia como a um livro. Era estúpido demais que Arthur tenha sentido isso bem no meio da mais fabulosa punheta que ele jamais terá, mas isto era Arthur, e ele tinha dificuldades para notar seus próprios sentimentos.
Encarando a paisagem de sua janela, Arthur estava decidido a tomar uma iniciativa, cercar Merlin e se insinuar não fora o bastante, teria de ser algo mais grave, algo que fizesse Merlin entender, algo definitivamente óbvio...
~*~*~*~*~*~*~*~*~
Depois do almoço com Gwen, Merlin se sentia um pouco aliviado, mas ainda mais assustado pelo que sentia, seus sentimentos cada vez sendo mais óbvios para ele, Merlin se sentia sem saída a não ser admitir o inadmissível e tentar lidar com isso, já que não havia como se esconder, nem como fugir.
Ele levantou da cadeira e deu uma volta completa na sala, surgira assuntos de última hora e ele, provavelmente era um dos últimos no prédio, ele procurou desculpas para dar a Gwaine, pois não queria encarar os amigos agora, sentou na cadeira novamente e afundou o rosto na mesa, o gesto usual de puxar os cabelos e se desesperar sem saber o que fazer.
— Eu realmente gosto dos seus cabelos bagunçados, então não se incomode em arrumá-los para mim. — A voz risonha e levemente condescendente o atingiu como um golpe certeiro, Merlin levantou debilmente a cabeça e viu a figura altiva e impressionante de Arthur sorrindo para ele.
— O que faz aqui? Pensei que estava sozinho no prédio! — Merlin tentou ignorar o frenesi que o tomou repentinamente.
— Não, na verdade eu estava terminando alguns relatórios e retornando algumas ligações. — Arthur disse se aproximando perigosamente.
— B-Bem, você não terminou ainda? Não v-vai embora? — Merlin estava ridiculamente gaguejando, enquanto Arthur dava a volta na mesa e virava a cadeira de Merlin, com as mãos nos ombros do moreno.
— Provavelmente eu vá, mas não agora... eu tinha algo para fazer.
Dizendo isso Arthur beijou Merlin intensamente, a mão como sempre deslizando pela nuca e a língua dominante levando Merlin a uma entrega descabida. Arthur puxou Merlin sem desgrudar os lábios, de pé, Merlin era levemente mais alto, o que deixava Arthur ainda mais excitado, o beijo o permitindo perder a coerência tão rápido que era ridículo.
Merlin tentou resistir, por um louco segundo ele tentou, mas quando a língua de Arthur penetrou na sua boca, tudo virou um borrão de emoções, seu coração batia em um ritmo alucinado, o cheiro de Arthur era algo embriagante que o mantinha sob constante entrega. As mãos do loiro, desviando de sua nuca e descendo para a sua cintura, Merlin não tinha como negar, estava deliberadamente arrebatado.
Não era a melhor tática, Arthur sabia, mas danem-se os planos!, ele pensou, estava tão necessitado de beijar Merlin que seria capaz de morrer se não tomasse aqueles lábios para si. No momento em que Arthur viu os cabelos bagunçados e os lábios vermelhos de Merlin, o quis para si instantaneamente. Ele sentiu Merlin enrijecer, e realmente achou que ele iria empurrá-lo, mas, então aprofundou o beijo antes que fosse tarde, ele não poderia deixar Merlin escapar dessa vez, ele não suportaria... Arthur podia sentir que Merlin o queria, o volume crescente e glorioso em contato com sua coxa não deixava dúvidas, Arthur tinha que ser rápido, tomar tudo o que ele queria, aproveitar a entrega de Merlin... e rezar para que conseguisse o bastante do moreno.
Merlin retribuía o beijo, mordendo suavemente o lábio inferior de Arthur, quando sentiu a coxa do loiro roçar levemente na sua ereção ele gemeu dentro do beijo, Arthur abriu ainda mais a boca, levando para si todo o lamento de Merlin. Então, Merlin deixou cair sua última defesa, e levou as duas mãos aos ombros do loiro, depois mergulhou a mão direita profundamente nos cabelos sedosos de Arthur, quando o loiro abandonou sua boca, Merlin murmurou protestando, mas Arthur mordeu ardentemente seu queixo, enquanto a mão esquerda descia diretamente para o zíper da calça do moreno.
Merlin encarou Arthur, por um momento completamente desnorteado, os olhos turvos de desejo, disposto a dar a Arthur o que ele desejasse, quando o loiro o encarou de volta, parecia sério e determinado.
— Ouça, Merlin — ele disse com a voz baixa e rouca — eu realmente quero você, podemos falar sobre isso depois, mas por favor, me deixe tê-lo agora — Arthur implorou, o desejo tomando as decisões que ele não era capaz de tomar sozinho —, por favor, deixe-me tê-lo em minha boca, sim?
— Deus, Arthur... sim...— Merlin respondeu incoerentemente, no entanto uma luz de sanidade brilhou bem no fundo de sua mente — mas, a porta...
— Não se preocupe, eu tranquei. — Arthur terminou de falar e lambeu a orelha de Merlin obcenamente, enlouquecendo-o.
Arthur pressionou Merlin contra a mesa, admirou a boxer azul marinho visível através do zíper aberto, ele empurrou a calça para os pés e ficou, de joelhos em frente a Merlin, admirando por alguns instantes o contraste harmonioso da pele pálida contra o azul marinho, e voltou o olhar para Merlin, olhos semicerrados, o peito arfante, o bumbum encostado na mesa e as mãos segurando a beirada como se fosse a única coisa que pudesse mantê-lo neste mundo.
Arthur desceu a boxer para junto da calça e o achou lindo, delirantemente sensual, de um jeito que poucos homens sabem ser, Merlin era fantástico sem esforços, ele parecia uma criatura dócil e terna, mas havia uma força nele que poderia gerar tempestades e cataclismas sem hesitar.
E também sem hesitação, Arthur olhou longamente para o pênis inchado e latejante que tinha em mãos, sua boca inundada pela vontade franca de tomá-lo de supetão, mas Arthur faria isto valer a pena, não seria rápido, mesmo que isso o torturasse também.
Merlin achava que explodiria só de sentir o hálito morno de Arthur contra seu pênis, estava sendo delicioso, ele nunca imaginara que pudesse desejar tanto e tão fervorosamente algo, como ele desejava agora que Arthur, simplesmente, continuasse.
Arthur firmou o pênis com uma mão, e com a outra tocou os testículos, os mantendo seguros e acomodados na palma. Ele deslizou a língua gentilmente para provar o gosto, um gosto que o entorpeceu rapidamente, era um gosto novo e viciante, um sabor único e alucinante, Arthur o abocanhou por inteiro, pois precisava obter mais deste sabor fabuloso. Ele afundou o membro de Merlin até a garganta, mordeu a cabeça docemente, e deslizou a língua por toda a extensão, apertando os testículos com firmeza.
Merlin gemeu, pânico, desejo, vergonha e outras coisas que ele não quer ter que lidar agora. A boca de Arthur não permitia que ele pensasse, seu coração saltava descontroladamente dentro do peito, e o pênis latejava duro como aço, entre os lábios úmidos e flamejantes de Arthur.
Merlin tremia de encontro à mesa, a respiração cada vez mais entrecortada, ele proferia sons desesperados, a boca semiaberta e os olhos completamente desfocados, Arthur o sugava avidamente, e bebia também desta visão incrivelmente erótica que Merlin formava.
— Ah-Arthur, por favor... eu... Arthur, porra... — Merlin soava desesperado, — se afaste... não consigo mais... Ahhh-Arthur...
Os apelos de Merlin deixaram Arthur em chamas, fogo correndo rápido e líquido em suas veias, e ao ouvir o pedido de Merlin em voz profunda e entregue, tudo o que ele poderia fazer era ser ainda mais implacável do que fora até agora.
Arthur acelerou os movimentos, afundando o membro delicioso de Merlin até o fundo da garganta e repetindo incansavelmente, a mandíbula poderia ficar dolorida depois, mas que se foda toda essa porra!, ele tinha Merlin prestes a gozar entre seus lábios e não ia perder esta oportunidade de maneira alguma. Apertou com a mão esquerda a base do pênis de Merlin e com a direita pressionada contra o osso ilíaco, pressionando Merlin fortemente entre sua boca e a mesa, Merlin não escaparia desta vez. Ele manteve um fluxo constante de ir e vir, sua boca deslizando gloriosamente no membro de Merlin.
Arthur se sentia cada vez mais descontrolado, todos os sentimentos, a confusão, todas as noites sem dormir agora evaporadas de sua mente, tudo o que ele tinha agora era a deliciosa tarefa de fazer Merlin atingir o clímax em todo o seu esplendor, então num átimo de delírio, Arthur mordeu e chupou duramente o pênis de Merlin.
Merlin se sentiu próximo ao céu, era como se um penhasco se agigantasse em frente a ele e não havia como escapar, a presença sólida de Arthur o mantendo em colisão constante, ele não sabia o quanto poderia suportar, talvez menos do que gostaria, o fato era que ele não conseguia manter nenhum pensamento coerente, e no momento que sentiu os dentes de Arthur ele desistiu de lutar, se entregou de braços abertos e caiu para as imensuráveis sensações, num rodopiar de emoções que ele nem ao menos imaginara que pudessem se apossar dele.
Arthur sentiu líquido morno preencher sua boca lentamente, manipulou o pênis e quando sentiu que o fluxo parou, beijou ternamente a cabeça rosada do membro, jogou um olhar divertido para Merlin, que o observava incerto, vermelho e ofegante.
— Há algo sobre você, Merlin... eu só não sei exatamente o que é. Agora, por favor, atenda ao convite de Gwaine, prometo que vamos conversar. — Arthur garantiu, voz rouca tentando resgatar Merlin do torpor pós-orgasmo.
Arthur recolocou a calça de Merlin no lugar, e ignorando a própria ereção negligenciada, o beijou novamente, um beijo que fomenta e promete, e assim saiu da sala, feliz por ter considerado o conselho de Morgana: ele usara sua boca, sim, brilhantemente.
Fale com o autor