Ansiando

10 Doçura e condescendência


Notas iniciais
Hey, todos vocês que leem a fic, favoritaram mas ainda não comentaram: **OLÁ, Sejam bem-vindos, aguardo suas opiniões e espero que estejam gostando!!** Galera, estou atrasada novamente, sinto muito muito muito... prometo que vou reorganizar as postagens!! Por agora, espero que consigam ler este longo, looongo capítulo...tenham uma ótima leitura!!

Arthur sentia-se esgotado, desistiu do banho, simplesmente trocou a roupa molhada por uma calça de pijama e se enfiou na cama, não tinha decidido o que faria, ligou o celular e estava esperando carregar para poder ter acesso a sua caixa de mensagens. Ele pensou sobre o que Morgana falou, e de fato conhecia pouco de Merlin, mas esperava que tivesse tempo, não apenas para conhecê-lo, mas para que Merlin o conhecesse também, ele queria contar suas peripécias infantis para Merlin, queria fazê-lo rir e enrugar os olhos nos cantos como sempre acontecia quando ele sorria, e agora, pensando assim, ele queria assistir Doctor Who sentado no sofá comendo pizza...

Mas os anseios se desvaneceram em uma névoa fria de insegurança, o fato de ter visto Merlin tão próximo a outro sujeito, ainda fazia seu estômago congelar.

Seus pensamentos foram interrompidos pelo toque do celular, o número era desconhecido, e como Arthur não estava com humor bom o bastante, resolveu ignorar. No entanto o número estava no dial novamente em uma nova ligação, intrigado Arthur atendeu.

— Alô, aqui é Arthur.

“É, agora eu já sei.”

Arthur não gostou daquela voz, seu corpo todo se retraiu automaticamente.

— Acho que você ligou errado.

“Olha, não posso ter ligado errado, Merls me deu esse número, e ordenou que eu ligasse.”

— Merls?

“Merlin. Sim, ele está indo para seu flat, deve estar chegando a qualquer momento.”

Arthur ficou totalmente perdido por alguns instantes. O silêncio dele pareceu dar permissão para o sujeito continuar.

“Escute, Arthur, eu sou Will, prazer, bom, não, eu acho que não foi muito prazeroso, mas enfim, sou amigo de Merlin desde sempre, somos como irmãos, e... bem, eu não fiquei feliz quando ele me deixou em Ealdor... então tentei um emprego aqui, talvez eu tenha sorte em uma entrevista... o que eu quero dizer é que, seja lá o que for que você tenha pensado, eu só estava abrindo a porta, e você agiu como um babaca arrogante, ainda nem sei quem você é, mas se Merls foi capaz de sair correndo atrás de você...— ele deu de ombros do outro lado da linha — então só tente entender que eu não admito que ele seja machucado, okay? Seja você fugitivo de Azkaban ou não, eu quebro o seu pescoço.”

— Eu não sou um fugitivo de Azkaban! — Foi tudo o que Arthur conseguiu falar.

“Ótimo, cuide dele, e tomem o tempo que precisarem... acho que tem comida nesta casa o suficiente... para... um dia?”

— Tomar o temp... o que você está falando afinal? — Arthur fora acusado de ser fugitivo de uma prisão bruxa e agora...

“Merls está indo até sua casa, e espero que haja uma camiseta do Arsenal para ele limpar os pés, se você quer saber.”

— Você é um tanto maluco, não é?

“Quebre o coração de Merlin e você poderá mensurar isso! Adeus e diga a Merlin que eu liguei.”

O telefone ficou mudo do outro lado da linha, e a ligação terminou. Arthur mirou a tela escura do celular com certa surpresa. Merlin está vindo! ele pensou sorrindo, porém estava com muito frio e sua cabeça latejava, ele soltou o celular de lado e, sem pensar, se afundou no edredom macio, adormecendo automaticamente.

~*~*~*~*~*~*~*~*~

Merlin pagou o táxi e saiu às pressas, a chuva fraca de antes se tornou uma chuva torrencial, e o trânsito estava tão insuportável que acabou demorando a chegar ao flat de Arthur muito mais do que ele esperava, Merlin atravessou o saguão e entrou correndo no elevador que o porteiro segurava, sorrindo em agradecimento, ele pressionou o andar de Arthur, e aguardou.

Já em frente à porta do loiro, Merlin pressionou a campainha e esperou. Alguns minutos e nada, então ele apertou o botão mais demoradamente, deixando que o som da campainha se propagasse por mais tempo pelo flat, contou mentalmente até cento e vinte, pensando que seria um tempo ideal, e se não houvesse resposta começaria a ligar para o celular de Arthur, ou para Gwen, que talvez tivesse o número de Morgana, ou...

Enquanto Merlin pensava em mil outras maneiras de encontrar Arthur, a porta se abriu lentamente, um Arthur vestindo apenas calças de pijama, e com os pés descalços, pairava em frente a Merlin, as faces do loiro estavam tão vermelhas quanto a jaqueta que ele usara naquela manhã, os lábios entreabertos pareciam rachados e olhos extremamente brilhantes miravam Merlin, sem parecer que o viam de fato.

— Arthur... Arthur como você está? Eu... trouxe esses biscoitos... — Merlin disse evasivamente, quando Arthur deu um passo à frente, e simplesmente desabou nos braços dele. — Meu Deus... Arthur... o que houve? Jesus... você está queimando!!

Quando ele sentiu a bochecha do loiro em contado com a sua, notou que Arthur estava hiperaquecido, provavelmente fruto de uma febre, apoiou o loiro no braço direito e entrou no flat, com a mão esquerda fechou a porta e trancou.

Lentamente dirigiu-se pelo corredor que daria no quarto de Arthur, segurando firme o loiro em seu ombro direito, Merlin estava impressionado por conseguir lembrar como chegar até o quarto, já que na noite passada o corredor era apenas um caminho escuro com a frágil luz penetrando da janela.

Eles adentraram o quarto e Merlin soltou a caixa de biscoitos sobre uma poltrona, vendo que Arthur tremia descontroladamente, Merlin fez com que ele deitasse na cama e o cobriu até o pescoço, puxando o edredom. Ele pôs a mão na testa de Arthur e constatou que não havia engano, mesmo sem um termômetro a temperatura do loiro estava muito alta.

Merlin cruzou o quarto e foi até o banheiro, dentro de um armário notou uma caixa com alguns remédios, apanhou um antitérmico e foi em direção da cozinha, lá apanhou um copo e duas garrafas pequenas de água, as levou até o quarto, abriu uma delas e despejou no copo. Ergueu Arthur suavemente, e o instigou a engolir o remédio e beber a água.

— Vamos lá... isto vai te fazer bem, sim? Consegue me ouvir, Arthur?

O loiro balançou a cabeça, e contemplou Merlin com olhos evasivos.

— Certo... ah... tome toda a água, por favor... sim... muito bem... — Merlin assistia cada reação de Arthur, concentrado nos tremores, ele precisava ajudar aquela febre a ceder, não havia como levar o loiro até o banheiro para um banho, o jeito seria tentar com compressas.

Merlin ajeitou Arthur entre os travesseiros e quando se afastou ouviu a voz grave de Arthur.

— Não vá... fique aqui... — Ele dizia com os olhos fechados. Merlin retornou até a cama e se aproximou do rosto de Arthur.

— Vou preparar alguma coisa para baixar sua febre, apenas um instante e estarei de volta, tudo bem? — Disse junto aos cabelos loiros, Arthur anuiu, e virou o rosto, parecendo muito mais frágil do que Merlin jamais imaginara vê-lo.

Merlin se dirigiu ao banheiro novamente, de lá saiu com uma toalha de rosto, que molhou e torceu direto na pia do banheiro. Ele sentou ao lado de Arthur na cama, percebeu que o outro provavelmente adormecera e ficou mais apreensivo do que antes, lutando contra seu temperamento preocupado, Merlin aderiu a toalha à testa de Arthur, enquanto fazia pequenas carícias nos cabelos dele. Ele esperou alguns minutos e virou a face da toalha, deixando a parte aquecida voltada para cima e depositando na testa de Arthur a parte ainda fria.

Merlin deixou Arthur na cama, adormecido com a toalha na testa, e procurou outra toalha úmida, uma seca e, abriu todas as portas imagináveis em busca e um novo edredom. Finalmente portador de todos os itens, ele voltou até a cama e descartou a toalha que estava na testa de Arthur, substituindo pela toalha que acabara de trazer, junto à caixa de biscoitos, ele soltou o novo edredom e a toalha seca.

Por um tempo ele observou Arthur, uma hora inteira já se passara, não havia mais tremores e a respiração era tranquila, os lábios pareciam rosados, porém um pouco ressecados. Merlin retirou a toalha úmida, e com uma toalha seca, ele enxugou a testa de Arthur, puxou o edredom e deslizou a toalha pelo peito do loiro, eliminando qualquer resquício de umidade ali, repetiu o processo por todo o corpo que foi capaz de alcançar, desprezou o edredom usado e estendeu o novo sobre o corpo de Arthur, que dormia, tranquilamente.

Merlin olhou para o relógio, era início da tarde de sábado, chovia mais fraco agora, Arthur descansava sereno, algumas horas de sono fariam bem a ele. Merlin se levantou da cama pensando em rumar para a cozinha, resolvera preparar algo para quando Arthur acordasse.

A cozinha de Arthur era algo impressionante, Merlin abriu gavetas e portas de armários embutidos, se encantou com o fogão e queria beijar algumas panelas, ou Arthur era um grande ostentador, ou sabia realmente cozinhar. Mesmo Merlin amando cozinhar, ele não tinha tempo de ir ao supermercado, deixando as compras para fazer sempre às pressas, e nunca havia um estoque, para fazer os biscoitos com Will, tiveram que ir até o supermercado comprar farinha, e até isto tinha na despensa de Arthur...

Merlin abriu uma gaveta e tirou um avental, amarrou na cintura e se olhou no reflexo que o inox da geladeira oferecia, parecendo uma criança ele abriu o refrigerador e separou alguns legumes e frango, por algum tempo ele se ocupou cortando e cozinhando, muitos minutos depois ele deixou a panela no fogo, retirou o avental, e lavava as mãos, quando uma voz soou em suas costas.

— Quem lhe deu permissão para estar na minha cozinha, Mer—lin? — Arthur o encarava, os braços cruzados sobre o peito ainda nu, os pés, Merlin viu imediatamente, descalços.

— Você se sente melhor? — Merlin observava minuciosamente Arthur; as bochechas não estavam mais avermelhadas, e o olhar ostentava a típica arrogância da qual Merlin já estava acostumado, se aproximando Merlin ergueu a mão até a testa de Arthur, mas a mão de Arthur encontrou a sua e a segurou firmemente, os olhos sem desviar dos de Merlin.

— Quem era aquele na sua casa?

— Quem era... o quê? Ah, era Will... ele é meu amigo...

— Você costuma abraçar seus amigos vestindo apenas cueca, Mer-lin?

— Arthur... eu... vamos voltar para o quarto, você está sem calçado... achei que nunca iria conseguir que aquela febre ced—

— Eu perguntei... se você sempre abraça seus amigos vestindo apenas cueca, pode responder isto?

— Posso responder, no quarto, sim? Por favor?

Arthur aprofundou sua carranca, foi até o fogão a pressionou alguns botões, em seguida saiu da cozinha dando as costas para Merlin, caminhando regiamente através do corredor, ao chegar ao quarto, pegou a caixa de biscoitos, depositou na mesinha de cabeceira, e sentou na poltrona, apontou a cama para Merlin.

— Estamos no quarto. Quero respostas.

— Deus... você é sempre assim, ou o cérebro foi derretido no processo de febre?

— Meu namorado estava abraçando outro cara, vestindo apenas cueca, e eu vi isto ANTES de ter febre. LOGO, meu cérebro não estava derretido.

Merlin arregalou os olhos e engoliu seco,

— Arthur, veja bem, Will é meu amigo, somos como irmãos... eu não encontrei meu avental, entende? Não o achei em nenhum lugar, e não queria me sujar, minhas roupas ainda estão na máquina.

— Então você resolveu andar de cueca? Certo, e se você por acaso você não tivesse cueca, Mer-lin? Ia ser o quê? Andar nu?

— Não! Pelo amor de Deus, não... se acalme Arthur... poxa, tente entender... eu não estou tão acostumado a viver sozinho... Eu sempre tive minha mãe, especialmente essa coisa de roupa... não costumava me preocupar se estava limpa, sempre estava...

Merlin observou Arthur, os olhos estavam mais suaves, mas a boca ainda franzida demonstrava que ainda não estava convencido, ao ver o silêncio de Merlin prolongando, ele arqueou uma sobrancelha.

— Certo, e onde entra a parte de abraçar? Você estava abraçando o cara pela cintura, Merlin... pela maldita cintura!!

— Era porque eu queria sujar ele, ou constrangê-lo... Will odeia abraços, e eu o perturbo sempre com isso...

— Abraçando o tempo todo?

— Não, Arthur... Deus, não... eu faço isso às vezes, justamente porque ele odeia, é uma forma de implicar... e, enfim não tem explicação distinta, eu quis sujar ele, e constranger, então o abracei, foi isso.

Arthur se levantou e caminhou pelo quarto, Merlin não tirou o olho dele, sempre notando os pés descalços.

— Arthur, não é melhor você... — Arthur deu as costas para Merlin, e passando as mãos desoladamente pelos cabelos, o interrompeu.

— Olha, eu não gostei disso. Você abraçando outro sujeito... de cueca, Merlin? Pelo amor de Deus, de cueca? Que raios é isso de andar de cueca abraçando outro cara? Por tudo que é mais sagrado, me diga que você não beija seus amigos? Você os beija na boca, ou algo assim? Por Deus me diga que não...

Arthur virou enfrentando Merlin, os olhos úmidos e as faces com uma suave coloração, Merlin olhou o relógio sobre a mesinha.

— Arthur, não... não, Jesus, não. Nada disso... eu... eu não sou assim... eu só... eu não queria me sujar... você não sabe o estrago que eu faço quando uso farinha... — Merlin deu alguns passos e abraçou Arthur, mesmo com um pouco de relutância do loiro. — Eu não faço essas coisas, Arthur, eu sou apenas desorganizado com as minhas roupas, desculpe, eu não queria deixar você chateado...

— Não estou chateado, Merlin, eu estou com ciúmes, é muito, muito diferente.

— Com... ciúmes? Você é impossível... — Merlin segurou o rosto de Arthur e ergueu o queixo dele, esfregou o nariz levemente na maçã do rosto do loiro, e uniu seus lábios em um beijo terno.

— O que tem naquela panela?

— Uma sopa... se você quiser eu posso ficar só de cueca e servi-la para você...

— Não, Merlin, qualquer plano que eu tenha para você exclui sumariamente qualquer cueca.

Arthur sentou na cama e puxou Merlin para junto de si, colaram os lábios em um beijo urgente, saudades e várias outras emoções difíceis de definir, o desejo rapidamente oscilando voluptuosamente entre eles, com as respirações aceleradas eles trocaram carícias, enquanto Arthur deitava de costas contra o colchão, sempre mantendo Merlin grudado a ele. Em um rápido movimento, Arthur puxou as blusas de Merlin de uma só vez pela cabeça, e começou a tirar as calças do moreno.

Merlin começou a distribuir beijos ao longo do peito de Arthur, mordiscando os mamilos e continuou descendo, inegavelmente de encontro ao umbigo, onde rodou a língua luxuosamente, beijando, mordendo e incendiando o loiro, ele ergueu o rosto e analisou a expressão permissiva de Arthur, então continuou sua trilha de beijos úmidos, deixando um rastro de fogo por onde passava. Arthur já segurava os cabelos de Merlin com uma mão, a outra descansava nos ombros do moreno.

Merlin depositou um beijo no osso ilíaco de Arthur, e deslizou a língua em direção ao pênis que se destacava da virilha apontando para o teto, a ereção evidente clamava por atenção e Merlin não deixou por desejar.

Ele escorregou a língua na lateral do membro e lambeu o contorno, rodando a língua sensualmente na base, enquanto pressionava os dedos nas coxas de Arthur, deixando ali uma marca avermelhada, ele já iniciara isto outra vez, e dessa iria terminar, recuou alguns centímetros e encarou Arthur que segurava o lábio inferior entre os dentes com olhos turvos de desejo, Merlin voltou os olhos para o pênis e apreciou uma gota brilhante que se formava ali na ponta, ele abriu a boca, deixando o membro escorregar lentamente, depois o retirou devagar, empurrando com a ponta da língua, forçando direto na cabeça, com os dedos, Merlin empurrou o prepúcio deixando visível a glande rosada, e mordeu com suavidade, deslizou raspando os dentes na pele lisa exposta do membro rígido, e em seguida cobrindo automaticamente com o calor dos lábios macios, depois tornando a resvalar o mais profundamente possível, até que seu nariz aspirou o cheiro íntimo de Arthur, e o pênis palpitou contra o fundo da sua garganta.

— Ah, pooooorra... Merliiin... isso... hnnnnnnng...

Merlin repetia os movimentos sem pressa, enquanto Arthur perdia a mente progressivamente, ele embrenhou os dedos nos cabelos escuros e sedosos os puxando firmemente, Arthur tentava com todas suas forças controlar os instintos que gritavam para que ele impulsionasse os quadris freneticamente em direção à boca de Merlin, no entanto, não precisava se preocupar com isso, o peso de Merlin sobre ele o mantinha ostensivamente colado ao colchão.

— Merlin... porra... isso é tão... oh caralho...

A cada nova manobra de Merlin, Arthur se sentia mole, desconexo, cada vez mais entregue, tudo o que sabia era que a boca do moreno era a coisa mais incrível que já existiu.

Merlin permaneceu em movimento, a cabeça subindo e descendo gloriosamente, os lábios se chocando contra a pélvis perfumada de Arthur, enquanto o próprio pênis descansava dolorido, a eventual fricção contra os lençóis era enlouquecedora.

— Oh porra... só mais um pouco... owww... Merlin...

Os gemidos de Arthur lançando fisgadas inebriantes nos testículos de Merlin, deixando seu membro em chamas, as unhas curtas de Arthur arranhando seu ombro e os dedos firmes da outra mão causando um frenesi necessitado a cada novo puxão nos cabelos negros, o orgasmo se formando gradativamente, englobando seus sentidos, Merlin sentia-se à beira do clímax.

— Por favor, hnnnngg... siiim... Deus, Merlin... mais...

Atendendo aos pedidos veementes de Arthur, Merlin acelerou as investidas, a mandíbula dolorida, e os olhos lacrimejantes, porém nada disso ele sentia, estava focado em fazer Arthur gozar longamente em sua boca. Ele deslizou uma última vez o pênis pela garganta, sugou magistralmente, foi quando finalmente sentiu todo o corpo de Arthur enrijecer embaixo dele, o gosto de Arthur inundou sua boca.

Arthur murmurava sons incompreensíveis, ele segurava os cabelos de Merlin fortemente, manipulando a cabeça de Merlin pela primeira vez, após todo o fluxo ter sido engolido, Merlin se afastou suavemente, ele mordeu a coxa de Arthur e empurrou a própria mão de encontro ao seu pênis.

O tesão tornava tudo urgente, Merlin sentia que poderia explodir a qualquer momento, e só precisava de alguns golpes, ajoelhado entre as pernas de Arthur, ele começou a masturbar-se, mas fora interrompido repentinamente.

— O que está fazendo? — Perguntou Arthur, os olhos desfocados e as palavras rosnadas como se estivesse com raiva retida.

— Ah... Deus Arthur, eu só preciso... — Merlin tentou soltar as mãos do aperto de Arthur, o pênis duro e pesado entre eles, mas Arthur o retinha, sem deixar que Merlin se movesse.

— Sim, você quer gozar, Mer-lin...? — Arthur falou lambendo a saliva que Merlin tinha no queixo, escorregando a língua pela linha da mandíbula do moreno e depositando uma mordida ardente na orelha dele.

— Eu... sim... me deixe... ah-Arthur, puta merda...

A discrepância entre eles era alucinante: enquanto Arthur tinha os membros relaxados e o olhar saciado, Merlin era uma massa em autocombustão, um metro e oitenta e três centímetros de lamentos, implorando e necessitado.

Com uma mão Arthur segurava as duas mãos de Merlin, a outra pousada no peito do moreno, o empurrando para evitar contato com o pênis duro e latejante que pairava exigente entre ambos.

— Arthur... o que... o que você está fazendo... isso... Ah-Arthur...

Arthur beijou o ombro de Merlin e mordeu o mamilo, deixando-o descontrolado.

— Porra, Arthur... isso não é justo — Merlin disse, dentes cerrados, a impaciência explícita tanto quanto o desejo, ele já não implorava mais, pois era orgulhoso o bastante, e também porque não conseguia reunir palavras suficientes para formar sequer uma frase.

— Não é justo, uh? E você abraçando caras, vestindo apenas uma cueca, Mer—lin? Isto é justo? — Arthur disse mordaz, tão próximo ao ouvido de Merlin, que se ele se concentrasse poderia gozar com o timbre da voz... era tão urgente e... ferida?

— Arthur... eu... me perdoe... eu não poderia imaginar... Deus Arthur... — Ele se jogou contra Arthur o beijando apaixonadamente, serpenteou uma mão na nuca e com a outra segurou tenso os cabelos loiros, tentando ignorar o membro que exigia ser saciado, ele abriu a boca, promovendo uma bagunça de lábios e línguas, pressionando os rostos unidos tanto quanto possível. — Não vai mais acontecer... eu juro... me perdoe, sim?

Arthur deu um puxão nos cabelos escuros, correspondendo ao beijo de forma majestosa, lentamente ele soltou a mão de Merlin e deslizou a sua própria em contato com o pênis do moreno, o manipulando suavemente, com cuidado para não desgrudar os lábios, Arthur empurrou Merlin em direção à cama, fazendo com que o moreno se deitasse, e assim ele segurou as mãos de Merlin no alto da cabeça e desceu o rosto de encontro a virilha dele, esfregou a bochecha sentindo a umidade que já se formava no cume do pênis.

— Você vai gozar quando eu deixar... é a sua punição por andar por aí sendo todo amigável... eu ainda não me esqueci da sua amizade com Mordred...

— Arthur... Jesus... eu não...

Arthur passou o queixo na ponta do pênis de Merlin, o atrito da barba por fazer de dois dias enviaram faíscas por todo o corpo do moreno.

— Arthur, por favor, me deixe... porfavorporfavor... eu vou gozar a qualquer momento, apenas...

— Apenas o que, Mer—lin? Você quer gozar? Talvez eu seja bom... e você Merlin? Você será bom?

— Sim, sim, porra Arthur sim, qualquer coisa, continue esfregando seu rosto ao lado do meu pau... — A voz de Merlin era profunda e necessitada.

— Seu pau? Ele me pertence agora... este lindo pau rosado e duro... sim, Merlin, goze...

O hálito morno de Arthur era tudo o que Merlin tinha, ele jogou o quadril de encontro ao rosto do loiro ao mesmo tempo em que Arthur roçou sua mandíbula áspera contra o membro sensível, não precisou de mais nada, Merlin gritou, enquanto afundava na emoção que se apoderava dele, em ondas de tremores e arrebatamento, ele sentiu a boca de Arthur contra a sua, em um beijo possessivo.

~*~*~*~*~*~*~*~*~

Minutos depois ambos olhavam o teto, Arthur sorria satisfeito, quando Merlin sentou repentinamente na cama.

— Eu fiz sopa para você! Cuidei de você e você me agradece com negação, como se fosse um maldito dominador, Arthur!

— Foi muito doce da sua parte, fazer a sopa... mas não sou um dominador... eu fui apenas...

— Condescendente... muito condescendente e autoritário!

— Você gostou.

— Bem... A SOPA!! Esqueci no fogo!!

— Merlin, você é o pior cozinheiro que já caminhou sobre a face da terra... eu programei o tempo de cozimento, salvei a sopa, e graças a mim o balanço da natureza está estabelecido.

— Vê como você soa arrogante? Altivo, exibido, pretensioso...

— Cale a boca, Mer-lin.

Arthur puxou Merlin, cobrindo a boca do moreno com um beijo terno, e sorrindo presunçosamente, sem Merlin perceber.

Notas finais
~continua~ Todos os meus mais profundos agradecimentos para Sheilinha, por me dar dicas iluminadas que tem me ajudado muito a construir a estória... todo meu mais profundo amor para você ♥-♥ E todos vocês que leram, me deixem saber o que pensam, sim?! Mil Bjs, Vivi