Notas iniciais
Cris a chance da Amanda ver o conteúdo do pendrive é zero. Alice, infelizmente, hot não vai ter. E só pra avisá-las a fic já tá sacramentada e finalizada. Agora vamos ao capítulo que traz Catherine conversando com Sara, e o conteúdo do segundo vídeo.

Sara esperava o elevador quando enxergou de relance a irmã de Grissom vindo pelo corredor. Percebeu que assim que a outra mulher lhe viu, imediatamente, ela veio a passos rápidos até a médica.

—Sara!!

—Catherine, não é?

—Exatamente. Nossa, que surpresa boa te ver aqui. — Sara apenas esboçou um sorriso acanhado por essas palavras de Catherine. _Ontem Gil e eu fomos a sua casa te fazer uma visita, mas não te encontramos e viemos embora. Depois ligamos várias vezes pra sua casa para falar com você e nada. Eu já estava preocupada e o meu irmão também com a falta de notícias suas. — A loira contou afoitamente. Estava mesmo contente por ver a jovem e principalmente, por vê-la aparentemente bem.

—Ele me falou que foram lá e sobre as ligações. Vocês não conseguiram falar comigo, porque eu já estava aqui em Los Angeles. Vim pra cá anteontem.

—Suponho que veio pelo meu irmão, não foi?

—Foi.

—Você já estava indo embora?

—Sim.

—Está com pressa de ir? É que eu gostaria muito de conversar com você agora, se for possível pra você.

—Claro que podemos sim conversar agora.

Catherine então conduziu Sara até sua sala. Ao passar por sua secretária, a irmã de Grissom pediu que ela levasse dois cafés pra ela e sua acompanhante na sala.

A jovem secretária foi logo tratar de providenciar o que sua chefe pediu.

—Senta, Sara. — Catherine indicou a cadeira pra Sara e a morena acomodou-se nela. _Juro que imaginei milhões de coisas, algumas até ruins, pra justificar a razão pela qual você não atendia as ligações que fizemos pra você. Mas nenhuma foi a de que tivesse vindo pra Los Angeles.

—Eu precisava ver seu irmão e entregar uma coisa pra ele.

Olívia, a secretária de Catherine bateu na porta naquele instante e entrou na sala trazendo os cafés pedidos por sua chefe. A jovem moça serviu Sara e Catherine, e se retirou da sala.

—Então o que você quer conversar comigo?

—Primeiro de tudo, eu gostaria de saber como você e o bebê estão? Gil me falou da sua gravidez.

Era seu sobrinho que aquela moça carregava, sendo assim, Catherine se preocupava com ele e também se preocupava com a mãe da criança, mesmo que esta lhe seja uma completa desconhecida. E apesar de não saber quase nada daquela moça, Cath já havia se simpatizado e gostado dela.

O simples fato daquela jovem ter ajudado e cuidado do seu irmão quando ele precisou, já contava e muito pra Cath gostar daquela desconhecida como já gostava. E com o fato de agora ela ainda estar gerando outro sobrinho de Catherine, mais ainda a arquiteta gostava da jovem.

—Estamos bem.

Não estavam tão bem como ela gostaria que estivessem de fato, pois seu marido, o amor da sua vida e o pai de seu filho não lembrava dela e do bebê. Mas apesar disso, ela se sentia bem, pois agora estava de novo perto de Arthur. E lutaria para fazer o homem que ama, lembrar quem ela foi e é pra ele.

—Sua amiga contou ao meu irmão que você não estava bem, não vinha se alimentando direito desde que o Gil te deixou.

—Lucy não tinha nada que vir aqui contar essas coisas.

Mais tarde ia ligar pra sua amiga e lhe dar uma bronca por isso.

—Ela certamente ficou preocupada com você e por isso veio na intenção de falar com o Gil pra te ajudar.

—Ainda assim, ela não tinha que fazer isso.

—Mas suponho que agora esteja se alimentando direito, não é? Você precisa se alimentar bem por causa do meu sobrinho que espera.

Catherine sorriu ao pronunciar as palavras "meu sobrinho". Ela estava de verdade empolgada com a vinda de mais um sobrinho. Adorava crianças! Mas infelizmente quis a vida que ela não pudesse gerar filhos. Foi difícil quando anos atrás recebeu de sua médica a horrível notícia de que dificilmente poderia engravidar em decorrência de um sério e grave problema nas trompas.

Essa notícia lhe deixou muito abalada na época e por longos meses, pois o desejo de um dia ser mãe era muito grande e Cath viu que o que tanto desejava jamais seria possível. Mas com o tempo ela superou essa "rasteira" que foi receber essa notícia, e entendeu que somente biologicamente é que ela não poderia ser mãe. Mas podia perfeitamente adotar uma criança e ser mãe da mesma forma. Poderia dar a essa criança o carinho, o amor e a entrega que certamente, daria a um filho que teria seu sangue.

Sara sorriu ao ver que a irmã de Grissom parecia visivelmente apreciar a ideia do bebê.

—Eu estou sim me alimentado bem. Não quero em hipótese alguma que por negligência minha, venha acontecer algo com meu filho. Jamais me perdoaria por isso!

—Que bom que esteja se alimentando direito pelo bebê!... E bem, a segunda coisa que queria conversar com você é... — Ela sentia necessidade de saber aquilo que estava prestes a perguntar a jovem a sua frente. E como Sara era a única que poderia lhe dar aquelas informações, então Cath não se fez de rogada e quis saber da médica: _Como foram esses meses que você passou com o Gil? Como o meu irmão era com você, Sara?

A arquiteta viu um tímido sorriso surgir nos lábios da jovem a sua frente.

—Pra mim foi um verdadeiro sonho esses meses que passei com o Arthur! — Sara tinha um olhar distante como que revivendo mentalmente cada momento que viveu com o amado. As lembranças estavam ainda muito frescas e vívidas na mente e principalmente, no coração. _Ele dizia que eu salvei a vida dele ao encontrá-lo, mas na verdade, foi ele quem me salvou do buraco no qual eu vivia por conta da perda do meu pai.

—Sinto muito pela sua perda.

Catherine sabia bem como era perder o pai.

—Seu irmão me ajudou a superar essa perda. Ele foi a melhor coisa que me aconteceu. Era tão diferente desse homem de agora. Uma outra pessoa na verdade. — Sara sorriu timidamente ao lembrar do seu amado. _Alegre, carinhoso, gentil e cuidadoso ao extremo comigo. Sorridente, falante, apaixonado, com um ótimo senso de humor e ciumento. Nossa como ele era ciumento! — A jovem sorriu agora mais largamente ao relembrar as cenas de ciúmes do marido ao longo do tempo que passaram juntos. _Acho que esse era o único defeito dele: o ciúmes! Quer dizer, não era, não. Ele também era orgulhoso demais.

Em silêncio e com a atenção focada em Sara, Catherine foi escutando sem fazer qualquer interrupção, a jovem diante dela ir lhe contando e partilhando em um longo monólogo cheio de sorrisos saudosistas os vários momentos alegres, bonitos e felizes, que passou ao lado do irmão da arquiteta.

Sara lhe contou desde o começou da sua história com Arthur. Desde quando o encontrou ferido e desmemodiado e lhe deu o nome de Arthur, passando pelo início do relacionamento deles, até chegar no dia em que seu amado recobrou a memória e esqueceu da jovem.

Catherine se emocionou em vários momentos da narrativa de Sara, assim como a própria jovem se emocionou enquanto contava os mesmos fatos. Ambas também sorriram divertida em outros momentos da narrativa.

Foi bom pra Sara durante uma hora reviver cada momento daqueles contando-os a irmã de seu amado. E foi bom e bastante surpreendente pra Catherine ouvir o que ouviu, e descobrir que seu irmão foi alguém tão diferente do que ele costuma ser. Alguém leve, descontraído, divertido, alegre e sorridente, coisas que ele não era, mas que ela gostaria que no fundo ele fosse.

—E foi isso. — finalizou Sara.

—Sabe Sara... Esse Arthur é mil vezes melhor que o meu irmão. Ouvir você falar tudo o que falou sobre esse homem com quem conviveu, é como se você tivesse falando de outra pessoa que não é o Grissom.

—É, eu sei que é. Mas sinto que o meu Arthur está no seu irmão. Escondido em algum lugar desse empresário sério, está o meu apaixonado marido. E é por isso que vim pra lutar por ele. Prometi ao Arthur isso e pretendo cumprir.

—Sara... — Catherine levantou-se de sua cadeira e dando a volta em sua mesa, sentou-se na cadeira vazia ao lado da de Sara e tomando a liberdade de segurar nas mãos da jovem, a arquiteta tornou a se pronunciar: _Olha, gostei de você de verdade, e por isso mesmo eu tenho que te dizer uma coisa... Não crie esperanças com o meu irmão. Ele tem uma noiva e gosta dela. Você sabia que ela está grávida dele?

—Sim. Eu li isso num artigo na internet, quando fiz uma pesquisa sobre o seu irmão.

—Pois então, Amanda está grávida e... meu irmão e ela vão casar no final do mês que vem, Sara.

Aquela notícia foi um banho de água fria em Sara e deixou a morena visivelmente abalada.

—Casar??

—Sim. Já até marcaram a data e Amanda está correndo com os preparativos da festa!... Sei que você é apaixonada pelo meu irmão, vejo isso nos seus olhos. E acredite, se não houvesse a Amanda, eu mesma te ajudaria a conquistar o Gil, porque gostei verdadeiramente de você, Sara. Mas tem a minha cunhada e eu gosto dela. Não quero vê-la sofrer e nem quero que você também sofra criando a esperança de...

—Catherine... Eu agradeço sua preocupação comigo, mas se quer que eu desista do seu irmão, não vou fazer isso. Arthur me pediu pra lutar por ele mesmo que ele tivesse alguém na vida dele, porque segundo o seu irmão "o lugar dele é comigo e mais ninguém!", E eu vou lutar pelo meu marido, o pai do meu filho.

***

—Você não tinha nada que falar com ela, Catherine!

Grissom olhava com total desaprovação a irmã. Ela acabava de lhe contar sobre a longa conversa que teve com a jovem momentos atrás.

—Eu precisava disso, Gil.

—Por que precisava?

—Queria saber como você viveu esse tempo longe. E ela me disse tanta coisa linda sobre vocês. Inclusive, ela me descreveu um Grissom tão diferente.

—É, parece que desmemoriado eu era diferente. — resmungou ainda com desagrado por sua irmã ter feito aquilo de falar com Sara sem lhe consultar. _A amiga de Sara também mencionou sobre eu ser diferente do Arthur. E o que mais a Sara disse?

—Ela falou sobre a convivência de vocês e tudo mais. Gil essa moça te ama muito. E ela me disse que veio pra te conquistar e te fazer lem...

—Sara me deixou um pendrive com fotos nossas e dois vídeos que segundo ela, eu gravei sem seu conhecimento. — Gil contou, interrompendo a fala da irmã.

—Ah, então foi isso que ela disse que tinha te trazido? — ele assentiu, confirmando. _E você já viu essas fotos e os vídeos?

—Não. Só verei em casa.

—Posso ver com você, por favor?

Com a cara pidona que sua irmã fazia, era impossível lhe dizer não. Então Gil consentiu que Catherine visse com ele os vídeos e fotos pra alegria da irmã. Talvez fosse melhor pra ele não encarar sozinho aquilo. Compartilhar com sua irmã aquele momento tornava a situação menos pesada pra ele.

O resto do dia passou tão veloz quanto Gil desejava que passasse. À noite após sair do trabalho, ele deu uma passada na casa de Amanda pra jantar com ela e ajudá-la na escolha de umas coisas para o casamento.

Pôde testemunhar e sentir o desagrado do sogro pelo casamento não ter mais a festa do anterior que estava sendo organizado. No entanto a pedido de Amanda ignorou a insatisfação do sogro.

Era por volta das dez e pouco quando Grissom abriu a porta de casa e encontrou sua irmã e Warrick conversando na sala.

—Boa noite! — cumprimentou o empresário recebendo as mesma palavras em troca dos dois na sala.

—E aí, como foi o jantar na casa do seu adorado sogro? — Catherine ria em puro deboche.

—Foi maravilhoso pra não dizer o contrário. — o empresário acomodou-se no sofá menor ao lado do maior que sua irmã e o marido estavam. _Já me conformei que Perry nunca vai me engolir. Mesmo que eu tente ser um ótimo genro, ainda sim, ele me detesta.

Catherine e Warrick riram do empresário. Era mesmo nítido que o sogro de Gil não gostava mesmo do genro e Perry não fazia qualquer questão de esconder isso.

—Cath, eu já vou ver o negócio. Você vem?

—Claro!

—Que negócio vocês vão ver?

—O pendrive que eu te disse que a Sara deixou pro Gil.

—Se quiser vir junto pra assistir também, pode vir Warrick. — convidou Gil já se pondo de pé.

Os três então seguiram para o escritório da casa.

Com Grissom acomodado na cadeira de fronte pra mesa onde se encontrava depositado seu notebook, e tendo Catherine e Warrick de pé um de cada lado de Gil, o empresário então conectou o pendrive na entrada USB. A caixa de diálogo se abriu na tela e clicando nela, Gil viu uma lista enorme de fotos surgir.

Ele clicou na primeira e depois foi vendo as seguintes. Em todas que ia vendo, ele sempre aparecia com um sorriso enorme ao lado de Sara. E quando não saia sorrindo, era porque estava beijando à morena.

Foram inúmeras fotos que viu e haviam outras tantas pra ver. Mas ele deixou pra ver depois e foi em busca dos vídeos que Sara mencionou que tinha.

—Estão aqui, Gil. — Warrick apontou na tela do notebook para o cunhado.

O empresário abriu o primeiro e era um vídeo que ele falava com Sara. Assistiu atentamente e quase que sem piscar. Logo na sequência veio o outro vídeo:

"Olá! Se você que sou eu, estiver vendo essa gravação agora é porque certamente, eu, Arthur, não sou mais você. É, eu sei que é meio confuso, mas é assim mesmo. Quero falar com você sobre mim. Eu sou o Arthur e quem me deu esse nome foi a Sara. Ela é uma mulher linda que me encontrou ferido e desmemoriado, as margens de um rio, após um acidente que eu e você sofremos. Sara me levou para um hospital em Desmond onde fui atendido e recebi os devidos cuidados. Passei um dia no hospital e ao receber alta pedi a Sara que me levasse pra casa dela. A princípio, ela não quis, pois não achava certo já que éramos desconhecidos até então. Mas acabei convencendo-a e ela me levou pra casa dela. Eu sentia que precisava da Sara e não queria mais me afastar dela. Pra falar a verdade, eu me apaixonei por ela assim que abri os olhos e vi seu rosto assustado quando ela encontrou machucado. E com o passar dos dias e a convivência, fui me apaixonando mais por ela. Sara é uma mulher incrível, que já passou por alguns maus bocados e não se apaixonar por ela com seu jeito de garota tímida é tarefa impossível. Poucos dias após a gente estar vivendo na casa dela, aconteceu nosso primeiro beijo. Foi bom demais! E depois disso, me declarei, mas ela ainda resistiu em ceder ao meu pedido de ficarmos juntos. Só que o sentimento que já havia nela por mim, falou mais alto que o medo dela de se envolver com um sujeito desmemoriado que podia esquecer dela a qualquer momento, assim que recuperasse a memória. E durante esses meses que passamos juntos, nós vivemos tanta coisa especial, sabe? Certamente, você não lembra de nada, mas você precisa saber que nós... Você e eu... Amamos a Sara. Ela é a mulher da nossa vida. E vai nos dar um filho. Só espero que você não esteja pensando que ela engravidou de propósito, porque não foi. Eu pedi a ela um filho, pois queria muito um filho com ela. E quando soube da gravidez foi um dos momentos mais especiais que vivi. Assim como foi especial o dia que eu e ela casamos!... Você precisa lembrar dessas coisas, da Sara e do amor que eu sinto por ela, e que eu sei que deve estar aí dentro de você. Olha pra Sara. Olha no fundo dos olhos dela, que eu sei que o amor que está mim vai aparecer em você. E se não aparecer, então procura conhecer a Sara. Estou certo que você vai se apaixonar por ela como eu me apaixonei. Essa mulher é especial demais. Não a faça sofrer. Ame-a. Ame-a com todo o seu coração, como eu amei e amo. Eu sou louco pela minha mulher e não sei viver sem ela. E você vai sentir o mesmo quando a conhecer de verdade. Ela é apaixonante demais. Dê uma chance a ela e a vocês, pois há um bebê no meio disso tudo. Um bebê que é meu, seu, nosso filho. O fruto de um amor lindo, verdadeiro e infinito. Sara e o bebê são tudo pra gente. Tente lembrar disso. E, por favor, não os perca. Eu te imploro! Não deixe a nossa família, a família que eu construí pra você, escapar das suas mãos."

Notas finais
Quantas emoções em um capítulo só! E depois de um vídeo desses não é possível que o coração desse homem não amoleça mais ainda, não acham? Beijo e até o próximo capítulo.