Notas iniciais
Olá, leitoras! Quero agradecer cada comentário que recebo de vocês. É gratificante demais ler cada um deles e saber por eles que vocês estão gostado da história, mesmo que esta agora, esteja enfrentando sérias turbulências por conta da "volta" do Grissom. Eu sei que estão querendo esbofetear o Gil e acreditem ainda vão querer muito mais pelo que vem pela frente. Mas vamos que temos coisas importantes pra acontecer. E que vocês nem imaginam. Vamos ao capítulo. PS: Fofura que bom que gostou da nova capa. E sim, ela ainda vai mudar nos últimos capítulos. E não, não será a mesma. Vai ser outra.

—Meu Deus! Essa cidade nunca chega, Joshua? Já tem três horas que saímos de Los Angeles e nada!

Catherine estava impaciente com a demora pra chegar ao seu destino.

—E pelo GPS ainda estamos longe umas duas horas e meia do endereço que o doutor Grissom passou.

—Joshua acelera tudo o que você puder. Eu quero chegar o quanto antes onde o meu irmão está.

—Nem dá pra acreditar que o patrão tá vivo.

—Mas ele está, Joshua. Levei um susto enorme quando ouvi a voz dele.

—Não é pra menos. E ele contou como foi parar nesse endereço?

—Não. Eu também nem perguntei. Depois com calma eu pergunto tudo o que tenho pra perguntar. Agora só quero encontrá-lo e dar um abraço forte nele.

O celular dela tocou na bolsa. Apressadamente a loira apanhou o aparelho achando que talvez fosse seu irmão querendo saber onde já estava. No entanto não era Gil e sim, Warrick.

—Cath onde você se meteu? Tem horas que saiu e não voltou ainda. Que problema foi esse que teve que resolver?

Uma notícia como aquela não podia ser dada pelo telefone, então Catherine achou melhor omitir a verdade de Warrick.

—Querido foi um assunto aqui numa cidade vizinha. Na verdade, foi um "pepino" que surgiu e que só eu mesma posso resolver.

—Mas do que se trata?

—Quando eu voltar te conto.

Ela estava louca pra contar pra ele sobre Grissom, mas queria lhe fazer uma surpresa. Assim como faria com Amanda. Tinha certeza que eles levariam um susto danado quando vissem Grissom, principalmente Amanda.

—Que horas você volta?

—Ainda não sei. Mas quando já estiver no caminho de volta, eu te ligo avisando.

—Ok, beijo.

—Outro, amor.

A chamada foi encerrada na sequência. E com o coração ansioso Catherine seguiu aquela viagem com Joshua até o paradeiro de Gil.

...

Já fazia horas que eles estavam ali em silêncio. Nada mais havia sido dito desde que Grissom se afastou de perto de Sara pra se prostar diante da janela a espera do aparecimento de sua irmã para levá-lo dali.

Sentada no sofá observando seu amado, Sara não tinha mais a menor ideia e muito menos, argumentos pra usar e tentar persuadir seu grande amor a não lhe abandonar. Tudo que ela podia dizer, já lhe disse e ele foi incapaz de demonstrar qualquer afeto ou sentimento ao que lhe disse. Ela se sentia completamente impotente e com o coração aos pedaços.

Desviando os olhos de Grissom por um mísero instante, Sara notou com tristeza sobre a mesinha de centro diante dela, a aliança que Grissom havia tirado do dedo e depositado ali. Esticou o braço e apanhou aquela "jóia" e quis chorar por tudo que estava acontecendo. Seu mundo parecia ter desmoronado feito um castelo de cartas.

Ela sabia que a qualquer momento isso que havia ocorrido poderia acontecer, só era questão de tempo posto que a cada instante seu marido estava lembrando de algo novo da vida dele antes do acidente que sofreu. Todavia, Sara esperava que não fosse ser tão rápido assim que o perderia. Pra ser franca e verdadeira, ela não estava nenhum pouco preparada pra quando esse dia em que seu grande amor não a tivesse mais em suas lembranças, chegasse como chegou.

Seus olhos tristes foram de encontro mais uma vez em Grissom parado feito uma estátua diante da janela há horas. Ele não havia arredado o pé dali desde que se pôs naquele lugar.

A vontade de Sara era de ir até ele, abraçá-lo e assim descobri que tudo isso não passava de um pesadelo, e que seu marido estava ali sabendo perfeitamente quem ela era.

Mas ela sabia que isso que desejava ser verdade, talvez nunca mais fosse acontecer.

Talvez seu marido nunca mais voltasse pra ela. E caso isso acontecesse, ela não saberia como ia viver dessa forma, sem ele ao seu lado.

Levantando-se do sofá a jovem resolveu sair dali um pouco pra tomar um ar no quintal. Precisava disso, pois já se sentia tão sufocada ali com seu amor lhe ignorando daquela forma.

Sara saiu da sala silenciosamente pra não chamar a atenção de seu amado e seguiu pra onde queria. Poucos segundos depois em que já se encontrava sozinha e sentada numa espreguiçadeira próxima a piscina, a morena desatou-se a cair em prantos diante daquele furacão que acabara de passar por sua vida destruindo sua felicidade, tirando sua paz e arrancando o amor de sua vida.

Tudo que ela mais desejava era nunca ter chego esse dia, todavia seu desejo não foi possível. Arthur havia lhe esquecido completamente e agora ela era uma total estranha pra ele.

Mas mesmo diante dessa complicada e delicada situação, com seu grande amor parecendo visivelmente avesso à ela, ainda assim, Sara não ia desistir dele.

—Eu prometi que ia lutar pelo seu pai, filho, e não vou falhar na minha promessa. — Com o rosto banhado pelas lágrimas, a morena disse isso alisando sua barriga ainda lisa.

Dentro da casa Grissom já se impacientava com aquela demora toda pra sua irmã aparecer ali. Parece que o lugar em que está situado é bem distante de Los Angeles, pois já fazia mais de três horas que avisou sua irmã e a mesma ainda não chegou ali pra buscá-lo.

—Esse lugar fica quantas horas de Los Angeles?

Como não obteve resposta de Sara a sua pergunta, o empresário virou-se pra encarar a mulher ali com ele, mas acabou não encontrando-a mais na sala.

—Aonde será que ela se meteu?

Ele resolveu procurá-la pela casa e o primeiro lugar o qual achou de fazer isso foi na cozinha, mas não encontrou-a ali. Ia virar as costas pra sair dali, porém foi então que ele viu Sara pela janela de vidro, sentada lá perto perto da piscina, com as mãos sobre a barriga e pelo que pode perceber, ela parecia estar chorando. Aquilo de alguma maneira lhe incomodou.

Por incontáveis segundos, Grissom ficou apenas observando-a de onde estava. Ela era uma moça bonita! E também jovem. Qual devia ser sua idade?... Ele tentou buscar na memória alguma lembrança a respeito daquela jovem mulher e das coisas que ela disse, mas nada veio. Ela era uma desconhecida pra ele e tudo o que ela disse que eles viveram não estava em suas memórias. Mas segundo ela, eles tinham construído uma história a qual ele sequer conseguia lembrar agora.

Será mesmo que tudo o que aquela mulher disse sobre eles era verdade?

Bom... A julgar pelas fotos que ela lhe mostrou, parecia ser tudo verdade mesmo. E ainda tinha essa história de filho. De quanto tempo ela devia estar grávida dele?... Com certeza era de pouco tempo, pois a barriga dela não aparecia ainda.

Céus! Um filho! Ela carregava um filho seu. Uma criança que lhe uniria aquela estranha para o resto da vida deles.

Ter um herdeiro era algo que ele imaginou ter um dia com sua futura esposa, não com uma desconhecida, como aquela moça era agora pra ele.

Ele precisava resolver essa situação com aquela moça. Independente dele não lembrar da história que teve com ela, seu envolvimento com aquela jovem gerou uma consequência que crescia na barriga dela. E ele tinha o dever de assumir essa responsabilidade, mesmo não recordando nada a respeito da mãe daquela criança com quem se relacionou durante o período que passou ali.

Ele cruzou a porta e foi até onde Sara estava sentada.

A morena sequer percebeu a aproximação de Grissom porque estava absorta em sua dor pelo recente acontecimento.

Quando ouviu seu nome ser pronunciado pelo seu amado atrás dela, a jovem levou um pequeno susto.

—Eu não queria te assustar!... Posso me sentar? — Ele apontou a espreguiçadeira diante de Sara.

—Fica a vontade. — Sara consentiu enxugando o rosto.

Grissom se acomodou na outra espreguiçadeira, ficando de frente pra Sara e por um breve instante, eles ficaram se fitando em silêncio, até o empresário desviar o olhar dela para o chão.

—Esse lugar fica muito distante de Los Angeles? — Ele quis saber dela.

—Um bocado distante.

—Por isso que a minha irmã ainda não chegou.

—Você vai mesmo embora e deixar tanto eu quanto o nosso filho sozinhos aqui?... Por favor, não faz isso. Eu preciso de você. Quer dizer, NÓS, o bebê e eu precisamos de você. A gente te ama.

Grissom levantou a cabeça e fitou Sara tão logo aquela sua última frase foi dita. Ela parecia lhe amar de verdade. Seus olhos demonstravam uma dor e uma tristeza enorme por conta de sua partida dali.

Talvez, ela não fosse uma oportunista como ele pensou horas atrás. Quem sabe, ela fosse apenas uma moça que realmente se apaixonou por ele. Mas infelizmente, ele não tinha como corresponder aquele sentimento, pois sequer sentia algo por ela ou lembrava daquela mulher.

—Olha... Sinto muito de verdade, mas... Eu já disse a você que aqui não é o meu lugar. Eu sou de Los Angeles. Tenho uma família lá. Uma irmã, amigos e a minha noiva com quem já era pra eu ter casado. Não posso ficar aqui... Com você e esse bebê.

—Esse bebê é seu filho.

—De quanto tempo você está grávida?

—Dois meses e duas semanas.

—Eu quero que saiba que não pretendo fugir a minha responsabilidade. Assumirei essa criança e darei a ela e você toda a...

—Eu já disse que não quero o seu dinheiro. Meu filho e eu não precisamos dele, porque eu tenho dinheiro.

—Você tem dinheiro?

—Tenho. Minha mãe quando morreu me deixou um patrimônio generoso. Eu não preciso do seu dinheiro, preciso de você. — Ela segurou em uma das mãos dele. _Fica comigo. Fica com a gente!

—Me desculpa, mas eu não posso. — Ele desfez o contato das mãos deles, levantou-se da espreguiçadeira e seguiu de volta em direção a casa.

Notas finais
Grissom está bem avesso a Sara e isso ainda vai durar um bocadinho, viu? Segurem o coração porque ainda vai rolar sofrimento. No próximo o reencontro de Gil com a irmã e a partida dele da casa de Sara. Um super beijo e até breve.