Notas iniciais
Bruh a Lucy vai ser o apoio fundamental a Sara no momento mais difícil que a morena estiver enfrentando.

Ele sabia que era só questão de tempo pra sua esposa lhe interrogar àquele respeito. Só não achou que ela fosse fazer isso tão rápido.

Catherine??

Quem era aquela menina?

Ele não tinha ideia.

Mas ele tinha que admitir que sentiu um medo terrível quando a viu se afogando no lago. Ainda bem que um menino se atirou na água e salvou aquela garota.

Quem eram os dois?

Ele não sabia. Aquele fato mais parecia uma cena de filme e ele um mero espectador vendo assustado aquilo acontecer diante de seus olhos apreensivos. Torcendo angustiado para um desfecho feliz naquela cena. E, felizmente, isso aconteceu.

—Arthur!!!

Ele sentiu a mão de Sara repousar sobre a sua à mesa.

—Oi!! — Respondeu assustado. Havia se perdido na lembrança novamente daquele pesadelo. As cenas daquela menina se afogando vieram em sua cabeça assim que Sara tocou no nome dela e com isso, Arthur perdeu o foco da conversa e da pergunta feita pela esposa. _Desculpa, honey. O que foi que você disse?

—Eu perguntei quem é a menina do seu sonho?

—Eu não tenho a mínima idéia, Sara.

—Você chamava por ela com tanto desespero como se a conhecesse, Arthur.

—Mas eu não conheço. Porém, eu fiquei apavorado e com bastante medo de vê-la se afogando. — Ele conseguiu ouvir de novo em sua mente os gritos desesperados da menina enquanto afundava e emergia da água. _Se não fosse o garoto que tava com ela pra salvá-la, eu acho que aquela menina teria morrido, Sara.

A simples menção daquela situação já lhe deu um calafrio e um pavor.

—E como eram esse menino e a garota?

—O menino, eu não vi com perfeição. Só vi que tinha cabelos escuros e pele clara. A menina tinha cabelos claros, olhos azuis e um sorriso banguela. — Arthur sorriu ao contar esse último detalhe. _Ela era linda!

Um pensamento nada agradável passou de imediato na mente de Sara e ela estremeceu de medo com a possibilidade daquilo ter seu fundo de verdade.

Talvez o pensamento que lhe ocorreu nem tivesse a ver e ela só estava imaginando coisa que não era. Temendo por algo que nem fazia sentido.

Resolveu guardar pra si e não externar ou muito menos, comentar com seu marido sobre o que lhe ocorreu a mente pra não gerar preocupação desnecessária.

—Se nosso bebê for uma menina, eu quero que ela seja tão linda quanto a menina do meu sonho. — Arthur comentou fitando sua esposa que apenas esticou os lábios em um meio sorriso. _ O que foi?

—Nada, amor!

Ela ia torcer para aquele pensamento não ser verdadeiro.

...

Sentado no sofá folheando uma revista de meses atrás, enquanto Sara tinha subido pra tomar uma ducha há uns bons minutos, Arthur viu a reportagem sobre um museu chamado County Museum Of Art, em Los Angeles que era considerado um dos maiores museus de arte de toda a Costa Oeste da América. Imediatamente a reportagem fez o homem de olhos azuis ter novos lampejos de lembranças em que ele estava na frente da entrada daquele lugar acompanhado de duas mulheres, uma loira e uma ruiva, e havia também um homem moreno com eles. Os quatro conversavam em frente ao local, sendo que as duas mulheres e o outro sujeito falavam mais e riam bastante enquanto ele, Arthur, ficava calado e escutando os outros três de papo e rindo. Depois vieram flashes deles circulando pelo museu e vendo vários quadros enquanto andava de braços dados com a mulher ruiva.

"Esse lugar é incrível, não acha?"

"Muito!"

—Amor!!

Arthur levou um temendo susto ao chamado mais firme de Sara. Ele não sabia, mas aquela era a terceira vez que sua esposa o chamava.

—Ei, o que foi?

Arthur estampava no rosto uma expressão assustada e sua respiração estava ofegante como se tivesse corrido uma maratona.

Era o terceiro lampejo de lembrança que ele tinha em dois dias. Aquilo já tava lhe preocupando. Sua memória só podia estar voltando para o seu desespero e certamente, desespero de sua esposa quando ela souber.

Ele precisava contar pra ela sobre aqueles flashes. Mesmo não sendo da sua vontade, ele não poderia deixá-la as cegas nessa situação. Sabia que ela ia sofrer quando soubesse, todavia, ela tinha por direito saber para estar preparada para quando o pior viesse.

—Eu preciso te contar uma coisa. Mas você tem que ficar calma.

—Você tá me assustando Arthur.

Ela não gostou nada do tom com o qual ele falou e nem da tensão que sentiu em sua voz ao pronunciar aquelas palavras.

—Senta aqui, meu amor. — Ele bateu no sofá. Sua mulher se acomodou ao seu lado.

—O que tá acontecendo Arthur?

Ele tomou as mãos dela nas dele e suspirou. Não queria ter que contar aquilo. Não queria nem estar passando por isso. Esses flashes não tinham nada que estar surgindo em sua mente. Mas se estavam, ele tinha por obrigação compartilhar com sua mulher o que estava acontecendo.

—Sara... — O homem de olhos azuis começou a falar com tristeza. _... Eu acho que a minha memória está voltando. — Ele contou num fio triste de voz.

Notas finais
Coitada da Sara. O próximo ainda não é da recuperação da memória dele, mas tá de cortar o coração. Vão se acostumando porque daqui pra frente todos os capítulos agora são de cortar o coração, uns mais que os outros. Beijos e até o próximo.