—Sara volta aqui!

—Não! — Ela ria.

Arthur corria atrás dela só de cueca enquanto que ela fugia dele só de calcinha, pois fazia poucos minutos que havia saído do banho e apenas teve tempo de vestir a peça íntima e mais nada.

—Não se faz o que você fez e depois foge.

—Eu não fiz nada de mais. — Ela dizia com falsa inocência e ainda fugindo dele.

Há poucos minutos, ela saiu do banho e enquanto se enxugava teve uma pequena ideia travessa. E não pensou duas vezes em colocá-la em prática a fim de provocar seu marido.

Saiu do banheiro, sem dirigir qualquer olhar para seu marido pra não rir e cruzou o quarto em direção ao guarda-roupa completamente... Nua!

Arthur estava lendo um livro deitado na cama só de cueca samba-canção preta com listras brancas, quando teve sua atenção desviada por completa do livro no exato momento em que vislumbrou Sara 'desfilando' diante dele como veio ao mundo.

Na hora ele deixou o livro de lado. A leitura se tornou algo desinteressante naquele momento. Seus olhos preferiram ficar "lendo" silenciosamente sua esposa nua e de costas pra ele.

O homem de olhos azuis viu-a abrir o guarda-roupa, curvar-se um pouco, dando a ele uma visão e tanto de seu bumbum, pra puxar uma gaveta e apanhar uma calcinha de dentro dela. Em seguida sua esposa vestiu a peça, mas no instante seguinte, retirou-a e devolveu-a a gaveta. Pegou outra e vestiu-a, pra novamente retirá-la após resmungar "falsamente" em um tom nada baixo, que não queria essa. Repetiu isso por mais três vezes, até que vestiu uma peça minúscula, a mais minúscula que tinha no guarda-roupa e perguntou ao marido o que ele havia achado daquela peça nela. E ainda fez questão de dá uma volta completa perto dele pra vê-la de todos os ângulos possíveis.

Foi a derrocada dele que já estava louco só em ficar vendo-a naquela troca de calcinhas constantes. Arthur a agarrou e puxou pra cama.

—O que você pensa que tá fazendo?

—Não tô fazendo nada de mais, amor.

—Nada demais?

—Não! O que foi que eu fiz, amor? — Ela manteve a falsa inocência na fala.

—Ah, você não sabe? — Ela negou com um balançar negativo de cabeça e um sorriso nos lábios. _Pois eu te digo... Você me atiçou com esse show particular que deu ao passear nua pelo quarto e depois ficar nesse troca-troca de calcinha bem na minha frente.

—Não era a minha intenção isso.

—Sara não brinca comigo!

A gargalhada dela ecoou pelo quarto e Arthur adorou o som.

—Senti só como deixou. — Ele se esfregou nela e sua esposa pode sentir uma ereção firme deslizar por sobre seu ventre. Sua velada provocação deu resultado. Mais até do que o esperado.

—Agora você vai ter que resolver esse "problema" pra mim, honey. — Ele murmurou mordiscando o queixo dela.

—Vou é?

—Vai!

Ela conseguiu inverter a posição deles e ficou por cima do marido.

—Então você vai ter que me pegar pra isso.

Foi tudo que ela disse antes de sair de cima dele e correr quarto afora.

Arthur levou uns segundos pra reagir. Mas após um sorriso, ele foi atrás da esposa e assim já se dava aquela perseguição toda.

—Peguei, você!

Ele conseguiu agarrá-la por trás quando ela vinha pelo corredor pra chegar as escadas.

—Agora, você vai resolver o "problema" que me causou. — Ele anunciou com um sorriso e pegando Sara no colo.

Ela sorriu com a respiração ainda ofegante por causa da corrida pra fugir dele.

Chegando ao quarto, Arthur depositou-a com carinho na cama e cobriu o corpo dela com o seu. E entre beijos e sorrisos eles fizeram amor, e ela resolveu o "problema" dele de maneira tão prazerosa que o homem de olhos azuis alcançou o paraíso do prazer.

—Você é uma danada e a minha loucura completa, honey!

Ela apenas sorriu da declaração dele dita num sussurro rente ao seu ouvido.

...

—Ei, amanhã temos um show pra ir, né?

Deitados na cama trocando carinhos após a sessão maravilhosa de amor que tiveram, Arthur lembrou.

—É! E sabe que eu tava pensando, amor? — Sara levantou a cabeça do peito de Arthur pra fitar seu marido.

—O quê? — Ele ajeitou carinhosamente uma mexa castanha do cabelo dela atrás de sua orelha.

—Como esse show é a noite e fica longe daqui de casa, eu pensei da gente ir depois do almoço pra Desmond, e procurar um lugar pra gente ficar hospedado por lá por perto e assim, depois do show nós voltaríamos pra o lugar onde estávamos hospedados e pernoitávamos por lá, deixando pra vir pra casa só no dia seguinte. O que acha?

—Acho uma boa ideia. Até porque, com certeza, esse show vai terminar tarde. E seria um tanto perigoso você vim dirigindo tarde da noite pela estrada escura. Sem contar também, que chegaríamos de madrugada em casa.

—Também foi justamente por isso, que pensei no lugar pra ficarmos hospedados por lá.

—É, vamos fazer isso, que é melhor e mais seguro mesmo. — Ele decretou roubando um beijo de sua esposa.

—Tô com fome, amor.

—Vamos resolver isso agora!

No dia seguinte como o combinado, eles trancaram a casa e empunhando uma valise com os pertences necessário pra noite, eles partiram pra Desmond.

Sara era a pura empolgação pra que chegasse logo a noite e eles fossem ver o show. Jazz e blues eram os estilos de música que mais lhe agradavam. Principalmente o primeiro.

Chegaram em Desmond por volta das três da tarde. Foram atrás de um lugar pra ficarem hospedados. E encontraram um num pequeno hotel, o qual não ficava nada longe do restaurante.

O quarto em que foram acomodados não era grande, mas era aconchegante e muito confortável. Tinha uma cama de casal, uma cômoda, TV, um frigobar, ventilador de teto e um banheiro anexo. Da janela se via a pequena e estreita avenida que passava em frente ao hotel.

—Acho que seria uma boa, você me fazer companhia aqui na cama e a gente dar um cochilo um pouco pra mais tarde estarmos bem descansados pra aproveitar a noite. O que me diz?

—Digo que é um convite irrecusável. -Ela subiu na cama e foi engatinhando até se aninhar nos braços do marido.

Em questão de poucos segundos, o casal já dormia profundamente.

Notas finais
É, minha gente o próximo já traz os primeiros flashes de lembranças do Arthur/Grissom. Um beijo e até breve.