Notas iniciais
Lyla fico lisonjeada que minha estória já tenha virado sua preferida. Jujah, querida, esse capítulo responde a pergunta que me fez. Bruh amando seus feedbacks. E a cada uma das minhas demais leitoras o meu imenso carinho e gratidão, pelas palavras e por acompanharem essa fic.

Catherine estava já desesperada com o sumiço do irmão mais velho. Era de tarde, muitas horas haviam passado e Grissom já devia ter chego em casa há tempos, mas até agora nada e pior ainda, sequer deu sinal de vida.

A loira durante esse meio tempo de espera já havia ligado pra hospitais, delegacias e até para necrotérios à procura de seu irmão, mas em nenhum lugar havia alguém com a descrição dele.

Warrick também já estava bastante preocupado com aquele sumiço do amigo e cunhado. No entanto, o advogado tentava manter-se sereno e calmo pra passar calma a namorada e também a noiva de Grissom, pois ambas se encontravam visivelmente nervosas com a falta de notícias.

—Rick, eu temo que tenha acontecido algo sério com o meu irmão. Ele não é de sumir desse jeito!

E realmente ele não era! Grissom sempre deixava sua irmã a par de onde estava ou quando chegaria em casa, pois esse era o combinado entre eles e isso valia para ambos.

—Querida se algo tivesse acontecido nós já teríamos notícias. Ligamos pra todos os órgãos competentes e em nenhum lugar há alguém com as características do Gil.

A Polícia já tinha sido acionada e comunicada do sumiço do empresário.

—Ele não podia ter pego a estrada com chuva.

—Gil é teimoso. Você sabe disso tão bem quanto eu, Cath. Quando ele põe uma coisa na cabeça não tem ninguém que o faça mudar de ideia. Além do mais, ele é ótimo motorista. Não deve ter acontecido nada demais com seu irmão.

Warrick argumentou abraçando a namorada.

Louise, a governanta da casa, apareceu na sala empunhando uma pequena bandeja com dois copos de água com açúcar que trouxe pra Catherine e Amanda à pedido de Warrick.

As duas mulheres tomaram sem contestação a água.

—Alguma notícia do senhor Grissom?

—Nehuma ainda Louise. — Warrick respondeu.

A campainha soou e a empregada apressou-se em atender na esperança de que fosse Grissom que por algum motivo não estava com suas chaves. Mas a decepção e principalmente, a preocupação que sentiu ao abrir a porta e dar de cara com a Polícia, foi a mesma sentida pelos demais ali na sala.

—Boa tarde! Precisamos falar com algum parente do senhor Gilbert Grissom, por favor. — O investigador anunciou acompanhado de dois policiais.

—Por gentileza, entrem.

Os três homens adentraram a casa.

—Olá, boa tarde! Sou o investidor Vegas do 20°DP. — Ele anunciou ao estar diante de um homem e duas mulheres.

—Warrick Brown. — O advogado apresentou-se apertando a mão que o investigador lhe estendeu. _Estás são Catherine Grissom, minha namorada e Amanda Trainor, cunhada de Catherine.

—Olá, senhoras.

—Alguma notícia do meu irmão, investigador? — Catherine se absteve de retribuir o cumprimento e foi logo indagando o homem com temor. Algo lhe dizia que não vinha boas notícias. Seu coração estava apertado e angustiado desde cedo.

—Repassei a informação do sumiço do seu irmão às Delegacias adjacentes e... ainda pouco chegou uma informação de uma dessas Delegacias.

—Meu irmão apareceu?

—Infelizmente não, mas um grupo de garotos que ia nadar no rio Walter próximo à reserva de Forest Meadows, encontrou o veículo do seu irmão boiando capotado às margens desse rio.

—Não! — Catherine gritou em desespero e sendo amparada pelo namorado.

—O senhor tem certeza que é o carro do Grissom? — Warrick quis saber em choque e desejando imensamente que aquilo fosse um engano.

—Lamentávelmente tenho, senhor. A placa do veículo foi checada pelo Departamento de Trânsito e no sistema apareceu o nome do senhor Gilbert Arthur Grissom!

—Meu Deus isso não está acontecendo! — Catherine se desesperou. Seu irmão, o único parente vivo que tinha, havia sofrido um acidente e estava desaparecido.

—E quanto ao Grissom? — Amanda questionou apavorada com a terrível notícia.

—Nenhum sinal! Os bombeiros já começaram às buscas por ele. Eles acreditam que o senhor Grissom tenha saído do carro depois do acidente e com isso, a correnteza das águas que se encontrava forte em decorrência da chuva de ontem, acabou arrastando-o rio abaixo juntamente com o carro. Vai ser uma longa busca, porque esse rio é bem extenso.

...

—Oi!

Ela o cumprimentou com um sorriso tímido assim que notou que ele despertava de longas horas de sono.

—Você não foi embora!

Ele estava feliz por ver que seu "anjo da guarda" continuava ali.

—Você não disse que queria que eu estivesse aqui quando acordasse? — Ele assentiu com dificuldade. _Pois então, eu fiquei! Afinal, eu sou sua esposa, né?!

Ela sorriu novamente e ele gostou de ver aquilo, pois ela ficava ainda mais bonita quando sorria.

—Espero não lhe criar problemas com isso, Sara!

—Não cria!

Se ela tivesse alguém com certeza, seria um problema aquela mentira. Mas esse não era o caso! Ela não tinha ninguém na sua vida há pelos menos dois anos, quando descobriu que a "tia" que seu até então namorado dizia visitar na cidade vizinha todo o fim de semana, na verdade, era a mulher dele.

Hank, um enfermeiro que trabalhava no mesmo hospital que Sara, escondia dela que era casado há um ano e que tinha um filho de dois meses com a esposa. Só que como diz o ditado: "Mentira tem perna curta!". E assim foi! A morena acabou por descobrir a mentira do namorado, quando certa vez estava no apartamento de Hank sozinha. Seu namorado tinha saído rapidamente pra comprar algo pra eles comerem, quando o telefone do apê tocou. Sara, inocentemente, atendeu a chamada que era justamente da mulher de seu namorado dizendo que o filho deles tinha sido hospitalizado.

Desde esse lamentável episódio, a jovem médica não se envolveu com mais ninguém. O amor pra ela foi uma decepção!

—Como você está se sentindo?

—Bem dolorido!

—E ainda vai ficar assim por alguns dias.

—Ah, obrigado por essas animadoras palavras. — Ele brincou, fazendo a jovem a sua frente sorrir.

A médica que atendeu Arthur, apareceu pra checar como seu paciente estava.

—E então senhor Arthur, como está se sentindo? — A doutora quis saber de seu paciente.

O homem olhou pra Sara como que estranhando o fato da médica lhe chamar por um nome. Seria aquele seu nome? Mas se fosse, como Sara descobriu se ele não tinha documento algum quando ela o encontrou?

—Eu estou me sentindo ainda bem dolorido. Principalmente nessa região. — Ele apontou para o abdômen enfaixado.

—Aí é por causa das costelas que o senhor fraturou. Ainda vai levar uns dias sentindo dores. Vou pedir a uma enfermeira pra lhe aplicar um remédio para amenizar as dores que está sentindo agora. E... — Ela apanhou o receituário e prescreveu um remédio e entregou a receita a Sara. _... Esse é pra ele tomar em casa. Amanhã de manhã, ele receberá alta e a senhora já pode levá-lo. Hoje, ele vai passar a noite aqui em observação.

—Ok! — Sara apenas resmungou.

Levá-lo pra onde?

Pra casa dela?

Mas ele era um desconhecido!

A doutora despediu-se deles, mas Sara sequer respondeu, pois estava com a cabeça fervilhando acerca do que faria com aquele sujeito desconhecido e desmemoriado.

—Você descobriu o meu nome?

Ela ouviu o homem lhe indagar e sem ao menos lhe olhar, respondeu:

—Não! Eu inventei esse nome à enfermeira quando ela veio pegar seus dados comigo.

O que ela faria com ele? Não podia abandoná-lo ali porque pra todos naquele hospital ela era mulher dele. Também não podia largá-lo na rua após ele receber alta. Não seria nada humano de sua parte abandoná-lo à própria sorte, estando ele no estado em que se encontra.

—Arthur! Gostei desse nome. De onde tirou?

—Do comercial de um filme que passava na TV no momento em que a enfermeira me indagou seu nome.

Então o que ela devia fazer?

—Sara está tudo bem?

Arthur notou que a jovem enquanto falava com ele, sequer lhe olhava e ainda por cima, ela estava séria e pensativa.

—Você vai receber alta amanhã.

—Foi o que a médica disse ainda pouco antes dela ir.

—Pra onde eu vou te levar?

—Pra sua casa!

Ela ficou ligeiramente desconcertada com essa pronta resposta dele. Ele nem hesitou em lhe disparar tais palavras.

—Eu não posso fazer isso. — No fundo, inexplicavelmente, ela até queria, mas sabia que não devia e as razões eram inúmeras. _Você é um estranho! Além do mais, deve ter família que com certeza, a essa hora está preocupada te procurando. O certo é eu te levar amanhã à uma delegacia pra eles encontrarem sua família.

—Não faz isso! Não me abandona, por favor! — Ele suplicou, agarrando a mão dela com desespero. _Eu não quero ir à polícia, tampouco quero encontrar uma família da qual não lembro. Eu quero ficar do seu lado, Sara! Você é a única pessoa na qual eu confio e conheço. Me deixa ficar com você!

Notas finais
Depois de um pedido desses, eu não pensava duas vezes em levar esse homem comigo. Kkkkkk Meninas acho que não cheguei a mencionar isso, mas tenho que contar a vocês que o Arthur vai mostrar uma personalidade contrária ao Grissom. Arthur vai ser intenso, um pouco passional e não terá problema algum pra expressar seus sentimentos e o pensa. Isso vai ficar mais evidente nos capítulos subsequentes. Um beijo e até o próximo.