Another Life
57 Chapter 57
Notas iniciais
Depois daquela noite, Sara passou muitos dias sem senti-se qualquer mal-estar que fosse, para alívio de seu namorado que havia ficado preocupado com o que aconteceu naquela noite.
Mas, coisa de duas semanas depois, a morena tornou a passar mal novamente e pelos dias subsequentes da semana também, preocupando Arthur novamente. Como os mal-estares dela não passava, ele já começou a achar que ela devia procurar um médico, temendo que ela tivesse doente.
Numa manhã, sozinha sob a água quente que caia do chuveiro, Sara não parava de pensar na fortíssima suspeita que tinha de estar grávida. Os seguidos mal-estares estavam lhe fazendo desconfiar mais ainda na possibilidade dessa suspeita não ser apenas uma suspeita, e sim, uma realidade.
Seu ciclo estava bem atrasado, bota atrasado nisso, mas também, ele nunca foi regular mesmo. No entanto esse seu atraso já estava demais. E em sua cabeça uma equação estava formada: relações sexuais sem proteção + atraso demasiado da menstruação + constantes mal-estares, só queriam dizer uma coisa: gravidez!
Ela precisava fazer um teste de gravidez. Um, não! Pelo menos uns três testes de farmácia pra não restar dúvidas e incertezas, e assim confirmar se aquela sua suspeita era real.
A possibilidade disso vir a se concretizar era enorme já que ela e seu namorado vinham trabalhando bastante nisso há mais de um mês. E seria maravilhoso se caso de fato, as tentativas deles tivessem dado resultado e ela estivesse grávida como desconfiava.
Seu namorado, com certeza, não ia se caber de felicidade diante disso. Ele estava tão ansioso por esse momento vir a acontecer pra eles. E ela também, estava assim. Queria muito dar esse filho à seu amado.
De repente, ela sentiu os braços de Arthur envolverem sua cintura.
—Bom dia! — Arthur beijou o rosto de Sara após suas palavras.
—Bom dia! — Ela o saudou de volta enquanto se virava nos braços dele pra ficar de frente para seu amado e logo após isso, eles trocaram um beijo.
—Nem senti quando você saiu da cama. — Arthur comentou após o beijo.
—Eu sai justamente com cuidado pra não te acordar. Você estava dormindo tão sereno que não quis te despertar.
—E você está melhor?
Ontem mais uma vez, ele tinha acordado com ela passando mal novamente.
—Sim.
—Sara isso não está normal, honey.
—Eu sei que não.
—Tô preocupado com você. — Ele confidenciou sério. _Não seria bom a gente procurar um médico e saber o que tá acontecendo? Ninguém passa mal constantemente a toa, honey.
Ela precisava contar a ele sua desconfiança pra dissipar aquela preocupação toda dele, ou do contrário, ele ficaria nessa neurose de preocupação direto.
—De fato, ninguém passa mal a toa mesmo. E eu acho que sei a razão de estar passando seguidas vezes mal.
—Sabe?
—Sei!
—E qual razão é essa?
Ele não tinha a menor ideia do quê poderia ser. A princípio, logo nas primeiras vezes que ela começou a passar mal, ele pensou que isso tivesse ligação com as comidas que ele havia preparado nas ocasiões dos mal-estares de sua amada. Todavia, depois começou a achar que não era isso e sim, algum problema estomacal pelo qual ela estivesse passando e por isso vinha insistindo pra procurarem um médico.
Mas agora, ela dizia que sabia e ele estava louco pra saber qual era o problema dela. Será que lhe diria que estava doente? Deus! Que não fosse isso.
—Eu tenho quase certeza que as nossas tentativas de encomendar um bebê deram resultado.
Ela contou com certa hesitação e apertando os lábios um ao outro no final de sua palavras.
Arthur não precisou de muito pra entender o que aquelas palavras queriam dizer.
—Você tá grávida, é isso?
—Eu preciso fazer um teste de gravidez pra ter certeza. Mas acho que a chance de eu estar grávida é muito grande, pois...
Ela não teve tempo pra completar mais nada da sua fala, já que seu namorado lhe agarrou prensando na parede do box e lhe beijou com urgência.
A menção dessa notícia e a remota possibilidade dela vir a fazer sentido e ser real, já deixou Arthur infinitamente feliz. Ele ia torcer e muito pra ser verdade isso. Queria demais que sua amada estivesse grávida.
—Se isso for verdade mesmo, eu vou ser o homem mais feliz dessa cidade. — Arthur confidenciou a Sara assim que sua boca se separou da dela.
A jovem podia ver que aquilo que seu namorado disse era a mais pura e singela verdade. E ela também seria a mulher mais feliz daquela cidade, caso estivesse grávida do amor da sua vida.
—A gente precisa ir à cidade pra eu comprar o teste de gravidez pra fazer e confirmar se estou ou não grávida.
—Claro! A gente vai na cidade logo depois do café. Mas o que você acha? Que está grávida ou não?
—Eu acho que sim. Minha menstruação está mais de um mês atrasada e esses mal-estares mais frequentes.
Arthur tinha um sorriso enorme nos lábios enquanto ouvia Sara falar. Mal se cabia de felicidade diante da possível chance de ser pai de um filho com a mulher que ele ama com todo o coração.
Por mais uma vez, Arthur beijou Sara, só que agora foi sem a urgência de anteriormente. Na verdade, foi com a ternura que sempre o acompanhava nos beijos que trocavam.
Por longos minutos, eles namoraram durante o tempo que passaram tomando banho juntos, e também falaram de suas expectativas a respeito da possibilidade de Sara estar grávida.
Depois do banho se arrumaram, tomaram café e em seguida, já partiram no carro de Sara à cidade a fim de comprarem o bendito teste que lhes revelaria se dentro de alguns meses, ganhariam o bebê que desejavam.
No trajeto de casa até a cidade, Sara podia notar a ansiedade e inquietude do namorado. Ele não parava um instante sequer de se mexer no banco do carona. Falava nesse bebê o tempo inteiro. A jovem morena começou a torcer fortemente para o resultado ser positivo pra não frustrar seu amado que estava radiante com aquela possibilidade.
—Esses testes são seguros e certos mesmos, Sara?
—99% de chance de acerto.
—Se der negativo? A gente vai seguir tentando, não é?
—Vamos, sim.
Mas ela duvidava que desse negativo. Os "sintomas" estavam claros demais.
—E se der positivo, eu acho que vou explodir de tanta felicidade.
Ele olhou pra Sara e tocou seus cabelos.
Ela lhe olhou de relance e mais ainda desejou que o resultado do teste desse positivo.
Queria muito estar grávida dele e dentro de si sentia que a chance era enorme disso ter acontecido. Era mulher e médica, conhecia os "sintomas" disso pra quase ter certeza de tal situação. Mas precisava confirmar de fato aquilo. E o teste de farmácia lhe daria plena e absoluta certeza disso.
Eles estacionaram em frente a pequena e acanhada farmácia. Saíram do veículo e adentraram ao estabelecimento de mãos dadas. Nos fundos da farmácia foram atendidos por um rapaz que usava jaleco o qual se lia no bolso localizado sobre o lado esquerdo do peito, seu nome e bem abaixo disso estava escrito: farmacêutico.
—Bom dia!
—Bom dia! Vocês tem teste de gravidez?
—Sim!
—Me veja três.
—Claro! Alguma preferência por marca?
—Quais as que tem? — Ele citou as três que tinha. Sara lhe pediu uma de cada por garantia.
—Vou apanhar os testes, já volto.
—Sim.
—Três é?
Arthur encarava Sara com um sorriso nos lábios por conta do pedido dela.
—Sim. Pra não haver dúvidas.
Eles sorriram e trocaram um rápido beijo.
O farmacêutico voltou instantes depois e após pagarem pelos testes, o casal seguiu para o carro.
E com a ansiedade redobrada em ambos, o casal voltou pra casa.
...
—Sara já, honey?
Ele não aguentava mais esperar do lado de fora da suíte do quarto deles.
—Três minutos. — Ela lhe disse enquanto esperava aparecer as listras que indicariam o resultado nos três testes dispostos sobre a pia.
Nunca na vida se viu ansiosa como naquele momento. Nunca três minutos lhe pareceram tão longos, quanto aqueles que esperava passar.
Do lado de fora do banheiro, Arthur andava de um lado para o outro no quarto e louco pra saber se a mulher que ele amava, lhe daria mesmo um filho.
Os três minutos passaram.
—Já, Sara?
—Um minuto só, amor.
—Mas você disse só três minutos e os três já passaram.
—Eu sei. Mas é só mais um minuto que peço.
—Tá!
Ele não sabia, mas naquele momento ela sorria feito uma boba no banheiro. O resultado dos três testes foi único: positivo. Ela estava grávida! Como já imaginava, ia ter um filho do homem que amava!
Pensou rápido numa forma especial de contar essa notícia à ele. Não queria simplesmente contar assim, queria uma forma especial pra contar algo que era especial pra eles. E rápido encontrou uma maneira não somente especial, mas como também, linda.
Arthur já ia bater na porta do banheiro, quando a mesma fora destrancada e aberta por sua namorada. Ela exibia uma expressão que não lhe deixava margem pra sacar qual tinha sido o resultado dos testes. Desse modo, ele a questionou a esse respeito.
—Os testes?
—Aqui! — Ela lhe apontou os três sobre a pia.
O homem de olhos azuis espichou os olhos para aquelas coisas pequenas, que lhe revelariam se ganharia um herdeiro da sua amada.
—Duas linhas em todos. O que isso significa?
Arthur olhou com dúvida pra Sara.
—Significa isso aqui.
Ela levantou um pouco a blusa que vestia e Arthur viu escrito em sua barriga, com batom vermelho, os seguintes dizeres:
"Papai, tô aqui dentro!"
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