Notas iniciais
Quero deixar meu obrigada pelas palavras lindas que recebi nos comentários do capítulo anterior. É uma injeção de estímulo e alegria cada palavra e elogio que tecem a não só essa fic como também as demais que posto. Isso só faz aumentar e redobrar o meu empenho e a responsabilidade de estar sempre entregando o melhor de mim pra vocês. E saibam que a entrega tem sido enorme a cada capítulo. Confesso que entrar pra esse mundo da escrita foi a coisa mais incrível que me aconteceu. E se eu continuo nele é sim em parte porque tomei um gosto absurdo por ele - o bichinho da escrita me pegou e espero que não me largue. Kkkk - outra parte é por causa de vocês, leitoras que estão aqui me acompanhando nas jornadas dessas estórias que crio. Obrigada a cada uma que está lendo isso nesse momento. Segue embaixo um novo capítulo.

Um sentimento indescritível brotou imediatamente dentro de Arthur ao ler aquelas palavras.

O bebê deles já estava ali na barriga de Sara.

O bebê deles já estava à caminho!

Os olhares dele e sua namorada se cruzaram no instante seguinte o qual Arthur tinha lido aqueles dizeres na barriga de Sara, e ambos os olhos do casal se encontravam naquele momento cheios de lágrimas.

Arthur e Sara sorriram demasiadamente felizes com aquela notícia, principalmente Arthur.

Ele que tanto quis e conseguiu dobrar sua namorada quanto a isso, estava radiante. E não conseguiu conter a emoção daquele momento.

—Você não faz ideia do quão feliz está me fazendo com esse momento. — Arthur disse segurando o rosto de Sara entre suas mãos. _Eu te amo, Sara!... Te amo... Te amo... Te amo...

Arthur repetia em meio aos beijos que plantava pelo rosto de Sara fazendo-a sorrir e derramar as lágrimas antes presas em seus olhos, assim como Arthur também deixava as suas correrem livremente por seu rosto, ao mesmo tempo, em que sorria tão feliz quanto a sua amada.

Eles se abraçaram e trocaram um beijo mais que apaixonado. Felicidade maior que aquela eles não podiam estar sentindo naquele momento.

—A gente vai ter um bebê! Nosso bebê! — Com sua testa colada a de Sara, o homem de olhos azuis dizia todo bobo e emocionado após o beijo.

—É, nosso bebê! — Sara repetiu as palavras do namorado com um sorriso tão bobo e emocionado quanto o que seu namorado lhe exibia.

—A gente precisa registrar esse momento. Vem, vamos tirar uma foto.

Segurando na mão de Sara, Arthur saiu do banheiro com sua namorada.

De cima de um móvel ali do quarto, ele pegou a câmera, ligou-a e registrou numa selfie seus rostos ainda úmidos pelas lágrimas, mas altamente felizes.

Na foto era nítida a alegria estampada em sua face e na de Sara, assim que eles viram a foto após seu registro. Depois, Arthur fez questão de tirar uma foto da barriga de sua namorada com aqueles lindos dizeres que lhe revelaram a notícia mais maravilhosa que ele poderia ter recebido na vida.

Tão logo os devidos registros foram efetuados, Arthur largou a câmera e Sara o viu se agachar e ficar com o rosto bem na direção de sua barriga e uma emoção sem tamanho e nem proporção lhe encheu o peito diante do que ouviu dele dirigido ao bebê ali dentro.

—Ei, rapazinho ou mocinha, ou no caso os dois se forem gêmeos... — Arthur olhou de relance pra Sara e sorriu. Ela retribuiu o sorriso com emoção. _... O papai e a mamãe estamos muito felizes pela vinda de vocês ou você, se for apenas um bebê. — Ele beijou a barriga de Sara e depois pondo-se de pé tratou de enxugar as lágrimas dela com beijos que seguiram pelo rosto dela até alcançarem sua boca. E por mais uma vez, outro beijo apaixonado eles trocaram.

O beijo foi o início de uma sessão tórrida e apaixonada de amor entre o casal em comemoração a maravilhosa notícia que tiveram.

...

Quase uma semana se passou após a descoberta da gravidez de Sara, e acomodados na sala de espera do consultório médico de um obstetra, em um hospital de Desmond, Sara e Arthur aguardavam a vez dela de ser chamada para sua primeira consulta médica do bebê, a qual havia marcado há poucos dias.

—Não vejo a hora te ver com um barrigão desse. — Ele cochichou no ouvido de sua namorada enquanto apontava discretamente com a cabeça na direção de uma mulher um pouco mais velha que Sara, que já devia estar no fim de sua gestação e que estava acompanhada do marido.

—Ainda vai levar uns bons meses pra isso. — A morena rebateu com um sorriso e depois brincou: _E quando acontecer nem vai mais me desejar tanto assim, porque eu vou estar enorme feito uma bola.

Ele sorriu feito um garoto, evidenciando assim as covinhas em suas bochechas.

—Claro que eu vou te desejar. — Ele afirmou sorrindo. _Sempre vou te desejar, Sara.

—Quero só vê.

—E você verá!

Eles viram a mulher ser chamada e na companhia do marido, ela seguiu pra dentro do consultório do médico.

—Bem que poderia ser uma médica, ao invés, de médico a pessoa que fosse te atender. Essa história de um homem ficar te tocando não me agrada.

—Ah, não, amor. Você não vai ficar com ciúmes do médico, vai? Ele é um profissional.

—Mas é homem. E vai tocar em você.

Aquela situação não era nada confortável pra ele. Outro homem, ainda mais, se fosse um homem jovem tocando sua namorada era desagradável pra ele. Tudo bem, que o homem em questão era um profissional, graduado pra isso, mas ainda assim, era homem e o ciúmes de Arthur não levava em conta a profissão do sujeito.

—Ah, não! Você só pode está de brincadeira comigo, não é amor? Isso não é sério, né Arthur?

Sara ria não querendo acreditar que seu namorado estava mesmo falando sério naquilo. Seria meio louco e sem propósito caso fosse verdade.

—Eu tô falando sério, Sara.

A expressão dele e suas palavras fizeram a morena ver que realmente era sério aquilo. Desfazendo o sorriso, ela tentou relevar a situação e não levar tão a sério aquela cena do namorado.

—Arthur não tem lógica alguma isso, querido. O homem é um médico que vai fazer o trabalho dele, que é apenas: me consultar, saber como é que estar o nosso bebê.

—Eu sei disso, Sara. Mas eu não posso evitar de sentir ciúmes dele tocar em você. Ponto!

Ela balançou a cabeça e resolveu não dizer mais nada, pra evitar discussão.

A vez dela chegou momentos depois e ao entrarem no consultório, Arthur meio que dissipou seu ciúme ao ver que o médico além de ser um homem muito mais velho que sua namorada e até mesmo alguns anos mais velho que ele próprio, o sujeito ainda lhe inspirou um ar paternal ao falar com Sara. Desse modo, não tinha mais porquê sentir ciúmes ou se incomodar da namorada nas mãos de um médico. O médico em questão tinha idade de ser pai dela literalmente.

Após o médico os cumprimentar com amabilidade. O casal se acomodou nas duas cadeiras diante da mesa do experiente doutor e Sara lhe contou sobre os três testes que fez há uma semana e os resultados dos mesmos.

O médico lhe instruiu a ir ao banheiro anexo ao consultório, e trocar sua roupa pelo vestido hospitalar que ele entregou. Enquanto ela seguiu para onde o doutor lhe indicou, o mesmo já ligava a tela do aparelho de ultrassom.

—Primeiro filho? — O bom médico indagou Arthur após ligar a máquina e enquanto eles aguardavam Sara vir pra fazer o exame.

—Sim! E confesso que já estou numa ansiedade pra que nasça logo.

—Imagino. Mas vai ter que esperar alguns meses pra isso, papai.

Arthur sorriu.

Sara voltou e se acomodou na maca e seu namorado se postou ao seu lado segurando sua mão. E sob o olhar dele, o médico pegou uma sonda, revestiu-a com um preservativo e com gel lubrificante, depois introduziu o objeto entre as pernas de Sara pra fazer a ultrassom intravaginal.

—Então vamos ver o bebê e saber de quanto tempo você está grávida de fato, mamãe.

Em poucos segundos o médico dizia de quanto tempo Sara estava grávida: seis semanas. E logo, eles viram algo na tela do aparelho, que o médico explicou para o casal ser o saco gestacional, o embrião que estava com 0,9 mm e a vesícula vitelínica que faz às vezes da placenta no início da gestação.

Foi difícil segurar a emoção quando visualizaram o primeiro sinal do bebê deles.

Estava ali. Era real!

O exame terminou segundos depois e após se trocar, Sara retornou e acomodando-se ao lado de Arthur e ouviu as recomendações e cuidados que o médico lhe instruiu a ter nesse início da gestão, que era o período que inspirava mais atenção. Ela sabia bem disso! Instantes depois saiam do consultório felizes por terem visto pela primeira vez o bebê, que ainda era apenas um grãozinho, mas era o "grãozinho" deles.

...

—Acho melhor almoçarmos por aqui, o que acha?

Sara olhou para seu namorado enquanto eles se dirigiam para o carro após saírem da farmácia, onde foram comprar a vitamina prescrita pelo médico à Sara.

—Acho perfeito.

Eles pegaram o carro e Sara dirigiu até um restaurante localizado há uns quinze minutos da farmácia.

O estabelecimento bonito e com ar de sofisticado tinha um clima agradável e estava com um número razoável de clientes. Eles foram acomodados pela hostess numa mesa próxima a uma janela de vidro, que dava vista para a avenida que passava ao lado estabelecimento.

Fizeram os pedidos e enquanto aguardavam a vinda dos mesmos, o casal conversava sobre o bebê.

—A gente bem que podia comprar algo pro bebê. Tipo um presente.

Arthur era a pura empolgação e Sara sorriu disso.

—Que presente, você gostaria de comprar?

—Não sei. Talvez, uma roupinha numa cor unissex. Ou um ursinho. Sei lá, qualquer coisa pra presentearmos o bebê.

—Tá bom. Quando sairmos daqui, passamos naquela galeria de lojas que vimos à caminho daqui do restaurante. E compramos um presente para o bebê. — Ela piscou pra ele e foi presenteada com um sorriso de menino dele, seguido de um beijo que Arthur lhe deu no dorso da mão.

O almoço deles chegou pouco tempo depois e eles se deliciaram com a comida que pediram. E logo em seguida, com a sobremesa.

Quando já aguardavam o garçom trazer a conta, Sara notou um cartaz numa das paredes do estabelecimento, o qual trazia o anúncio de um show de jazz que seria realizado ali na próxima semana. No mesmo instante a jovem se interessou, pois adorava esse estilo de música.

Ela mostrou o cartaz ao namorado e expressou o desejo de vir com ele assistir ao show.

—A gente vem então. — Arthur topou na hora a proposta dela de vir ao show.

No momento em que o garçom apareceu, Sara o interpelou sobre o cartaz e contou sobre seu namorado e ela terem ficado interessados em vir assistir ao show.

O garçom lhes explicou que pra assistir ao show, eles tinham que falar com a hostess lá na entrada do restaurante e comprar com ela uma mesa que valia como ingresso para a noite. E segundo, o homem que os atendia lhes confidenciou, já havia poucas mesas disponíveis para assistir ao show.Assim que pagaram a conta, eles foram lá com a hostess. Poucos instantes depois, já saiam do restaurante com a mesa comprada para a noite do show e cheios de empolgação para que semana que vem chegasse logo pra virem assistir a esse show.

Notas finais
Só tenho a dizer a vocês que esse show marcará o começo triste da tormenta da nossa protagonista, ou melhor dizendo, do nosso casal. Até breve!