Another Life
56 Chapter 56
Notas iniciais
Um dia de cada vez.
Um após o outro, eles iam se permitindo viver sua linda história de amor e adicionar novos capítulos à ela.
O mundo pra eles parecia se restringir à eles dois naquela casa, vivendo como se já fossem casados há tantos anos, e tendo uma rotina deliciosa de um casal de eternos namorados.
Uma vida cheia de amor, alegria e felicidade.
O sentimento de amor deles só fazia crescer ao passar dos dias e semanas. Era incrível!... Um sentimento que se mostrava cada vez mais forte, intenso e lindo. Algo que estava ali e ambos acreditavam piamente, que estaria pra sempre.
O cotidiano de uma vida a dois era algo totalmente delicioso. Eles se divertiam de seus diversos momentos românticos, alegres e felizes. Coisas simples, tarefas domésticas, discussões bobas e engraçadas de quem lava o quê e por aí vai. Tudo isso era tão deliciosamente maravilhoso e nada entedioso.
E cada momento desses vividos por eles sempre era registrado pela lente da câmera de Arthur. Nada passava desapercebido pelo homem de olhos azuis. Ele queria eternizar cada capítulo de sua história com Sara, pra que ele próprio veja no futuro quando sua memória voltar, o quanto aquela mulher lhe fez feliz, o quanto de coisas ele viveu ao lado dela, o quanto ela era especial pra ele e o quanto eles eram apaixonados.
...
—Ai, amor tá fria.
—Te garanto que daqui a pouco frio vai ser a última coisa que você vai sentir dentro dessa água.
Sara sentiu um arrepio na nuca ao ouvir aquelas palavras ditas em um sussurro ao pé de seu ouvido. E deixou um gemido escapar, quando após sua fala, Arthur mordeu de leve seu ombro.
—Além do mais, você tá me devendo isso faz tempo. E hoje a gente vai fazer amor nesse lago.
—Você podia ter escolhido anteontem, que fez um dia ensolarado pra gente fazer isso.
—Anteontem a gente estava ocupado fazendo na piscina. — Arthur lembrou e deu uma nova mordida em sua namorada, só que está agora, foi na orelha de Sara.
Desde a noite em que Sara disse a Arthur sobre querer lhe dar um filho, há coisa de mais de três semanas, que ela e seu namorado vinham "trabalhando" bastante naquele "projeto" de herdeiro. Era um 'trabalho' altamente prazeroso.
Eram tórridas sessões de amor. Ou era pela manhã ao despertar. Ou era então a tarde mesmo. Ou a noite antes de dormirem. Energia e empenho não faltavam deles para isso. Com amor. Com paixão. Com luxúria. Selvagem. Apaixonado. Romântico. Eles faziam e já tinham feito amor de várias maneiras e formas, e vinham experimentando fazer em lugares diferentes da casa.
Foi na cama. No sofá. No tapete da sala. Na cadeira do escritório ou na poltrona da biblioteca. Na piscina e agora seria no lago.
—Vamos lá.
A morena se viu sendo empurrada delicadamente pra dentro do lago por seu namorado, que se encontrava postado atrás dela.
A água um pouco fria daquela manhã fez sua pele se arrepiar e a morena ouviu seu namorado sorrir com a boca colada em sua orelha.
—Já, já seu frio passa, honey.
Eles seguiram até estarem com a água à pouca altura de suas cinturas. Quando isso aconteceu, Arthur fez sua namorada virar de frente pra ele. Sara então enlaçou o pescoço de seu amado e ele a cintura dela.
—Dessa vez você não escapa de mim, honey!
—E quem disse que eu quero escapar? Da outra vez não foi possível fazermos nada, porque tinha uma razão: seu estado. Você ainda não estava bem pra esse tipo de 'atividade'.
—Mas agora e há semanas que estou perfeitamente apto pra essa atividade!
Ele sorriu e sua boca buscou a de sua namorada com paixão. Aquela mulher era tudo pra ele. Ela era a única coisa que ele tinha na vida. E conhecê-lo foi a melhor coisa que lhe aconteceu. Assim como o amor que senti por ela, também era a melhor coisa que podia ter lhe acontecido.
Ela lhe salvou e lhe fez conhecer um amor que não tem limites. Porque seu amor por ela é isso: Sem limites! Seu amor por ela é um poço sem fim. Um sentimento que não vai acabar. Um sentimento que é pra sempre!
Ainda com sua bocas unidas em um beijo, Arthur guiou suas mãos até às costas de Sara e desfez o laço do biquíni dela.
—Só espero que ninguém apareça agora e me veja sem a parte de cima do biquíni. — Sara comentou após seu namorado lhe sacar a peça e depositá-la sobre o píer atrás dele.
—Ninguém vai aparecer. — Arthur tratou de tranquilizar sua namorada enquanto descia sua boca de encontro aos seios dela.
Ele passou a adorar provar seus seios esse que a primeira vez que provou-os. E sabia que ela também adorava essas suas carícias.
E realmente, ela adorava! Sentir a boca dele lhe sugando ali ou sua língua brincando com o bico dos seus seios era maravilhoso.
—Sabia que... passa às vezes... Hum... Passa lanchas por aqui... às vezes? — Ela conseguiu dizer enquanto se deliciava com as carícias que seu namorado seguia fazendo em seus seios.
—Ah, é?! — Arthur parou o que fazia e olhou pra namorada.
—É!
Eram raras vezes que isso acontecia, mas acontecia. Da janela de sua casa, certa vez, Sara viu uma passar ali. Isso foi antes de Arthur aparecerem sua vida!
—Bom... Se é assim, você vai ficar assim... — Arthur ajeitou sua postura e ficou de pé diante de Sara. _... Bem colada à mim pra não dar chance de ti verem direito sem a parte de cima do biquíni. Não quero ninguém vendo o que é meu! — Enquanto falava Arthur abraçava Sara apertado. Os seios dela foram escondidos pelo peito forte e largo dele. Se alguém passasse ali não veria os seios dela.
—E meus seios são seus?
—São! Assim como a sua boca é minha. — Ele beijou de maneira rápida a boca da namorada. _Sua orelha também é minha. — Ele beijou a parte mencionada por ele. _Esse seu pescoço é meu também. — Outro beijo seguindo de uma mordida no local citado. _Seu coração. E você inteira é minha! Pelo menos foi isso que você me afirmou naquela noite que fizemos amor no tapete da sala. Ou eu tô enganado?
—Não, não tá enganado! Eu sou sua mesma e cada parte do meu corpo é seu. Assim como você é meu e cada parte do seu corpo também é minha.
—Com certeza!
Eles se beijaram e ali, naquele lago, com aquela paisagem os cercando, fizeram amor apaixonadamente.
No começo foi complicado achar o sincronismo certo dos movimentos feitos dentro da água, mas logo eles encontram seu ritmo perfeito e a maneira exata de fazer amor ali. Foi uma experiência deliciosa e demais prazerosa!
—Acho que quero fazer amor aqui no lago pelo menos uma vez na semana! Foi muito bom! — Arthur disse a sua namorada com o rosto enterrado em seu pescoço após terem alcançado o clímax quase que juntos.
...
Era madrugada quando Arthur esticou o braço pra abraçar sua namorada ali na cama para se aquecer em seu corpo. Aquela madrugada fazia um frio horrível. Mas o homem de olhos azuis não encontrou sua namorada ali. O lado dela na cama estava vazio.
Ele abriu seus olhos e antes que abrisse a boca pra chamar pelo nome de Sara, o homem de olhos azuis ouviu uns barulhos estranhos vindos do banheiro do quarto.
Imediatamente, Arthur tirou as cobertas de cima dele e pulou da cama. Foi ao banheiro e ao abrir a porta encontrou sua namorada debruçada sobre o vaso sanitário vomitando.
—Sara!
Em três passos apenas, ele já estava agachado ao lado dela segurando seus cabelos com uma das mãos enquanto que a outra deslizava pelas costas de sua amada.
Ela vomitava sem parar. Os espasmos vinham e vinham, e não paravam de vir. A morena queria que aquela sessão de horror cessasse, mas isso não acontecia. Seu jantar inteiro vinha sendo posto pra fora. Ela tinha impressão que a qualquer momento até sua alma viria pra fora junto.
E foi um alívio enorme quando esse horror chegou ao seu fim poucos segundos depois.
Ela se sentia fraca, a vista embaralhada e o mundo parecia estar girando. Se não fosse por seu namorado estar ali ao seu lado lhe ajudando a levantar, ela não daria conta de tal ação.
Arthur auxiliou Sara a ficar de pé, acionou a descarga do vaso sanitário e em seguida, segurando sua namorada pela cintura levou-a até a pia pra que ela escovasse os dentes para tirar da boca o gosto horrível de vômito que certamente, havia ficado nela.
Assim que ela terminou de escovar os dentes pediu à Arthur pra esperarem uns segundos, pois não estava se sentindo bem pra andar. Estava tonta.
Seu namorado então tomou-a em seus braços e levou-a no colo até a cama. E com cuidado, ela sentiu-se sendo posta sobre o colchão macio.
—Você tá pálida, Sara! — Seu rosto estava mais branco do que realmente era. _O que tá sentindo, meu amor? — Arthur interpelou segurando as mãos geladas de Sara entre as suas e se mostrando visivelmente preocupado com sua namorada.
—Muita tontura e náuseas, amor! — Ela contou de olhos fechados.
—Quer que eu pegue um copo de água pra você?
—Sim, por favor!
—Já voltou então.
Ela apenas assentiu de olho fechados. Tinha receio de abri-los e ver tudo girar de novo como aconteceu no banheiro e assim, passar mal novamente.
Arthur saiu as pressas do quarto. Desceu as escadas rápido e logo já estava pegando a água na geladeira. Voltou ao quarto na mesma rapidez que veio até a cozinha.
—Honey, sua água. — Ele comunicou-a enquanto se sentava ao lado dela na cama e lhe estendia o copo com o líquido transparente.
Sem abrir os olhos ela tateou até pegar o copo da mão dele e beber uma generosa quantidade da água.
—Obrigada, amor! — Ela agradeceu ao seu amado lhe devolvendo o copo.
Arthur depositou o objeto sobre o criado-mudo e se ajeitando melhor na cama, trouxe sua namorada pra acomodar sua cabeça sobre seu ombro e ficou acariciando seus cabelos.
—Tá passando a tontura e a náusea, honey? — Ele questionou após uns minutos de silêncio ali no quarto.
—Aham... — Ela resmungou já meio sonolenta pelo carinho que ele fazia em seus cabelos.
Não tardou pra Sara pegar no sono. Já Arthur demorou e bastante pra voltar a dormir de novo. A preocupação com sua namorada não lhe deixou dormir tão rápido. Ele ainda ficou acordado um bom tempo velando o sono dela, pra caso, sua namorada acordasse passando mau de novo, ele estar desperto dessa vez pra socorrê-la.
Muito tempo depois, ele acabou sendo vencido pelo sono e adormeceu com Sara em seus braços.
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