Notas iniciais
Hora de fazer nenê!

No rádio começava a tocar: Coldplay — A Message.

Deitados naquele instante sobre o tapete macio da sala, Arthur foi no compasso da música despindo sua namorada até deixá-la sob ele apenas de calcinha. Depois foi a vez de Sara despi-lo e deixá-lo só com sua cueca escura.

Vieram então as trocas de: beijos ardentes, as mordidas provocantes e os toques.

As mãos de Sara deslizaram pelas costas de Arthur até se everedarem pra dentro da cueca dele e agarrarem com firmeza suas nádegas, apertando-as e arrancando com isso um gemido de seu namorado dentro de sua boca, enquanto trocavam um beijo quente, ardente.

Em contrapartida, as mãos de Arthur percorreram as coxas nuas de sua namorada. Subiram pela lateral de seu corpo, passando por sua cintura até alcançarem seus seios e apertá-los na pressão exata de provocar prazer. Depois suas mãos foram substituídas por sua boca que se desdobrou em dar atenção a cada um dos montes de sua namorada, arrancando gemidos de Sara.

Tão logo suas bocas voltaram a se unir, e seus corpos se esfregaram um no outro. O desejo de se unirem gritou alto em ambos em questão de segundos. Logo o casal já se via livrando um ao outro das únicas peças que restavam em seus corpos sedentos um pelo outro e iluminados apenas pela luz vinda da lareira.

Arthur se ajeitou melhor entre as pernas de sua namorada e com uma das mãos foi guiando seu membro para o interior do centro de Sara.

Ela fechou os olhos e mordeu o canto dos lábios ante aquela invasão deliciosa de seu namorado.

A medida em que ia deslizando pra dentro de Sara, Arthur ia sentindo algo indescritível.

O contato pele com pele era algo incrível e imensamente prazeroso. Nada mais de preservativo pra lhe privar de tal sensação deliciosa.

Ele conseguia sentir cada centímetro seu ir avançando lentamente cada centímetro dentro de Sara. Conseguia sentir o calor interno dela lhe abrigando de maneira quente. Aquilo era muito bom!

Quando já estava inteiro dentro dela, buscou sua boca sem fazer qualquer movimento com os quadris ainda, mesmo ansiando enormemente por isso. Sugou e mordeu de leve o lábio inferior dela, depois o superior. Brincou com sua língua. E Sara fez o mesmo com ele, ao mesmo tempo em que suas mãos trabalhavam em explorar e apertar suas costas, braço e posteriormente se perderem em seus cabelos curtos.

Interrompendo o beijo, Arthur então começou a se movimentar devagar sobre sua namorada sem tirar os olhos dela. E sob ele, Sara o acompanhou nos movimentos.

Era um quadril indo de encontro ao outro em um sincronizado vai e vem que era embalado pela voz de Chris Martin, acompanhado do som da guitarra, da bateria e do baixo de sua banda. A canção no rádio servia de ótima trilha sonora para o momento de amor deles ali, naquela sala.

Minha canção é amor
Minha canção é amor desconhecido
E eu estou em chamas por você claramente ...

O ritmo dos movimentos foram se ascendendo a cada nota da música, a cada verso cantado pelo vocalista dá banda e a cada nova investida mais rápida de Arthur pra dentro de Sara.

Os gemidos de ambos se misturavam a música e preenchiam o ambiente.

—Você... é minha... pra sempre. — Foi com a respiração entrecortada enquanto se movia já de maneira bem rápida sobre Sara, que Arthur lhe sussurou ao ouvido tais palavras.

—Sim... Sua... Pra sempre, Arthur!

Sara lhe retrucou da mesma forma sussurrada que seu namorado falou com ela.

Sua alma, seu coração e ela própria como um todo era e sempre seria dele. Homem algum ia tomar o lugar de Arthur. Homem algum ia ter seu coração como Arthur o tinha. Seu namorado era seu e ela era dele. E caso seu amado esquecesse disso, ela ia tentar de todas as formas lembrá-lo de tal situação e iria lutar pra conseguir fazê-lo se recordar dela e da história deles.

Bastaram mais algumas investidas e Sara chegou ao seu orgasmo, seu namorado veio logo em seguida dela, se derramando dentro dela e chamando seu nome repetidas vezes.

...

Nus e deitados no chão, Sara repousava sua cabeça no peito de Arthur e passava a mão carinhosamente por sobre sua barriga enquanto que ao mesmo tempo seu pé deslizava pela perna de seu amado bem abaixo do joelho dele.

Já Arthur desenhava círculos com as pontas dos dedos, bem sobre a lateral dos quadris de Sara.

—Será que a gente consegue nessa primeira tentativa o bebê, honey?

—Você tá com pressa pra conseguir é?

—Não! Ao contrário, quero ainda tentar mais vezes antes de conseguir. Muitas vezes mais.

Eles riram do modo como ele falou tais palavras.

—Eu vou adorar tentar bastante.

—Não tenha dúvidas de que eu também vou adorar!... Posso te confidenciar uma coisa?

—Pode!

Ele sentia vontade de contar a sua namorada aquilo que estava prestes a lhe contar.

—Usar preservativo começava a me incomodar. Estava até ensaiando em te dizer pra usar outro método contraceptivo. Talvez pílulas.

Ele revelou pra surpresa dela que levantou a cabeça de seu peito pra encarar seu namorado.

—Sério? — Ele afirmou com a cabeça. _E por quê não me disse isso do preservativo antes?

—Porque não queria que pensasse que eu estava te pressionando com a história de filho. Por isso ia sugerir as pílulas.

—Hum...

—Mas que bom que não foi preciso.

—Arthur foi também pra não me pressionar que você não tocou mais nesse assunto de filho até ontem na piscina?

Ela precisa saber mesmo tendo a vaga ideia da resposta.

—Sim! Eu não queria de forma alguma, te pressionar pra você acabar aceitando isso só pra me agradar.

—Eu te disse naquele dia que conversamos, que jamais faria isso só pra te agradar. Eu também quero um filho seu, Arthur. Um garotinho ou garotinha com seus olhos azuis como o céu. Ia ser lindo!

—Eu prefiro que tenha os seus olhos. E tem que ser dois.

—Dois?

—Sim! Assim eles têm um ao outro pra brincar ora. Isso de filho único não quero. Temos que ter dois ou três.

—Esse número está aumentando a cada vez que conversamos sobre esse assunto.

Sara brincou sorrindo e fazendo seu namorado também sorrir.

—E se depender de mim só vai aumentar mesmo. Pra ser franco com você... Meu desejo de verdade sabe qual é?

—Qual?

Ele se virou de modo a ficar sobre sua namorada e só então, lhe respondeu:

—É de ter muito e muitos filhos com você. Quero essa casa cheia de crianças gritando por aqui.

Ela abriu a boca espantada com aquela resposta.

—Que foi?

Ele sorria visivelmente se divertindo com a reação dela.

—Meu Deus! Você quer um time de basquete, Arthur, é isso?

—Um time de futebol, na verdade!

Ela arregalou os olhos e depois começou a rir junto com seu namorado.

—Um time de futebol! — Sara repetiu ainda rindo. _Isso vai requerer muitas sessões de amor e empenho da nossa parte nisso. Tá preparado pra isso?

—Tô preparado desde o momento em que te conheci!

Ele confessou com doçura antes de descer seus lábios sobre os dela e tomar sua boca em um beijo.

Não custou muito pra eles serem tomados novamente pela vontade de se amarem por mais uma vez.

Só que dessa vez, Arthur pediu pra ser na cama e Sara concordou. Eles então seguiram para o quarto nus como estavam mesmo.

E já na penumbra do quarto, sobre a cama macia, eles se amaram agora demasiada luxúria, por mais uma vez naquela noite fria.

Seus gemidos eram os únicos sons a rasgarem o silêncio naquele quarto, assim como também, os murmúrios de palavras desconexas emitidas já quando estavam quase chegando ao ponto alto do prazer.

E quando ambos alcançaram juntos o clímax, chamaram um o nome do outro em um gemido alto de êxtase completo. Momentos depois dormiam abraçados e saciados.

E quando foi na madrugada, por mais uma vez eles se amaram. Depois de mais um momento tórrido de amor, eles adormeceram agarrados e saciados.

Notas finais
Vamos aproveitar bem os momentos românticos e apaixonados desse casal que ainda restam, porque o momento das coisas começarem a complicar tá quase pra chegar. Um beijo e até o próximo capítulo.