Another Life
47 Chapter 47
Notas iniciais
—Meu irmão mandou que eu te dissesse que é pra continuar me tratando bem ou do contrário vai se ver com ele.
Ela contou com um sorriso o 'recado' que seu irmão mandou que desse a seu namorado.
Arthur esboçou um sorriso do que foi dito.
—Pois pode dizer a ele quando ligar da próxima vez, que meu intuito é te tratar bem. Sempre! — Arthur contou apertando Sara em seus braços e beijando seu rosto. _ Seu irmão é super protetor pelo visto.
—Sim!
—Por isso que mentiu pra ele a respeito de como nos conhecemos?
—Não exatamente, Arthur. A verdade é que tenho certeza que Andrew ia achar uma loucura se eu lhe contasse que te encontrei no meio do nada e depois te trouxe pra minha casa. Sem ao menos, te conhecer direito.
Arthur assentiu entendendo aquilo.
—E o que ele disse de mim depois daquela enchurrada de coisas boas que falou a meu respeito?
—Ele ficou empolgado e feliz por ver que encontrei alguém bom assim. E ele quer te conhecer. Mas não acho uma boa por enquanto.
—Você tem receio de quê ele me conheça de algum lugar e te diga que eu tenho família?
—Sim!
Não adiantava, mentir se aquela era a verdade mesmo.
—A gente não pode ficar refém desse medo, Sara.
—Eu sei. Mas é que não consigo evitar ter medo disso.
—Vamos fazer um acordo?
—Que acordo?
—Fica proibido tocar nesse assunto de eu ter uma família por aí. Vamos viver a nossa vida sem se preocupar com isso. Pode ser?
Seria difícil, mas ela tentaria atender aquele pedido dele.
—Pode!
E dando esse assunto por encerrado, Arthur quis saber dela sobre os sobrinhos da namorada. Ela contou que segundo seu irmão disse, os meninos estão mais peraltas e arteiros que nunca. Mas que estão bem.
O casal ficou falando dos sobrinhos de Sara mais um pouco até que Arthur lembrou da proposta de sua namorada e comentou com ela.
—Eu lembro que alguém disse que íamos tomar banho de banheira. Já passou o tempo necessário da digestão. Acho que está mais do que na hora de tomarmos esse banho.
Sara sorriu.
—Por mim podemos ir agora mesmo!
—Então é pra já!
Pegando Sara de surpresa, Arthur levantou-se do sofá trazendo sua namorada no colo.
—Arthur!! — Ela chamou seu nome num gritinho de susto com aquele feito do namorado.
—Vou te levar no colo até o quarto.
—A gente vai cair dessa escada, amor!
—Não vamos. Confia em mim!
...
Dentro daquela banheira com água numa temperatura agradável e bastante espuma, um casal apaixonado se deliciava e se divertia ali com um banho regado a muito carinho e amor.
Em um primeiro momento foi Arthur quem deslizava a esponja macia e cheia de espuma pelo corpo de sua namorada. Ombros. Braços. Costas. Pernas. Ele carinhosamente passeou com aquela esponja por várias partes do corpo de Sara, sempre lhe brindando com um beijo ora na boca, ora em sua orelha ou ora em sua nuca, arrancando com isso arrepios da namorada.
Depois, em outro momento já era Sara quem fazia o menos ritual de deslizar a espuma por algumas partes tentadoras do corpo de seu amado, enquanto algumas vezes lhe roubava um rápido beijo arrancando sorrisos dele.
Ali dentro daquele espaço não tão pequeno que era aquela banheira, eles não só tomavam banho, como também, namoravam, trocavam várias carícias e longos e apaixonados beijos. E sem contar, que também ali, eles se divertiam brincando feito duas crianças jogando a espuma um no outro.
Era um banho alegre, divertido, relaxante e romântico.
—Sabia que eu nunca havia dividido um banho de banheira tão especial e divertido com alguém como está sendo com você?
Sara revelou em determinado momento em que eles se permitiram ficar quietos ali após darem um tempo na brincadeira de jogar espuma um no outro.
A jovem que naquele instante estava recostada a borda da banheira e tendo Arthur acomodado a sua frente, entre suas pernas, com as costas amparadas aos seios dela e a cabeça apoiada no ombro da jovem, era a visão da pura felicidade, estampando um largo e bonito sorriso. O mesmo sorriso que podia ser visto em seu namorado.
—Hum... Quer dizer que antes você já compartilhou um banho de banheira com alguém?
Ele quis saber enquanto sentia as mãos de Sara deslizarem pela extensão de seu peito até chegar à sua barriga, ao mesmo tempo, em que ele alisava carinhosamente por baixo da água as pernas de sua namorada com ambas as mãos.
—Já!
Ela admitiu.
—E posso saber com quem foi?... Foi o tal Hank?
Arthur virou o rosto na direção do de Sara e esperou pra ouvir sua resposta.
—Não! Não foi com ele. — Ela contou, estalando um beijo rápido na boca do namorado que estampava uma expressão bem engraçada na face. _Foi com outro namorado que eu tive. Quando a gente completou um mês de namoro ele me levou num motel e lá tinha uma jacuzzi.
—É melhor parar por aí. Não quero saber de mais nada.
As palavras e o modo como Arthur disse aquelas palavras, podiam soar até um pouco rude e grosseiro, mas Sara não viu assim. Ela até sorriu ao ouvir aquilo do seu namorado, pois o mesmo logo depois de ter dito tal frase, sorriu também.
—Eu não tinha intenção alguma de te contar mais nada! — Ela murmurou colando sua boca na dele.
—Melhor assim! — Arthur replicou com um sorriso escapando de seus lábios que estavam unidos ao de Sara.
Sem demora, Arthur tomou com propriedade a boca de Sara e aprofundou o beijo deles. Sua língua brincou com dela e passeou por cada canto de sua boca arrancando suspiros profundos de Sara.
Sem desfazer o beijo, Arthur conseguiu se virar e ficar sentado de frente pra Sara. Então ele puxou com delicadeza sua namorada pra se acomodar em seu colo fazendo-a sentir sua excitação por ela que se ascendeu com aquele beijo trocado e o atrito gostoso de seus corpos molhados.
Sara involuntariamente deixou escapar um gemido em meio ao beijo, quando Arthur segurando em sua cintura, mexeu o quadril dele uma vez sob Sara e fez com isso, que seus centros se roçassem um ao outro. Outra mexida dele e veio outro gemido de Sara junto agora com o de seu namorado. Mais outra mexida e mais outro gemido.
Até que Sara não agüentou e separando sua boca da de seu namorado, pediu a Arthur pra eles saírem da banheira e irem ao chuveiro tirar aquela espuma do corpo e depois, irem pra cama.
Sem demora eles saíram dali e foram para o chuveiro fazer o que Sara sugeriu. A morena mordeu o canto dos lábios enquanto via seu namorado completamente excitado sob a água do chuveiro tirando a espuma do corpo dele. Depois foi a vez dela de se livrar daquela cheirosa espuma com a ajuda de seu namorado que deslizando a mão por seu corpo auxiliou na retirada da espuma junto com a água do chuveiro.
Terminado o banho eles se enxugaram com certa pressa e urgência. Logo em seguida, com Arthur com uma toalha enrolada em torno do quadril e Sara sem nada no corpo, eles seguiram aos beijos em direção à cama.
—Não é justo você com essa toalha e eu sem nada. — Sara protestou interrompendo o beijo deles há poucos passos da cama. _Vamos igualar isso!
A jovem puxou a toalha do corpo do namorado e atirou a peça longe. E ao vislumbrar Arthur novamente em sua plenitude e bem mais excitado que segundos atrás, Sara mordeu o canto dos lábios.
—Começo a gostar de ver quando morde os lábios assim. Sinto algo dentro de mim se inflamar fortemente com esse gesto seu.
Ela sorri com suas palavras. Podia ver a luxúria, o desejo, a paixão e o amor refletirem tudo misturado nos olhos azuis do homem diante de si.
Colando seu corpo nu ao de Sara, Arthur voltou a beijar a namorada com extrema volúpia, enquanto ia fazendo-a deitar-se na cama grande e espaçosa a qual eles passaram a dividir.
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