Another Life
45 Chapter 45
Notas iniciais
—Arthur... — Sara começou a falar, mas Arthur lhe interrompeu na hora.
—Eu sei o que você vai me dizer, Sara. Nós já conversamos sobre isso. E realmente, é complicado mesmo um filho na nossa situação. Mas... Eu não deixo de pensar que talvez fosse um bom vínculo esse pra gente. Um filho pode comprovar mais ainda o relacionamento que tivemos.
Arthur argumentou. Ontem, ele tinha pensado nisso e achou que devia comentar com ela a esse respeito. Mas esperaria o assunto sobre filho vir à tona de novo entre eles. E como isso ocorreu ali, ele não pensou duas vezes em contar aquilo numa forma de tentar convencer e reverter a opinião de sua namorada a respeito de não terem um filho.
—Você realmente quer esse filho, não é?
—Quero desde que você também queira por vontade própria e não pra me agradar.
—Nunca faria só pra te agradar. Eu quero um filho seu, nosso. Mas não agora, amor, e nem nessa situação com você na iminência de a qualquer momento lembrar da sua vida antiga e esquecer dessa que está construindo agora comigo.
Ele suspirou e ela viu sua decepção mais uma vez, por aquele assunto.
Largando seus talheres e levantando-se de sua cadeira, Sara foi se acomodar no colo do namorado.
—Olha... Eu sei que o tempo é nosso inimigo nessa situação toda, mas... Vamos devagar e viver um dia de cada vez pra ver no quê dá?... Como dizem por aí: "O que tiver que ser, será!" E se for do nosso destino um filho acontecer antes de você recuperar a memória, então que seja. E eu vou ter mais uma razão pra comprovar à você o nosso relacionamento, como você mesmo disse, não é?
—É!
Arthur conseguiu esboçar um discreto sorriso pra sua namorada após sua resposta. Ao menos havia conseguido mudar o pensamento dela com relação aquele assunto.
—E quanto ao pedido de casamento?... Vamos deixar mais la pra frente? Até porque, se formos olhar bem, nós já meio que somos casados, pois moramos juntos.
Ele esboçou outro sorriso.
—Olhando por essa ótica, você tem razão.
—Não precisamos de papéis pra comprovar nada. E além do mais, precisaríamos dos seus documentos pra casarmos e...
—E eu não tenho documentos. — Ele concluiu antes de Sara. _Ok! Casamento não! Por agora.
Depois desse papo ser dado por encerrado, Sara e Arthur trocaram um beijo e a morena voltou para sua cadeira.
O casal então voltou a degustar o almoço preparado por Sara. Pouco tempo depois, eles terminavam e Arthur fazia questão dele próprio cuidar da louça e de arrumar ali, já que sua namorada havia feito o almoço.
Sempre quando ele preparava as refeições, era Sara quem geralmente, lavava as louças e limpava ali. Então, agora, nada mais justo, que ele ficar com essa incumbência no lugar dela que tinha preparado o almoço.
Sentada em sua cadeira apenas observando seu namorado ajeitar as coisas e posteriormente, lavar as louças, como fora o pedido de Arthur, Sara pensava no quanto aquele homem havia mudado sua vida em tão pouco tempo. De uma jovem solitária, triste e sem nenhuma razão pra ser feliz, ela agora era o oposto da que costumava ser. Arthur lhe resgatou do buraco profundo ao qual ela havia feito questão de se lançar e não sair de lá. E ela seria eternamente grata ao que quer que tenha sido o responsável por ter posto aquele homem incrível em seu caminho, em sua vida!
—Acabei!
A fala de Arthur tirou Sara prontamente de seus devaneios.
—Você foi rápido! — A jovem comentou levantando-se da cadeira e enlaçando o pescoço de seu amado.
—Tudo porque tenho pressa de tomar banho com você na banheira.
—Olha a congestão, sabia? Acabamos de comer.
—Foi você quem deu a idéia. Não me diga que agora está desistindo disso?
—Em hipótese alguma! Quero o banho, mas vamos primeiro dar um tempo da refeição que fizemos, pra depois sim, cairmos na banheira.
—Ok! Então vamos dar esse tempo no sofá.
Com Arthur abraçado a Sara por trás, eles seguiram pra sala e se acomodaram no sofá.
—Você ficou linda com a minha camisa.
—Gostou?
—Gostei!
Ele afirmou, exibindo um sorriso malicioso. Sua namorada tinha ficado sexy com sua camisa. Sem contar, que vê-la usando uma peça de roupa sua lhe excitou.
—Você está usando mais alguma peça por baixo da minha camisa.
—Ei! — Sorrindo Sara o censurou afastando as mãos de Arthur, quando o mesmo tentou levantar a camisa que ela usava no intuito de descobrir se estava nua por baixo daquela peça dele. _Eu não estou nua. Tô com a minha calcinha.
—Ah, que pena! Achei que estávamos em pé de igualdade. Você só com a minha camisa e eu só de cueca.
—Infelizmente estou com uma peça à mais que você.
—Que tal tornarmos as coisas iguais. Você tira a camisa ou a calcinha pra ficarmos cada um com uma peça de roupa no corpo.
Ele sugeriu em um tom altamente erótico e encurralando a namorada no canto do sofá.
—Você tá se mostrando um belo safado. E isso foi um elogio.
Ele sorriu.
—Elogio é?? — Ela assentiu mordendo o canto dos lábios, num gesto que Arthur achou bastante excitante. _ Então obrigado. — Agradeceu ainda sorrindo e se ajeitando por cima da namorada no sofá. _Você gosta de homem safado, Sara? — Quis saber murmurando ao pé do ouvido da morena e dando uma leve mordida no local após falar.
Inevitavelmente a jovem deixou um gemido escapar por aquilo. Quando Arthur sugeriu de darem um tempo no sofá enquanto faziam a digestão do almoço, Sara achou que seu namorado se comportaria e eles ficariam apenas de conversa boba ali. Mas Arthur parece que estava a fim de fazer coisa mais interessante, ignorando o fato de estarem ali dando um tempo.
—Arthur, nós acabamos de almoçar.
—Eu sei. E você não respondeu a minha pergunta. — Advertiu o homem de olhos azuis.
—Eu gosto, mas só na cama. — Ela admitiu segurando com ambas as mãos os cabelos enrolados de seu namorado e puxando-os levemente pra fazer Arthur erguer a cabeça e lhe olhar.
—Bom!... Não estamos na cama, mas estamos no sofá. Vale, não vale?
—Vale!
Ela confirmou com um sorriso e sendo beijada com avidez no instante seguinte, pelo namorado.
Uma das mãos de Arthur foi prontamente deslizando por uma das coxas de Sara até alcançar o tecido da calcinha que ela usava. A intenção do homem de olhos azuis era livrar sua namorada daquela pequena peça e assim, ambos estariam em igualdade na quantidade de roupa no corpo. Mas quando Arthur fez menção de puxar aquela peça íntima, o telefone da casa tocou imediatamente.
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