Another Life
44 Chapter 44
Notas iniciais
Arthur se mexeu na cama e inconscientemente, apertou seu braço em torno do quê ele achava ser a cintura de Sara, mas ao sentir que seu braço meio que "afundou" naquele abraço, o homem abriu os olhos e então viu que era ao travesseiro que estava abraçando e não à Sara.
—Sara??
Ele chamou-a roucamente e olhou pra porta do banheiro, achando que a jovem estivesse lá dentro. Mas ao não obter resposta alguma vinda do cômodo, o homem de olhos azuis concluiu que sua amada não estava ali.
Sentando na cama, ele resolveu então levantar-se dali e ir atrás de sua namorada pra descobrir o que ela estava fazendo e por que lhe "abandonou" naquela cama.
Apanhando sua cueca do chão, ele vestiu-se e não se preocupando em colocar a calça por cima da peça íntima, saiu do quarto vestido apenas com aquela peça.
Ninguém ali além de Sara e ele estavam naquela casa pra que ele não andasse assim. Além do mais, não havia vizinhos que pudessem vê-lo de suas janelas circulando de trajes íntimos dentro de casa.
Saiu do quarto e seguiu pelo corredor em direção às escadas, supondo que Sara poderia estar na sala. Descendo os degraus, Arthur logo já notou que sua amada não se encontrava pela sala. Ouviu um barulho de algum vidro se espatifando no chão e em seguida a voz de Sara pronunciando um palavrão. Imediatamente, deduziu onde sua namorada estava e preocupado seguiu pra cozinha a fim de saber o que tinha acontecido.
—Sara!! O que houve? — Ele apareceu preocupado na porta da cozinha.
—Amor fica aí. Não entra descalço aqui. Acabei de derrubar a jarra do suco e tem cacos de vidros espalhados por toda parte.
—Você também tá descalça. — Ele observou. _Onde estão seus chinelos?
—No quarto.
—Vou apanhá-los. Não se mova daí pra evitar que algum caco de vidro lhe machuque.
—Tá bom.
Ele saiu dali rapidamente e foi ao quarto apanhar os chinelos dela e calçar os seus.
Voltou a cozinha poucos segundos depois de ter saído dali. Encontrou Sara no mesmo lugar que ela estava quando saiu da cozinha.
Foi até sua namorada e lhe entregou os chinelos que ela prontamente os calçou. Instantes depois, o casal já tratava de limpar a sujeira que a morena havia causado ali.
Enquanto Arthur varria os restos de cacos de vidro, Sara passava o pano pra enxugar o suco que havia espalhado pelo chão.
—Como foi que isso caiu?
—Meu cotovelo esbarrou nele em cima da bancada da pia e deu nisso.
Ela havia se virado pra apanhar a colher pra mexer o suco, a qual havia deixado em cima da mesa e sem perceber, seu braço esbarrou na jarra e era uma vez uma jarra de vidro.
—Você é definitivamente um perigo ambulante na cozinha Sara Sidle. — Sorrindo Arthur brincou indo até sua namorada e enlaçando sua cintura pra em seguida, lhe dá um beijo estalado em sua boca.
—Realmente devo concordar com você. — Ela lhe admitiu após o beijo.
Eles voltaram a fazer seus serviços que minutos depois já terminvam.
—Já acabei por aqui com os cacos de vidro.
—E eu de limpar o suco que derramou.
—Deixa que eu levo pra você esse balde lá para à lavanderia.
Arthur tomou da mão de Sara, o balde com o pano que sua namorada havia usado pra enxugar o chão e foi deixar na lavanderia aquilo que ela usou, juntamente com a vassoura e a pá que ele havia usado para juntar os cacos de vidros.
Enquanto seu namorado saia dali, Sara mordeu o canto dos lábios ao mesmo tempo em que acompanhava Arthur com o olhar, se deleitando com a visão tentadora daquele homem zanzando por ali só de cueca. E quando ele retornou poucos segundos após sair porta afora, a visão dele era ainda mais tentadora.
Ele era um homem altamente tentador, bonito e grande. Perto dele, ela se sentia tão pequena.
—Que bom que não temos vizinhas.
A morena comentou enquanto Arthur se aproximava dela.
—Por quê?
—Porque não me agradaria em nada compartilhar com outras a visão espetacular de você circulando só de cueca pela casa.
Arthur inevitavelmente esboçou um sorriso por conta daquelas palavras de Sara.
—Nossa! Sou uma visão espetacular pra você?
—É até demais! E não quero em hipótese alguma que outra nenhuma veja o que eu tô vendo.
—Mas quem foi mesmo que disse que não era ciumenta? — O homem de olhos azuis passou os braços em torno da cintura de Sara enquanto estampava uma expressão de puro divertimento com todas aquelas revelações feitas ali por sua namorada.
—Eu! E eu não sou ciumenta, viu, senhor Arthur?! — Sara afirmou tentando não rir da expressão de seu namorado. Era engraçada.
—Ah, não é?! Tô começando a achar que isso não é verdade, não senhorita.
Ele tinha um sorriso matreiro nos lábios.
—Mas é. Tá bom?! — Sara afirmou com um sorriso e deslizando suas mãos pelas costas de Arthur até alcançar seu bumbum e apertá-lo.
—Ei! Isso é assédio! — Arthur sorriu brincando com aquela ousadia de sua namorada, que caiu na risada do leve susto que Arthur levou com o que ela fez, apesar dele ter demonstrado logo depois ter gostado do gesto dela.
—Sabia que tinha vontade de fazer isso desde que te vi entrando no lago só de cueca.
—É mesmo? — Ele viu sua namorada assentir positivamente. _E falando no lago, a gente podia ir lá e fazer o que você não nos deixou fazer àquele dia. O que acha? — Arthur propôs em um tom sedutor e prensando sua namorada ao armário localizado abaixo da pia.
—Outro dia pode ser?
—Outro dia?
—É! Hoje tenho outros planos pra gente.
—Tipo?
—A gente almoçar agora pra repor as energias. Depois, tomar um banho de banheira. E posteriormente, perder novas energias na cama.
Ele sorriu e ela o acompanhou nisso.
—Gostei do: " posteriormente, perder novas energias na cama".
—Imagino. — Ela riu.
—Mas antes vamos almoçar mesmo. Confesso que estou com fome.
—Então, vem.
Sara tomou a mão do namorado e levou Arthur à mesa.
—Você cozinhou?
Ele tinha um olhar de surpresa misturado com descrença e divertimento, que não passou despercebido por sua namorada.
—Sim, cozinhei! Eu tava com fome e não quis te acordar, por isso resolvi me aventurar na cozinha.
—E não pôs fogo na casa? — Ele não perdeu a chance de zombar dela.
—Seu engraçadinho. — Ela lhe golpeou de leve no braço. _Não pus fogo na cozinha, mas em compensação, me queimei de leve no braço na hora de tirar a comida do forno. — Contou fazendo beicinho.
—Deixa eu ver seu braço. — Arthur pediu.
Sara lhe mostrou o antebraço onde uma pequena vermelhidão decorrente da queimadura podia ser vista. A morena viu seu namorado depositar um beijo em seu braço, bem em cima da pequena queimadura.
—Com esse beijo vai ficar bom logo.
—Você é um amor, sabia?
Ele sorriu e só então agora, enquanto segurava suas mãos, que foi notar o curativo no dedo indicador da mão esquerda de Sara.
—O que foi isso?
—Também me cortei ao tentar abrir a lata de milho. — Ela contou meio sem jeito.
—Santo Deus, Sara! A próxima vez que sentir fome, por favor, me chame sem hesitar, que virei cozinhar pra você sem problema algum, honey. Não quero você queimada, cortada e quebrando as jarras de casa ou quando nos espantado não teremos mais utensílios domésticos de vidro. Pode ser?
Ela sorriu lhe golpeando mais uma vez por sua "gracinha".
—Que engraçadinho, você acordou, né? Mas se quer saber, se não fossem esses acidentes e a jarra que se espatifou, eu teria me saído bem na cozinha. Tá bom?!
—Tô vendo! — Arthur sorriu.
—E chega de implicar comigo. Ou vou te deixar com fome só de castigo.
—Ok! Parei! E o que fez pra gente? Já vi que tem uma salada ali. Mas o que é isso aqui?
Ele quis saber apontando para o refratário coberto por papel laminado.
—É um macarrão com molho de tomate e azeitonas pretas, que levei ao forno.
—Hum... Por que azeitonas pretas? — Ele encarou a namorada de maneira curiosa.
—Porque foi a única coisa que achei pra... Encrementar no molho. Me dá o seu prato. — Ele estendeu a peça de vidro à ela. _ Espero que tenha ficado bom.
—Vamos ver, senhorita chef.
—Vou pegar uma garrafa de água porque o suco não tem mais mesmo.
—Vou te esperar pra provar o prato junto com você.
—Ok!
A jovem foi até a geladeira e veio com uma garrafa de água que depositou à mesa. Em seguida, se serviu do macarrão e da sala.
—Você experimenta primeiro.
—Só eu?? Não é melhor nós dois juntos?
—Qual é o problema? Acha que coloquei, sei lá... Veneno na sua comida? — Ela perguntou sordidamente e com um sorriso.
—Claro que não, honey. Que idéia!
Ela riu.
—Era brincadeira minha isso. Vai, prova. E me fala só se ficou bom.
Ele assentiu e pegando seus talheres, serviu-se de uma quantidade de macarrão com molho e uma azeitona.
—E aí?
Sara indagou segundos depois de vê-lo comendo e não ter dito nada a respeito das comida.
—Você me disse que era pra falar só se ficou bom.
—Não ficou bom então?
Ela já tinha uma cara de decepção e desgosto consigo própria por não ter acertado o preparo de um simples macarrão com molho.
—Não ficou bom. Ficou muito bom, honey.
Ele abriu um sorriso pra ela.
—Sério mesmo? Ou está dizendo isso pra me agradar?
—Tô falando sério. Prova. Está muito bom mesmo.
Sara provou o prato que preparou e aprovou. Não é que tinha ficado muito bom mesmo? Até que enfim acertou fazer algo descente. Seu pai ficaria orgulhoso dela.
—Já dá pra casar assim! — Arthur comentou em brincadeira.
—Ah, e meu marido e eu vamos viver só de macarrão então, se depender de mim na cozinha.
—Não se seu futuro marido souber cozinhar. Aí, ele se encarrega de cozinhar pra vocês. Se tiver interessada, conheço um excelente pretendente que atende com perfeição à esse "requisito".
—Ah, é? — Ela exibia um sorriso divertido que era compartilhado por seu namorado enquanto degustavam o almoço preparado por ela.
—Sim!
—E como é esse homem?
—Ele tem olhos azuis.
—Gosto de homens de olhos azuis.
—É grisalho.
—Ah, descobri que também gosto de homens grisalhos, sabia?
Arthur sorriu daquela "informação".
—Que bom então!... Ele é de estatura mediana, forte, até um pouco bonito e é louco por você.
—Como assim: ele é louco por mim? Por acaso ele me conheço e eu o conheço?
Ela se fez de desentendida naquela brincadeira.
—Vocês se conhecem sim, porque ele é este que vós fala. — Sara abriu um sorriso para o namorado. _Eu sou seu pretendente perfeito. Se quiser casar comigo... Tô aqui! É só marcarmos a data.
O garfo que ela levava a boca parou a milímetros da mesma, quando Sara se deu conta do que as palavras de seu namorado queriam dizer.
—Arthur... você tá por acaso me pedindo em casamento, é isso?
Ela consegui formular a pergunta segundos depois de seu namorado ter terminado de lhe falar.
Filho... Casamento... Seu namorado parecia sempre querer correr com as coisas. Colocar a carroça na frente dos bois.
—Sim! Aceitaria?
—Você está correndo rápido demais, amor. Dois dias atrás foi filhos, hoje casamento.
Ela comentou depositando o talher de volta ao prato.
—Eu não quero perder tempo. Tempo é o que eu posso não ter de uma hora pra outra. E eu quero viver intensamente tudo com você, Sara. Casar, ter filho...
—Pensei que essa história de filho já tinha ficado resolvida entre a gente. Você pareceu entender.
—Eu entendi, mas não quer dizer que aceitei definitivamente isso. Aceitei sim, naquele momento. Mas não em definitivo, pois eu ainda quero esse filho com você, Sara. Eu quero muito!
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