Another Life
42 Chapter 42
Notas iniciais
Tanto Arthur quanto Sara podiam sentir um o coração do outro batendo ainda forte e descompassado, enquanto o peito do homem de olhos azuis estava pressionando os seios de sua amada sob ele.
O casal tentava se recuperar daquele vendaval ao qual foram atirados após o torpor que os tomou, depois de terem feito amor pela primeira vez.
Aquele momento tão ansiado pelos dois tinha sido perfeito. Mágico!
Mais especial do que foi não podia ter sido.
Com o rosto ainda escondido no pescoço de sua amada, Arthur sentiu-a deslizar carinhosamente as mãos por suas costas suadas, causando uma sensação imensamente inebriante.
Levantando a cabeça, ele sorriu ao encontrar sua amada com um sorriso nos lábios e o rosto ainda afogueado pela recente "atividade" deles.
Arthur não resistiu em lhe dar um rápido beijo. Depois se retirou de dentro dela e sentiu-a estremecer levemente com isso.
—Vou descartar isso no banheiro. Já volto.
Ele disse se referindo ao preservativo enquanto saia da cama.
Não demorou nem cinco segundos e ele já estava de volta se acomodando na cama e trazendo Sara pra se ajeitar junto à ele, com a cabeça apoiada em seu ombro.
—Você tá bem?
—Mais que bem.
Ele sorriu com a resposta dela. Ele também se encontrava "mais que bem" e foi o que disse à ela, quando sua amada se preocupou em lhe questionar o mesmo.
—Você é incrível, sabia?
Incrível era ela! E fazer amor com ela foi mais ainda! Torcia muito pra não esquecer daquilo. Foi bom, bonito e especial demais pra ser esquecido.
—Sou é?
—Sim! — Ela afirmou levantando a cabeça de seu ombro pra encarar seu amado.
—Você também é! — Ele piscou pra ela e sorriu. _E sabe do quê mais? Você é o amor da minha vida, Sara.
Como um homem podia ser tão apaixonante e apaixonado desse jeito?
Ele parecia a personificação do homem perfeito. Se bem que perfeição não existe. Mas ele bem que poderia ser considerado um. Cheio qualidades e nenhum defeito. Quer dizer, ele tinha sim, um defeito que ela conseguia já detectar em seu namorado apaixonado... Ele era ciumento! Deus e como era ciumento.
O ciúme parecia ser claramente seu inimigo e seu único defeito detectado por Sara até agora.
—E você o amor da minha, Arthur!
Ela o beijou rapidamente e depois voltou a acomodar sua cabeça no ombro dele enquanto que com uma das mãos passava a deslizar carinhosamente pelo peito liso e forte de seu amado namorado.
—Uma pena a gente não ter comprado a câmera. — Ele comentou passando a mão pelos cabelos perfumados dela. Uma foto deles agora seria uma forma perfeita de eternizar seus rostos felizes ao pós-amor. _Eu adoraria tirar uma foto da gente agora. Ou melhor, uma foto de você com esse sorriso lindo que só você tem.
O combinado era que após receberem e verem os resultados de Arthur, eles antes de seguirem pra casa passariam na lojinha que faz revelações de fotos, a qual também vende algumas máquinas de fotografar, pra comprarem uma para eles. Mas isso acabou não acontecendo já que eles "voaram" direto pra casa.
—A culpa de não termos comprado foi sua. — Sara falou levantando a cabeça mais uma vez do ombro de Arthur pra fitar o rosto de seu namorado.
—Minha?? — Ele tinha um sorriso divertido nos lábios.
—É, sua mesmo. Você tava com pressa de vir pra casa e não nos deixou passar na loja pra comprar a câmera.
Ele inevitavelmente soltou uma gargalhada que ecoou pelo quarto.
—Só eu quem estava com pressa de vir pra casa? Mais ninguém?
Sara apertou os lábios tentando em vão segurar o sorriso que estava querendo escapar de seus lábios.
—Sim! — Respondeu tentando a muito custo não rir.
—Você mente muito mau, honey.
Eles caíram na risada juntos. Depois Sara admitiu que realmente, ela também estava com pressa pra eles chegarem em casa e fazerem amor. E com isso, sequer lembrou da câmera naquela ocasião, só lembrou agora porque ele comentou.
—A gente pode comprar amanhã? Quero começar a bater essas fotos o quanto antes.
—Amanhã sem falta a gente compra.
Ela afirmou piscando pra ele.
Começar a tirar aquelas fotos era importante pra ele. Aquelas lembranças de momentos entre ele e sua namorada eternizados em fotos, poderiam ser de grande valia pra eles futuramente. Pelo menos era nisso que Arthur queria acreditar.
—Acha que vai dar realmente certo isso das fotos?
—Torço pra que sim, Sara. É a única alternativa que vejo.
—E eu torço pra que não seja preciso usar essas fotos nunca, Arthur. — A morena confessou tocando o rosto barbudo de seu amado.
—Nem eu, Sara, porque eu não quero esquecer de você e nem do que a gente tá vivendo. Mas... se isso acontecer...
—Arthur...
—Me escuta. — Ele a interrompeu colocando um de seus dedos sobre os lábios dela. Precisava dizer aquilo pra ela. Era importante. Pelo menos pra ele. _Quero que me prometa que não vai desistir de mim se eu esquecer de você. Que vai lutar por mim, honey. Mesmo que eu resista em acreditar que a gente teve algo e mesmo que eu já tenha alguém na minha "outra vida", não desiste de mim. O meu lugar é do seu lado e não com outra pessoa que não seja você. Promete que vai fazer isso, Sara. Eu preciso de você pra sempre comigo. Lembrando ou não do que construímos juntos aqui.
Os olhos delas se encheram de lágrimas pelas palavras dele e pelo tom desesperado com o qual Arthur lhe disse aquelas coisas. Um nó até chegou a se formar em sua garganta por aquilo também.
—Eu prometo! — Foi tudo que ela conseguiu dizer com a voz embargada.
Mas é claro que ela não desistiria dele e lutaria por ele. Aquele homem já era o amor da sua vida. E desistir dele seria o mesmo que desistir deles dois. Não lutar por ele, seria o mesmo que não lutar por eles e pela história que estavam escrevendo.
—Eu te amo com todo o meu coração, Sara. Nunca esqueça disso, ainda que eu mesmo esqueça.
Ela não teve oportunidade de retribuir essas palavras dele ou dizer algo referente ao que ele disse, pois tão logo Arthur terminou de lhe falar tais palavras, ele já buscava os lábios dela em um beijo, que foi o "start" para mais uma vez eles se amarem naquela cama.
Foi igualmente romântico e sem pressa como a primeira vez. Foi igualmente apaixonado e especial como a primeira vez. Foi como um filme de amor daqueles ultraromânticos, ou um poema de Shakespeare. Foi pra ficar pra sempre na mente e no coração.
"...Agora que eu te encontrei, fique
E deixe-me te amar, baby
Me deixe-me te amar..." *
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