Notas iniciais
A espera acabou! Enfim o momento aguardado por vocês e o nosso casal querido. Deu um trabalho de escrever esse capítulo na época em que o fiz, mas ele saiu e eu gostei do resultado. Espero que gostem também.

Eles entraram no quarto aos beijos e desse mesmo modo, seguiram em direção à cama onde logo já caiam juntos sobre a mesma. Mas de repente, Arthur interrompeu de forma abrupta o beijo ardente que já trocavam àquela altura.

—Não! ... Espera! — Ele disse ofegante.

—O que foi?

Sara ficou sem entender aquela reação dele. Será que não queria mais? Duvidava muito, pois o volume no quadril dele, o qual ela sentia pressionar sua barriga, era uma prova mais do que contundente de que ele à queria.

—É que...

Ele não queria que fosse assim as carreiras que acontecesse aquele momento. Mesmo que o desejo fosse grande o suficiente a ponto de fazê-los querer visivelmente que as coisas acontecessem afoitamente, sem demora, Arthur sabia que não precisavam ter pressa. Eles tinham uma tarde inteira para terem enfim aquele momento, aquela primeira vez deles.

—...É a nossa primeira vez e eu não quero que ela aconteça assim às pressas. Então vamos... devagar... sem correr?

—Sem correr! — Ela concordou tocando o rosto dele e sorrindo, fazendo Arthur sorrir também.

Pra quê correr?

Atropelar as coisas?

Adiantar etapas? Se eles podiam ir devagar e curtir aquele momento que era só deles, o qual ambos tanto desejavam ter.

Então veio um novo beijo que começou lento, delicado como tantos outros já trocados antes pelo casal. E, aos poucos o beijo foi se tornando arrebatador e quase interminável, cheio de sentimentos e causando inúmeras sensações e arrepios.

Em meio ao beijo e os curtos intervalos de tempo que o casal se permitia dar pra respirar, uma à uma às peças de roupas deles iam sendo tiradas e atiradas por eles da cama em direção ao chão do quarto, até que restaram em seus corpos apenas as peças íntimas de cada um. Por coincidência, elas (as peças) eram da mesma cor: branca, o que fez o casal sorrir dessa inesperada combinação.

—Se tivéssemos combinado não teria dado tão certo.

Sara não deixou de comentar aquele detalhe com um sorriso nos lábios. Ela não tinha visto quando Arthur se vestiu e nem tão pouco, ele tinha visto quando ela fez o mesmo.

—Com certeza!

Arthur concordou dando um lindo sorriso pra logo em seguida, beijar Sara mais uma vez. E dessa vez foi um beijo mais exigente, urgente e selvagem, com gosto de desejo, paixão e vontade. E que continha veladas promessas e juras.

Eles tinham ainda muito por escrever naquela história deles que só estava no começo. Mas ao mesmo tempo, podiam também não ter todo esse tempo assim.

O futuro podia parecer incerto pra eles, mas o presente não e era isso que importava! Viver sempre o momento presente como se ele fosse o último. Como se o amanhã não existisse, pois essa podia se tornar a realidade deles a qualquer momento.

—Te amo!

Aquelas duas palavrinhas proferidas pela morena carregavam um sentimento que já era tão extraordinariamente gigantesco pra Sara. Um sentimento que ela tinha certeza que jamais tinha sentido por ninguém antes e que certamente, não sentiria por outro que não fosse Arthur.

—Eu também te amo, honey!

Arthur lhe retrucou olhando-a no fundo daqueles olhos castanhos. Os olhos que ele desejava nunca ser capaz de esquecer.

Outro beijo, este não tão demorado assim. E logo o homem de olhos azuis já explorava o pescoço de sua amada enquanto ia deslizando as alças do sutiã dela devagar, uma de cada vez pra em seguida, livrá-la daquela peça e assim ser agraciado com a visão de seus seios.

—Eles são lindos.

Arthur murmurou deslizando carinhosamente as mãos pelos montes macios, pra logo em seguida, após um rápido olhar trocado com Sara, sua boca estar se desdobrando em carinhos úmidos
em cada um dos seios dela.

Ele os provou, provocou, instigou, brincou, se desdobrou em atenção por um bom tempo enquanto ouvia sua amada deixar escapar pequenos gemidos de satisfação em resposta às suas carícias. Os sons emitidos por ela enquanto se empenhava em lhe proporcionar prazer, eram música para os ouvidos de Arthur.

Quando se deu por satisfeito com aquelas carícias, cessou-as e sua boca foi deslizando devagar para a barriga de Sara deixando uma úmida trilha de beijos por onde ia passando.

A pele dela tinha um cheiro inebriante e um gosto doce. Ele não podia esquecer jamais daquilo e nem de nada nela!

Assim que sua boca e suas mãos alcançaram o elástico da calcinha dela, seu olhar buscou o de Sara por mais uma vez em um pedido mudo de: "Posso tirar?". Ao consentimento dela com um sorriso, Arthur foi tirando, e deslizando lentamente, a peça de renda pelas pernas de sua amada e deixando uma trilha de beijos por onde a peça ia passando numa das pernas de Sara, até conseguir retirar por completo aquele minúsculo pedaço de pano de renda, e atirá-la ao chão, fazendo-o se juntar as roupas deles que se encontravam espalhadas por ali.

Por um breve instante, ele ficou admirando Sara.

"...Oh como eu pude ter tanta sorte?
Eu devo ter feito algo certo
E eu prometo ama-lá pelo resto da minha vida" *

Ela era a coisa mais linda que podia ter acontecido em sua vida! E se sentia um sortudo por uma jovem como ela ter se interessado por um desconhecido sem memória, sem nome e sobrenome como ele. Um desconhecido que se não bastasse isso, ainda era mais velho que ela! Ele a amaria pra sempre, talvez pelo resto da vida se suas memórias não voltassem pra acabar com isso.

—Você vai ficar aí só me olhando mesmo?

A pergunta dela e o toque macio do pé de Sara deslizando pelo peitoral de Arthur, fizeram o homem de olhos azuis 'despertar' já que havia se perdido por uns segundos em contemplá-la.

Não é que Sara não estivesse gostando de ser admirada daquela forma tão fixa, intensa e apaixonada como via nos olhos de Arthur. Muito pelo contrário, ela estava adorando. Sentia que o olhar de Arthur parecia estar vendo muito além do que só o seu corpo nu, certamente, ele estivesse lendo sua alma e descobrindo que até nela, já o amava com uma força imensa.

No entanto, não era só o seu olhar que ela queria 'sentir'. Ela também queria sentir o seu toque. Seu corpo ansiava por isso.

—Não!

Arthur murmurou em resposta à pergunta feita pela morena. Sorrindo, ele plantou um beijo bem sobre o dorso do pé dela, o qual ele tinha seguro por suas mãos. Depois disso, Arthur foi subindo bem devagar seus beijos pela extensão da perna de Sara, fazendo o caminho inverso que havia feito momentos atrás na outra perna de sua amada enquanto lhe despia de sua calcinha.

O homem seguiu sua trilha de beijos por toda a extensão do esguio corpo de sua amada, até alcançar sua boca no mesmo instante em que se acomodava ao lado de Sara na cama.

A morena já estava se sentindo nas nuvens só com aquilo que havia acontecido até agora. E enquanto voltavam a se beijar após Arthur ter se acomodado ao lado dela na cama, a jovem sentiu seu amado explorar com uma das mãos seu corpo que ansiava por seu toque.

Arthur tocava e apertava de maneira carinhosa, cada parte do corpo de Sara. Braços, cintura, barriga, nádegas e coxas dela foram agraciados pela mão dele. Até que então, ela o sentiu tocar o centro úmido no meio de suas pernas.

Foi inevitável não soltar um suspiro e emitir um pequeno som ao sentir seu toque íntimo.

Com dedos hábeis, Arthur explorou sua intimidade de um jeito que Sara só havia experimentado até então com Hank, porém com uma enorme diferença. Com Arthur, agora, estava sendo mil vezes mais prazeroso e excitante do que foi no passado com seu ex.

—Hum...

Ela deixou escapar em determinado instante, junto com um longo suspiro, quando Arthur lhe penetrou com um dos dedos e começou a fazer lentos movimentos de vai e vem. Ao mesmo tempo, ele voltava a explorar um de seus seios com a boca, sugando-o e lhe proporcionando uma onda de prazer maravilhosa.

E o que era bom ficou ainda melhor quando ele introduziu outro dedo e continuou sua "degustação" no outro seio dela. Sara sentiu que a onda de prazer aumentou mais ainda e seguiu numa crescente avassaladora tão logo, a intensidade dos movimentos de vai e vem que Arthur fazia com seus "dedos mágicos" foram aumentando.

Aquilo era bom. Muito bom!

—Oh... Deus... Arthur!

Ela externou entre os gemidos e com a respiração aos solavancos, jogando a cabeça pra trás no travesseiro e sentindo o corpo formigar numa reação a aproximação daquela sensação maravilhosa de libertação e torpor.

Mas de repente, quando ela se aproximava mais do "céu", Arthur interrompeu o que fazia, retirando seus "dedos mágicos" de dentro dela e parando de sugar-lhe o seio.

Antes mesmo que Sara tivesse a menor chance de protestar quanto aquilo feito por Arthur, ele então tomou seus lábios nos dele por mais uma vez.

Não era intenção dele que ela "chegasse" ainda. Queria que isso acontecesse daqui a pouco, não agora. Ela tinha que "chegar" com ele dentro dela.

O volume dentro da cueca dele àquela altura já doía um pouco e exigia por estar dentro de Sara. Precisava estar dentro dela logo. Mas pra isso, primeiro, precisava livrar-se da peça íntima que aquela altura já o incomodava bastante dado o grau elevado de sua excitação.

Interrompendo o beijo, Arthur pôs-se de joelho na cama e sendo observado por Sara livrou-se da cueca. A morena não deixou de engoli à seco ao vislumbrá-lo sem aquela peça íntima. A natureza havia sido bastante generosa com seu amado. Sem sombra de dúvida, ele era o homem com 'atributos' mais avantajados que ela se relacionaria.

Não que já tenha se relacionado com tantos assim. Fora Benjamin que foi o primeiro, — numa experiência cômica pra não dizer quase desastrosa — ainda teve: Austin da sua turma de medicina; Joel na época em que fazia a especialização e por fim Hank. Dos quatro somente com o último teve uma relação mais extensa, intensa e por fim decepcionante, dada a forma como aconteceu o término. E nenhum desses poucos homens que passaram em sua vida, chegavam sequer perto dos 'atributos' de Arthur. Ele era infinitamente maior que os que lhe antecederam na vida de Sara.

Do chão o homem de olhos azuis apanhou a calça que usava e de dentro do bolso traseiro da mesma, tirou o pacote de preservativo que haviam comprado na farmácia antes de pegarem o caminho de volta da clínica médica pra casa. Destacou um daqueles preservativos e jogou o resto do pacote sobre o criado-mudo ao lado da cama.

—Coloca pra mim, honey?

Ele pediu carinhosamente estendendo o preservativo à Sara. Deseja avidamente por sentir o toque das mãos de sua amada nele enquanto ela lhe "vestia" aquilo.

Sentando-se na cama, Sara então tomou das mãos de Arthur o preservativo que ele lhe estendia. Rasgou o pacote e satisfazendo o pedido do amado, ela foi "vestindo-o" com aquilo.

Assim que sentiu as mãos dela tocaram em seu membro e irem deslizando lentamente o preservativo pelo mesmo, Arthur sentiu um arrepio subir-lhe e percorrer por toda a extensão do corpo. E quando Sara começou a "brincar" com sua ereção fazendo movimentos com a mão em vai e vem, após colocar-lhe o preservativo, Arthur imediatamente fechou os olhos, jogou a cabeça pra trás e deixou que um longo suspiro escapasse.

Deus! Aquelas mãos delicadas fazendo aqueles movimentos nele, estavam lhe levando pra perdição.

Sara observava as feições de Arthur enquanto suas mãos se empenhavam em lhe proporcionar o mesmo prazer que sentiu quando foi tocada por ele daquela maneira íntima, com a qual lhe tocava agora. Ele parecia está gostando do que ela lhe fazia e isso lhe incentivou a ir acelerando os movimentos que fazia. De repente, Arthur abriu os olhos e segurando em suas mãos, pediu que parasse.

Ela achou que ele não estivesse mais gostando do que lhe fazia e por isso que lhe pediu aquilo. Mas ele tratou de lhe explicar que naquele momento, ele precisava estar dentro dela.

Com delicadeza Arthur a fez deitar novamente na cama, em seguida deitou sobre sua amada e posicionou seu membro que já se encontrava duro feito uma rocha, bem na entrada no centro entre as pernas de Sara.

Olhando nos olhos de sua namorada, o homem de olhos azuis foi se instigando pra dentro dela, penetrando-a lentamente e sentindo os músculos internos dela apertarem seu membro de um modo que lhe arrancou um gemido.

—Céus, Sara!

Ela era tão apertada, que se ele não soubesse por ela que não era mais virgem, acharia naquele momento que ela ainda fosse.

E assim que ele se encontrava inteiro dentro dela, não se apressou em começar a se movimentar. Simplesmente, beijou-a enquanto permanecia parado dando um pequeno tempo à sua amada de se acostumar com o "corpo estranho" dentro dela.

Quando sentiu-a começar a se mexer devagar sob ele enquanto se beijavam, numa clara demonstração de que já estava mais do que acostumada e preparada, foi que Arthur então começou a se movimentar bem devagar dentro dela.

Ele vinha até quase se retirar todo de dentro dela e em seguida, investia por inteiro novamente pra dentro de sua namorada numa lentidão que era como uma doce tortura pra ambos. Fez isso por mais algumas repetidas e poucas vezes antes de ir aumentando gradativamente a intensidade de seus movimentos conforme a necessidade de seus corpos exigiam por aquilo.

Logo os gemidos de ambos já tomavam conta do quarto assim como o som do encosto de madeira da cabeceira da cama batendo de encontro à parede, por conta dos movimentos intensos e já bem acelerados que Arthur fazia.

—Amor... Eu... Oh... Céus! Eu já tô... Perto!

Sara afirmou deslizando suas unhas bem feitas pelas costas de Arthur arranhando-o, ao mesmo tempo, em que o apertava com suas pernas que àquela altura se encontravam em torno do quadril dele, "abraçando-o", prendendo-o.

—Eu também, meu amor.

O homem de olhos azuis murmurou com o rosto escondido na curvatura do pescoço de sua amada, ignorando o fato de suas costas terem sido arranhas de maneira que certamente, ficariam marcas nela.

Poucos segundos depois ele sentia Sara chegar ao orgasmo dela ao mesmo tempo que chamava por seu nome. No instante seguinte, era ele quem chegava à sua própria "libertação" repetindo por algumas vezes o nome de sua amada e que a amava, enquanto silenciosamente, pedia que aquele momento incrível o qual acabara de viver com ela, ficasse guardado em sua memória pra sempre e jamais fosse apagado. Nunca!

Notas finais
*Trecho da música "Rest Of My Life - Bruno Mars". E aí? Ficou bom? Consegui supri as expectativas de vocês ou não? Aguardo as opiniões de vocês. Um grande beijo a cada uma.