Notas iniciais
Enfim estou de volta! E quero aproveitar o espaço aqui pra agradecer a Jane Souza pela recomendação dela em "Você é verdadeiro amor", que vi assim abri a minha conta. Obrigada pelas palavras, viu?! E espero que minhas leitoras tenham sentido falta das minhas postagens e de mim? Porque eu senti falta de vocês e de postar. Voltei com todo gás. Pique renovado, boas ideias para os projetos em andamento e também novos projetos. Espero contar com vocês nesse meu retorno cheio de novidades. Um grande beijo à cada uma.

Os três adultos conversavam ali na sala acomodados no sofá enquanto que os filhos de Lucy se distraiam jogando videogame sentados no chão, quando a porta de entrada se abriu e Michael apareceu.

Arthur de cara notou logo o sorriso largo e feliz que o outro homem esboçou assim que notou a presença de Sara ali e isso não lhe agradou nada.

Para Arthur estava mais do que na cara que aquele Michael estava visivelmente interessado na mulher sentada ao seu lado, mas para o total azar daquele sujeito e sorte de Arthur, ele tinha conquistado primeiro o coração de Sara.

—Puxa, Michael quanta demora! — Reclamou Lucy com o irmão enquanto levantava do sofá e ia até Michael pra pegar as sacolas do supermercado que ele trouxe.

—Encontrei um conhecido e a gente ficou um pouco de papo.

—Deixa que eu coloco as cervejas pra gelar.

Michael entregou à irmã as sacolas com as bebidas. E tão logo, Lucy saiu da sala pra ir a cozinha guardar as bebidas, Michael se aproximou do sofá e cumprimentou Sara com um demorado abraço, quando a mesma se levantou do móvel pra cumprimentá-lo.

—Oi! Que bom que veio mesmo! — Michael falou com alegria. Ele chegou a duvidar um pouco que a morena viesse, mas que bom que isso não aconteceu e ela veio.

Quem não gostou nada de ver tal cena dos dois se abraçando e mais ainda, de ver a 'empolgação' do irmão da dona da casa com Sara, foi Arthur. O ciúmes corroeu o homem de olhos azuis com aquilo tudo e fez sua expressão endurecer na hora.

—Eu não teria porquê não vir. — Sara rebateu ao irmão de sua amiga enquanto eles desfaziam o abraço.

—Claro.

—E trouxe o Arthur comigo.

A jovem se virou apontando o homem de olhos azuis já em pé atrás dela.

—Ah, oi, Arthur! Como vai?

Sem jeito, pois ainda não tinha sequer notado a presença do outro homem ali já que seus olhos se prenderam somente na imagem de Sara, Michael saudou o homem de olhos azuis e lhe estendeu a mão para cumprimentá-lo.

—Vou muito bem. Obrigado! — Arthur respondeu secamente e apertando a mão de Michael. Sua vontade era de não aceitar aquele cumprimento, mas por pura educação ele o aceitou.

—Dá pra ver que realmente está muito melhor do que quando nos conhecemos na casa da Sara.

—Pois é. E devo essa recuperação à Sara, que cuidou e continua cuidando muito bem de mim, não é meu amor? — Sua expressão se suavizou ao mencionar isso e Arthur abraçou a namorada. Propositalmente, ele ainda lhe deu um beijou rápido na frente de Michael.

O biológico pego de surpresa com aquela cena, tentou disfarçar seu mal-estar por aquilo dando um sorriso "amarelo". Sara aparentemente não notou que aquele gesto de Arthur foi pra provocar Michael. E ela também nem percebeu a decepção e o desconforto do irmão de sua amiga ante aquela situação toda, mas seu namorado e Lucy que havia retornado à sala naquele instante, notaram isso. Porém, uma coisa Sara notou e estava estranhando, era o fato de Arthur está sério demais e parecer tenso quando a abraçou.

E realmente seu namorado estava assim mesmo.

Arthur agora encarava Michael satisfeito por seu feito. Havia beijado Sara justamente para deixar claro para o homem a sua frente, que a jovem e ele estavam juntos, portanto, Michael que não se atrevesse a tentar nada pra cima da morena, porque ela já tinha alguém.

Michael entendeu bem o "recado" de Arthur mandado através daquela situação que ele causou.

O pobre biólogo tinha esperanças de quê aquele almoço lhe proporcionasse a chance de se aproximar mais de Sara e assim arriscar um convite pra chamá-la pra sair. Todavia, depois dessa cena, ele se deu conta que já era tarde pra tentar ter algo com aquela encantadora mulher. O "amigo" dela parece que passou na sua frente e a conquistou primeiro. Uma pena!

—Que bom que têm uma ótima médica ao seu lado pra cuidar bem de você. — Michael comentou em mais uma forma de tentar não demonstrar que lhe afetou a cena ali.

—Médica e namorada!

Arthur encheu a boca pra dizer a última palavra.

Pronto!

Enfim tinha dito o que queria dizer e havia deixado mais claro ainda para o biólogo sobre a relação que havia entre ele e Sara.

Pra Michael não havia necessidade de Arthur ter dito aquilo, pois somente a cena feita por ele já falava por si só. Mas ao que parece o namorado de Sara queria deixar aquilo mais explícito ainda.

—Melhor ainda pra você que tem uma namorada médica pra cuidar de você, não é mesmo?

—Sem dúvida alguma!

—Acredito que seja também um pouco de sorte sua isso, não?

—Uma sorte que certamente alguns gostariam de ter e não têm, não é verdade?

Vendo a forma como os dois homens se encaravam e o clima que se formava entre eles enquanto trocavam aquelas palavras, foi que Sara percebeu o que de fato estava acontecendo ali. Estava rolando um "enfrentamento" entre aqueles dois por causa dela.

Aqueles dois pareciam dois adolescentes prestes a irem as vias de fato por causa dela. E ela não ia permitir que aquilo acontecesse. Olhou pra sua amiga pedindo ajuda pra dar um basta naquilo e Lucy pareceu entender direitinho seu recado.

—Que tal vocês encerrarem esse papo e a gente ir lá pra fora conversar sobre coisas mais... amenas? — Propôs Lucy dando bastante ênfase a última palavra. Sara agradeceu mentalmente pela amiga ter intervido daquele jeito.

—Por mim tudo bem. — Arthur concordou no mesmo instante. O recado que ele tinha que dar a Michael, ele já deu e agora estava tudo certo, desde que àquele sujeito não se atrevesse a se meter com Sara.

—Eu primeiro preciso tomar um banho, Lucy. Tô todo suado. Depois me junto à vocês lá fora. Com licença!

Michael passou feito um raio por Sara e Arthur, e sumiu casa adentro.

"Coitado", pensou Sara.

—Bom enquanto o meu irmão toma o banho dele, a gente vai lá pra fora. Eu coloquei uma mesa na varanda do quintal pra almoçarmos lá. Vamos?

—Sim!

—Meninos, vocês fiquem aqui brincando no videogame, ok?

—Sim, mãe.

—Vamos? — Lucy convidou Sara e Arthur à seguirem-na.

Enquanto seguiam Lucy ao quintal, Sara olhou para o seu namorado que seguia ao seu lado, e em um tom baixo, que somente eles dois ouvissem, ela lhe murmurou:

—Quando chegarmos em casa vamos conversar sobre o que aconteceu naquela sala, Arthur.

Pelo tom sério na voz dela, Arthur deduziu que estava encrencado pelo que fez. Sara pelo visto, não aprovara nada aquela situação que aconteceu. Mas o que ele podia fazer se segurar o ciúme não parecia ser seu forte. Ele não conseguia "domar" aquele sentimento. Era algo mais forte que ele.

Notas finais
Arthur e esse ciúmes indisfarçável e difícil de domar. Até breve.