Notas iniciais
Bruh, eu confesso que gostaria de trazer o Hank pra uma aparição. Só que estou ainda estudando se isso realmente é viável para o que já tenho certo e garantido de acontecer na história. Sem contar que terei que arranjar uma adequação lógica disso. Eu não quero também trazer esse encontro por trazer, quero que isso seja significativo e acrescente algo na história do nosso casal. Só que pra isso ainda tô pensando e tentando me decidir nessa possível aparição do ex da Sara. Mas vamos ver. Tem chance disso acontecer, só não vou prometer.

Eles chegaram em casa, foram trocar de roupa, e depois vieram pra sala onde ficaram acomodados no sofá descansando um bom tempo enquanto conversavam e escolhiam qual sobremesa Arthur devia preparar pra eles levarem amanhã no almoço de Lucy.

Um bom tempo depois, o casal se encontrava na cozinha preparando a sobremesa escolhida: um musse de chocolate. Optaram por essa receita, não por ela ser prática, rápida e fácil de se preparar, mas sim, porque chocolate costuma agradar a maioria dos paladares, principalmente, os de crianças, tendo em vista, que Lucy tinha dois filhos pequenos.

Na realidade ali na cozinha, era Arthur quem preparava sozinho a sobremesa. Sara apenas ia pegando as coisas que ele pedia e lavando as louças que iam sujando.

E quando não havia nada pra ela fazer, como era o caso agora, a jovem se permitia apenas ficar sentada, observando seu amado "trabalhar" no preparo daquela receita.

Ele parecia levar muito jeito na cozinha. Tanto que fazia Sara imaginar que talvez, ele "ganhasse a vida" com aquilo.

Seria ele algum chefe de cozinha de algum restaurante refinado? Ou quem sabe até, ele próprio fosse dono de algum ou alguns restaurantes onde ele era o chefe de cozinha?

Ele aparentava ser alguém estudado, de porte elegante, e era extremamente educado. Nem de longe, aparentava ser um "João ninguém" da vida. Muito pelo contrário, ele, certamente, era alguém sim!

—Posso saber no quê essa linda moça está pensando?

As palavras dele junto com o beijo que lhe deu no rosto após falar com a jovem, fizeram Sara voltar a realidade e deixar pra lá os pensamentos que estava tendo.

—Nada demais!... Você leva o maior jeito na cozinha, reparou? Talvez trabalhe nisso, não acha?

—Talvez! A verdade é que gosto de cozinhar, me sinto bem fazendo isso. — Ele afirmou com um sorriso lindo.

Sara lhe sorriu de volta enquanto tentava imaginar aquele homem usando uma dolma de chef, avental e aquele chapéu que os cozinheiros usam, e sua imaginação não poderia ter sido mais perfeita. Ele tinha ficado lindo naquele vestuário de chefe de cozinha. Mas ainda assim, algo lá dentro de Sara lhe dizia que aquela não parecia ser de fato a profissão dele. Talvez, cozinhar fosse apenas um hobby pra ele.

Quão certa a jovem estava, mas não sabia!

—Acabei!

—Já?

—Sim. Agora é só colocar na geladeira. Pode abrí-la pra mim, honey, por favor?

—Claro!

Ela levantou-se da cadeira que se encontrava e foi até a geladeira abrí-la pra que Arthur guardasse o doce lá dentro.

—Prontinho, senhorita! — Ele a abraçou, prensando-a na porta da geladeira já fechada após ter guardado o doce lá dentro. _Sua sobremesa já está gelando. Mais tarde antes de irmos dormir, tiramos do congelador e colocamos na parte de baixo pra que assim não congele tanto e deixe de virar musse pra virar pedra.

—Ok!

—Ainda não escutei um "obrigada, Arthur". — Ele comentou fingindo uma seriedade que estava longe de ter seu comentário.

Sara apertou os lábios pra não rir do homem abraçado à ela. Ele tinha um ótimo senso de humor.

—Não seja por isso. Obrigada, Arthur! — Ela lhe agradeceu enlaçando seu pescoço.

—De nada. Mas acho que faltou algo mais nesse agradecimento.

—O que seria esse "algo mais"? — Fingiu-se de desentendida, pois sabia exatamente o que ele queria dizer com aquilo.

—Um beijo!

A jovem sorriu. Tinha pensado nisso mesmo. E satisfazendo à vontade de seu amado, ela o beijou demoradamente e apaixonadamente.

—Satisfeito agora com meu agradecimento? — Ela quis saber após o beijo que havia durado alguns longos segundos.

—Muito! — Ele respondeu de olhos fechados e com um sorriso bobo nos lábios.

...

À noite caiu e com ela a temperatura também. E com isso, Sara achou que seria muito bom fazer uso da lareira naquela noite fria.

—Era eu quem devia estar fazendo isso pra você. — Arthur comentou nada contente por ver Sara cortando lenha para usarem na lareira.

—Mas você não pode fazer isso, sabe bem. — Ela lhe rebateu antes de acertar o machado num pequeno pedaço de pau e parti-lo em dois, pra assim usá-lo como lenha na lareira. _Além do mais, eu já estou acostumada a fazer isso.

Era ela mesmo quem fazia isso antes dele aparecer em sua vida, já que morava sozinha ali.

—Só que assim que eu estiver totalmente recuperado e liberado pela minha médica particular...

—Médica particular? — Sara repetiu olhando pra ele e sorrindo.

—Exatamente. Assim que ela disser que eu tô recuperado, essa tarefa aí, de cortar lenha vai passar a ser minha, pois isso é trabalho de homem.

—Eu não sabia que era machista assim.

Ela o alfinetou em tom de brincadeira enquanto acertava o machado em outro pedaço de pau.

—Eu não sou. — Defendeu-se o homem.

—Ah, não?! Imagina se fosse né? — Ela ironizou com um sorriso.

—Tá, ok. O que eu disse pode ser levado como machista, mas eu não sou isso. Só acho que você não terá mais necessidade de fazer um trabalho pesado desses, se agora tem a mim pra isso.

—Continua machista, só pra você saber. — Ela o provocou lhe lançando um olhar divertido.

—Me rendo então! — Ele ergueu as mãos em rendição. _Acho que sou um pouquinho machista mesmo.

Os dois caíram na risada depois disso. E após mais algumas lenhas cortadas, eles entraram pra casa, pois o frio estava demais. A discrepância de clima naquela região era algo incompreensível. Os dias, geralmente, eram quentes e acalorados, já as noites frias e gélidas.

—Nossa que frio tá fazendo essa noite!

—Isso porque não estamos ainda no inverno. Quer ver quando chega essa estação. O frio é horrível.

Eles colocaram a lenha na lareira e acenderam-na. Pouco tempo depois, estavam acomodados ali no tapete macio da sala, encostados ao sofá, de frente pra lareira e apreciando o delicioso jantar preparado por Arthur.

—Esse risoto de legumes está divino, amor.

Ele sorriu bobamente e um tanto surpresa, por conta da forma mais que carinhosa a qual Sara lhe chamou. Era a primeira vez que ela se referia à ele desse modo. E ele adorou o tratamento mais que carinhoso.

—Fico contente que gostou.

—Eu adorei isso sim! — Ela confirmou antes de apanhar sua taça de cima da mesinha de centro a qual eles tinha feito de mesa de jantar, e bebericar um pouco de seu vinho.

—E eu adoraria estar apreciando esse vinho com você. — Ele comentou com desagrado por estar tomando apenas suco.

—Você sabe que ainda não pode ingerir nada alcoólico por causa do remédio.

—Mas depois de amanhã já poderei. O remédio termina amanhã. — O sorriso de satisfação dele fez Sara sorrir.

—Daqui à dois, eu vou levar você ao laboratório particular da cidade vizinha pra você fazer um raio-x para sabermos como estão as suas costelas.
—Se estiver tudo certo com elas, eu já estarei liberado pra ter uma rotina normal e sem restrições, doutora?

Ela sorriu da cara de empolgação beirando a malícia, que ele exibia ao questioná-la aquilo.

—Sim! — Afirmou Sara.

—Isso é uma ótima notícia.

A aparente alegria dele ao pronunciar tais palavras, provocou um novo sorriso na jovem morena.

Ela sabia que depois que lhe "liberasse", não teria mais como "fugir" dele. Não que ela estivesse fazendo isso por vontade própria. Ela só fazia para o bem dele. Pois do contrário, isso não aconteceria, como foi no lago naquela manhã.

Só ela sabia o quão difícil não foi ceder a tentação de se entregar à Arthur naquele momento. Ele era altamente sedutor e irresistível. Ela não sabia como tinha e como estava conseguindo resistir a tentação de não ceder aquele homem.

Ele sem dúvida alguma, era o homem mais velho com quem se relacionava, mas isso não era problema algum pra ela. Todavia, ela não deixava de pensar no quão relevante era o fato de não ser tão experiente quanto ele no quesito "cama".

Ok! Ela não era mais uma garota inexperiente. Já tinha tido suas experiências. Podiam não ser muitas assim se colocar na balança em comparação à que, certamente, Arthur deve ter nesse "ramo", mas tinha as suas experiências. Só que ele tem bem mais que ela. Se bem que com a perda de memória dele, suas lembranças das experiências vividas a esse respeito haviam sido apagadas e, agora, ele poderia ser considerado mais inexperiente que ela, por assim dizer.

—Sara!

—Sim!

—O que foi? Você ficou tão calada depois de ter respondido a pergunta que lhe fiz anteriormente.

—Não foi nada. Só tava pensando em algo sem importância.

Ela desconversou e lhe deu um rápido beijo, pra logo em seguida, voltar a apreciar sua comida e o vinho.

Eles terminaram o jantar um tempinho depois, mas ainda permaneceram ali acomodados onde estavam, ora trocando conversas variadas, ora trocando beijos e carinhos como um casal apaixonado faz.

—Posso te confessar uma coisa?

—O que?

Ele aproximou seus lábios do ouvido dela e lhe confessou:

—Adoro seus beijos.

—E eu os seus!

Eles sorriram e trocaram em seguida outro longo beijo.

—Você é tão linda, sabia? — Ele disse após o beijo que trocaram e enquanto deslizava a mão pelo rosto de Sara.

—Você também é lindo, sabia?

—Mesmo com essa cicatriz que fiquei? — Ele apontou o machucado que momentos atrás, Sara tratou de tirar os pontos.

—Mesmo assim. Você continua lindo, Arthur.

—Obrigado então.

Eles ainda permaneceram por ali mais alguns minutos até se decidirem a levantar e arrumar tudo pra irem dormir.

Já na porta do quarto de Sara onde Arthur se despedia da jovem ir para seu próprio quarto, o homem de olhos azuis foi surpreendido com o convite da jovem pra ele dormir ali com ela novamente.

Sara havia apreciado demais ter tido companhia ao dormir. E gostaria, que isso tornasse a se repetir e não só por mais aquela vez, mas também nas outras noites daqui pra frente.

—Se você quer que eu durma aqui com você de novo, eu durmo sim.

—Eu não quero só por mais essa noite, Arthur. Na verdade, eu quero que passe a dormir todas as noites aqui comigo. — Ela explicou direito pra ele.

—Todas as noites?

Ele não conseguiu esconder a surpresa diante daquele pedido dela.

—Sim. Agora, se você não quiser...

—Como eu não vou querer isso, Sara? É, claro que quero! — Ele se apressou em afirmar aquilo ao mesmo tempo em que prensava a namorada na porta do quarto.

Só se ele fosse louco pra recusar aquele convite dela em dormir todas as noites ao seu lado. Tinha sido tão bom acordar e ter a visão dela adormecida ao seu lado, que tudo que ele desejava é que aquilo tornasse a acontecer logo.

—Mas tem que me prometer que vai se "comportar" até segunda ordem. — Sara o advertiu ao ver a empolgação dele com aquele convite.

—Vai ser difícil isso, mas eu vou tentar, juro.

Ontem foi fácil, pois ele sabia que ela não estava bem. Estava fragilizada pelo pesadelo que teve e pela conversa que tiveram acerca do pai dela. Mas está noite com ela "bem", ele achava que seria difícil de se comportar, todavia, ele tentaria.

—Vou ao meu quarto vestir o pijama e volto.

—Ok! Te espero lá dentro. — Ela apontou com a cabeça pra dentro de seu quarto.

—Tá bom.

Enquanto ele seguiu para o quarto em que estava dormindo pra trocar de roupa, Sara entrou em seu próprio quarto pra fazer o mesmo.

Quando terminava de escovar os dentes, ouviu-o chamar por seu nome. Saiu do banheiro e encontrou Arthur ali.

Um instante depois, eles já estavam acomodados na cama, um de frente para o outro.

—Amanhã, quando voltarmos do almoço na casa da Lucy, vamos trazer suas coisas pra esse quarto. Quero você aqui comigo. Esse vai ser seu quarto também.

—Tem certeza disso?

—Abosluta! — Ela confirmou, dando um leve bocejo após falar.

—Acho que alguém aqui tá com sono. Dorme, honey. Como eu ainda não estou com sono vou ficar quieto apenas velando seu sono. Pode ser?

Ela assentiu e lhe deu um beijo rápido nos lábios.

—Boa noite, amor!

—Boa noite, honey!

Notas finais
Ficamos assim! Um grande beijo e até sexta.