Notas iniciais
Olá, meninas! Atualização sem demora. Jujah no capítulo 29 teremos notícias da Catherine e como ela está lidando com a perda do irmão. Ok?

Diante de tal confirmação, o homem de olhos azuis se sentiu imensamente feliz. Ela o desejava e pelo visto não era pouco, era muito, podia ver em seus olhos.

—Eu nem preciso dizer que eu também te desejo e quero muito você, não é?!

Ela sorriu de maneira tímida.

—Não! Deu pra eu perceber bem isso.

Seu corpo sentiu a reação do dele enquanto se beijavam e não houve dúvida alguma, quanto ao desejo dele por ela.

—Mas a gente ainda não pode fazer isso. Você ainda está em recuperação. Um carinho mais... ousado ou os... movimentos repetitivos de um momento como esse, podem acarretar em um agravamento da lesão nas suas costelas. E não queremos isso, queremos?

—Não!

—Então, vamos ser prudentes. — Ela pediu acariciando o rosto de Arthur.

—Ok, doutora! Como a senhora quiser!

Mesmo não muito satisfeito com isso, ele concordou com ela.

—Ficou chateado, não é? Mas é pro seu bem isso!

—Eu sei que é. Não se preocupe que não estou chateado.

Ele entendia bem a preocupação dela e analisando seu argumento, tinha que lhe dá razão, mesmo não gostando. Queria poder fazer amor com ela, mas pelo visto isso ainda não seria possível enquanto não se recuperasse completamente.

—Não mesmo?

—Não mesmo! Vamos deixar isso pra quando eu estiver totalmente recuperado pra fazer "movimentos repetitivos" e receber "carinhos ousados", não é isso?

Ela assentiu com um sorriso meio sem jeito nos lábios.

O casal ainda permaneceu por mais uns instantes no lago conversando, namorando um pouco e depois saíram dali, pois o sol começou a ficar forte demais.

—O que acha de almoçarmos no restaurante da cidade?

Sara deu a ideia enquanto eles caminhavam em direção a casa.

—Você que sabe! Eu posso preparar algo pra gente almoçar aqui, mas se quiser ir a cidade, a gente vai!

—Vamos fazer assim: almoçamos na cidade e o jantar fica por sua conta.

—Fechado!

Eles entraram em casa e ao passarem pela sala o telefone tocou.

—Alô! — Sara disse ao atender a chamada.

—Sara, sou eu, Lucy!

—Lucy, oi! Como vai? E o Doug?

A mulher disse que estava tudo ótimo com seu garoto. Ele já estava muito melhor.

—Ficou feliz em saber disso!

—E eu nem se fale. Não tem coisa pior pra uma mãe do que ver seu filho doente. Quando tiver o seu vai saber bem disso.

—Então vai levar um bom tempo pra eu saber isso!

—Talvez, não! Meu irmão ficou encantado com você.

Ela apenas sorriu sem graça e não disse nada, pois Arthur estava bem diante dela lhe olhando com curiosidade.

—E a propósito, quero te convidar pra vim almoçar aqui amanhã com a gente e já aviso de antemão que não aceito recusa ao meu convite. Esse almoço é especialmente pra você, pelo que fez ao meu filho.

—Lucy não tem necessidade disso. Só fiz o que era pra ser feito.

—Que seja! Mas quero fazer isso pra você! E se não vier, eu vou ficar com raiva de você.

—Ok! Não precisa ser dramática!

A jovem ouviu sua amiga cair na risada do outro lado da linha.

—Só que sabe que estou com visita em casa, né?

Sara comentou, olhando com carinho pra Arthur que permanecia ali a sua frente, observando-a enquanto falava ao telefone.

—Pode trazer a sua visita também, caso ele queira vir. Assim, você me apresenta à ele.

O filho menor de Lucy chamou por ela e a mulher precisou encerrar a ligação pra ir ver o que seu pequeno queria. Mas antes de desligar, ela reforçou o convite a Sara e disse que esperaria a jovem e seu amigo amanhã às onze na casa dela.

—Tudo bem com o filho da sua amiga?

Arthur a interpelou logo que viu Sara devolver o telefone a base sobre a mesinha ao lado do sofá.

—Sim! Ele está se recuperando muito bem segundo ela disse.

—Que bom então.

—Arthur amanhã a Lucy vai preparar um almoço especial pra mim na casa dela, por eu ter ajudado com o filho dela e convidou você à ir também, caso queira. Você vai comigo?

—Só não vou se você não quiser. Do contrário, é claro que vou!

Ele queria ir não só pra acompanhá-la, mas também por que, certamente, o irmão da amiga de Sara estaria lá. E Arthur não queria nem imaginar aquele sujeito perto de Sara e dando em cima dela.

—E o que te faz achar que eu não ia querer que fosse?

—Nada em especial. Foi só um comentário.

—Hum...

—Bom, vou subir e me arrumar pra irmos.

—Também vou fazer o mesmo!

...

Enquanto Sara dirigia pra cidade, Arthur não tirava os olhos dela. Ela estava linda com aquele macacão salmão, os cabelos presos em um rabo-de-cavalo e uma maquiagem leve que lhe deixava mais com jeito de garota.

—Algum problema?

Em determinado momento, ela o interpelou, já que ele lhe encarava com demasiada insistência.

—Não. Por que?

—Você não pára de me olhar. — Ela comentou com sua atenção voltada pra pista.

Mesmo não olhando pra ele, ela sentia seus olhos presos nela há um tempo bem razoável, talvez até, desde que saíram de casa.

—Te incomoda o meu olhar insistente?

—De maneira alguma. Só fiquei curiosa pra saber a razão de tanto me olhar.

—Bom... é que você tá tão linda, que eu não consigo parar de te olhar.

Um sorriso escapou dos lábios dela antes aquela resposta. E aproveitando que parou o carro no sinal, Sara olhou pra Arthur e largando uma das mãos do volante, a jovem tocou carinhosamente o rosto do homem sentado no banco do carona, pra logo em seguida presenteá-lo com um rápido beijo como retribuição as palavras que ele lhe disse.

—Cada instante que passa, eu me apaixono mais por você.

—E, eu por você, Sara.

Eles trocaram outro rápido beijo e o semáforo abriu, fazendo Sara retomar a direção do carro e voltar a dirigir.

Pouco tempo depois, eles chegavam ao mesmo restaurante que tinham almoçado da outra vez que vieram a cidade.

Enquanto seguiam o garçom que os levava até a mesa deles, Sara sentiu Arthur do nada passar o braço por sua cintura, num abraço quase possessivo, que lhe fez olhá-lo sem entender nada.

—Que foi? Algum problema?

—Não. — Ele sorriu pra parecer convincente a ela.

Mesmo com essa sua resposta, Sara sentiu que havia algo e também não deixou de achar no mínimo estranho aquele comportamento de Arthur de lhe abraçar de repente e daquela forma. No entanto, a jovem resolveu por hora não comentar nada a respeito daquilo.

Arthur agradeceu aos céus por Sara, aparentemente, ter acreditado naquela sua resposta. A verdade era que ele não havia gostado nada de notar os olhares que alguns homens naquele restaurante lançavam a jovem enquanto seguiam atrás do garçom. E foi por isso que Arthur tomou a atitude de abraçá-la. Ele queria com aquele gesto mostrar àqueles homens que olhavam pra sua acompanhante, que ela tinha alguém e esse alguém era ele. Nenhum daqueles sujeitos tinham a menor chance com ela.

Notas finais
Arthur é ciumento mesmo. E sabe sobre isso dele esperar a recuperação dele pra só assim Sara e ele terem sua primeira vez? Bom, isso não vai rolar. Em mais alguns poucos capítulos, Arthur vai tentar mais uma vez ter essa noite de amor com Sara antes de estar recuperado completamente. Será que ele vai conseguir isso? É o que vocês vão descobrir em breve. Um beijo e até o próximo capítulo.