—O que a gente faz agora?

Sara indagou Arthur depois de terem terminado de tomar café há algum tempo e arrumado toda a cozinha. A bem da verdade, é que não se tinha muito a fazer ali naquela casa sem TV.

—Eu tenho uma ótima sugestão! — Arthur lhe disse enlaçando a cintura da jovem e trazendo o corpo dela bem de encontro ao seu.

Era como se nela houvesse um imã que lhe atraía e com isso, ele sentia a necessidade de manter esse contato sempre próximo com ela. Se fosse possível queria Sara sempre assim, perto dele, colada nele. Queria sempre estar tocando-a, sentindo de perto seu perfume, como se assim pudesse fazê-la ter certeza de quê ele estava ali mesmo. Às vezes, sentia que ela ainda duvidava disso.

—E qual é a sua sugestão?

Sorrindo a jovem passou os braços em torno do pescoço de Arthur e ficou fitando o homem à espera de sua resposta.

—Que tal a gente cair no lago?

—Quê??

—Tomar banho no lago! O dia lá fora está tão bonito e ensolarado, que eu achei que a gente podia aproveitar pra nadar no lago.

—E você sabe nadar?

—Vou descobrir quando estiver lá! E então, o que acha? Vamos?

A sugestão lhe parecia boa. Como Arthur dissera, o dia estava tão bonito e ensolarado, que era mais do que válido e propício nadar no lago. No entanto, havia um pequeno 'problema' pra ela naquilo.

—Eu não sei nadar, Arthur!

—Ou!... Bem... sendo assim, eu te seguro.

—E se você não souber nadar também?

—Afundamos os dois!

O casal caiu na risada juntos.

—Seu bobo!

Ela lhe deu uma pequena tapinha no braço.

—A gente não precisa ir lá para o fundo então. Ficamos numa parte em que a água esteja numa altura segura pra gente. O que me diz?

—Você realmente quer fazer isso? A água deve estar fria!

Se era uma coisa a qual Sara detestava era tomar banho frio. E a água daquele lago na maioria das vezes, parecia estar assim: fria.

—Com esse sol todo? Duvido! — Contra-argumentou Arthur. _Vamos?

Ela se viu sem coragem de lhe negar aquele pedido. Ele parecia querer tanto aquilo, que ela não quis boicotar sua vontade.

—Ok! Vamos.

Momentos depois de terem subido e trocado de roupa, eles agora desciam o declive no quintal que levava ao lago e chegavam as margens do mesmo.

—Você entra primeiro e vê se está gelada a água. — Sugeriu Sara.

—Ah, mas e aquela regra básica de cavalheirismo que diz: "primeiro as damas" ?

Ele a olhou com um sorriso zombeteiro brincando em seus lábios.

—Nesse caso abrimos uma excessão a regra e você, vai primeiro. A ideia de nadar no lago foi sua. — Contra-argumentou com esperteza a jovem.

—Ok, espertinha!

Sorrindo, concordou o homem de olhos azuis.

Logo ele já começava a se despir. Desfei-se primeiro da camiseta e posteriormente, do short.

—Você vai entrar aí só de cueca?

Sara o interpelou com uma das sobrancelhas arqueadas, assim que viu Arthur terminar de tirar o short e ficar só com a peça íntima, uma boxe de cor escura.

—Sim! Algum problema nisso? É que eu não tenho sunga. E não vou entrar de short na água.

Enquanto ele falava, ela tentava focar seu olhar no rosto dele pra não passar a vergonha de olhar pra onde não devia.

—E se alguém aparecer e ver você só de cueca?

—E esse "alguém" viria de onde? Das montanhas, do meio do mato, caído do céu ou de dentro da água? — Arthur zombou dela.

—Engraçadinho!

Ele sorriu, tombando a cabeça de lado numa mania que Sara já começava a gostar.

—Se te incomoda, eu ficar assim, então eu coloco o short de novo.

Incomodar??

Longe disso!

Ele era uma visão e tanto só de cueca.

—Não, pode ficar, assim se quiser.

—Tem certeza?

"Absoluta!"

—Sim!... Agora entra e me diz se tá muito fria a água.

Ele lhe deu as costas e seguiu caminhando lago adentro.

"Jesus amado!"

A visão dele de costas só com aquela peça escura era espetacular. Ele tinha um bumbum tentador que fez Sara sentir vontade de apertá-lo ou simplesmente, apenas deslizar a mão por aquele monte proeminente. Ainda bem que ele estava com uma peça escura. Não queria nem imaginar se aquela peça fosse clara. A visão que teria seria ainda mais espetacular e constrangedora.

Ele se virou e a jovem viu aquele espetáculo de bumbum sumir do seu campo de visão.

"Que pena!"

—Não tá fria a água, honey. Vem, entra!

—Ok!

Foi a vez dela de se despir da roupa que usava. Primeiro foi a blusa de alças finas e depois, o short jeans curto, e assim presentear Arthur com uma visão dela só de biquíni.

Ele ficou maravilhado com a visão dela. Era tão espetacular quanto à que ela teve dele só de cueca entrando no lago instantes atrás.

Arthur engoliu a seco e agradeceu ao fato de já estar dentro da água e está estar fria o suficiente pra acalmar seus 'ânimos' que se acenderam ao vislumbrar Sara naqueles trajes.

Ela era linda e ele estava encantado com isso!

Apesar de se sentir um tanto constrangida com aquele olhar nada inocente que Arthur lhe dirigia, Sara gostou e ao mesmo tempo sentiu-se poderosa com o efeito que causou no homem de olhos azuis. Ele estava literalmente de boca aberta e parecia encantado e impactado positivamente com o que via!

Aquilo foi um bálsamo para seu ego!

Que mulher não gostava de ser olhada e admirada daquela maneira?

—Posso entrar mesmo?

Ela resolveu chamar sua atenção e ele saiu do transe hipnótico que se encontrava enquanto a contemplava.

—Cla-claro, Sara!

Assim que ela pôs os pés dentro da água e sentiu a temperatura da mesma, um arrepio tomou seu corpo todo.

—Ai, seu mentiroso! Essa água tá gelada!

Ela entrou rapidamente na água e foi até Arthur que começou a rir dela e sua careta engraçada ao falar.

—Mentir é feio, sabia? Você disse que a água não estava fria e tava.

—Se eu dissesse a verdade, você não entraria. — Rebateu.

—Não mesmo!

—Vem cá! Deixa que eu esquento você com o calor do meu corpo então!

Ele a abraçou e aproveitando a proximidade de seus rostos, lhe roubou um beijo.

—Sabe que essa é a primeira vez que entro aqui? — Confessou a jovem. Ela nunca se atreveu a entrar no lago nesse um ano que já morava ali. Nem na piscina ela entrara.

—Não conta pra ninguém, mas essa é minha primeira vez também.

Ele cochichou no ouvido dela que riu dele.

—Seu bobo!

Ela o insulto com um sorriso nos lábios após Arthur se afastar um pouco pra encará-la.

—Adoro quando você sorrir assim pra mim! — Ele confessou.

—E eu adoro você!

Sara segurou em seu rosto barbudo e salpicou vários beijo em seus lábios, fazendo Arthur rir disso.

Notas finais
Até o próximo!