Notas iniciais
Mais um pouco de cuidados do Arthur com Sara.

Era madrugada quando Arthur foi acordado bruscamente por um grito de Sara. O homem de olhos azuis, se assustou e imediatamente, se levantou do sofá e foi até a jovem que naquele momento se encontrava sentada no outro sofá e com uma expressão bem assustada.

—Sara o que houve? — Ele questionou após ligar um abajur que havia bem sobre a mesinha atrás do sofá onde a jovem se encontrava, e se acomodar em frente a Sara.

—Um pesadelo, Arthur. — Ela contou ofegante, suada e assustada. Reviver aquela história contada ao homem a sua frente lhe fez ter o mesmo pesadelo que há semanas não vinha tendo. _Foi horrível. — Sempre era! _Meu pai todo machucado pedia pra eu ajudá-lo, mas eu não conseguia... não conseguia.

Ela começou a chorar. Arthur a abraçou, exatamente, como havia feito quando ela lhe contou sobre o que acidente do pai.

—Já passou. Vai ficar tudo bem agora, honey. Foi só um pesadelo ruim.

Aquele trauma parecia mesmo muito impregnado nela. Gostaria de poder livrá-la disso e de qualquer outra coisa ruim que lhe causasse dor e sofrimento como via aquela lhe causar. Sara era especial demais pra ele e tudo que Arthur queria era vê-la bem e feliz.

—Eu me sinto tão culpada. — Sara murmurou com o rosto escondido no pescoço de Arthur.

—Você não é culpada de nada, honey — Ele lhe afirmou com ternura enquanto desfazia cuidadosamente o abraço deles. _Não se imponha uma culpa que você não tem, querida. Isso só faz mal a você. Tenho certeza que seu pai não lhe culpa da morte dele. Ele sabe que tudo você fez pra ele não partir. Mas nem sempre as coisas são como a gente quer que sejam.

Ela o abraçou novamente. Era tão bom ter alguém que lhe amparasse e lhe acalentasse em momentos tão difíceis como esses. Muitas foram às vezes em que ela acordou como naquela madrugada após um pesadelo como aquele e não havia ninguém pra lhe oferecer o que Arthur oferecia naquele momento: carinho, cuidado e atenção.

—Eu não consigo evitar de me culpar. — Ela sussurrou no ouvido do homem que tentava lhe consolar depois do pesadelo que ela teve.

—Mas não deve fazer isso. Quero que me prometa que não se culpará mais. Pode fazer isso por mim?

Seria tão difícil não se culpar por algo que ela tinha certeza de que era responsável, mas por ele, por aquele homem que apareceu pra transformar sua vida e lhe dá uma nova perspectiva do mundo a sua volta, a jovem prometeria aquilo e tentaria cumprir sua promessa.

—Eu prometo!

—De verdade mesmo?

Ela desfez o abraço que dava nele e com um balançar positivo de cabeça, confirmou aquilo.

Sara era capaz de prometer qualquer coisa que ele lhe pedisse daquele jeito doce dele.

Arthur ficou contente por ela aceitar aquilo. Só esperava que com isso ela pudesse se livrar em parte do peso que carregava nas costas.

—Acho melhor levar você pra dormir no seu quarto. Vai ser mais confortável. Vem!

Feito uma garotinha obediente, ela acatou sua sugestão sem fazer qualquer objeção.

Recolhendo o lençol dela e dele, Arthur tomou Sara pela mão e levou-a até o quarto dela para que ali, sim, ela pudesse dormir com o conforto adequado que um sofá por mais macio que fosse, não seria capaz de proporcionar.

Chegando ao cômodo dela, ele a colocou na cama, cubriu-a com o lençol que havia trazido da sala e quando ia se despedir dela com um beijo pra ir para seu quarto, foi surpreendido com o pedido de Sara para que ele ficasse ali e dormisse com ela.

—Você quer que eu durma aqui com você?

—Por favor. — Ela suplicou. Não queria ficar sozinha, ainda estava assustada com o sonho ruim que teve e temia voltar a tê-lo. Geralmente, era isso que ocorria. E não queria acordar sozinha caso isso tornasse a acontecer.

—Tudo bem, então.

Se Sara era incapaz de negar nada a Arthur quando ele lhe pedia, o mesmo acontecia com o homem de olhos azuis em relação a jovem. Ele não conseguia negar-lhe nenhum pedido que fosse.

—Vou só fechar a porta, ok?

Ela assentiu e ficou observando Arthur ir fazer o que disse, pra logo depois, vir e se acomodar com Sara na cama espaçosa.

A jovem se aninhou em seu peito e o abraçou feito uma garotinha com medo de algum monstro vir lhe assombrar.

—Boa noite e bons sonhos, honey. — Ele desejou-lhe antes de beijar sua testa e ser agraciado com o perfume de seus cabelos.

—Pra você também, Arthur.

Com ela em seus braços ele, certamente, teria uma boa noite e ótimos sonhos. Não custou muito pra ambos adormecerem um nos braços do outro.

Notas finais
Um grande beijo e até breve.