Notas iniciais
Aproveitando esse feriado pra atualizar a fic pra vocês. E minha querida Ana Camila sobre as questões que me indagou, bom... como eu já disse antes, ainda vai levar um pouco de tempo para o Arthur/Grissom recuperar a memória, ou melhor, pra ele ter o primeiro flash de lembrança. Só pra ter uma ideia, eu já estou com um bom lance de capítulos escritos e ainda nem cheguei a escrever sobre os que ele começa a lembrar. Mas já tenho tudo esquematizado na cabeça, apenas falta chegar ao momento correspondente pra então começar a escrevê-lo. Por enquanto ainda estou escrevendo os que eles estão vivendo boas grandes e fortes emoções . Mas, eu já tenho tudo muito bem arranjado sobre a volta da memória dele. Vai haver sim, uma pequena passagem de tempo, e a volta da memória dele vai vir a princípio em pequenos flashes, até que virá tudo de a vez e... Eu não posso mais dizer nada, pois se eu der mais spoilers da fic vai perder a graça. E o suspenso é a alma do "negócio". Kkkkkk Mas brincadeira a parte, isso é só o que posso adiantar pra você e as demais leitoras, coração. Espero que minha resposta tenha sido satisfatória pra você. Ok? Agora vamos ao capítulo.

Arthur já começava a ficar preocupado com a demora de Sara em voltar. Já havia se passado algumas horas desde que ela saiu dali e nada de retornar.

Sozinho e impaciente, ele já havia andado por toda a casa sem ter o que fazer. Não havia TV pra assistir e se distrair. Sara havia lhe dito, certa vez, que não gostava de televisão, por isso não tinha uma. Sua distração ali era só ouvir música ou a leitura. E como ele não queria saber de música no momento, então rumou para a biblioteca que havia na casa, a qual era bem abastecida de livros de diversos gêneros literários, com a intenção de buscar em um deles um pouco de distração enquanto sua amada não voltava.

Diante da estante enorme e repleta de livros, o homem de olhos azuis procurava por algum pra ler. Optou por um de poemas. Era de Shakespeare.

Acomodando-se numa poltrona que havia ali, o homem começou a folhear o livro e lê-lo.

Havia diversos sonetos e poemas, um mais lindo que o outro. Arthur viajou na leitura deles que até perdeu a noção do tempo. Quando ele se espantou já havia se passado um tempo bem considerável e nada de Sara. Olhou pela janela e lá fora já até havia escurecido.

—Sara por que você não chega logo?

Tão logo ele disse tais palavras e ouviu barulho de carro. Largou o livro sobre a poltrona e saiu rapidamente da biblioteca. Chegou a sala no mesmo momento em que Sara abria a porta e entrava em casa.

—Sara que demora! Eu já estava preocupado com você.

Ele foi até ela e lhe abraçou com certa urgência que deixou a jovem espantada.

—Ei! Tá tudo bem comigo.

—Já estava começando a achar que algo tivesse acontecido com você.

—Mas não aconteceu.

—Você demorou tanto.

—Realmente ficou tão preocupado assim?

—Bastante! Você saiu daqui era de tarde e eu via anoitecer e nada de você voltar. — Ele contou desfazendo o abraço deles. _Por que tanta demora pra voltar?

—Eu tive que levar o filho da minha amiga ao mesmo hospital que te levei, para o garoto fazer exames a fim de confirmar as minhas suspeitas e assim, ele faria o tratamento correto para o que ele tinha.

Ela explicou enquanto largava a bolsa no chão e ia em direção ao sofá jogando-se nele em seguida. Estava esgotada de dirigir até a cidade vizinha e depois de volta pra casa. Sem contar, que passou horas em pé com Lucy e Michael. Seus pés doíam horrores e suas costas também por conta de ficar sentada muito tempo ao volante. Mas graças a Deus, o filho de Lucy foi devidamente atendido, como não havia ocorrido quando ela e Michael levaram o garoto ao posto médico de East Wood.

Arthur foi até Sara. Ergueu com delicadeza as pernas dela e as acomodou em seu colo enquanto se sentava no mesmo sofá em que a jovem estava deitada. Sob o olhar de Sara, o homem de olhos azuis tirou as sapatilhas que a jovem morena usava e começou a massagear seus pés que estavam vermelhos.

—E o que o filho da sua amiga tinha? — Ele quis saber tão logo começou a massagear os pés da jovem.

—Pneumonia viral!... Nossa, meus pés clamavam por isso, Arthur! — Ela suspirou em aprovação àquela deliciosa massagem que ele lhe fazia. Era tudo que necessitava nesse momento.

—Está bom assim?

Ele apertava com delicadeza a base de seus pés e ela sentia um alívio tão grande com aquilo.

—Está ótimo!

—Me conte mais do garoto.

Ela assim o fez. Disse que não precisou de muito pra chegar a conclusão de que Doug estava com Pneumonia, mas achou mais prudente levá-lo ao hospital pra ele fazer os devidos exames e ter certeza de qual tipo de Pneumonia ele tinha. E lá se confirmou seu diagnóstico e tipo exato de pneumonia.

Ela ainda expressou sua indignação ao comentar que no posto da cidade, quando sua amiga e Michael levaram Doug mais cedo lá pra ser atendido, ninguém atendeu o garoto direito e ainda disseram que o que ele tinha era só virose.

—Mas ele vai ficar bem?

—Sim! O médico receitou antibióticos pro tratamento da pneumonia. E o Doug ainda terá que fazer nebulizações e manter repouso em casa, além de tomar bastante líquidos principalmente, leite e água.

—Que bom que agora está tudo bem com ele.

—Hum... Com certeza! — Ela resmungou de olhos fechados enquanto seus pés eram agraciados pela massagem relaxante de Arthur.

—E o tio do menino?

—O que é que tem o Michael? — Sara olhou sem entender para Arthur.

O homem de olhos azuis estava louco era pra saber na verdade, como aquele cara tinha se comportado com ela. Teria dado em cima dela? E caso, tenha feito isso, será que ela lhe contaria?

—Quando o vi pela janela do quarto na hora que saíram daqui, ele me pareceu muito nervoso. — Inventou mentirosamente. Ele sequer havia visto direito a expressão de Michael, mas supôs que ela estive assim dada a situação.

—Ele estava mesmo muito nervoso e preocupado, como não podia deixar de ser já que ele é tio do Doug. Na verdade, ele se considera mais do que um tio. Ele me contou enquanto estávamos os dois na recepção do hospital após Lucy entrar pra ver o filho, que como o marido da irmã morreu quando Lewis e Doug tinham respectivamente dois e um ano de idade, ele meio que assumiu o papel de pai dos sobrinhos e ajudou Lucy na criação dos meninos. E pelo que pude ver, os sobrinhos são loucos por ele, principalmente, o Doug. Ele não desgrudava do tio quando vínhamos do hospital pra casa deles. E ele era só atenção com o menino, como um pai de verdade.

—Hum... — Arthur resmungou não se agradando nada em saber que aquele sujeito, parecia ser muito "bom moço" para o seu gosto.

—Que foi? — Ela notou sua expressão tarciturna.

—Nada.

Ele preferiu guardar suas impressões a respeito daquele irmão da amiga dela, pra si próprio. Desde que aquele sujeito não tente nada com Sara, estava tudo ótimo pra Arthur.

—Tem certeza que não é nada?

—Tenho. Agora mudando de assunto, eu gostaria de saber uma coisa de você.

—O que?

Ele precisava esclarecer aquela história que vinha lhe corroendo desde que a jovem lhe disse sua profissão.

—Por que não me contou antes que era médica? Eu lembro de ter perguntado a você isso no dia em que me encontrou, quando a gente já estava no seu carro. E na ocasião, você negou.

Ela temeu essa pergunta. Sabia que fatalmente, ele lhe interrogaria a esse respeito. Teria que lhe contar a verdade, mas não agora em outro momento.

—A gente pode falar disso em outra hora? Eu preciso tomar um banho e comer. Tô morrendo de fome!

Ela lhe disse sentando-se no sofá.

Ele ficou com a impressão de quê ela estava fugindo da conversa, mas não quis comentar nada a essa respeito.

—Claro! Se quiser, eu preparo algo pra você comer enquanto sobe pra tomar seu banho.

—Faria isso pra mim?

Com um sorriso, ele tombou a cabeça de lado e lhe revelou:

—Faria isso e muito mais pra você e por você!

Um misto de sensações fez reboliço dentro dela, fazendo-a se sentir a mais especial e sortuda das mulheres depois dessas palavras dele.

Aquele homem mais parecia um sonho! Bom, bonito, carinhoso, gentil e se não bastasse tudo isso, ele ainda tinha aquele jeito de garoto carente, que roubou seu coração no primeiro olhar que trocou com ele.

—Você existe mesmo, Arthur? Ou isso é só um sonho meu?

Ela lhe disse tocando seu rosto.

—Eu existo, não é sonho seu, honey.

Ele afirmou com doçura e lhe dando um casto beijo.

Notas finais
Será mesmo que ela vai ter coragem de reviver essa história dolorosa ao contá-la pra Arthur? É esperar pra saber. E sempre tiverem suas dúvidas podem mandar que eu terei o enorme prazer em respondê-la. Como não tenho tempo pra responder cada review de vocês já que infelizmente não tenho tempo pra fazer isso, eu então faço uso da caixa das notas iniciais pra tirar as dúvidas de vocês, sempre que vou atualizar as fic's. Desse modo, podem mandar suas questões que eu as respondere, certo? Um grande beijo e até breve.