Notas iniciais
Estamos aqui com mais um novo capítulo. Fofura, minha querida, pra você que me perguntou sobre a Amanda e a Catherine aqui estão as duas nesse capítulo inteirinho delas. E, não, Amanda não será vilã. Ela é uma boa pessoa. Não a transformarei em vilã. Tinkerhell, aqui não teremos o Michael, mas já adianto que sim, ele estava falando a verdade e isso virá mostrando no próximo. Ok? E Bruh, sobre o seu comentário do capítulo retrasado, eu vou te deixar na expectativa sobre se isso virá ou não a acontecer. Mas, você tem razão mesmo, isso seria legal. Quem sabe! Essa fic reserva muitas emoções. Algumas boas e outras nem tanto assim. É esperar pra ler. Questões esclarecidas, segue o capítulo abaixo.

Amanda ainda não conseguia acreditar na notícia recebida horas atrás de Catherine. Seu noivo tinha sido dado como morto e o corpo sequer havia sido encontrado pra quê lhe dessem um enterro digno.

Seu coração estava aos pedaços pela perda do homem que ela amava e admirava com todo coração. Tudo o que ela queria, era que aquilo fosse um terrível pesadelo. Mas pesadelos não duram uma semana, o que era o caso daquele.

Como ela faria pra viver sem o amor de sua vida?

Novas lágrimas vieram molhar seu rosto. Nas últimas horas, ela não fez outra coisa se não... chorar sozinha naquela sala à perda de seu amado noivo.

Ainda lhe custava crer que aquilo tinha sucedido de fato. Ele não podia ter lhe deixado assim tão prematuramente.

Daria tudo para que o tempo pudesse voltar, pra assim seu noivo estar vivo e ao seu lado.

Ela encarou com dor e tristeza o aro dourado na sua mão direita. Fechando os olhos, inevitavelmente, ela lembrou da noite em que Grissom lhe fez o pedido e colocou aquele lindo anel em seu dedo.

Era uma noite de sábado, eles tinham saído pra jantar a pedido de Grissom. Em determinado momento do jantar, seu até então namorado fez o pedido a surpreendendo completamente.

No momento do pedido, Grissom mais parecia um garoto todo nervoso e não aquele homem firme e seguro que ela sabia que ele era quando estava trabalhando.

"Amanda... já faz um tempo considerável que estamos juntos e... eu acho que está mais do que na hora de nós avançarmos mais ainda no nosso relacionamento. [...] Você quer casar comigo, querida?"

Ela tinha ido ao céu com seu pedido. Não imaginava que a razão daquele jantar proposto por ele, fosse com essa intenção. Adorou a feliz surpresa! Obviamente, aceitou aquele pedido.

E pra fechar a noite, ainda teve depois, a linda noite de amor que tiveram em comemoração ao pedido aceito por ela.

Tinha sido incrível e especial aquela noite. Gil era um amante perfeito entre quatro paredes. Desprovido de sua habitual timidez e seriedade, ele parecia outro. Era tão gentil, carinhoso, amável. Não que ele não fosse isso fora das quatro paredes. Ele era também tudo isso. Mas quando estavam sozinhos num quarto, ele se transformava e se tornava o amante perfeito que toda mulher anseia ter. Sabia bem como tratar e satisfazer uma mulher na cama.

Mas agora, ela não teria mais ao seu lado o amante perfeito... o noivo atencioso... o companheiro de todas as horas... e o amor da sua vida! Ele estava morto e levou junto com ele seu coração.

Uma batida na porta da sala de Amanda trouxe a jornalista de volta a cruel realidade. Enxugando as lágrimas, ela autorizou a entrada de quem batia.

—Amanda, querida... acabou de sair no noticiário da TV sobre seu noivo. Eu sinto muito.

A ruiva assentiu tristemente para a colega de trabalho e melhor amiga, Lorena. Ainda ninguém sabia daquilo, pois ela sequer havia dito. Somente seus pais estavam sabendo, porque estavam com ela quando recebeu a notícia poucos minutos antes de vir trabalhar.

—Eu ainda não consigo acreditar, Loh. Tinha esperanças dele ser encontrado vivo.

—Uma semana era pouco provável, querida. Quando você recebeu a notícia?

—Pela manhã, antes de vir pra cá. A irmã dele me ligou pouco depois que o investigador do caso esteve na sua casa pra dar a notícia.

A ruiva não conseguiu se conter e começou a chorar diante da amiga. A outra mulher deu a volta na mesa e abraçou a amiga na tentativa de confortá-la.

Lorena sabia o quanto Amanda amava demais o noivo e aquela perda dele, certamente, estava sendo dura demais pra ela.

Acompanhou toda a história de amor de sua amiga e o empresário desde o começo. E foi testemunha do quanto nesses últimos dias, Amanda vinha sofrendo com o desaparecimento de Grissom. E agora vinha a confirmação de que ele provavelmente estava morto.

—Ah, amiga! Eu não sei como você teve cabeça de ainda vir trabalhar depois de saber disso.

—Eu tenho deveres a cumprir. Matérias pra fechar, mas confesso que estou sem cabeça pra isso.

—Pudera. E por que não me contou assim que chegou?

—Catherine pediu pra não espalhar a notícia ainda, por conta, justamente, da nota que pretendia soltar na imprensa. — A jornalista suspirou em tristeza. _Ainda estou tão sem acreditar nisso tudo. Parece que a minha ficha não caiu.

—Eu imagino.

—Como vai ser daqui pra frente pra mim sem ele, Loh?

—Você é forte e vai superar essa perda.

—Eu vou sentir tanto a falta dele. Na verdade, eu já sinto!

O telefone da sala tocou e Lorena desfez o abraço da amiga pra deixá-la atender a chamada.

—Alô!... Sim, já estou indo aí, Patrick.

Ela desligou a chamada e contou a amiga que o chefe delas a chamava na sala dele. Certamente, era por conta da notícia acerca de seu noivo.

...

Na construtora o clima era péssimo em decorrência da trágica notícia. Mesmo abalada, Catherine fez questão de ir a construtora e dar ela mesma a notícia aos funcionários. Assim que chegou ao local de trabalho, a arquiteta tratou de reunir os funcionários e lhe partilhar aquela terrível notícia. Todos ali ficaram arrasados. Tinham um respeito enorme com Grissom independente, de alguns acharem-no um sujeito estranho e frio.

Os funcionários mais próximos ao empresário e que estavam mais em constante contato com ele como, por exemplo, Andrea, sua secretária particular e Joshua, o motorista da empresa que constantemente costumava levar Gil à compromissos pela cidade, eram uns dos que mais sentiram com pesar e dor a notícia.

—Com licença, senhorita Catherine...

—Entre, Andrea.

A secretária adentrou a sala de seu chefe, onde a irmã dele havia se trancafiado depois de ter falado com os funcionários, o que já fazia algumas horas atrás.

Andrea sentiu uma tristeza profunda e um aperto no peito ao pensar que não veria mais seu patrão naquela sala. Ele era um bom homem e ela tinha criado um grande carinho e admiração por ele. Muitos podiam dizer por aí que ele era um sujeito insensível e até arrogante, mas ela sabia que nada daquilo era verdade. Ele era alguém de coração bom e sensível, só não deixava transparecer muito isso.

—Diversos canais de mídia impressa e TV estão ligando insistentemente querendo uma entrevista com a senhora, acerca do Doutor Grissom.

—Diga que não pretendo dar qualquer entrevista. A nota que o pessoal da nossa assessoria soltou já foi o suficiente.

—Sim, senhora.

—E Andrea preciso que me faça um grande favor.

—Se estiver ao meu alcance, eu faço, senhora.

—Está, sim. Eu não estou com cabeça pra tal situação e acredito que nem Warrick. E a pessoa mais próxima e confiável que conheço pra pedir isso, é só você.

—Pode pedir, dona Catherine.

—Quero que marque pra amanhã de manhã uma missa em intenção ao meu irmão, lá na igreja matriz. Mas quero algo restrito a somente pessoas próximas e funcionários, caso eles queiram ir.

—Como queira.

—Se encarregue de tudo a esse respeito e me avise o horário que conseguir, depois comunique aos demais funcionários. Não tenho condições alguma pra ver isso.

—Eu faço isso sim. Providenciarei tudo pra amanhã.

—Ok. E me avise quando tudo estiver certo.

A secretária assentiu com pesar.

—Doutor Grissom vai fazer tanta falta aqui. — Ela expressou triste.

—Vai mesmo, Andrea.

Com a voz embargada, a irmã do empresário concordou com a secretária. Na verdade, seu irmão já fazia falta ali.

—Ainda não consigo acreditar que isso aconteceu com ele.

—Nem eu, Andrea.. Nem eu!

Notas finais
Coitados de todos. Estão sofrendo muito com essa "perda". Um grande beijo e até o próximo.