Notas iniciais
Antes de mais nada quero agradecer aos reveiws que vocês deixam, eles são estimulantes demais. É bom saber a opinião de vocês e sentir o carinho de vocês através das palavras que me enviam. E Fofura (sua linda) seja muito mais do que bem vinda a essa fic. Amei tudo o que você me mandou, coração. E respondendo sua pergunta, sim, a diferença de idade entre eles é a mesma da série. Vale lembrar que a idade que Sara deu ao Arthur não é a real idade dele, na verdade, ele tem 40 e ela 25. Questão esclarecida. Agora vamos a outras que a minha querida Jujah fez em seu review. A primeira era sobre a Catherine, ela vai aparecer daqui a dois capítulos tendo enfim notícias sobre o irmão, mas adianto que não serão boas notícias. Quanto ao Michael, ele também aparecerá em breve. E por fim sobre o Arthur e a Sara "darem uns pegas", essa capítulo traz a resposta pra essa pergunta, coração. Espero que apreciem bastante o que lerão.

—Você já não precisa mais usar uma bandagem nesse machucado. Um curativo menor já está de bom tamanho.

Era noite, eles estavam no quarto de Arthur, e Sara estava trocando o curativo do rosto dele.

Graças a Deus o machucado seguia cicatrizando muito bem. Não houve inflação alguma nele ou nos pontos. Em mais três ou quatro dias, ela já podia tirar aqueles pontos dele.

—Que bom! Ao menos, não me sentirei mais uma 'múmia' com essa bandagem na cabeça.

—Múmia?... Você tem cada uma!

Sara balançou a cabeça sorrindo daquele exagero dele de se comparar à uma múmia.

Arthur gostou do lindo sorriso que viu aparecer nos lábios da jovem.

—Quando você sorri fica mais bonita ainda, sabia?

Ela interrompeu o serviço que fazia — estava passando um remédio sobre o machucado dele pra então depois cubri-lo com a gase — e encarou Arthur nos olhos.

Foi uma coisa instantânea, e quando Sara se deu conta já havia se perdido naquele olhar azul que parecia lhe chamar... lhe atrair!

Mas não era só o olhar, o dono dele também lhe atraia e lhe despertava sentimentos os quais, nem mesmo, Hank lhe despertou. Algo muito mais intenso... mais forte e assustador, pela forma rápida como estava acontecendo e como começou.

Estava ficando difícil pra ela esconder ou disfarçar o quanto lhe 'afetava' e mexia consigo a presença daquele homem, o qual ela já convivia há cinco dias!

Um sorriso dele ou um simples olhar seu, e Sara sentia coisas que mexiam intensamente consigo.

—Não faz idéia do quanto eu gosto de te ver sorrindo, Sara.

Ele confessou, tomando a liberdade de tocar o rosto da jovem.

Ela sentiu o corpo se arrepiar no mesmo instante daquele toque.

O que aquele homem estava fazendo com ela?

O que era tudo aquilo?

—Arthur...

Ela murmurou com a intenção de pedir pra ele tirar a mão de seu rosto, pois aquele contato de sua pele na dela estava lhe queimado por dentro. O contato estava lhe fazendo desejar outros toques nada inocentes.

Mas quem disse que ela conseguiu dar seguimento naquele pedido?

—Mais cedo, quando aquele homem estava aqui e eu via você sorrindo pra ele e não mais só pra mim, eu me incomodei tanto, que nem imagina.

Ele ainda quis dizer que no momento até sentiu ímpetos de dizer pra ela parar de rir tanto para aquele estranho, e rir só pra ele, como estava sendo antes daquele irmão da amiga dela aparecer, mas não teve coragem de lhe confessar esse seu 'desejo' secreto.

Ela ia lhe dizer algo, mas se deteve ao sentir a mão dele deslizar carinhosamente por seu rosto. Fechou os olhos.

Aquele toque era tão bom!

Depois sentiu o polegar dele roçar delicadamente sobre seu lábio inferior. As melhores sensações brincaram dentro dela por conta daquele gesto dele.

—Sabe qual é a minha maior vontade nesse momento, Sara? — Não esperando por sua resposta, ele completou: _Descobrir quê sabor têm os seus lábios!

Ela abriu imediatamente os olhos e engoliu em seco diante daquela "confissão" dele.

Ele queria beijá-la! Era isso?

Com o coração aos solavancos, Sara viu Arthur vir aproximando lentamente seu rosto do dela.

Ele vinha pra beijá-la!

Era isso mesmo!

Ele parou quando seus rostos se encontravam a milímetros de distância um do outro. Aquela proximidade toda proporcionava à Sara sentir bem de perto a respiração quente do homem a sua frente, bem como, seu hálito de menta.

A mesma vontade que ele confessou sentir segundos atrás, ela também sentiu agora que o tinha tão próximo de si.

Também gostaria de saber qual seria o gosto dos lábios dele!

Ela viu seu olhar azul que parecia preso em seus lábios, desviar-se de sua boca pra encarar seus olhos castanhos profundamente.

Sara viu-se confessando silenciosamente que o azul dos olhos dele eram muito mais bonitos vistos tão de perto. E Arthur viu-se confessando o mesmo em relação aos belos olhos cor de chocolate da jovem a sua frente.

—Eu não consigo mais, Sara. Preciso fazer isso!

Ele murmurou.

E sem dar tempo a jovem de lhe rejeitar ou tentar impedi-lo daquilo, Arthur anulou com sutileza a distância entre seus lábios e os de Sara, e o contato entre sua boca e a dela deu-se.

Delicadamente!

Timidamente!

Os lábios dela eram macios como ele supôs que seriam!

Desde o segundo dia em estava ali convivendo com Sara, que Arthur já vinha desejando por aquilo. Desejava beijar aquela jovem com quem já vinha sonhando todas as noites e por quem, sentia o coração acelerar toda vez que estava ao seu lado.

Ela mal podia imaginar que havia se tornado a dona de seus sonhos, a protagonista, na verdade!

E não era só isso.

Ele sentia-se completamente atraído e apaixonado por ela. A convivência desses dias todos em que já estavam dividindo o mesmo teto, só os aproximou e fez aumentar dentro dele aquela 'coisa' que ele sentia quando estava ao seu lado.

Ela era um encanto de garota e ele não tinha dúvida alguma, de ter sido fisgado por aquele 'encanto' no primeiro instante em que se viram.

Sem que ele, ao menos, desconfiasse, Sara também já partilhava desses mesmos sentimentos que Arthur vinha nutrindo ainda que secretamente por ela. Mas a jovem sentia-se meio assustada com a intensidade e naturalidade com que aqueles sentimentos surgiram e cresciam.

Parecia meio surreal demais pra ela aquilo!

Não demorou nada para Arthur exigir por "algo mais" do que aquele simples contato que até então estava acontecendo entre seus lábios e os de Sara. Ele sentiu a necessidade de aprofundar aquilo e então, sua boca foi se abrindo sutilmente.

Com prazer, sentiu Sara aceitar e imitar seu gesto, e logo suas bocas encontravam o encaixe perfeito delas. Era como se tivessem sido feitas exatamente uma para a outra. Como uma peça de quebra-cabeça quando encontra a outra peça que lhe completa!

E quando a língua de Arthur e a de Sara se tocaram, foi uma mistura louca de sensações que dançaram dentro deles.

Aquilo era bom!

O gosto dela era bom!

O gosto dele era bom!

As mãos dele foram, uma pra nuca dela e a outra pousou em sua cintura delicada. Enquanto que as delas pousaram, no primeiro instante, em seus ombros fortes e depois, desceram e ficaram ambas espalmadas em seu peito. Sara sentia sob a palma de uma das mãos, as batidas mais que aceleradas e quase frenéticas do coração de Arthur.

Seu coração parecia até uma bomba relógio prestes a explodir e o dela não estava tão diferente assim.

Não se recordava de ter sentido antes o coração tão acelerado e batendo tão forte daquele jeito como estava acontecendo naquele instante.

O beijo que trocavam estava desencadeando e intensificando sentimentos que ambos tinham consciência de que já nutriam um pelo outro.

Os segundos iam passando e o "casal" ia se perdendo um no outro com aquele beijo que só avançava. O mundo lá fora pouco importava, pois naquele momento era somente eles dois e aquele beijo que Arthur desejava que durasse muito além do que alguns segundos, ou minutos.

Esse era o mesmo desejo compartilhado por Sara até aquele momento. Ela estava no paraíso e podia jurar que sentia-se flutuar com aquele beijo de Arthur, algo que até então, jamais havia experimentado antes ao beijar alguém.

Mas de repente, do nada, aquilo tudo lhe pareceu tão errado ao lembrar sem querer, que aquele homem era um desconhecido, o qual ela não sabia nada a respeito. Ele podia ter alguém em sua vida. Apesar de não lembrar-se disso.

E se ele fosse casado?

Ou noivo?

Ou apenas tivesse uma namorada apaixonada por ele?

Ela estava sendo o quê... a outra na vida dele?

Não! Aquilo não pareceu certo e justo pra ela. E, muito menos, pra possível companheira que ele tivesse.

Com esse pensamento, Sara então, abruptamente, pôs fim naquele beijo.

—Isso não devia ter acontecido!

Ela anunciou, levantando-se da cama onde estava sentada com Arthur, e se afastou do homem.

—Por que? — Ofegante e com uma expressão de quem não entedia nada, Arthur quis saber dela. _Somos duas pessoas livres e desimpedidas. — Argumentou.

—Eu sim sou "livre e desimpedida", mas você não pode afirmar o mesmo a seu respeito, pois não se lembra disso. E se...

—Eu tô apaixonado por você!

Ele confessou sem a menor cerimônia e interrompendo a fala de Sara.

Notas finais
Uau!! Que foi isso?? Quem queria um beijo ou uma declaração, teve os dois de uma vez nesse capítulo. Agora estou no aguardo das opiniões de vocês. Um grande beijo.