Another Life
114 Chapter 114
Notas iniciais
Seu coração apaixonado acelerou no exato instante em que os olhos coloridos e agora marejados do empresário se pousaram naquela figura distante, sentada na areia, com seus cabelos castanhos esvoaçando com o movimento do vento que soprava.
Estava louco pra vê-la de novo! Não teve um só minuto, hora ou dia antes de estar ali, em que não sentisse sua falta. Amava-a com toda sua alma e coração. Infelizmente, por um tempo quis o destino que ele esquecesse dela, a mulher que se tornou a dona absoluta de seu coração, e lhe fizesse sofrer. Mas agora, ele estava ali, com todas as lembranças acerca dela e deles em sua mente novamente.
Ainda lhe custava aceitar que ele foi capaz de esquecer dela! Justamente dela. A mulher que lhe salvou, trouxe felicidade a sua vida e lhe fez conhecer um amor tão especial, algo que até então, ele não conhecia e nunca havia experimentado. Só com ela foi que ele soube o que é AMOR, o que é AMAR.
As lágrimas que já embaçavam sua vista começaram a rolar de seus olhos e deslizar por seu rosto enquanto Grissom fitava seu grande amor.
Ela era tudo e muito mais pra ele. Se estava vivo era graças a ela. Devia sua vida a ela e sempre deveria até que desse seu último suspiro.
Passando as mãos sobre os olhos pra enxugar as lágrimas, Grissom caminhou até os dois lances de degraus que separavam o calçadão da areia da praia. Tirou os sapatos e foi se dirigindo até aonde o seu grande amor estava.
A passos lentos, ele seguiu sentindo os pés sendo agraciados pela maciez da areia branca e seu coração batendo acelerado a cada passo que dava encurtando a distância entre ele e Sara. Queria correr e chegar mais rápido nela, mas a verdade é que não conseguia, pois suas pernas se limitavam a apenas caminhar daquela forma lenta a qual ele caminhava.
Foi uma longa caminhada pra ele. E durante cada passo que ia sendo dado, Grissom ia repassando em sua cabeça cada momento compartilhado com Sara. Desde o primeiro até o último e triste no hospital. Se dependesse dele aquele seria o último momento triste que ele causaria a ela. Daqui pra sempre só seriam momentos felizes e alegres.
Por fim, ele já se encontrava há poucos metros de distância de seu grande amor. Mais uns passos largos e a distância ficou curta o suficiente para Grissom chamar por seu nome.
—Sara...
****
Há mais de meia hora, ela estava observando a paisagem daquele fim de tarde, enquanto se pegava a pensar nele mais uma vez. A verdade é que nunca parava de pensar nele! Não tinha um momento do dia sequer em que a médica não pensasse em seu amado desde àquela fatídica noite no hospital onde decidiu pôr fim a qualquer contato entre eles.
Às vezes até gostaria de não pensar mais nele, ou apagá-lo por completo de suas lembranças para não sofrer mais ao se recordar dele. Porque doía agora cada lembrança, cada promessa feita, cada instante que passaram, enfim cada coisa que viveram. Mas não se apaga assim alguém que está tão vívido no coração e na alma.
Nada mais parecia fazer sentido em sua vida se a pessoa que ela mais amava não estava mais ao seu lado pra fazer tudo valer a pena. Arthur ao sumir levou consigo a Sara que surgiu com ele, e deixou apenas as lembranças que machucavam a médica.
Uma lágrima teimosa escapou do canto de um de seus olhos, mas a médica tratou de enxugá-la depressa. Encarando o horizonte, Sara se questionou como Grissom devia estar?
Com certeza, muito melhor do que ela ali. E muito provavelmente àquela altura, ele já estava aproveitando a vida de casado com Amanda. Se duvidar estão fazendo isso em algum lugar romântico ou quem sabe, paradisíaco. Esse pensamento fez o coração de Sara se apertar e uma nova lágrima escapar de seu olho.
Mesmo com tudo o que houve torcia pela felicidade dele, jamais desejaria seu mau, muito pelo contrário. Porém era doloroso de ver que agora a felicidade do homem que amava, era longe dela e com outra pessoa que não fosse ela.
—Sara...
Ela fechou os olhos e sorriu com tristeza ao escutar a voz dele chamar pelo nome dela como se ele estivesse ali tão perto. Mas a médica sabia bem que isso era impossível de ser verdade. Ele jamais estaria ou apareceria naquele lugar!
—Eu tô aqui!
Seria tão bom se fosse verdade. Muito provavelmente aquilo que ouvia se tratava de uma peça que sua mente estava lhe pregando. Um vento soprou vindo de trás dela e trazendo consigo o perfume de Grissom que Sara tinha gravado em seu olfato.
Novamente outro sorriso escapou dos lábios dela. Só podia estar enlouquecendo pra sentir seu cheiro e ouvir sua voz como se...
—Eu tô bem aqui, atrás de você, Sara. Por favor, olha pra mim. Quero ver o seu rosto.
Ela abriu os olhos assustada. Por alguma razão que Sara não soube explicar aquelas palavras pronunciadas pareceram muito reais pra serem apenas uma alucinação de sua cabeça.
Seria mesmo verdade aquilo que estava ouvindo?
Só havia um meio de descobrir se estava alucinando mesmo ou muito ilusoriamente aquele fato era verdade.
Como uma cena em slow motion, a médica se pôs de pé e então foi virando-se para trás até que seus olhos castanhos visualizaram a imagem emocionada de Grissom há poucos passos de distância dela.
—Oi! — ele saudou-a com um sorriso nos lábios e lágrimas escorrendo pelo rosto.
Os olhos de Sara se encheram de lágrimas e seu coração acelerou em frações de segundos.
Era ele ali!
—Grissom?? — chocada, ela sussurrou levando as duas mãos pra cobrir a boca.
O empresário encurtou a mínima distância que existia entre eles e parando bem diante da médica, tratou de consertar na hora o pequeno engano de sua amada no modo de chamá-lo. Não era com esse nome que ela costumava se referir a ele.
—Não! Pra você é Arthur... Honey!
Aquelas palavras e o tão costumeiro olhar apaixonado que Sara conseguiu enxergar nele, fizeram a médica entender na hora que quem estava diante dela novamente, era: seu marido!
—Arthur!
Ela se jogou em seus braço logo após pronunciar seu nome. O empresário lhe abraçou apertado e escondeu o rosto nos cabelos perfumados de Sara.
O dia em que nos conhecemos
Congelado, segurei minha respiração
Desde o início
Eu sabia que tinha encontrado um lar para o meu coração
"Oi! Como você se chama?"
"Eu não sei!"
"Tudo bem! Olha, eu me chamo Sara e vou te tirar daqui..."
(...)
"Você é meu anjo da guarda! [...] É a única pessoa em quem confio agora! Quero muito te encontrar aqui quando eu acordar. Será que isso é possível, Sara?"
"Eu vou estar bem aqui quando você acordar!"
Batimentos rápidos, cores e promessas
Como ser corajoso?
Como posso amar quando estou com medo de cair?
"Eu tô apaixonado por você!"
"O que você disse?"
"Que eu tô completamente apaixonado por você, Sara!"
"Meu Deus! Isso não podia ter acontecido!"
"Qual é o problema?"
"[...]Arthur, você pode ter uma família com mulher e filhos."
"Mas eu me apaixonei por você!"
Mas olhando você sozinho
Todas as minhas dúvidas, subitamente se vão de alguma maneira
Um passo mais perto
"Eu não quero que vá, Arthur. Quero que você fique aqui... comigo!... Você vai ficar, não vai?"
"Ficar aqui com você... é tudo que eu mais quero, Sara."
"[...] Gosto de você! Na verdade, gostei assim que abriu seus olhos e me olhou."
"Eu também gostei de você assim que te vi pela primeira vez, Sara."
Eu tenho morrido todos os dias esperando por você
Querido, não tenha medo
Eu tenho te amado por mil anos
Te amarei por mais mil
—É você mesmo?
—Sou eu mesmo, meu amor!
—Eu quis tanto que isso acontecesse, esperei por você voltar, que agora custo a acreditar que isso esteja acontecendo! — ela dizia emocionada e escondendo no peito de Grissom seu rosto úmido pelas lágrimas que agora rolavam soltas.
—Mas está! Eu tô aqui. Voltei pra você, honey!... Não vou mais sair do seu lado!... — ele beijou seguidamente o topo da cabeça dela enquanto seus braços a apertavam como se jamais quisesse soltá-la mais. Se pudesse não soltaria mesmo.
O tempo para
Há beleza em tudo o que ela é
Serei corajoso
Não deixarei nada levar pra longe
O que está na minha frente
Cada suspiro
Cada momento trouxe a isso
—... Me perdoa!... Me perdoa por ter feito você sofrer, Sara!
—Eu não tenho que perdoar nada, Arthur! — Sara levantou a cabeça pra fitar o rosto de seu amado. _Não foi sua culpa o que aconteceu.
—Eu me senti e ainda me sinto a pior pessoa do mundo por ter esquecido de você, a pessoa mais importante pra mim, a pessoa que salvou a minha vida. — enquanto dirigia tais palavras a Sara, o empresário enxugava com seus dedos polegares as lágrimas que molhavam o rosto de sua amada.
—Não se sinta assim. Você agora já lembrou e está aqui é isso que importa.
—Diz que me perdoa!
Pra ele era importante ouvir aquilo.
—Já disse que não tenho o que perdoar.
—Por favor! — ele implorou, juntando sua testa a de Sara e segurando com ambas as mãos cada lado de sua face.
Se aquilo era importante como ela via que parecia ser pra ele, então a médica resolveu atender seu pedido.
—Eu perdôo você, claro!
—Te amo! — o empresário sussurrou tão logo recebeu seu perdão de Sara.
Aquelas duas palavras que carregavam um sentimento tão grande, fizeram Sara sorrir e novas lágrimas se acumularam em seus olhos vindo a escorrer deles no instante seguinte.
Ainda que por algumas vezes, desde o hospital quando resolveu romper qualquer vínculo com o empresário, lhe tenha parecido improvável que um dia aquele homem voltasse a lembrar dela e viesse atrás da médica, ainda assim, no fundo de seu ser Sara mantinha uma pequena chama de esperança acessa secretamente em relação a voltar a encontrar seu amado.
Vai ver que o que precisavam, ou melhor, Arthur precisava era de mais tempo, um tempo que veio e lhe fez lembrar dela e trazer de volta seu coração pra médica.
—Eu também te amo... Arthur! — ela sussurrou em resposta e logo, eles juntaram seus lábios num beijo.
E o tempo todo eu acreditei que te encontraria
O tempo trouxe seu coração pra mim
Eu tenho te amado por mil anos
Te amarei por mais mil
****
—Como você lembrou de mim? O que te fez lembrar?
Acomodada entre as pernas de Arthur e tendo as costas apoiadas no peito de seu amado, Sara quis saber dele enquanto admiravam da areia o belo final do pôr do sol.
—Eu fui repetir as palavras que os noivos dizem antes de trocarem as alianças e... Puft! Lembrei do nosso casamento no píer da sua casa e toda a história que você e eu escrevemos juntos. — resumiu o empresário.
—Espera, você estava prestes a casar com a Amanda quando lembrou de mim? — Sara virou o rosto de lado pra encarar Arthur e seu semblante carregava um explícito espanto pelo que seu amado havia acabado de contar.
—Exatamente! — ele sorriu da cara espantada dela e aproveitou a proximidade de seus rostos para lhe roubar um rápido beijo. _Aí, depois que lembrei, desmaie! Acordei na sacristia da igreja com minha irmã, meu cunhado, Amanda, os pais dela e outras pessoas em volta de mim.
—E como foi falar com a Amanda e cancelar o casamento de vocês que estava acontecendo? — ela se interessou em saber tocando um dos lados do rosto dele.
—Foi difícil. Amanda ficou tão arrasada quando disse que não podia mais casar com ela porque lembrei de você.
Tão cedo, ele não ia esquecer a cara de dor e o olhar magoado e ressentido da ex, naquele dia.
—Posso imaginar. Ela te ama muito! — comentou Sara enquanto deslizava carinhosamente a mão por cima de uma das mãos de Arthur que repousava sobre sua barriga enquanto a outra mão dele acariciava os perfumados cabelos da médica.
—Eu sei e feri-la como feri ao terminar nosso compromisso, me deixou péssimo. Mas eu não podia mais casar com ela depois de lembrar de você. E torço pra Amanda achar alguém que a ame tanto quanto eu te amo, porque ela merece.
—Acredito que ainda vai levar um tempo pra isso, pois o amor que ela sente por você não vai apagar assim tão rápido. Eu vi nos olhos dela o quanto ela te ama e não é pouco, Arthur.
Na conversa que tivera com Amanda quando a mesma lhe procurou, ficou bem evidente pra Sara o grande e forte sentimento que aquela outra mulher nutria pelo mesmo homem que a médica também amava.
O empresário era ciente desses sentimentos da ex, sempre foi, na verdade. Amanda sempre lhe deixava explícito isso, ao contrário, dele.
—Só espero que ela não seja do tipo vingativa e queira revidar o fato de você tê-la deixado, te impedindo de ter contato com a filha de vocês no futuro. Tem mulheres que agem assim, sabia?
—Sim!
—Você conversou com ela sobre isso?
Ainda não tivera coragem de procurá-la pessoalmente desde o dia do término do casamento deles. Estava dando um tempo pra que sua ex pudesse se restabelecer do ocorrido. Tinha certeza que vê-lo era última coisa que ela queria por hora. E estava respeitando isso, mas pediu a Catherine pra entrar em contato com ela por esses dia a fim de saber como a jornalista estava passando. E sua irmã descobriu pela mãe de Amanda que a mesma tinha viajo por duas semanas para a casa que eles tinham no litoral. Assim que sua ex retornasse, ele pretendia procurá-la pra conversarem a respeito da filha.
—Não conversei, mas pretendo em breve. Agora chega de falar em Amanda. Não quero que se preocupe com ela.
—Não é preocupação com ela. Mas concordo em parar de falar dela.
—Ótimo! Tenho uma coisa pra você.
—O quê?
Sara se virou ficando de lado entre as pernas de Arthur.
Sob o olhar de sua amada, o empresário pegou de dentro de um dos bolso a aliança dela.
—Isso aqui é seu! — mostrou a "jóia" pra ela.
Sara olhou para aquele pequeno aro prateado e na sequência, desviou o olhar para seu amado.
—Como você...
—Antes de estar aqui, eu fui primeiro atrás de você na sua casa em East Wood! — ele se antecipou na resposta antes que Sara terminasse a pergunta. _E acabei conversando com Lucy que apareceu lá enquanto eu esperava por você achando que tivesse ido a cidade já que não estava e nem seu carro.
—Quando foi lá?
—Há quase uma semana. E antes de deixar a sua casa... — enquanto falava Arthur pegou a mão esquerda de Sara e foi deslizando a aliança prateada pelo anelar de sua amada. _Fui até o píer e lá encontrei as nossas alianças. — ao término de suas palavras, ele beijou o dedo em que a aliança agora se encontrava de volta.
Sorriu com o gesto dele.
—Eu queria deixar pra trás tudo o que tinha a ver com você, por isso as alianças ficaram lá. — explicou a médica olhando para a jóia de volta ao seu dedo.
—E por essa mesma razão que decidiu vender a casa? Lucy me contou que pretende fazer isso.
—Pretendia! Agora mudei de ideia e não venderei mais nada. — sorrindo, ela tocou o rosto de Arthur.
—Melhor!... E ainda tenho outra coisa pra dar a você. — anunciou o empresário.
—Outra?? O que seria agora?
Do outro bolso da calça, o empresário puxou uma pequena caixa de veludo vermelha e estendeu o objeto a Sara. Meio desconfiada e até um pouco confusa, a médica pegou o objeto e ao abri-lo encontrou dois pares de alianças.
—Sei que nós nos consideramos casados. Na verdade, nós somos casados! — ele afirmou vendo um sorriso emocionado surgir nos lábios da mulher diante dele. _Mas quero oficializar as coisas entre a gente perante as leis e a sociedade. Então... Você aceita casar comigo pela segunda vez, Sara? — propôs com um sorriso nos lábios, o mesmo sorriso que se via na médica.
—Sim, aceito!
Eles se beijaram e colocaram as novas alianças um no dedo anelar direito do outro.
—Uma aliança em cada mão. — observou Sara sorrindo.
—É mais logo essa da mão direita se juntará a da mão esquerda. Quero me casar com você o mais breve possível. — contou o empresário antes de dar um beijo no rosto da amada que admirava as duas alianças em suas próprias mãos.
—Posso te fazer um pedido, Arthur?
—Pode fazer quantos pedidos você quiser, meu amor.
—Sei que você é um homem muito rico e muito conhecido, mas se importa se o nosso casamento for algo bem simples? Eu não quero toda essa pompa que deve ter tido no seu casamento com a Amanda, pois até em jornal saiu matéria sobre isso. Eu adoraria se casassemos numa cerimônia bem simples e íntima; que só contasse com as pessoas próximas da gente. Se importa em ser assim?
Um sorriso surgiu nos lábios dele. Aquele era o casamento que ele sempre quis e desejou.
—Eu não me importo, Sara. Até prefiro também que seja assim. E tem mais, a gente pode casar aqui no Havaí, nessa praia em uma semana.
—Uma semana, Arthur?
—É o máximo de tempo que consigo aguentar, porque quero oficializar as coisas entre a gente logo. Além do mais, as pessoas próximas de você estão aqui nesse lugar. E minha irmã está aqui também.
—Sua irmã está?
—Sim. Ela fez questão de vir comigo. Vai faltar o meu cunhado e a Louise, mas eu peço pra eles virem pra cá no jatinho da empresa.
—Quem é Louise?
—É a governanta de lá de casa. Trabalha há muitos anos conosco. Depois que a minha mãe morreu, Lou cuidou de mim e Catherine como se nossa mãe. E eu quero muito que ela esteja presente no nosso casamento.
—Eu queria que a Lucy e os meninos também viessem.
—A gente pode dar um jeito nisso.
—Pode? Como?
—Ligamos pra ela e pedimos que vá pra Los Angeles e assim, ela e os filhos vêm no jatinho com meu cunhado e Lou.
—Sério? — Arthur assentiu positivamente. _Então eu aceito me casar em uma semana com você!
O homem de olhos azuis sorriu largamente e beijou sua amada.
Uma semana depois...
Um sorriso lindo surgiu nos lábios do empresário assim que viu sua amada vir caminhando descalça pela areia branca como seu vestido e a pequena coroa de flores que Sara usava enfeitando o topo de sua cabeça. Ao seu lado vinha Andrew de braços dados com a irmã lhe conduzindo até o pequeno e improvisado altar montado na praia, próxima a barraca de um amigo de Andrew.
Foi inevitável pra Arthur e Sara enquanto se fitavam a medida que a médica vinha se aproximando do empresário, não se lembrarem do casamento realizado lá píer. Diferentemente daquele em que só haviam os dois no momento, agora eles contavam com a presença das pessoas que eram importantes pra eles. E diferentemente daquela vez, nessa o casamento duraria pra sempre!
Andrew trocou um aperto de mão com o cunhado assim que ele e sua irmã estavam diante do empresário. Depois o irmão de Sara foi ficar ao lado de sua esposa. Andrew ainda tinha suas reservas de desconfiança com o futuro marido de Sara, mas estava aprendendo a gostar do sujeito que até bem pouco tempo atrás odiava por conta dele vir causando tristeza em Sara.
De mãos dadas diante do juiz de paz e o padre contratados para realizarem aquele casamento, Arthur e Sara oficializaram o casamento deles. Foi uma cerimônia curta e rápida.
—Eu os declaro marido e mulher. Pode beijar a sua esposa, senhor Grissom. — declarou o padre após finalizar a cerimônia religiosa que sucedeu a civil.
Arthur sorriu e virou-se de frente pra Sara tomando as mãos dela nas suas.
—Minha esposa! — ele repetiu a última palavra proferida pelo padre. _Oficialmente a minha esposa! — sussurrou e viu Sara sorrir.
—E você oficialmente o meu marido... E pra sempre!
—Pra todo o sempre, honey!
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