Notas iniciais
Por fim, o fim! Perdão, queridas, pela demora na atualização. O capítulo que eu tinha não achei bom o suficiente, então resolvi escrever outro final. Entretanto, no meio disso deu bloqueio. Já tava até pensando em postar o outro mesmo se demorasse mais pra finalizar o que eu estava escrevendo, mas felizmente ontem a noite finalizei esse epílogo pra vocês e cá estou pra postá-lo. A emoção inteira ficou por conta do anterior. Nesse capítulo eu quis fazer algo leve, alegre e feliz, óbvio. E com o bônus de duas "participação" especial nesse último capítulo. Eu não posso deixar de dedicar esse capítulo especialmente a Molly pela linda recomendação que fez. Nossa fiquei muito feliz com suas palavras. Obrigada pelo carinho. E obrigada também a todas as minhas demais leitora que estiveram acompanhado, favoritando e comentando a fic. Foi muito bom ter cada uma de vocês nessa nossa jornada de mais de um ano de AL. Obrigada... Obrigada... E obrigada. É tudo o que tenho a dizer. E vamos ao último capítulo.

[...]Eu encontrei um amor
Para carregar mais do que apenas meus segredos
Para carregar amor, para carregar nossos filhos

(Perfect — Ed Sheeran)

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Alguns anos depois...

—Papai por que ela é tão pequena?

—Ah, porque ela é uma bebezinha ainda. Você e Henry quando nasceram também eram pequenos como a Emma. — explicou o empresário ao filho de quatro anos.

—Ela vai demorar pra ficar grande e brincar com a gente e a Lizzie? — foi a vez de Arth indagar enquanto ele, o irmão e o pai estavam diante do vidro do berçário vendo a nova integrante da família Sidle Grissom.

—Só um pouquinho, filho.

—Puxa! Ainda vamos ter que esperar que ela fique grande. — reclamou Arth esticando os lábios em um bico de desagrado que fez seu pai sorrir e comparar aquele gesto feito pelo gêmeo de Henry como o que a mãe dos meninos costuma fazer algumas vezes.

—A gente não pode trocar a Emma por uma menina maior, papai?

—Não, Henry. — negou rindo. _Ela vai ficar triste se a trocarmos por outra, filho.

—Ah, ela nem vai saber, papai. É bebê ainda. — argumentou o pequeno e antes que seu pai rebatesse, eles ouviram alguém chamar.

—Meninos! — os três se viraram ao chamado de Catherine que veio e se postou ao lado de Grissom que tinha os gêmeos Arthur e Henry seguros em seu colo, um em cada braço. _E aí, vocês dois já viram a irmãzinha de vocês?

Os dois pequenos assentiram positivamente pra tia e reclamaram com insatisfação que queriam que a irmã fosse já grande como eles e Lizzie.

—Mas ela vai crescer, queridos.

—Foi o que eu disse pra eles. — se pronunciou Grissom dando um beijo em cada filho. _Sara já está no quarto?

—Tá, sim. Foi por isso que vim atrás de vocês pra avisá-los.

—Vamos ver a mamãe? Ela já tá no quarto.

—Vamos! — os dois pequenos disseram juntos e erguendo as mãos pro alto, fazendo o pai e a tia rirem.

Numa posição de meia deitada e meia sentada na cama hospitalar, se recuperando do parto recente, Sara conversava com Louise e Warrick quando a porta de seu quarto foi aberta de súbito e a médica viu seus dois pequenos entrarem feito um furacão correndo na direção dela.

—Mamãe! A gente viu a Emma. — Arth contou empolgado, mas logo em seguida emendou reclamando: _Mas ela é pequena.

—E não serve pra brincar com a gente assim. — completou Henry emburrado.

Não houve um adulto no quarto que conseguiu se conter e não riu do pequeno emburrado.

—Do que estão rindo? — ele olhou sem entender para os tios, o pai, a mãe e Louise.

—Nada, campeão. — ainda rindo, Grissom pegou o menino no colo, lhe beijou o rosto e colocou o pequeno sentado na cama da mãe. Repetiu o gesto com Arthur.

—A Emma ainda vai crescer pra brincar com vocês, meus amores. — explicou Sara. _É só esperarem um pouquinho.

—Foi o que o papai e a titia disseram.

—Eu perguntei pro papai se a gente não podia trocar a Emma por uma menina maior, mas ele falou que não pode.

Novas risadas dos adultos. Aqueles dois pingos de gente eram impossíveis e saíam com cada uma que às vezes deixavam os pais sem ação.

—Realmente não pode, filho.

—O papai disse que ela vai ficar triste. Bebê fica triste, mamãe?

—Fica, Arth. — ela confirmou, deslizando a mão pelo rosto de seu menino e repetindo o gesto no outro filho.

—É por isso que ele chora?

—Também. Os bebês choram às vezes por outras razões como quando estão com fome ou sentindo alguma dor.

Os adultos apenas observavam as explicações que Sara dava aos curiosos filhos. Tudo aqueles dois questionavam e queriam saber.

—Eles choram porque ainda não sabem falar o que estão sentindo, não é mamãe?

—Isso mesmo, papai. — ela piscou pro marido.

Uma batida na porta atraiu a atenção de todos. Eles viram entrar a enfermeira que trazia Emma para conhecer a família mais de perto.

—Olha só quem eu trouxe pra vocês. — anunciou a experiente enfermeira.

Grissom desceu os dois filhos da cama para que a enfermeira pudesse se aproximar de Sara e lhe entregar Emma.

—Aqui sua princesa, doutora. Parabéns! Ela é linda!

—Obrigada, Rose. — com um sorriso abobalhado Sara agradeceu, pegando a bebê dos braços da outra mulher.

—O pessoal pediu pra avisar que no intervalo de cada um, eles viram lhe fazer uma visitinha. — contou Rose em relação aos colegas de trabalho de Sara.

Há dois anos a médica tinha retomado sua profissão e trabalhava no mesmo hospital em que havia dado a luz à Emma. Arthur foi o maior incentivador da esposa nesse seu retorno. Ele vivia dizendo pra Sara voltar a trabalhar na profissão que ela escolheu, mas a médica sempre rebatia dizendo que não se achava ainda capaz disso. Até que numa bela manhã, a opinião da médica mudou após sonhar com o pai e o mesmo lhe dizer que já era hora dela esquecer o que aconteceu com ele e retomar sua carreira de onde ela parou. E foi o que Sara fez.

—Tá bom! Vou esperar por eles.

—Vou indo. Parabéns de novo, doutora e para o senhor também. — Rose se dirigiu a Grissom que agradeceu as felicitações.

A enfermeira saiu do quarto e todos os adultos se aproximaram da cama pra ver de perto Emma.

—Nossa ela é linda mesmo! — comentou Catherine abobalhada com a sobrinha.

—Parece uma bonequinha! — opinou Louise emocionada.

—Prevejo alguém daqui uns anos morrendo de ciúmes da filha quando ela for grande, não é Gil? — Warrick brincou com o cunhado.

O empresário apenas sorriu e lançou um olhar bobo pra esposa que piscou pra ele.

—Com a Lizzie, ele já é assim. Com a Emma não será diferente. Tenho dó das minhas sobrinhas. — a irmã de Grissom alfinetou o empresário.

—Podem falar o quanto quiser de mim que estou feliz demais pra ligar para as provações de vocês, viu?

Catherine e Warrick riram do empresário.

—Ei! A gente também quer ver a Emma de perto! — reclamou Arth chamando a atenção dos adultos que momentaneamente esqueceram da presença dos dois ali.

—Vocês querem deixar os meus pequenos verem a irmã deles, por favor. — pediu Sara sorrindo.

Os adultos deram mais espaço aos dois garotinhos.

Arthur pegou Henry e colocou o filho sentado na cama como havia feito ainda pouco. Do outro lado Warrick chamou Arth para assim ficar um garoto do lado de Sara. O pequeno Arth deu a volta e seu tio pegou-o no colo e lhe sentou na cama.

—Olhem só meninos a irmãzinha de vocês. — Sara se inclinou um pouco pra frente e mostrou Emma para os gêmeos que olharam pra irmã e sorriram.

—Ela não vai abrir os olhos?

No que Henry acabou de falar a bebê abriu devagar seus olhinhos revelando que eles eram castanhos como os de Sara.

—Olha só a Emma ouviu você, filhão. — Grissom beijou o topo da cabeça do garotinho.

—O olho dela não é igual ao nosso. — observou Arth.

—É porque ele é parecido com o da sua mamãe, querido. — Catherine explicou ao sobrinho.

—Não querem dar um beijinho na Emma?

Os dois pequenos assentiram pro pai e devagar um de cada vez beijou a bebê no topo da cabeça deixando os adultos todos abobalhados com a cena e o cuidado com que os garotinhos tiveram ao beijar a irmãzinha.

A presença dos gêmeos, de Catherine, Warrick e Louise se estendeu por umas duas horas. E após a ida deles começou a "peregrinação" dos colegas de Sara ao quarto da médica pra lhe fazer uma visita e conhecerem Emma.
Primeiro quem veio foi Conrad o cirurgião-chefe da equipe a qual Sara faz parte e ele veio acompanhado da enfermeira Sofia. Na sequência em curtos espaços de tempo vieram os demais colegas da médica: Dave, o neurocirurgião que veio junto com Wendy, a técnica de enfermagem; o trio formado por Hodges, que era o anestesista, Teri a cirurgiã vascular e Morgan a residente; e por fim os dois médicos que se tornaram os melhores amigos de Sara e que ela os apelidou de " a dupla dinâmica" por viveram sempre juntos: Nick e Greg, traumatologista e cardiologista respectivamente.

—Nossa, vocês estão de parabéns. A Emma é linda demais. — elogiou Nick observando a bebê. Grissom e Sara agradeceram ao elogio.

—Verdade. Ela é tão linda quanto a mãe. — Greg deixou escapar espontaneamente enquanto admirava a bebê dormindo no berço ao lado da cama de Sara.

—O que foi que disse aí, rapaz? — Grissom endureceu a cara para o médico amigo de sua esposa.

O empresário morria de ciúmes do cardiologista, pois as atitudes do mesmo lhe deixavam evidente que aquele jovem médico nutria outro tipo de sentimento além de amizade pela esposa de Grissom e isso o desconfortava e enciumava demais o marido de Sara.

Greg ficou todo errado e sem jeito diante da interrogativa do marido de sua colega. Não havia dito por mal. Foi apenas um elogio que saiu sem que ele conseguisse conter. E pela cara que via em Grissom, o elogio feito não foi bem visto pelo marido de sua colega de profissão.

—Eu quis dizer que ela... É bonita que nem a mãe... Mas eu não quis faltar com desrespeito a sua esposa, senhor... Grissom. — embolou-se todo o médico.

Ao lado de Greg, o traumatologista Nick se segurava pra não rir da cara apavorada do amigo que era encarado acintosamente pelo marido de Sara.

—Acho melhor a gente ir, Nick, o chefe disse pra não demorarmos. Sarinha... — anotar o olhar fulminante de Arthur se apertar pra Greg em virtude do modo carinhoso com o qual o cardiologista chamou a colega, o médico se corrigiu: _Quer dizer, Sara... A gente já vai. Parabéns pela nenê. Tchau!... Vamos, Nick!

As carreiras e sem esperar por resposta, o cardiologista saiu arrastando o amigo traumatologista que nem pode se despedir direito de Sara e nem ela dele, ou melhor, dos dois amigos.

Assim que os médicos saíram do quarto, Sara dirigiu o olhar ao marido e cruzou os braços.

—Quando vai parar com esse ciúme bobo do Greg, hein?

Ela sabia que seu amigo dava razões para Grissom agir daquela forma hostil com o pobre médico. Inclusive, ela já tinha conversado com seu colega, mas era o jeito dele. E, apesar de por algumas vezes, ele deixar escapar de maneira involuntária que havia certo interesse dele por ela, seu colega nunca passou dos limites e tampouco lhe desrespeitou, muito pelo contrário. Greg, acima de tudo, lhe respeitava e era conhecedor do grande amor que ela nutria pelo marido.

—Talvez quando ele parar de dar em cima de você. Esse médico gosta de você e eu não gosto dele.

Ela não queria, mas involuntariamente deixou escapar um sorriso pelo modo de garoto emburrado com o qual seu amado falou. Lhe fez até compará-lo com o pequeno Henry quando o mesmo se emburrava daquele idêntica forma do pai.

—Vem aqui. — ela esticou uma mão ao marido.

Em três passos ele saía detrás da poltrona que havia a esquerda da cama hospitalar e estava ao lado da esposa segurando sua mão.

—Ele não faz por mal já disse. É o jeito dele.

Sara argumentou e entendia perfeitamente o desagrado do marido em relação a Greg. Se fosse o contrário e alguma arquiteta ou outra de qualquer cargo na construtora ficasse dando em cima de Grissom e tirando as brincadeiras que Greg tirava, ela também se incomodaria mesmo não sendo tão ciumenta assim como seu marido era. Ele por sinal tentava se conter, mas ela notava que qualquer estranho do sexo oposto que chegava perto dela, ele já fechava a cara demonstrando claramente o seu desagrado por isso. Enquanto que ela era mais tranquila e eram raras às vezes em que sentiu ciúmes dele durante esse tempo que já estavam casados.

—Senta aqui. — Sara se moveu um pouco na cama e deixou um espaço para o marido se acomodar ali com ela. E sem esperar por um novo pedido, o empresário se sentou ao lado da esposa.

—Você sabe que eu só tenho olhos pra você, não sabe?

—Sei.

—Greg também sabe perfeitamente disso. E se quer saber? Às vezes, ele só faz o que faz pra te incomodar. — ela minimizou.

—Me incomodar??

—Exatamente. Esquece esse ciúme dele. O Greg é uma ótima pessoa e um amigo querido pra mim.

—Tá! — ele resmungou e ganhou um beijo da esposa.

Era ainda difícil pra ele domar aquele sentimento de ciúmes. O tempo havia passado, mas aquela "dificuldade" em controlar o ciúmes ainda seguia a mesma de quando começou a se relacionar com a esposa logo após se conhecerem. Lhe incomodava demais outros homens perto dela e mais ainda, quando via o interesse de algum desses homens em sua mulher como via o médico amigo dela.

—Será que a Emma vai ser quieta pra dormir como o Henry ou agitada como o Arthur? — Grissom mudou de assunto.

Ele e a esposa observavam a filha dormindo no berço hospitalar.

—A gente vai descobrir nessa primeira noite.

—Eu ainda não tive a chance de te agradecer por mais esse presente lindo que me deu. Obrigado, Sara, pela Emma.

A médica sorriu e deslizou a mão pelo rosto liso do marido. Há poucos dias ele havia tirado a barba após um dos filhos reclamarem durante uma brincadeira, que a barba do pai incomodava. Horas depois disso ele já se livrava do "incômodo" reclamado pelo filho pra encantamento da esposa que passou a adorar vê-lo com o rosto liso.

—Sendo assim eu também tenho que te agradecer por ela, pois sem você a Emma não seria possível. Nem ela, Henry e Arth.

—Nosso time "Filhos" tá aumentando. Já temos três integrantes.

—Na verdade o time tem quatro integrantes.

Grissom franziu a testa e desviando o olhar da mais nova herdeira, ele fitou confuso a esposa.

—Quatro??

—Sim. A Lizzie. Ela não é minha filha, mas é sua e por isso, a considero um pouco minha, que a Amanda não me escute senão ela morrerá de ciúmes da filha.

A médica comentou sorrindo. O mesmo carinho e amor que Sara tinha pelos filhos, ela também tinha pela enteada. Não fazia qualquer distinção. Lizzie era adorada pela médica e vice-versa, o que acarretava um pouco de ciúmes na mãe da pequena.

As palavras de Sara arrancaram um enorme e emocionado sorriso de Arthur. Sua esposa era fora de sério e ele ficava tão feliz, encantado e alegre em ver que Sara gostava de Lizzie de maneira verdadeira e pura.

—É por isso e tantas outras coisas mais, que eu te amo. — ele juntou sua testa a da esposa. _Você é única, honey. Eu dei muita sorte de ter te conhecido.

Ele era incapaz de imaginar sua vida sem ela e os filhos. E hoje em dia até agradecia aos céus a sua teimosia em ter pego anos atrás a estrada naquela noite chuvosa, pois se não fosse isso, a vida que tinha hoje muito provavelmente, não existiria.

—E eu dei mais sorte ainda. — Sara murmurou antes de juntar seus lábios aos do marido.

Fim

Notas finais
Nick e Greg fazendo uma pontinha. Não resisti em colocá-los na fic. Espero que tenham gostado. Um grande beijo e um abraço a cada uma que leu até aqui.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!