Another Life

113 Chapter 113


Notas iniciais
Olá, meninas! Tudo bem? Peço mil desculpas pelo atraso na atualização, mas é que esses dias estava meio atolada com algumas coisas, dentre elas, a revisão de "Você é meu verdadeiro amor" pra inscreve-la num concurso do wattpad. E convenhamos que revisar minunciosamente 160 capítulos não está sendo algo rápido, sem contar que tem me exigido mais tempo. Mas hoje dei uma pausa na revisão e foquei nas atualizações das fics que estão em andamento. Vamos ao capítulo novo.

Eu posso sentir meu amor por você
Ficando mais forte dia a dia
E eu mal posso esperar pra te ver novamente
Para que eu possa te envolver nos meus braços
(Is This Love — Whitesnake)

***

Já na manhã do dia seguinte à ligação de Lucy, lá estava Grissom acompanhado de Catherine que fez questão de vir com ele, acomodado numa poltrona do jatinho particular de sua construtora. Ansiedade, nervosismo, apreensão tudo se misturava dentro dele enquanto seus dedos polegar e indicador da mão direita mexiam na aliança no anelar esquerdo num costume adquirido recentemente. Grissom olhou já com impaciência pela janela da aeronave a bela paisagem lá fora.

O empresário não via a hora de pousar logo em seu destino o Aeroporto de Lihue, na Ilha de Kauai, Havaí. A viagem que por sinal já tinha pouco mais de cinco horas de duração e segundo a comissária de bordo veio avisar a mando do comandante instantes atrás, em mais alguns poucos minutos teria seu fim e, eles estariam pousando numa das pistas privadas do aeroporto.

—Ansioso pra esse reencontro? — Catherine tocou no braço de Grissom atraindo a atenção do irmão.

Foi difícil pra ela conseguir convencê-lo a virem só hoje. Assim que seu irmão lhe contou ontem que Lucy havia ligado dando o endereço do paradeiro de Sara, Grissom já quis pegar o jatinho e vir. Mas Catherine não o deixou. Eles tinham uma importante reunião naquele mesmo dia e a presença do irmão era imprescindível nesse compromisso. Nada satisfeito o empresário ficou e só hoje, muito cedo, às cinco da manhã, eles já levantavam vôo de Los Angeles. A construtora ficou aos cuidados de Warrick na ausência dos irmãos Grissom's.

—Na verdade estou tanta coisa além de ansioso, Catherine. — ele admitiu repousando a mão direita sobre a mão que sua irmã ainda mantinha em seu braço. _Quero vê-la logo, abraçá-la, beijá-la e dizer que eu a amo demais. Só que tô apreensivo quanto a receptividade dela.

Sara podia estar tão magoada com ele a ponto de não lhe receber muito bem. E se ela lhe rejeitasse? Não lhe perdoasse? Melhor nem pensar nisso.

—Ei, vai dar tudo certo! Ela te ama e vai te perdoar.

—É o que eu espero, Catherine!... E obrigado por ter vindo. — ele piscou e sorriu pra irmã sem mostrar os dentes.

Ainda que no começo o empresário tenha relutado e achado até um certo exagero da parte da irmã mais nova em querer vir à tira-colo com ele. Agora, Grissom só conseguia ver o fato de Catherine ter vindo junto com ele, como sendo a melhor coisa. Sozinho ali, ele certamente estaria muito mais ansioso e nervoso ainda do que já estava, mesmo com sua irmã ao seu lado lhe acalmando como ela vinha tentando fazer.

—Não têm de quê, meu irmão! — ela repetiu o gesto dele de piscar e sorrir.

Poucos mais de dez minutos depois e os dois já saíam da aeronave que havia pousado numa aérea particular e restrita para aviões de porte pequeno.

Um carro com motorista particular local, contratado pela secretária de Grissom pra levar o empresário e sua irmã para o hotel e os conduzirem por demais localidades da cidade, já os aguardava apostos num canto na pista.

O gentil motorista de nome Koma cumprimentou os dois irmãos Grissom's e pegou a pequena bagagem que cada um havia trago consigo pra colocá-las no porta malas do veículo escuro. Logo na sequência, o motorista, a arquiteta e seu irmão já se encontravam dentro do veículo pra seguirem para Whalers Cove Oceanfront Resort, onde Andrea havia feito reservas para Grissom e Catherine. A distância do aeroporto até o hotel era de mais de 20 km e levaria em torno de 25 minutos de tempo, segundo Koma contou quando questionado por Catherine tão logo o homem deu partida no carro.

Pelo caminho o que se via era muito verde, ao invés, do lindo azul do mar. A predominância de vegetação chegou a impressionar Catherine que comentou com o irmão. Eles ouviram de Koma que de todas as ilhas do Havaí, Kauai é a que mais vegetação possuí, tanto que o local por conta disso é conhecido como Garden Island (Ilha jardim). É muito verde no lugar, que em tom brincalhão o simpático motorista comentou que com isso a natureza quis brincar com as pessoas para saber quantos tons de verde elas conseguem identificar por ali, mas era difícil isso já que são muitos tons e belíssimos, assim como, a paisagem que compunha o local.

Falante o empolgado motorista ainda contou mais sobre a ilha, seus pontos turísticos e demais informações aos passageiros enquanto os conduzia pela rodovia principal da cidade de Lihue. O homem conhecia aquele lugar como a palma de sua mão de tanto que já havia levado turistas pra cima e pra baixo. Trabalhava há quinze anos como motorista de uma empresa particular especializada em prestar serviços a turistas com motorista locais para conduzi-los pela ilha. E por seu alto conhecimento e simpatia, Koma era sempre o mais requisitado no serviço.

Repleto de boas dicas e informações a respeito do local onde se encontravam, Grissom e Catherine chegaram em seu destino final no tempo estipulado por Koma.

—Espero que não tenha enchido a paciência de vocês como meu falatório. É que me empolgo contando sobre a cidade e às vezes, os passageiros não gostam muito disso. Minha mulher vive dizendo que sou tagarela demais. — comentou o homem sorrindo enquanto entregava as pequenas malas aos donos.

—Imagina. Foi bem agradável ouvi-lo. — Catherine o tranquilizou.

—Ah, que bom então. Ainda vai precisar dos meus serviços?

—Por hora não. — Catherine foi quem respondeu. _Mas as quatro e meia queremos que esteja aqui na frente do hotel pra nos levar a um lugar.

A loira e seu irmão haviam acordado que iam pro hotel, almoçariam e só a tarde é que iriam pegar caminho para a tal pousada do irmão de Sara. Grissom não concordou logo de cara com isso, mas como com Catherine não tinha como discutir quando ela decretava algo, então só restou ao empresário acatar aquilo que sua irmã 'decidiu' por eles.

—Pode deixar que nesse horário em ponto estarei aqui, madame. Com licença!

Koma se dirigiu de volta ao carro e logo já partia dali.

—Madame! Gostei dele. Simpático, atencioso, educado.

—E bastante falante, que nem você. — completou Grissom dando passagem gentilmente a irmã pra que ela entrasse no hotel primeiro.

—Tá querendo dizer que falo muito?

—Tenho que responder mesmo? — ele não escondeu o sorriso debochado ao falar.

—Só não te dou um safanão, porque estou com as duas mãos ocupadas. — ela lhe respondeu, puxando sua mala numa mão e na outra trazia uma bolsa que continha seu celular, carteira e alguns outros pertences.

—Sorte minha então. — ele brincou com a irmã.

—Olha, acho que estou começando a preferir você ranzinza como antes e não esse "engraçadinho" de agora.

—Vai ter que se acostumar com esse de agora. — ele piscou pra irmã que sorriu.

Era óbvio que ela preferia esse Grissom de agora ao outro. Havia dito o contrário apenas pra importunar seu irmão.

Eles chegaram a recepção do hotel, deram seus nomes e disseram que haviam reservado dois quartos. O recepcionista consultou o banco de dados no computador e ao constatar que o nome dos dois hóspedes se encontravam ali, lhes entregou as chaves de seus respectivos quartos situados no mesmo andar e corredor. Um carregador veio, apanhou as pequenas bagagens dos dois irmãos e os conduziu até seus cômodos no terceiro andar do luxuoso hotel.

Já devidamente instalado em seu belo e espaçoso quarto que da janela de vidro dava vista para uma linda praia, Grissom se encaminhou até a sacada do mesmo e ficou admirando a paisagem enquanto seu pensamento estava em Sara. Agora poucos quilômetros e alguns minutos de distância o separavam de seu grande amor. Não se agüentava de ansiedade pra encontrá-la e lhe contar que agora lembrava deles e da história que juntos construíram enquanto viveram em East Wood.

—Que você possa me perdoar, honey, porquê do contrário, eu não sei o que farei da minha vida sem você.

****

No horário certo que marcaram com Koma, os dois irmãos o encontraram parado com seu carro em frente a entrada do hotel.

—Aloha, madame... Senhor! — os saudou o motorista quando os dois irmãos chegaram onde ele estava.

Grissom e Catherine os saudaram usando o mesmo termo (Aloha) que Koma usou. Na região esse é o termo mais comum em saudar uns aos outros.

Koma abriu a porta pra Catherine e após a entrada dela e de Grissom no veículo, o motorista se encaminhou para seu lugar atrás do volante.

—Pra onde devo levá-los? — o havaiano os olhou pelo retrovisor do carro colocando seu cinto de segurança.

—Uma pousada chamada Sunset em Poipu Beach. — respondeu Grissom prontamente.

—Ah, é aqui pertinho. — sorriu o motorista dando a partida no carro.

A proximidade do reencontro com Sara só fez triplicar a ansiedade e o nervosismo do empresário. Agora faltava tão pouco pra ele estar diante de seu grande amor. Durante o percurso suas mãos se remexiam inquietas sobre suas coxas.

—Calma que vai dar tudo certo! — Catherine lhe cochichou, repousando sua mão direita sobre as dele.

O empresário apenas assentiu e encarou a bela paisagem da cidade pela janela do carro.

O trajeto até o local que Grissom mencionou a Koma foi curto e levou quinze minutos apenas. Nem tinham saído do hotel e o motorista já parava o carro em frente a um casarão que dava vista para uma praia situada do outro lado da rua.

—Pousada Sunset é aqui! — anunciou o motorista desligando o motor do carro.

Grissom encarou pela janela do veículo a fachada da pousada. Por fim, após uma espera que já vinha se estendendo desde que soube por Lucy que Sara tinha ido embora de East Wood, o empresário estava agora à poucos instantes de reencontrar a mulher por quem ele era completamente apaixonado. Seu coração já até batia acelerado.

Koma desceu do veículo e foi abrir a porta para Catherine enquanto Grissom saía pela outra.

—Eu vou dar o retorno mais adiante e esperar com o carro do outro lado da pista, pra ficar melhor quando formos embora, tudo bem? — indagou o homem a seus dois passageiros. Eles concordaram e o motorista ainda avisou que esperaria por eles no veículo, o que também eles concordaram.

Koma voltou pra dentro do carro e partiu pra fazer o retorno como avisou que faria. Parados na calçada em frente a pousada, os irmãos Grissom's se viraram pra entrada do estabelecimento.

—Vamos lá?

Grissom assentiu pra irmã e fez um gesto com a mão indicando que Catherine fosse na frente. Eles cruzaram o pequeno portão de madeira que se encontrava escancarado e seguiram por um pequeno caminho de pedras coloridas até alcançarem uma porta e por ela chegaram a recepção da pousada.

Como não havia ninguém por ali, Grissom tocou uma sineta de mesa que sua irmã avistou sobre o balcão da recepção. Em questão de segundos um homem alto, com cabelos castanhos claros e de sorriso familiar pra Grissom, surgiu detrás de uma pequena portinhola.

—Boa tarde! — o sujeito os cumprimentou mantendo o sorriso. _Reservas?

—Não, obrigado! — Catherine foi quem respondeu já que seu irmão não disse nada. _Na verdade nós estamos procurando uma pessoa que está vivendo aqui.

—Ah, é algum hóspede? Se for, infelizmente, não posso dar informações de hóspedes a terceiros.

—Você por acaso se chama Andrew? — Grissom se pronunciou pela primeira ao homem até agora desconhecido. Aquele sujeito tinha traços de Sara, o sorriso era muito parecido.

—Sim. A gente se conhece de algum lugar? — o homem olhou para Grissom com desconfiança.

—Não! Mas eu já ouvi falar de você através da... Sua irmã.

—Ah, conhece a Sara? É ela quem estão procurando?

—Eu na verdade é quem estou procurando por ela. — afirmou Grissom após lançar um rápido olhar à Catherine postada ao seu lado direito.

—E por que está procurando a minha irmã? Aliás, como você se chama?

—Eu me chamo... Gil Grissom, mas também pode me chamar de Arthur. — revelou o empresário com certa hesitação.

O sorriso simpático que Andrew ainda dirigia aos dois "forasteiros" posicionados do outro lado de seu balcão, sumiu no mesmo instante em que Grissom se identificou para ele. Sua expressão também adquiriu uma seriedade que fez Grissom arquear as sobrancelhas e sua irmã segurar no braço dele temendo pela forma com a qual aquele sujeito encarava o empresário.

—Por acaso, você é o mesmo Arthur com quem minha irmã se envolveu? — Andrew desconfiava que ele fosse, pois seria coincidência demais um sujeito com aquele mesmo nome vir atrás de Sara. Todavia, questionou apenas pra ter certeza daquilo.

—Sim, sou eu mesmo!

Diante de tal confirmação a "cara feia" de Andrew se intensificou mais ainda.

—Se manda daqui, cara! — feito uma fera enraivecida, Andrew saiu de trás do balcão vindo ficar cara a cara com o sujeito responsável pela tristeza de sua irmã mais nova. _Com a Sara, você não vai falar!

Pelas suas palavras e a forma com a qual o irmão de Sara lhe encarava, Grissom deduziu que Andrew já devia estar ciente de toda a situação envolvendo sua irmã e o empresário. Se colocou no lugar do sujeito e entendeu seu comportamento. Faria o mesmo caso alguém magoasse Catherine como ele sabia que tinha magoado Sara. Mas veio disposto a falar com seu grande amor e nada, nem ninguém ia lhe impedir disso.

—Me desculpe, mas daqui não saiu enquanto não falar com a sua irmã.

—Pois com ela não vai falar. — ele empurrou Grissom.

—Calma, meu irmão não veio procurar briga. Só veio conversar com a Sara. Ele tem esse direito. — Catherine tentou argumentar com Andrew enquanto puxava Grissom na intenção de afastá-lo do irmão de Sara temendo que o outro homem batesse em Gil.

—Direito?? Ele não tem qualquer direito disso!... Você é um babaca! — Andrew apontou pra Grissom. _Por sua culpa a minha irmã vive pelos cantos chorando e triste. Você terminou de arruinar a vida dela. Vai embora daqui.

—Grissom, eu acho melhor nós irmos e depois a gente...

—Eu não vou a canto algum, Cath. — ele afirmou no ato e puxando seu braço que a loira segurava. _Andrew sei que sou um babaca. Magoei uma pessoa maravilhosa como a Sara e não foi só com ela que fiz isso. Mas, estou aqui pra consertar as coisas com a sua irmã. Diz pra ela que eu tô aqui, que eu lem...

—Não vou dizer nada. Vai embora daqui e não procura mais a minha irmã. — Andrew começou a empurrar Grissom e Catherine pra fora da recepção do seu estabelecimento. Em hipótese alguma ia deixar aquele cara se aproximar de Sara.

Num ato de desespero, Grissom começou a chamar alto pelo nome de Sara.

—Cala a boca, cara. E vai embora!

—Sara! Eu tô aqui! Desce pra falar comigo, por favor!

Nesse instante a esposa de Andrew apareceu no local. Da cozinha, ela escutou os gritos e veio saber o que estava acontecendo. Alguns hóspedes também apareceram na escada de acesso aos quartos de cima.

—Mas que gritaria é essa? — Molly indagou parando próximo do balcão da recepção.

—Esse cara que insiste em falar com a Sara, mas não vai.

—Por que, quem é ele já?

—É o tal sujeito que a minha irmã nos contou que se envolveu.

—O que esqueceu dela?

—O próprio.

—Por favor, peça a Sara pra vir falar com o meu irmão. — Catherine pediu a Molly. _O Grissom lembrou dela e quer se acertar com a Sara.

—Minha irmã não tem mais o menor interesse de se acertar com esse cara.

Aquelas palavras de Andrew momentaneamente paralisaram o empresário.

—Isso não é verdade! Ela me ama!

—Mas não quer mais saber de você depois do que houve. E se lembrou dela, não importa mais também, porque ela não quer nada com você.

—Então deixa que ela mesma me diga isso. Se ela confirmar o que você acabou de dizer, eu juro que vou embora.

Muito antes de Andrew ser capaz de rebater as palavras de Grissom, sua esposa Molly se pronunciou.

—Não leve a sério essas últimas palavras proferidas pelo meu marido. Ele não sabe o que está dizendo. — Molly sabia perfeitamente que as palavras ditas por Andrew não era verdadeiras, inclusive seu marido mesmo também sabia disso. Sara ainda amava o homem que estava ali a procura dela. _Andrew largue esse senhor. — ordenou Molly ao marido. No entanto o mesmo não obedeceu o que ela disse. _Andrew, largue-o!

Ela foi até o marido e com um leve puxão afastou Andrew de Grissom.

—Por favor, eu preciso falar com a Sara. — implorou Grissom a esposa de Andrew, que na visão do empresário pareceu ser menos intransigente que o marido.

—Eu vou chamá-la pra você.

—Vai perder o seu tempo. Felizmente minha irmã não está em casa! — contou Andrew. Ainda bem que Sara tinha saído meia hora antes daquele sujeito chegar.

—Saiu pra onde, Andrew?

—Não vou dizer! Você não vai chegar perto da minha irmã, entendeu?

—Essa é uma decisão que não cabe a você, querido e sim, a própria Sara.

—Sua esposa tem inteira razão. — concordou Catherine puxando discretamente Grissom pra um pouco mais distante do irmão de Sara, pois estava preocupada que aquele homem partisse pra cima de Grissom.

—Drew, eu sei que você sabe aonde sua irmã foi, então porque não diz logo para este senhor ir falar com ela.

—Nem pensar!

—Não banque o garoto birrento, Drew e conte logo onde está a Sara.

—Já disse que não!... Aliás, você não ia casar com outra, não? Minha irmã disse que você tinha uma noiva.

—Realmente eu tinha. Mas desisti do casamento com ela ao lembrar da sua irmã. Olha, Andrew... — Grissom deu um passo a frente pra se aproximar de Andrew, mas Catherine o puxou de volta pra perto dela. _...Entendo perfeitamente que queira proteger a Sara de mim. Eu faria o mesmo pela minha irmã se um cara que a magoasse, aparecesse depois querendo falar com ela... — ele olhou pra Catherine de relance. _Mas eu amo a Sara. Esqueci dela momentaneamente, não de propósito. Aconteceu! Só que já lembrei de tudo e quero conserta as coisas. Me deixa tentar! Não faz ideia do quanto sou louco pela sua irmã. Tudo o que mais desejo é dizer pra ela, que... Eu... — ele apontou pra si mesmo. _...Arthur voltei pra ela e a quero pra sempre do meu lado, na minha vida. Uma vida que só passou a ter sentido depois que conheci a Sara. A sua irmã é muito importante pra mim! — finalizou emocionado o empresário.

Um silêncio tomou o lugar por breves instantes. Andrew encarava Grissom e vice-versa. O primeiro digerindo o que ouviu e avaliando o que fazer com aquilo. Enquanto que o segundo ansiava por alguma palavra positiva do primeiro.

—Pra mim também ela é importante! — por fim Andrew se pronunciou, quebrando o silêncio ali. Sara junto com os gêmeos e Molly eram as pessoas mais importantes da vida de Andrew. Os defenderia de tudo e todos caso fosse preciso. Todavia, naquele momento, algo lhe dizia que sua irmã não precisava ser defendida daquele homem. Ele parecia ama-lá de verdade. E se ele a magoou era visível seu arrependimento por tal ato. _Sara está na praia daí da frente da pousada. — contou enfim Andrew.

—Obrigado por me dizer onde ela está.

—Se magoar a minha irmã mais uma mísera vez que seja, eu quebro sua cara em mil pedaços exatamente como devia ter feito quando falou quem era. — foi curto e grosso na ameaça. Depois deu as costas a Grissom sumindo pela mesma portinhola a qual apareceu minutos atrás.

—Não liga pra ele. Meu marido late, mas não morde. — Molly brincou.

—Ele toda a razão de se comportar assim comigo. E não lhe darei novos motivos pra pensar novamente em querer partir a minha cara.

—Acho que acredito em você.

—Obrigado!... Bom, então eu vou lá procurar a Sara!... Catherine, você fica aqui me esperando. Minha irmã pode ficar aqui?

—Claro! Eu faço companhia à ela. Vou preparar um cafezinho pra gente e ficamos batendo papo na varanda do quintal enquanto você não volta com a Sara pra nos contar que se acertaram. — Molly sorriu pra ele.

—Mais uma vez, obrigado.

—Que isso! Sei o quanto a Sara te ama e desejava que você aparecesse aqui atrás dela.

Saber daquilo o fez encher-se de esperanças quanto ao fato de se acertar com Sara.

Despedindo-se momentaneamente das duas mulheres e recebendo de sua irmã o desejo de "boa sorte", Grissom saiu da pousada e atravessou a rua. Segundo Molly lhe informou Sara geralmente quando Sara vai a praia, ela costuma ficar sentada na areia bem na direção da pousada.

Grissom não precisou de mais do que apenas cinco segundos pra enxergar sua amada do calçadão da praia e reconhecê-la sentada lá na areia há muitos e muitos metros de distância dele. Sara podia estar longe como estava dele e sem que o empresário pudesse ver seu lindo rosto como não via, já que ela estava de costas. Todavia, Grissom sabia, era ELA, era Sara lá longe!

Notas finais
Esse reencontro promete e garanto que não vou demorar a postá-lo, pois ele já está devidamente escrito só falta digitar. Talvez terça ou quarta - mas provável que seja quarta - estarei disponibilizando o capítulo pra vocês. Um super beijo a cada uma de vocês. Nos vemos em breve.