Another Life

109 Chapter 109


Notas iniciais
Meninas meu agradecimento especial a cada uma que me deixou seu comentário no capítulo anterior e também a quem leu, mas não comentou. Vamos a um novo capítulo!

Ele chegou em casa ainda abalado emocionalmente com tudo o que houve no hospital. Não sabia como conseguiu dirigir até ali sem causar um acidente, ou pior, sofrer um. Não houve um segundo no trajeto que fez do hospital até sua residência em que ele não recapitulasse cada palavra que Sara lhe dirigiu.

Certamente se ele tivesse aberto o jogo, contado sobre os sentimentos que já nutria por ela e também sobre o beijo que lhe deu enquanto a médica estava adormecida, o qual fez surgirem na sua mente novas lembranças deles dois, o rumo daquela 'conversa' entre eles teria sido outo. Mas não! Ele foi incapaz de abrir a boca e dizer o que tinha que ser dito.

Por que ele complicava tudo?

Por que ele não sabia agir como as situações exigiam?

Pessoas, sentimentos, situações, ele nunca soube lidar com nenhuma daquelas três coisas. Pra ele era sempre uma tarefa tão difícil essa. E muitas das vezes, como a de ainda pouco, ele perdia coisas ou pessoas justamente, por sua inabilidade em saber agir.

Saindo do carro, Grissom seguiu pra entrada de casa. Lá dentro encontrou sua irmã, Warrick e Louise conversando na sala. Ao verem o empresário, os três se surpreenderam.

—O que faz aqui?

—Que eu saiba essa é a minha casa.

Catherine lançou um olhar aos demais e voltando a fitar Grissom, ela lhe reclamou do tom grosseiro com o qual ele respondeu.

—Catherine, eu não tô bem, okay?! Então, por favor, releve minha grosseira e não me provoque. — pediu, largando seu blazer e a gravata sobre o braço do sofá e indo se acomodar no móvel logo em seguida.

A loira não ousou contestar as palavras do irmão.

—E a moça que esperava um filho seu, Grissom? — Louise se preocupou em questionar.

—Ela vai se recuperar!

—E essa moça já sabe da perda do filho de vocês, cara?

—Infelizmente já, Rick! E a reação dela foi péssima.

—Era de se supor, cara.

—Por que você veio pra casa, Grissom?? Devia ter ficado com ela dando todo o apoio que essa moça certamente está precisando. Era o mínimo que tinha que fazer.

—Ela não me quis lá, Catherine! — ele contou, cobrindo o rosto e deixando que um longo suspiro escapasse dele.

Catherine, Warrick e Louise se entreolharam percebendo que algo mais havia acontecido. E esquecendo da grosseira feita por Grissom segundos atrás, a irmã do empresário saiu do sofá em que se encontrava acomodada com o marido e foi se sentar bem ao lado do irmão, no outro móvel ocupado por ele na intenção de descobrir o que tinha acontecido.

—Gil o que foi que houve? Por que ela não te quis lá?

Fez-se um longo silêncio até que Grissom enfim se pronunciou:

—Sara me expulsou da vida dela! — ele descobriu o rosto e levantou a cabeça pra olhar para a irmã. E sem dar chance dela ou um dos outros fazerem qualquer pergunta, prosseguiu: _Ela desistiu de mim! Me mandou ir embora. Disse que vai sumir da minha vida e que nunca mais saberei dela.

—Gil isso deve ser por causa da perda do bebê. Ela tá abalada. É compreensível que ela diga essas coisas impensadas.

—Não foram impensadas, Cath. Eu vi que ela estava falando sério. — ele desviou o olhar da irmã e fitou suas próprias mãos. _Enquanto ela me dizia tudo isso e outras coisas mais, eu não vi mais nos seus olhos a Sara que apareceu no meu escritório há semanas e nem a que costumava ver quando me encontrava com ela. A que 'desabafou' no hospital comigo era outra. Fria, raivosa, ressentida e que parecia... me desprezar. Foi horrível!

Catherine tentou novamente justificar aquela atitude de Sara.

—É como eu te disse, ela acabou de passar por algo traumático. Então é compreensível essa raiva aparente e esse comportamento indiferente com você.

A loira torcia pra estar certa naquilo que dizia.

—O que ela disse não foi só pelo trauma e nem tampouco coisa de momento se é isso que está querendo insinuar. — discordou Grissom. _Ela estava convicta de cada palavra e de sua decisão de me expulsar de sua vida.

—E você vai aceitar essa decisão assim... Pacificamente?

Ele deu de ombros conformado com tal situação.

—Gil, você se apaixonou por essa moça...

—Não sei se foi isso. — ele interrompeu a fala de Catherine. _Mas, eu gosto dela.

—Que seja! Por que não disse à ela isso? Talvez Sara sequer tivesse te dito as coisas que disse.

—Eu não tive coragem de dizer. E ela também não me deu chance pra isso. Disparou uma enxurrada de palavras duras em minha direção.

Catherine podia ver o quão arrasado seu irmão estava.

—Olha, deixa a poeira baixar e então procura essa moça pra...

—Não. Eu não farei isso. Não é a mim que ela quer.

Catherine rolou os olhos para os céus e suspirou. Seu irmão sempre complicando as coisas! Santo Deus!

—Mas Grissom...

—Não tem "mas", Cath. — ele interrompeu erguendo uma das mãos. _Ela vai embora viver a vida dela lá longe de mim. E eu vou viver a minha aqui, longe dela. Assunto encerrado! — decretou pondo-se de pé, recolhendo do braço do sofá o blazer e a gravata que ali havia posto e, saindo na sequência da sala para ir em direção à seu quarto.

Catherine ainda o chamou, mas foi ignorada pelo irmão.

—Céus! Por que ele é assim teimoso e cabeça dura? — Catherine olhou com desaprovação para Warrick e Louise. _Gosta da moça, mas não vai fazer nada pra impedi-la de ir embora.

—Pelo visto você quer que ele fique com essa moça ao invés dele se acertar com Amanda, não é?

—Lou não vou negar que adoro Amanda e ficaria feliz se meu irmão e ela reatassem.

—Mas...? — Warrick instigou a esposa.

—Eu acho que o Gil aprendeu a gostar dessa Sara mais do que ele imagina e deixa transparecer.

—Mas ele também me parece gostar da Amanda. Desde que eles terminaram, ele tá péssimo.

—Ele gosta das duas, Rick. Foi o que ele mesmo me disse.

—Se é isso seu irmão tá bem enrolado, Cath!

—Por acaso pretende fazer algo, Cath?

—Com certeza, Lou. Eu não vou deixar as coisas assim. Se ele não age, eu faço isso por ele. Amanhã, depois da vistoria de uma obra, eu vou dar uma passada no hospital onde essa moça está internada e falar pra ela o que o meu irmão não teve coragem de dizer. Quero ver se essa Sara vai embora!

—Querida seu irmão não vai gostar nada de você se meter na vida dele assim. — temeroso Warrick alertou a esposa.

Não era segredo pra ninguém ali que Grissom detestava que se metessem em sua vida particular. Os outros seguiam isso, mas Catherine? Bom... Ela quase nunca obedecia a essa "regra". Ela sempre se metia e opinava na vida do irmão, mesmo que o próprio sequer pedisse sua opinião.

—Seu marido está certo, menina.

—Grissom vai é me agradecer por isso depois! Vão ver só!

Jogado em sua cama, Grissom apenas fitava o teto do quarto enquanto sua mente por mais uma vez remoía a dolorosa conversa com Sara.

Acabou!

Ele nunca mais veria a médica.

Sem mais encontros no fim da tarde pra conversarem enquanto tomam um bom café; sem mais aqueles olhos castanhos lhe fitando com carinho, quase devoção; sem mais os sorrisos tímidos que vire-mexe ela deixava escapar quando estavam juntos; sem mais aquela voz melodiosa que mais parecia uma sinfonia perfeita; sem mais nada que ele vivenciou com aquela jovem desde que ela apareceu em sua sala semanas atrás. Tudo agora ficaria como mera lembrança. Estás, porém, esperava​ que não fossem esquecidas como as que ele esqueceu dela ao ter sua memória de volta.

Levando uma das mãos a boca, Grissom tocou com a ponta dos dedos seus lábios. Se fechasse os olhos era capaz de ainda sentir os dela pressionados aos seus. O gosto estava ali, doce e delicado.

Uma pena que não era ele quem ela amava. Se fosse seria tudo diferente!

***

—Com licença!

Doutor Hugh pediu, entrando no quarto e atraindo a atenção de Sara pra si. A morena que fitava a janela de vidro desviou o olhar para o médico.

—E seu acompanhante?

O bom doutor estranhou a ausência do homem que acompanhava a paciente.

—Eu pedi pra ele ir embora. Não havia necessidade alguma dele permanecer aqui! — ela explicou com seriedade. Logo em seguida questionou ao médico a respeito de sua alta.

—Amanhã pela manhã mesmo já estará de alta e poderá ir pra casa.

—Ótimo! — suspirou, fechando os olhos por breves segundos.

Tudo o que ela mais queria era ir embora daquele lugar e depois daquela cidade. Voltaria para sua cidade, seu refúgio, o lugar de onde nunca devia ter saído.

***

Ele chegou muito mais cedo que de costume a construtora. Ainda não era nem sete da manhã, sua secretária e outros funcionários sequer haviam chego, quando Grissom se trancafiou em sua sala e foi tratar de ocupar a mente com trabalho. Seu trabalho seria a melhor "distração" para evitar ficar relembrando e remoendo os fatos da noite de ontem.

Acomodando-se atrás de sua mesa, o empresário encarou a pequena pilha de pastas pra serem revisadas hoje, que Andrea havia separado e deixado ali ontem pra ele, antes da secretária encerrar seu horário de trabalho.

Abrindo a primeira pasta, Grissom então passou a dedicar seu tempo e focar sua atenção àqueles papéis todos sem se deixar desviar do serviço por lembranças tristes do ocorrido ontem.

***

Ao chegar à sala de estar acompanhada do marido pra tomarem café antes de irem pro trabalho, Catherine​ estranhou a ausência do irmão à mesa.

—Gil ainda não desceu, Lou? — acomodou-se em seu lugar.

—Na verdade, ele desceu faz quase uma hora e já foi pra construtora. Sequer quis tomar café. — informou a governanta depositando a jarra do leite.

—Já foi? Tão cedo?

—Ele disse que precisava trabalhar, ocupar a mente.

—Já vi tudo! O trabalho vai ser a "fuga" dele.

O telefone tocou e Louise se retirou pra ir atendê-lo, deixando Cath e Rick a sós.

—Querida, você vai mesmo procurar essa Sara?

—Claro que sim!

—Repito que seu irmão não vai gostar quando souber dessa história.

—Vou saber lidar com isso. Além do mais, essa não é a primeira vez e nem será a última que faço algo que ele não gosta.

—Você fala que ele é cabeça dura, mas não fica tão atrás assim do seu irmão nesse quesito.

—Warrick! — indignou-se Catherine e bateu com guardanapo no marido.

O advogado caiu na risada da engraçada reação de indignação da esposa.

***

—Andrea ligue para a sede do escritório no Canadá para saber o que houve com as cópias dos balancetes que pedi de lá, os quais ainda não me foram enviados por e-mail.

—Agora mesmo farei isso, doutor Grissom.

—Me avise assim que tiver uma resposta deles.

—Pode deixar.

Grissom finalizou a chamada para sua secretária. Após devolver o telefone ao lugar, o empresário viu a porta de sua sala se abrir e por ela surgir Catherine.

—Posso entrar?

—Desde quando você é de pedir pra entrar? Sempre invade minha sala e o meu quarto sem pedir licença.

Ele desviou o olhar da irmã pra dar atenção a tela de seu computador onde analisava uma planilha.

—Hoje está mais ranzinza que nunca!

—Catherine não estou com paciência para os seus comentários "engraçados". Me deixa trabalhar, vai!
Ela resolveu atender ao pedido dele.

—Está certo. Vou te deixar aí trabalhando. Preso na sua bolha. Mas tem uma coisa... Se precisar desabafar... Eu tô aqui pronta pra te ouvir. Guardar as coisas só pra si não faz bem, Gil. Sufoca! — ela piscou pra ele e avisou que estava indo com o engenheiro fazer uma última vistoria numa obra que eles iam entregar.

Grissom apenas assentiu pra irmã. Depois ficou observando-a seguir pra porta e sair de sua sala. Suspirou recostando-se mais em sua cadeira giratória e ficou a pensar no que Catherine havia acabado de lhe dizer.

***

Depois de uma minuciosa vistoria o empreendimento foi aprovado após ter sido dado como finalizado. Catherine ficou super satisfeita com o resultado de mais outra obra feita.

—Tudo certo! Se quiser já podemos ir embora pra construtora, Cath.

O engenheiro avisou se aproximando da loira que estava diante do prédio empresarial que sua construtora foi a responsável pela construção.

—Claro! Mas antes de voltarmos pra lá preciso que passe num lugar antes.

O sujeito assentiu em concordância enquanto se dirigiam ao carro estacionado à poucos metros deles.

No caminho para o hospital, Catherine fez Trevis dar uma rápida parada em uma floricultura onde comprou um buquê de lírios. Depois o engenheiro retomou o caminho do hospital dito por Cath. Não demorou nada pra estarem estacionando em frente ao mesmo.

—Você se importa de me esperar aqui? Acho que vou demorar só um pouco.

—Sem problema, eu espero aqui sim.

—Obrigada, Trevis.

Ela saiu do carro com as flores em mãos e seguiu para entrada do hospital. Já na recepção deu o nome de Sara e perguntou qual era seu quarto.

A recepcionista consultou o sistema de dados do computador.

—A senhora disse Sara Sidle, não foi?

—Isso! Qual é o quarto que ela está internada?

—Em nenhum! A paciente recebeu alta há pouco mais de uma hora.

—Mais já?

—Sim!

—Okay! Muito obrigada pela informação.

—De nada, um bom dia.

—Pra você também. — afastou-se a loira.

Droga! Como vou falar com ela agora?, Pensou Catherine.

A única maneira de conseguir aquilo surgiu em sua cabeça em frações de segundos.

Só tem esse jeito!, Concluiu a loira antes de apanhar seu celular de dentro da bolsa.

Grissom havia dado uma pausa no trabalho e estava perdido observando pela parede de vidro de sua sala o dia bonito que fazia lá fora na cidade. Uma manhã linda e ensolarada que em nada combinava com o estado de ânimo e espírito dele.

Atrás do empresário seu celular reverberou umas três vezes antes do empresário enfim escutá-lo e se virar na cadeira giratória pra atender a chamada de Catherine.

—O que foi Cath?

—Preciso do endereço do hotel que Sara está hospedada. — disparou a seco sem fazer rodeios.

—Quê? Pra quê isso?

—Eu quero fazer uma visita pra moça. Inclusive vim ao hospital pra isso, mas acabei de ser informada que a Sara já teve alta à pouco mais de uma hora. Então me passa o endereço e o nome do hotel que ela está hospedada, Gil, pra mim ir lá.

Sua irmã era impossível. Foi visitar Sara sem ao menos lhe consultar. Nem em sonho ele ia contar onde Sara estava. Conhecendo Catherine como ele conhecia, sua irmã, certamente, ia mencionar sobre seus sentimentos para a jovem.

—Nem pensar que vou te contar.

—Grissom, eu quero fazer uma visita pra moça. Você não pode me impedir assim. — alegou.

—Sei que há bem mais por trás dessa visita, Catherine. Te conheço!

Droga! Ele bem sacou o que vou fazer por isso não vai me dar o endereço.

—Grissom é só uma visita. Prometo que não vou dizer nada demais pra ela.

—Por que será que não acredito em você?

—Porque é um paranóico. O endereço dela, vai. Era meu sobrinho que essa moça esperava. Quero prestar a minha solidariedade a ela. Comprei até flores pra entregar pra ela. Anda, vai, Gil!

—Tá bom!

Ele cedeu não muito contente e nenhum pouco convencido de que era somente aquela à intenção de sua irmã pra ir fazer uma visita à Sara.

Grissom deu o endereço de Sara completo e até o número de seu quarto. E antes de finalizar a ligação com a irmã, ele a "alertou":

—Não ouse fazer mais do que uma simples visita, Cath, me entendeu?

—Entendi! Tchau! — ela desligou.

Grissom tinha quase certeza de que sua irmã não ia cumprir aquilo.

E realmente, ela não tinha a menor intenção de cumprir mesmo aquilo!

De volta para o carro, a arquiteta falou a Trevis o endereço que Grissom lhe deu e disse para o engenheiro dirigir pra lá, pois a sua amiga que estava internada ali a qual ela tinha vindo visitar já recebeu alta e está num hotel.

Trevis assentiu e deu a partida. Pouco mais de quinze minutos e Catherine estava na recepção do hotel recebendo uma péssima notícia: Sara já havia fechado a conta e ido embora do hotel há coisa de minutos.

Mais que droga!

Um tanto decepcionada, a loira agradeceu a informação e se afastou do balcão da recepção.

A tal Sara parece que tinha pressa em ir. Uma pena que não conseguiu falar com ela. Sabe lá Deus quando ia tornar a vê-la novamente. Sem mais ter o que fazer ali, a loira resolveu ir embora.

Há uns bons quilômetros do hotel...

—Obrigada, Hank!

Ele estava sendo de uma gentileza e atenção absurda. Foi lhe buscar no hospital quando ela ligou lhe pedindo, pois não estava em condições de sair sozinha de lá. E, agora, estava lhe levando pra East Wood atendendo a mais esse seu outro pedido.

Não queria mais ficar em Los Angeles um dia sequer. E como ainda não podia dirigir por conta do que lhe aconteceu, ela recorreu ao ex. E ele na mesma hora se prontificou a levá-la. Seu simpósio havia terminado ontem e como a viagem dele para West Hill estava marcada só pra amanhã a tarde, Hank topou levá-la pra casa.

—Que isso! Não precisa agradecer. — ele lançou um rápido olhar pra ela enquanto guiava o carro de Sara. _É uma pequena forma de me redimir com você pelo que aprontei no passado.

—O que você me "aprontou" já ficou pra trás pra mim faz tempo, Hank.

***

Logo que chegou a construtora Catherine foi informada por Andréa, que Grissom avisou que assim que ela chegasse era pra passar em sua sala. A arquiteta então seguiu para lá.

—Gil! O que foi? — ela já foi logo indagando ao adentrar na sala do irmão.

—Achei que a sua visita fosse demorar mais.

Ele estava surpreso com o retorno rápido de sua irmã. E curioso pra saber como foi a visita dela a Sara.

—Não houve visita!

Ele franziu a testa.

—Você pensou melhor e desistiu da visita? Fez bem! — tentou transparecer um ar de aliviado, mas no fundo estava bem frustrado. Seria uma ótima oportunidade dele saber notícias de Sara. Mas ao que parece sua irmã voltou atrás naquela ideia de visita.

—Não foi isso!... Sara já tinha ido embora quando cheguei no hotel.

—Embora? Mas como, se ela ainda não pode dirigir?

Catherine fez questão de contar exatamente o que ouviu da recepcionista do hotel.

—Ela não foi sozinha. Um homem a acompanhou. E pela descrição da recepcionista, o tal homem só pode ser o ex namorado da Sara. Segundo a recepcionista me contou, o sujeito ainda parecia todo carinhoso com...

—Menos mal que ela não foi só! — Grissom cortou a fala da irmã.

Não gostou nada de saber daquilo, mas também não podia fazer nada a respeito. Sara foi embora e agora ele tinha que seguir em frente, como certamente, ela faria longe dele.

—Grissom, por que você não vai atrás dela?

—Pra quê?

Catherine ia responder essa questão, mas depois desistiu disso e de tentar convencer o irmão a agir. Se pra ele estava bom do jeito que estava, ela não ia mais se meter.

—Quer saber?... Não vale a pena dizer "pra quê". Você é um homem feito e sabe bem o que é o bom pra você. Vou pra minha sala!... Ah... — ela parou na porta da sala. _Tudo certo com a obra. Pode avisar aos interessados.

Sem dar brecha pra Grissom rebater o que foi dito, Catherine saiu da sala dele.

Sozinho ali o empresário encarou um ponto qualquer da sala e suspirou. Mais uma vez, ao que parece, ele frustrou alguém, pra não dizer magoou mesmo. Primeiro foi Sara, depois Amanda, mais uma vez Sara e, agora, sua irmã que visivelmente demonstrou aborrecimento com ele.

Mais que droga que ele só faz as coisas erradas! Escolhas erradas!

Gostava de Sara, mas deixou que ela se fosse. Também gostava de Amanda, mas acabou agindo como idiota com ela lhe omitindo a verdade que devia ter dito desde o princípio.

Suspirou.

Tudo errado!

Ele fez tudo errado e com ambas as duas mulheres que lhe amavam.

Gostaria de poder voltar no tempo e fazer diferente.

Entretanto voltar no tempo não dava. Mas, ao menos, tentar consertar as coisas no presente com uma das duas, era possível. Só não sabia se teria êxito nisso! Todavia ir correr atrás do prejuízo. Faria isso nesse instante. Levantando-se de sua cadeira, ele apanhou o palitó do encosto da cadeira e seguiu pra saída de sua sala dispostos a tentar ajeitar as coisas com ELA

Notas finais
Quem será ELA? Eu imagino que vocês vão acertar quem é. Acho até que a fácil deduzir. O próximo capítulo já tá prontinho, então não terão que esperar tantos dias pra saber de quem o Grissom foi atrás. Lá pra terça ou quarta estou postando isso. Beijos e até lá.