Another Last Goodbye
1 Família, escola e... Kimberly.
Notas iniciais
Meu primeiro capítulo. Minha primeira fic. Não é tão boa quanto fanfics de veteranos(as), mas espero que gostem :)
Legal, aula vaga. Bem, pessoas normais amam aulas vagas, mas eu não. Não é legal ficar em uma aula vaga quando a sua única amiga é de outra sala. Mas mudando de assunto, daqui uns 10 minutos o sinal toca, e já é a última aula. Aleluia!
Minha mãe sempre vem me buscar, mas nesse dia ela não veio. Tive que ir pra casa sozinha, coisa que eu amo, porque quando a minha mãe vai me buscar, ela só sabe falar que eu já sou grande e tenho que ir pra casa sozinha, mas quando eu peço, ela não deixa. Vai entender. Cheguei em casa, fui pro meu quarto e joguei minha mochila do lado da cama, como sempre faço. Como não tinha ninguém em casa, resolvi ficar no computador, esperando até a minha mãe chegar. Um tempo depois, meu celular tocou. – Priscilla? – minha mãe perguntou. – Oi. – Você foi pra casa? – Sim, porque você não foi me buscar hoje? – segurando o entusiasmo na minha voz por ter vindo sozinha. – O seu irmão brigou com um colega hoje e a diretora me chamou. – Tinha que ser. – CALA A BOCA PRISCILLA – ouvi uma voz no fundo, deveria ser ele, porque quando mamãe está dirigindo ela coloca no viva-voz. – Não fale assim com a sua irmã, está ouvindo? – ela disse, repreendendo-o. – Deixa esse pestinha, mãe. – Priscilla, não começa. Revirei os olhos. Ela odiava quando eu fazia isso, então eu só fazia quando ela não estava por perto. – Vou desligar, estarei aí em 20 minutos. – continuou. – Ok. Desliguei o telefone, coloquei meu pijama, já que estava frio e fiquei no meu quarto assistindo TV. Em menos de 15 minutos ela já estava em casa. Ed entrou correndo para jogar aquela porcaria de videogame. Minha mãe entrou, já gritando para ele desligar e ir para o quarto e esperar o almoço. Ele estava de castigo, já que essa era a oitava vez que a minha mãe era chamada só esse mês. Continuei deitada na cama até ela me chamar. – Priscilla, Ed, venham almoçar. – To indo mãe. Desliguei a tv, coloquei o chinelo e desci. Coloquei a comida no prato, peguei o suco de abacaxi e ia subir quando a minha mãe disse: – Todo mundo na mesa hoje, quero conversar com vocês. – Sobre? – perguntei. – Vem logo. Fui até a mesa, coloquei o prato e o copo, puxei uma cadeira e sentei. – Então, gostando da nova casa? – Adorando – Ed respondeu. – E você Priscilla? – mamãe perguntou. – Normal. – Normal como? – Ah, o que eu vou falar? "Eu gosto dessa casa porque a sala é maior"? Eu nem fico na sala. É normal porque essa casa é praticamente igual a de Nova York. O único que vai aproveitar é o Ed Furacão – eu chamava ele assim porque ele não parava quieto, só sabia correr – porque você só trabalha, e eu só fico no quarto. Eu preferia a nossa antiga casa. – Priscilla, eu te entendo. Foi uma mudança muito rápida, você ainda não se acostumou porque aquela casa foi muito importante para você, mas lá tem muitas lembranças ruins e... – Ruins só para você. – Você sabe muito bem o que aconteceu para fazermos essa mudança repentina. – É, mas eu não queria vir para a Califórnia. Eu odeio o calor daqui. – Você vai ter que se acostumar. – Perfeito, mais um problema na minha vida! – peguei meu prato, meu copo e fui para o meu quarto. [...] – Posso entrar? – mamãe perguntou, abrindo a porta. – Você que sabe. – respondi. – Quer conversar? – Não. – respondi, com ignorância. – Mas eu quero. Priscilla, você tem que entender que eu não conseguiria ficar naquela casa depois do que o seu pai fez. – A culpa não foi minha, porque eu tenho que aguentar isso também? – A culpa também não foi minha, e você tem que aguentar porque eu, você e o Ed somos uma família unida. – Família pode até ser, mas a união passa longe daqui. – Porque você diz essas coisas? Porque tem que ser tão cruel comigo e com seu irmão? O que te fizemos para você ser tão, tão... – Revoltada? – É, porque você é tão revoltada garota? Meu telefone tocou, era a Kimberly, minha única amiga na Califórnia. Levantei da cama e fui pra varanda do meu quarto atender. – Demorou para atender hein. – Kim disse. – Minha mãe tá no meu quarto. – Quer que eu ligue depois? – Não, eu vim pra varanda. – Ah sim. Menina, você viu o cara que entrou hoje lá na escola? – Não. – Ai, ele é tão lindo, deve ser um pedaço de mal caminho, espera, um pedaço não, uma estrada inteira. Eu ri e disse: – Uma chuva de elogios, deve ser bonito mesmo. – E o melhor: eu acho que ele tem a nossa idade. Acho que foi se matricular e vai entrar amanhã. – Mais um para a sua lista? – Espero que sim! Rimos. Confesso que eu tinha arrumado uma melhor amiga que já beijou meio que a escola inteira. Desde que eu entrei naquela escola – há um mês e meio – eu já vi ela beijando, tipo, uns 20 garotos. – Vou desligar, a gente se fala amanhã na entrada, ok? – Kim continuou. – Ok, tchau. – Tchau.
Notas finais
Eu achei que o final ficou meio incompleto, mas vocês vão começar a entender mais no 2º capítulo (se quiserem ler).
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