Another Last Goodbye
2 Apresentando: o novato Christopher e sua tia Abby
Notas iniciais
O 2º capítulo já tem mais coisa a ver com a sinopse. Espero que gostem :)
No dia seguinte, minha mãe ainda estava meio chateada por eu ter ignorado ela e ido falar com a Kimberly, então, ela me deixou ir sozinha para a escola. Eu sabia que ela estava chateada pois quando eu a ignoro ela fica me ignorando depois e evita diálogos longos.
Desci com a minha mochila, coloquei os fones, peguei a primeira fruta que vi pela frente e saí, pois queria chegar cedo para ficar papeando com a Kim. Estava no caminho da escola quando começou a tocar Flightless Bird American Mouth, e eu não sei por qual motivo eu começo a chorar quando ouço essa música, então com os olhos cheios de lágrimas, esbarrei em alguém e caí de cabeça no chão. Fiquei meio desnorteada enquanto alguém tentava me levantar e dizia: – Você está bem? Você está chorando! Você se machucou? – Não, eu estou bem – respondi – acho que só – passei a mão na cabeça, e quando tirei, vi que havia sangue nos meus dedos – ai meu Deus, eu to sangrando! – Vem comigo, eu moro aqui perto e a minha tia é enfermeira. Eu o segui, sem saber seu nome, sem saber quem era, só o segui. – Você disse que a sua tia é enfermeira? – perguntei. – Sim, ela entra 8:20, mas o hospital é perto. Você tem horas? Eu não estaria perguntando se não tivesse esquecido meu celular em casa. Eu já estava voltando para casa para buscá-lo, mas esbarrei em você, aproveitei e te trouxe junto. Você me desculpa? Tirei meu celular do bolso e disse: – 7:46. Você mora muito longe? A minha primeira aula é 8 horas. – Não, estamos perto. Vamos logo então, as minhas aulas também começam às 8, e eu não quero me atrasar bem no primeiro dia de aula. – Primeiro dia? É novo por aqui? – perguntei. – Sim, vim morar com meus tios da Califórnia depois que meus pais morreram. – ele explicou. – Sinto muito – eu disse. E o silêncio continuou até chegarmos na casa dele. Era grande, vista de frente, com as paredes da fachada azuis, portão da garagem preto e gramado bem cuidado. Ele pegou a chave no bolso da calça, abriu a porta e me convidou para entrar. Pedi licensa e entrei. A tia dele estava na cozinha, tomando café e comendo torradas. – Vejo que trouxe visitas – ela disse. – É que... – ele tentou explicar. – E vejo que não está na escola no primeiro dia de aula – ela o interrompeu. – Posso explicar? – ele perguntou. – Deve. – disse ela, em tom irônico. – Então, eu estava andando na rua, voltando para casa pois esqueci meu celular, e estava olhando o papel das aulas para ver qual seria a primeira, quando esbarrei na... aliás, qual o seu nome? – disse ele, se virando para mim. – Ah, meu nome é Priscilla. Priscilla Brooks. – respondi. – O meu é Christopher Jensen – ele disse. – Prazer, Priscilla, meu nome é Abigail Manson. Quer café? – Não, obrigada Abigail. – Por favor, me chame de Abby. – Continuando – Christopher disse – esbarrei na Priscilla, ela caiu de cabeça na calçada e começou a sangrar muito. Então, tia, já que você é enfermeira, achei que poderia fazer algo por ela. Por favor. – e fez uma carinha de cachorro que caiu da mudança tão bebê que ela não resistiu. – Christopher e essa carinha de bebê. Venha aqui Priscilla, deixe-me ver o estrago. Eu ri e sentei na cadeira ao lado dela. Ela começou a examinar a minha testa e disse: – Foi um machucadinho superficial, é normal sair sangue. Chris carinha de bebê, pega a caixa de primeiros socorros na gaveta da mesinha da sala, por favor. Christopher foi até a sala e eu escutei ele revirando alguma coisa, que imaginei ser a gaveta. Ele voltou com uma caixa vermelha na mão. Abby abriu, pegou algodão e merthiolate e passou na ferida, depois pegou um band-aid e colou. – Hoje de tarde já pode tirar – ela disse. – Ok, obrigada – eu falei, passando a mão no band-aid. – Dona Abigail e seus milagres hein – Christopher disse. – Tive a leve sensação de que você tentou ser engraçado – ela rebateu. Não pude conter uma risadinha enquanto ele subiu de tanta vergonha. Da escada ele gritou: – Quase esqueci do meu celular. – Só não esquece os braços porque fazem parte do corpo – Abby disse para si mesma. Christopher desceu com o celular na mão e disse: – Vamos Priscilla? Estamos atrasados. Eu te levo até a porta de sua escola, é o mínimo que posso fazer para me desculpar. – Não precisa Christopher, – respondi – mas obrigada. – Ah crianças, se esperarem eu terminar o meu café, dou uma carona para vocês. – Abby disse, em seguida tomou mais um gole de café. – Não precisa, obrigada. Eu posso ir andando. – falei. – Cala a boca garota, só senta aí e toma um copo de café. – Não liga, ela fala assim com todo mundo – Christopher disse baixinho no meu ouvido – é normal. – Em que escola você estuda, Priscilla? – Abby perguntou. – Califórnia North School. – respondi. – Como? – Christopher perguntou. – Califórnia North School, perto do... – Quem sabe a gente se esbarra por lá algum dia – ele me interrompeu, sorrindo.
– Se for para cair e machucar a minha cabeça, prefiro nunca mais esbarrar em você. – ironizei. Christopher e Abby riram. Ela lavou o prato e o copo, pegou a chave do carro e nos guiou até a garagem. Peguei meu celular e olhei as horas, eram 7:56. Vi que tinha uma mensagem nova da Kimberly, abri e foquei tanto em ler que nem percebi os 3 degraus que haviam entre o corredor e a garagem. Christopher, que tinha esquecido a mochila na cozinha e estava voltando para pegar, me segurou e disse: – Acho melhor você começar a olhar por onde anda. – Uma hora me derruba, outra me segura, acho que alguém está com um caso sério de bipolaridade – retruquei. – E eu acho que alguém precisa de óculos. – ele respondeu. – Será que dá pra vocês pararem de tricotar e virem logo para este carro? – Abby disse. – Sim senhora, capitã Abigail. – Christopher falou, me soltando e indo em direção à cozinha.
Notas finais
Esse capítulo já tem mais coisa que o primeiro, então achei que ficou melhor.
Ps. California North School é uma escola fictícia!
Ps. California North School é uma escola fictícia!
Fale com o autor