Another Day in Paradise

14 Make the Party Don´t Stop


Notas iniciais
Nome do cap baseado na música Make The Party ( Don´t Stop). É legalzinho hahahah XD Boa Leitura!

Casa de Finn (Sexta — 22:00 da noite)

A semana na escola foi simplesmente normal: Os estudos, as conversas com os amigos, as “carícias vergonhosas” de Marshall e para a surpresa do loiro, muitas risadas e conversas com Chiclete.

Lá para terça que Finn foi convidado pela Caroço para sua festa que ocorreria em sua casa, e todos foram convidados, então o pequeno resolveu ir para se divertir um pouco.

Já havia se vestido com uma camiseta de cor azul claro, uma calça jeans e sapatos brancos. Estava penteando o cabelo quando ouviu o som de uma buzina de carro, pensou por um segundo que seria o Jake, mas se lembrou que o som não era o mesmo. Então voltou a se arrumar, mas a buzina voltou a soar e sua curiosidade o levou para a janela.

Ficou boquiaberto, não podia acreditar: Era Marshall e sua turma, e o moreno estava dirigindo um carro de luxo negro sem teto.

–Vamos Finn! — Chamou Marceline, que estava no banco traseiro junto com a Jujuba.

–M-Mas como?! — Perguntou Finn assustado. — Desde quando você pode dirigir Marshall?! Estamos no primeiro ano!

–Se esqueceu que eu repeti? — Perguntou, retirando os óculos de sol que usava, não que tivesse sol, e sim, só para deixá-lo chique. — Eu tenho mais idade que você.

–Espera! — Gritou Finn sorrindo.

Ele pegou sua bolsa de costas com seus pertences e desceu as escadas rapidamente, trancando a porta com a chave e a colocando em seus bolsos, caminhando em direção do carro.

Assim que se sentou e colocou o cinto, perguntou:

–Eu não vi esse carro na sua casa quando eu fui. Como que você conseguiu ele?

–Eu o guardo em uma garagem, acho que você não notou ele. E eu ganhei essa belezinha em uma raspadinha de shopping, o melhor prêmio. — Botou seus óculos novamente e começou a dirigir.

–Nossa! Você é sortudo!

–Sou sortudo com muitas coisas. — Sorriu de canto, olhando diretamente para o corpo de Finn. — Roupa bonita, o azul combina com você.

–Ah... Obrigado. — Disse sem graça.

–Já vai começar pombinhos? — Perguntou Marceline, rindo no fundo.

–Já comecei faz tempo... — Sorriu o irmão junto. — Mas vê se não fala nada, eu vi você beijando a Jujuba aí atrás quando a gente entrou no túnel.

–M-Mas não estava escuro? — Perguntou Jujuba corada.

–Não muito para a visão de um vampiro. — Olhou a rosada pelo retrovisor, fazendo com que a outra virasse o rosto envergonhada.

–Até que hora vai a festa? -Perguntou o loiro, tentando ajudar a Jujuba mudando de assunto.

–Ela disse que até as quatro da manhã para mim. — Respondeu o vampiro. — Mas como conheço muito bem ela, acredito que vai ser a noite toda.

–Legal... — Falou Marceline.

–Você já foi na casa dela, Finn? — Perguntou Jujuba.

–Não, como é?

–Incrível. — Comentou Marceline. — Ela até que tem poder também, sua casa tem piscina, vários quartos, ela costuma até deixar alguns dormitórios para os casais se divertirem.

–Como é que é?! — Perguntou Finn, se virando para trás para encarar as garotas, surpreso.

–O que? — Perguntou Marceline, indiferente. — Sem aquilo não é festa.

–Você já usou? — Perguntou Finn, meio envergonhado com o assunto, mas a curiosidade estava o matando.

–Muitas vezes. — Marceline sorriu, pegando sua namorada pela cintura e a puxando para perto de si. Era incrivelmente parecida com Marshall Lee, até nisso.

–Eu nunca usei Finn. — O irmão comentou, em seguida parou o carro por causa do farol, aproveitando assim para retirar os óculos de sol e encarar o loiro nos olhos, seu olhar transbordava desejo. — Mas tudo tem sua primeira vez.

Marceline começou a rir tanto no fundo que até chorava, e o pobre coitado do loiro estava muito vermelho e envergonhado.

–Marshall! — Gritou, não conseguindo dizer mais nada.

Enquanto o carro voltava a andar, Jujuba deu batidinhas em seu ombro.

–Boa sorte, sei como você se sente.

O loiro engoliu o um pouco de saliva, sempre ficava nervoso quando sabia que rolaria.

–Mas os quartos são injustos. — Comentou Marceline. — Tem alguns que são mais cheios de coisas e outros mais simples.

–Eu quero aquele.– Comentou Marshall, fazendo com que a irmã sentasse surpreendida.

–Você sabe que é difícil conseguir aquele quarto, a Caroço costuma usar ele.

O moreno riu.

–Mas eu vou conseguir aquele, estou sentindo isso.

Finn sentiu outras tapinhas em seu ombro, mas desta vez era de Marceline.

–Até eu fiquei com dó de você, cara. — A vampira comentou, realmente com pena.

Todos menos os dois começaram a rir, fazendo com que o loiro ficasse ainda mais curioso. Mas estava sentindo que era melhor não perguntar o que tinha naquele quarto para que pudesse aproveitar a festa futuramente.

Assim que entraram na rua da casa de Caroço, perceberam que as ruas estavam lotadas de carros, o que fez todos menos o inocente de Finn estranharem.

–Tem muito mais gente do que as outras festas... – Comentou Marshall com as sobrancelhas unidas.

–Mas ela não ia chamar só a da nossa sala? – Perguntou Jujuba.

–Acho que chamou todos os primeiros anos... Ou talvez a escola inteira. – Falou Marceline.

Depois de muitas voltas, finalmente conseguiram achar uma vaga para estacionar. Após saírem do carro, caminharam em direção a casa iluminada de várias luzes coloridas e um som eletrônico bem alto.

Havia adolescentes bebendo fora da casa e conversando, assim que os quatro entraram, a Caroço veio cumprimentá-los.

–Oie! Que bom que vieram!

–Quanta gente, hein? – Comentou Jujuba, tentando disfarçar o nervoso.

–Convidei todo o primeiro ano e outras pessoas do segundo e terceiro ano, demais! – Gritou animada.

–Caramba... – Falou Marceline, olhando um casal se beijando, ou quase se comendo, na escada que levava aos quartos.

Jujuba deu uma cotovelada na amiga, tentando avisar para ela disfarçar mais.

–Preciso falar com você, Caroço. – Disse Marshall, sorrindo de canto para a garota.

–O que? – Perguntou ansiosa. – Quer meus caroços hoje?

–Não, mas quero outra coisa.

–Ui... Adoro quando você fala assim. – Disse ela, se arrepiando toda.

Quando os dois caminharam entre os adolescentes para conversarem, Finn e as garotas ficaram plantados ali.

–Ah... Então... O que faremos primeiro? – Perguntou Jujuba.

–Eu estou morrendo de sede, querem algo para beber? – Perguntou Finn, encostando seus dedos levemente em seu pescoço, a sede estava incomodando-o muito.

–Por que tanta sede Finn? – Perguntou Marceline maliciosa. – Tá nervoso?

O loiro corou.

–N-Não quero falar sobre isso.

–Deixa ele Marcy... – Disse a rosada rindo. – Eu vou querer um drink, acho que ela vai querer um refri, estou certa?

–Me conhece bem. – Sorriu a morena.

–Beleza, me esperem aqui que já trago pra vocês.

Mas quando foi dar o primeiro passo em direção a mesa de bebidas, avistou os garotos modelos de sua escola, e eram os mesmo que estavam na pizzaria antes...Droga!

Olhou para as duas amigas, que conversavam e sorriam uma para outra, sentiu pena em interrompe-las para pedir por ajuda, então resolveu ir logo na direção da mesa. Por sorte eles não notaram a passagem do pequeno. Enquanto pegava as bebidas para as garotas, observou que os rapazes estavam com copos de bebidas alcoólicas nas mãos e estavam muito bêbados.

–Ei! – Gritou um moreno, o mesmo que o pegou para sentar em seu colo. – Aquele não é aquele gostoso do garçom da pizzaria?

De repente, todos os olhares foram para Finn, que fez o pequeno ficar duro de tanto nervoso.

–Ah, é! – Gritou o de cabelos castanhos. – Era Finn o nome dele, não?

O moreno penetrou os olhos verdes no corpo do loiro, fazendo com que Finn tivesse arrepios, era como se ele pudesse ver através de suas roupas.

–Que delícia... – Murmurou, se encaminhando na direção dele.

Finn engoliu saliva, nervoso.

–P-Por favor, se retire. – Pediu. – Só quero pegar bebida.

–Está com medo? – Perguntou o moreno, pegando o loiro pela cintura e o empurrando para a parede, onde o prendeu. – Já disse para você não ficar apavorado com minha presença, Finn...

–Pare! – Gritou Finn, tentando empurrá-lo pelo peito. Mas o maior o pegou pelos braços e os prendeu para cima. – Por favor!

Ouviu os amigos dele rindo, assistindo o moreno controlando o loiro.

–Me apaixonei por você, sabia? – Sussurrou no ouvido do pequeno. – Você é tão belo, têm uma aparência e atitudes tão puras... Dá vontade de mostrar a você o outro lado.

–Não... – Gemeu o loiro, quando sentiu os lábios do outro em seu pescoço.

–Vamos para um quarto? – Perguntou rouco.

–Me deixa em paz! – Gritava o loiro, mas ele não o libertava.

O moreno pegou Finn pelo colo e o encaminhou para a escada, levando-o para os quartos.

–Me solte! – Implorou, dando socos no peito do outro para tentar se libertar.

Quando o moreno se encaminhou pelo corredor para tentar achar um quarto vazio, ele se encontrou com Marshall Lee e Caroço, que conversavam alegremente como se estivessem de acordo com alguma coisa.

–Marshall Lee! – Gritou Finn, implorando por ajuda.

O moreno olhou para frente e em um segundo se transformou no cara mais bravo de todo o planeta.

–Aê! O que pensa que está fazendo?! – Perguntou Marshall, se encaminhando para o moreno.

–Vou transar? – Perguntou indiferente.

O vampiro ficou com tanta raiva que deu um soco certeiro e bem forte na cara do outro, fazendo com que o moreno, já bêbado, caísse no chão com Finn junto.

–Oww... – Gemeu o loiro de dor, saindo rapidamente dos braços do outro e correndo na direção de Marshall Lee.

–Aê maluco! – Gritou o moreno, se levantando com a mão na parte dolorida. – Por que você me bateu, seu otário?!

–Você se acha o gostosão, não é Adam?! – Perguntou Marshall Lee com ódio.

–Acho não, sou. – Falou com um sorriso orgulhoso no rosto. – Agora me devolve o Finn.

–Te devolver?! – Gritou Marshall Lee, rindo em seguida. – Vê se para de perseguir ele!

–Por quê? – Perguntou o outro rindo. – É seu namorado?!

–Acertou na mosca. – Marshall Lee cruzou os braços, olhando seriamente para ele.

Adam ficou sério, com a maior cara de “poker face” que um garoto pode receber quando recebe um fora.

–Isso é sério, Finn?

–É... – Falou o loiro, ficando atrás das costas do vampiro.

O moreno expirou fundo, triste.

–Beleza. – Foi a única coisa que disse, caminhando na direção deles para poder ir embora.

Finn se relaxou, finalmente havia acabado...

–Te pego na próxima. – Ouviu um sussurro em seu ouvido, que fez o pequeno arregalar os olhos.

Olhou para trás e avistou Adam cambaleando em direção as escadas, descendo.

–Idiota. – Xingou Marshall.

–Caramba... – Falou Caroço, de boca aberta. – O que foi tudo isso?

Finn abaixou a cabeça, envergonhado da outra ter visto tudo aquilo.

–Assunto particular, Caroço. — Marshall se virou para ela. — E espero que não conte pra ninguém o que rolou aqui.

Caroço sorriu de canto.

–O que eu ganho em troca?

–Direi a todos os meus amigos que seus caroços são bons. — Disse sem vontade.

A garota pulou de alegria.

–Beleza, agora estou indo aproveitar a festa. Vocês vêm?

–Já estamos indo. — Marshall sorriu.

Quando ela caminhou para fora e os dois ficaram sozinhos no corredor, Marshall olhou para o pequeno pedindo explicação pelo ocorrido.

–E-Ele me reconheceu... Ele também me pediu para servir ele na feira... — Finn falou sem graça.

–Quem mais que você serviu?

–Umas garotas também.

Marshall Lee respirou fundo.

–Você tem que se cuidar Finn. Com o nosso reconhecimento pela pizzaria, todos vão querer pegar você.

–Eu sei. — O loiro murmurou. — Das garotas até que consigo me livrar, o problema são eles.

–Mantenha-se afastado deles. — Marshall pediu. — Eles são fortes, você não vai conseguir escapar.

–Tá bom... Mas, e se eles vierem para mim algum dia e quiserem algo?

O vampiro olhou para cima, pensativo.

–Nunca achei que daria isso para um garoto. — Falou, retirando algo dos bolsos. — Costumo dar isso para minha irmã, mas esse aqui tá sobrando.

–O que é? — Perguntou curioso.

O vampiro deu a peça nas mãos do pequeno, que leu a embalagem.

–Spray de Pimenta. — Leu, em seguida olhando para o moreno, não acreditando nisso.

–O que? — Perguntou. — É melhor do que nada.

O loiro sorriu.

–Tudo bem, obrigado. — Disse guardando em sua bolsa.

–Vamos descer então? — Marshall perguntou.

–Sim.

Assim que desceram, os dois avistaram a Marceline e Jujuba olhando na mesa de bebidas, procurando por algo. Finn deu um pulo.

–Ah caramba! Esqueci de pegar as bebidas dela!

Marshall olhou para a mesa, avistando os amiguinhos de Adam.

–Foi por isso que ele te achou? — Perguntou.

–É... — Falou o loiro, envergonhado.

–Deixa que eu pego, volta para as garotas.

Finn se encaminhou na direção delas, a primeira que o viu foi Marceline.

–Finn! Onde você estava?

–Desculpem, aconteceu muita coisa... — Finn sorriu com vergonha. — Mas, Marshall Lee está pegando as bebidas.

–O que aconteceu? — Perguntou Jujuba.

–Não quero tocar no assunto. — Pediu corado, virando o rosto para o lado.

–Meu irmão já te pegou? — Perguntou Marceline, surpresa pela agilidade.

–N-Não! — Corou o loiro, provocando a risada das duas.

–Mas eu ainda vou pegar. — Surgiu Marshall atrás do pequeno, dando os copos para as meninas e uma água para Finn. — Consegui o quarto, irmãzinha.

A morena ficou boquiaberta.

–M-Mas como?

–A Caroço ficou honrada com um pedido vindo de mim e atendeu. — Sorriu de canto.

–Idiota. — Marceline sorriu.

–Q-Quer dizer que...? — Finn tremia de nervoso.

–Que dó gente! — Jujuba abraçou o pequeno, tentando acalmá-lo.

Os irmãos riram.

–Vai se acostumando, Finn. — Sorriu o vampiro maliciosamente para o loiro.

O pequeno engoliu saliva de medo, mas o abraço de Jujuba estava acalmando-o bem.

De repente, ouviram uma voz no microfone, era lá de fora.

–Boa noite povo!!! — Gritou, fazendo todos os outros adolescentes gritarem animado. — Sou o DJ da festa, espero que se divirtam!!!

Logo, uma música eletrônica bem agitada começou a tocar.

–Vamos! — Gritou Marceline.

Todos se encaminharam para o jardim, que era nos fundos da casa. Finn ficou boquiaberto, pois o local era grande, havia até piscina!

Havia gente na água, jogando vôlei de piscina, namorando ou curtindo a música. O loiro avistou o DJ com seu equipamento, soltando gelo seco e luzes.

–Que loco mano! — Gritou Marceline, dançando.

Todos riram, dançando e curtindo a festa.

Casa de Caroço (Mesmo dia — 11:45 da noite)

Depois de dançarem por muitas horas, os quatro entraram na casa e se sentaram no sofá da sala, que estava vazia.

–Estou esgotada... — Falou Jujuba, deitando a cabeça no colo de Marceline.

–Somos duas... — Respondeu a morena.

Marshall Lee trouxe água para todos, que fez o povo se refrescarem bastante.

–Querem que eu leve o copo de volta? — Perguntou Finn.

–Agradeço. — Disseram as meninas em uníssono, dando os seus copos para ele.

O moreno deu o copo de má vontade.

–Você vai querer mesmo ir sozinho? — Perguntou preocupado. — E se Adam e os outros vierem?

–Tenho spray. — Sorriu, achando engraçado o seu próprio comentário. — Sem falar que eu posso chamar você, a audição de um vampiro é boa, não?

–É, mas em festas é um pouco ruim, lembra que Marceline nem eu ouvimos você?

O loiro engoliu um seco.

–Mas eu tenho spray agora, e vou me manter afastado. — Falou. — Já volto.

O moreno deixou seu pequeno ir, mesmo que tivesse morrendo de vontade de segui-lo ou até mesmo ir atrás dele escondido, sabia que para um garoto ser cuidado por outro era bastante ruim, pois assim se demonstraria dependente. Aprendeu isso com um velho amigo, Marshall teve que aprender isso na raça, era duro ser tão ciumento.

Finn se encaminhou para uma lata de lixo que encontrara bem longe do quarto onde seus amigos estavam, parecia até que quase não havia lata de lixo na casa, depositou os copinhos de plástico dentro. Quando caminhou de volta, sentia-se estranhamente sendo perseguido.

Olhou aos arredores, observando apenas adolescentes em volta: Bebendo, beijando e conversando. Nada de anormal.

Mas aquela sensação estava incomodando-o.

Começou a caminhar, continuando a prestar atenção aos arredores e com o spray em suas mãos.

De repente, ao passar em um corredor escuro, sentiu mãos agarrando sua boca e seus olhos, o empurrando a força para o local.

–Hmm! Nmm! — Finn se contorcia.

–Adivinha quem é?

O loiro ficou surpreendido, conhecia a voz.

–Chiclete?

–Isso! — Riu o rosado, retirando as mãos do pequeno.

Finn olhou entre a escuridão, era ele mesmo.

–Você quase me matou de susto, Chiclete! — O loiro ofegava. — Por favor, não faça mais isso.

–Achou que ia ser sequestrado? — Chiclete ria.

–Algo pior... — Falou o pequeno, cabisbaixo.

Chiclete ficou sério, sacando o que ele estava querendo dizer.

–Quem está querendo fazer isso com você? — Perguntou preocupado.

–Acho que o nome dele é Adam, e tem os amigos dele também. — Ao ver o rosto surpreendido e confuso de Chiclete, começou a explicar. — É que eu servi ele na pizzaria, e acho que ele teve atração sexual por mim.

–Que chato... — Comentou Chiclete. — Mas não se preocupe, ele só age quando está sozinho.

–Como você sabe disso? — Perguntou Finn, confuso.

–Ah... — Falou cabisbaixo. — Digamos que tive o mesmo problema que você.

–Ele conseguiu?

–Por sorte, alguém veio me ajudar. — Sorriu tristemente, se lembrando do passado.

–Ufa! Ainda bem. — Relaxou o loiro. — Quando você chegou na festa? Não te vi antes.

–Faz pouco tempo, mas creio que irei embora daqui a alguns minutos.

–Por quê? — Perguntou o loiro, triste.

–Tem uma empregada de minha casa que cuida de mim como se fosse minha mãe, é o seu cargo. Seu nome é Empregada Menta, e ela me ordenou que não fosse nesta festa, pois sabia que aqui só teria... Ah... Você sabe.

–Sim, mas por que você veio? — Perguntou preocupado.

–Eu queria te ver. — Falou com um sorriso e olhos amorosos. — Queria muito te ver.

Finn corou levemente.

–Ah... Agradeço. — Disse olhando para os lados, nervoso.

–Finn, posso te perguntar uma coisa?

–O que? — Com o resto de sua coragem, manteu contato visual.

–Quando que você vai me dar a resposta se vai namorar comigo ou não?

Finn engoliu saliva.

–Eu ainda estou meio inseguro sobre namorar, acho que isso é algo muito sério e conheço você a poucas semanas, desculpe.

–Tudo bem... — Falou, abraçando o pequeno. — Eu te amo tanto que aguento esperar, desde que eu te veja também está ótimo.

O loiro envolveu os braços no corpo do rosado, feliz com o amor que ele passava.

Assim que se separaram, Chiclete olhou em seu relógio de pulso.

–Caramba, preciso ir Finn. — Disse.

–Te vejo na escola? — Perguntou, mostrando a mão para que o outro tocasse.

Os dois fizeram um " toca aí".

–Até a escola ou talvez até o fim de semana, vou ver se dá para fazer alguma coisa, mas não é certeza.

–Tudo bem. — Falou Finn, sorridente. — Até mais.

Chiclete depositou um beijo na bochecha de Finn e foi embora. Deixando o pequeno com as mãos em sua bochecha, olhando para o amigo indo embora.

Casa de Caroço (Mesmo dia — 01:20 da manhã)

Quando voltou para o quarto onde seus amigos estavam, começaram a conversar sobre coisas aleatórias, a sorte de Chiclete é que Marshall não estranhou o tempo que o pequeno gastou para jogar os copos no lixo.

Porém, após algumas horas, Caroço apareceu na porta.

–Pode ir.

O coração do loiro pulou, batendo sem parar, havia esquecido completamente daquilo...

As garotas sorriam, não conseguiam nem disfarçar, olhando para o pequeno.

–Querem parar com isso...? — Perguntou corado.

A Jujuba até que tentou, botando a mão na boca. Mas Marceline era cara de pau igual o irmão.

–Vamos Finn? — Perguntou Marshall, segurando na mão do loiro.

O pequeno foi obrigado a se levantar, sendo conduzido pela mão do moreno. Enquanto caminhavam no corredor dos quartos, um silêncio constrangedor rondava os dois.

–Você vai gostar do quarto. — Falou o moreno, para quebrar o gelo. — É o melhor da casa, por isso é tão difícil de conseguir.

O loiro não conseguia nem olhar para o vampiro, apenas ficava com a cabeça abaixada, com muita vergonha e nervoso.

O pequeno sabia que falar simplesmente "Não quero" para o moreno era gastar energias à toa. Fazia exatamente uma semana que haviam feito pela última vez, e mesmo que fosse já sua terceira, ficava com medo.

Assim que o moreno abriu a porta do quarto, Finn conseguiu levantar a cabeça, ficando maravilhado com o luxo do quarto: Havia uma enorme cama com lençóis, travesseiros e colchão de primeira. Do lado, havia o banheiro, dava para ver o local pois a porta era de vidro, assim que olhou para dentro, avistou uma enorme banheira de luxo.

O moreno se encaminhou para o guarda-roupa do local, pegando uma bolsa de tamanho médio e colocando na gaveta que ficava em baixo da cama. Marshall Lee escolheu somente aquele equipamento pois não queria pegar muito pesado com ele.

Logo, se sentou no colchão, olhando para Finn, que estava corado e com muito medo. O moreno sorriu maliciosamente e deu dois tapinhas no colchão, pedindo para que o pequeno viesse.

–M-Marshall... — Falou o loiro, inseguro.

–Não tenha medo de mim. — Pediu o moreno. Dando novamente os tapinhas na cama.

Finn engoliu saliva, não conseguia mexer suas pernas... Estavam bambas.

O vampiro sorriu quando percebeu o que estava acontecendo.

–Fica tão nervoso assim? — Perguntou se levantando, indo na direção do loiro.

O pequeno fechou os olhos, com medo da aproximação do maior. Sentiu apenas sendo pegado no colo, carregado como se fosse uma princesa. Com o restante da coragem que tinha, abriu os olhos, vendo o moreno assistindo suas reações.

–Você é uma graça, Finn. — Sorriu, depositando o loiro na cama.

Ficou em cima do pequeno, de quatro, foi se abaixando até encostar seus lábios nos do dele. Fazendo o loiro segurar em sua roupa involuntariamente.

–Hmm... — Gemeu, agarrando seus dedos com força no tecido.

Marshall Lee retirou seus lábios do pequeno e depositou-os em seu pescoço, sugando a pele do loiro com força, arrancando pequenos gemidos de dor.

O moreno se ajoelhou em volta do corpo do loiro e retirou sua camiseta azul clara, pondo o tecido perto de seu nariz, sentindo o cheiro maravilhoso de Finn. O loiro observava aquilo corado e com vergonha.

–Muito... Muito bom. — Elogiava Marshall, jogando a camiseta em um canto aleatório e partindo para o corpo do pequeno, lambendo do umbigo para seu peito, fazendo o corpo do loiro estremecer.

–Ahh... — Gemeu Finn quando o moreno abocanhou seu mamilo direito.

Ele sugava com força e precisão, fazendo com que o loiro segurasse em seus ombros e se contorcesse.

–Hmm...Marshall... — Murmurava o pequeno.

O moreno se ajoelhou novamente e retirou as calças do moreno, vendo sua cueca box branca.

–E você? — Finn perguntou.

–Eu o que?

–Você não vai... — O loiro corou. — Tirar...

–As minhas roupas? — O vampiro riu. — Quer tirar pra mim?

–O que? Eu? — Finn engoliu saliva.

–Vamos. — Marshall Lee segurou em sua mão, fazendo com que o pequeno se sentasse.

Os dois se entreolharam, enquanto o moreno o olhava amorosamente, Finn transparecia nervosismo, mordendo o lábio inferior.

O loiro abaixou a sua cabeça, olhando na beirada da camiseta do vampiro, ao segurar aquilo, puxou de vagarosamente para cima, observando os músculos de Marshall se movimentando quando o moreno levantou os braços para ajudá-lo.

Assim que retirou, jogou ela em um canto aleatório.

De repente, Finn foi empurrado novamente para baixo do maior. Marshall Lee estava de quatro de novo.

–Para as calças, fica mais emocionante assim, não? — Sorriu de canto.

Agora era a parte mais difícil para o pequeno: As calças. Pois aquele lugar era a parte mais sensual do vampiro, a parte que ele mais se hipnotizava.

O vampiro somente observava o pequeno debaixo de si, com as mãos trêmulas, tentando inutilmente abrir o botão de sua calça jeans. Marshall Lee se ajoelhou, colocando suas mãos junto com os do loiro, ajudando ele a realizar a tarefa.

Finn respirou fundo, para se acalmar. Logo com o restante de sua coragem, abaixou o zíper de suas calças e finalmente a peça inteira.

O pequeno ficou assustado, Marshall Lee estava explodindo.

Olhou para cima, em direção do maior, mas não conseguiu fazer nada, apenas sentiu seus lábios serem cobertos pelos do moreno. O beijo se intensificava cada vez mais, o maior segurou nos cabelos loiros do outro, puxando-os com força para que a cabeça de Finn subisse mais, profundando o toque.

–Hmm! — Finn gemia. — Ngh...

O maior sentiu que o pequeno ainda não estava no ponto, então resolveu logo partir para a especialidade da casa.

Finn observou curioso o moreno parar o beijo e se direcionar para a gaveta de baixo de sua cama, retirando novamente a bolsa que ele havia colocado ali momentos antes.

–O que tem aí? — Finn perguntou.

O moreno retirou de dentro uma peça comprida e negra, havia alguns botões no equipamento, onde Marshall mexia e programava o objeto. Finn estava com as sobrancelhas unidas, não reconhecia aquilo.

–O que é isso?

–Você é muito curioso Finn... — Falou Marshall, a maneira com que ele olhava aquilo deixava o pequeno com medo. — Você vai ver, aguente um minuto.

Quando o maior terminou, pulou em cima do pequeno, fazendo-o gritar de susto.

–O que você está fazendo?! — Perguntava Finn.

Marshall se deitou em cima do corpo do loiro, com seu peso, tinha certeza que conseguiria prendê-lo para que não se movesse ou tentasse tirar aquilo.

–Ahh! — Finn fechou os olhos com força quando sentiu a peça invadindo ele. — Marshall!

–Isso aqui é um vibrador Finn.

– O que? — O loiro nunca ouviu falar naquilo.

O moreno revirou os olhos.

–Inocente. — Em seguida apertou o botão, ligando o equipamento.

–Ahhh! — Finn se segurou com força no corpo do maior quando sentiu a peça ficar vibrando dentro de si.

Marshall Lee pegou pela ponta da peça e a empurrou mais para dentro, queria encontrar o ponto de Finn.

–Ahh...Ahh... — O loiro gemia conforme sentia aquilo indo mais para o fundo.

–Cadê? — Perguntou o moreno impaciente.

De repente, Finn deu o gemido mais erótico que já havia feito, seus braços e pernas não conseguiam mais parar quietas, se contorcendo.

–Waaa...Owww...

~Pi.– O vibrador fez.

Finn gritou, parecia que aquilo havia ficado mais rápido.

–Caramba, já entrou na fase dois... — Marshall comentou.

–O... Que...? — Finn tentou perguntar.

–Quanto mais excitado você fica, mais o equipamento vibra.

Uma pequena parte do loiro entrou em desespero, só não predominou por que o prazer estava dominando seu corpo.

~Pi

–Ah não!! — Finn gritou, arqueando a cabeça para trás.

O moreno segurou mais forte em seu corpo, sabia que quem tivesse o equipamento iria se contorcer, mas tinha medo que o pequeno tentasse retirar aquilo.

–Mar... shall... — O loiro gemia, olhando para o rosto do maior.

Marshall Lee se excitou com sua face: Seu rosto estava corado, seus olhos estavam lacrimejantes e transparecia o prazer que ele estava sentindo. O moreno não aguentou, beijando-o pequeno de língua.

–Mnn... — Finn se segurou em seu corpo.

~Pi.

–Mnnnn! — Finn gemeu alto.

Marshall Lee se encaminhou para seu pescoço, lambendo a pele sensível de Finn. Percebeu que com cada carícia que fizesse, o loiro ficaria cada vez mais excitado e como consequência o equipamento mudaria de intensidade, assim o divertimento do loiro seria maior.

–Ahhh... Waaa! — Lágrimas de prazer começavam a rolar de suas bochechas.

~Pi

–Ah, que droga! — Finn resmungou, ficando louco. — Mnn...

Marshall Lee tampou sua boca com do pequeno com a mão, fazendo Finn se calar e prestar atenção nele, mesmo que aquilo estivesse o matando por dentro.

–Shh... — Ele fez baixinho. — Você quer que nos ouçam?

–Hmm... — Finn fechou os olhos com força, fazendo com que mais lágrimas caíssem.

O loiro tentou aguentar o máximo que conseguia, gemendo baixinho e até mesmo contorcendo seu corpo para tentar se descontrair, mas o vibrador estava sendo muito cruel, ainda mais que batia em sua próstata...

–Ahh! — Finn gemeu alto sem querer.

–Shh... — Pediu ele, mas ao olhar nos olhos do menor, viu o desespero e o prazer que o outro estava sentindo. Previu que ele não aguentaria. — Deixa eu te ajudar.

Ele se abaixou devagar, seus olhos se entreolharam, cada um se hipnotizando na cor dos olhos do outro. Até que Marshall abriu a boca levemente, quando Finn viu as intenções de Marshall, deixou. Os dois se beijaram profundamente, fazendo com que o loiro gemesse baixo.

~Pi.

–Mnnnn!!! — Finn gritou, segurando com força nos ombros de Marshall.

O moreno se impressionou, pois já era o quinto apito, ele conseguia sentir em suas pernas a vibração que o pequeno estava suportando, estava tão rápido...

–Owww... Marshall... — Finn encostou sua testa em seu ombro, o abraçando forte.

O moreno envolveu o pequeno corpo debaixo de si em seus braços, dando um abraço forte. Ele ouvia Finn gemer, mas seu corpo abafava o som, fazendo com que o barulho fosse menor.

Mas de repente, até mesmo as pernas de Finn abraçaram o corpo de Marshall, o pequeno estava tremendo de baixo de si.

–Ahhhh! — Gritou.

O equipamento desligou, Finn havia se derramado.

O moreno saiu de cima dele e retirou o equipamento de dentro de seu amor.

–Ngh... — Finn mordeu o lábio inferior conforme aquilo saia de dentro dele.

Quando colocou aquilo no chão, Marshall assistiu o loiro: Estava arfando pesado, um braço em cima de seus olhos, seus cabelos molhados, seu corpo quente e vermelho, suas bochechas coradas e seus olhos lacrimejantes.

O moreno sorriu de canto, agora sim estava perfeito.

–Vamos lá? — Perguntou, engatinhando de quatro pra cima do loiro, como se fosse um animal feroz que queria comer sua presa.

–M-Marshall... — Gaguejou Finn, com medo. — Eu nã..

Mas seus lábios foram abocanhados pelo outro, sua cueca foi retirada com pressa, o moreno estava impaciente. Assim que segurou em suas pernas e as levantou para cima.

–Ngh... — Finn segurou nos lençóis da cama quando o moreno começou a entrar. — Mar... Shall...

–Fica tão perfeito Finn... — O moreno se enterrava nele, caindo de vagarosamente em cima de seu corpo. — Como se fosse feito para mim.

O loiro corou bravamente diante de tal comentário.

Quando começou as estocadas, porém, foi diferente: Finn gemia como se estivesse com o vibrador dentro dele ainda, parecia que o sexo estava muito melhor.

–Ahhh! Waaaa! – Finn gemia, suas pernas se prendiam em cima do corpo do moreno. — O... Que está... Acontecendo...?

–Fica sensível... — O moreno respondeu, mordendo o lóbulo da orelha direita.

O pequeno fechou o olho do lado da orelha que recebia carícia.

Aquela foi uma longa noite....

Em Frente da Casa de Finn (Mesmo dia — 03:45 da manhã).

Finn foi o último a ser levado para sua casa, deixando assim os dois estrategicamente sozinhos, como Marshall previa.

–Foi uma boa noite, Finn. — Marshall comentou, estacionando o carro em frente da casa. Em seguida parou o automóvel. — Gostou?

O loiro corou levemente.

–Foi estranho...

–Como assim? — O moreno retirou o cinto e se virou na direção de Finn.

–Você ainda vai me fazer explicar?! — Perguntou o loiro, com vergonha.

–Vamos... — Falou baixinho, chegando cada vez mais perto de Finn. — Está só nós dois aqui, me conte.

O pequeno engoliu saliva, nervoso.

–Não sei como dizer, mas parecia com os animes que meu irmão assistia.

–Erótico? — Provocou o vampiro.

–Um pouco... — Finn abaixou a cabeça, envergonhado.

O moreno depositou um beijo na bochecha do pequeno, do jeito que o loiro gostava: Carinhoso, molhado e demorado.

Quando ele se separou, Finn olhou em seus olhos, sorrindo para o maior. Quando seus olhos se entrelaçaram, eles chegaram cada vez mais perto, até se unirem mais uma vez pelos lábios.

Mesmo que já tivessem se conectado dessa maneira várias vezes, para Finn, era a melhor de todas.

Notas finais
Tenho só uma notícia pra valer: Na semana do 18, eu irei viajar para um lugar sem internet, passarei a semana inteira. Assim que se não der tempo de eu postar nesta próxima semana,( Farei o máximo que puder), desculpem mas terão que esperar até a semana do 25 deste mês. Bem, enfim, até a Próxima!