Another Day in Paradise
15 A New Girl Appears
Notas iniciais
Sala de Aula (Segunda – 7:32 da manhã)
Só se ouvia cochichos pela sala inteira, todos olhavam na frente a menina que estava junto com a professora de história.
Era uma garota de cabelos curtos e negros, olhos verdes e claros, sua pele era somente um pouco escura, seu corpo era perfeito: Magro e com curvas.
–Alunos. – Começou a Professora. – Por favor silêncio, pois uma nova aluna que estudará conosco também neste ano irá se apresentar.
Todos ficaram em silêncio, Finn e seus amigos não haviam comentado em nada sobre esse assunto, mas o loiro podia sentir que havia algo.
–Oi... – Disse ela timidamente. – Meu nome é Stephanny Mender. Já estudei com essa turma no passado, acho que alguns de vocês já me conhecem.
Finn olhou ao seu redor, viu que Chiclete, Príncipe de Fogo, Marceline e Jujuba a conheciam, mas se surpreendeu quando viu que Marshall Lee também.
–Bem, espero que a gente se dê bem. – Completou.
–Muito bem, Senhorita Mender, poderia se sentar por favor?
O único lugar que havia era perto de Fionna e sua turma, onde ela se sentou e os alunos ao redor começaram a falar com ela.
–Cara! – Exclamou Marceline. – Quanto tempo que não vejo ela!
–Eu também. – Disse Jujuba.
–Tá todo mundo da sala indo para lá, vamos também. – Disse Marshall Lee, ansioso.
Finn engoliu um amargo, estava um pouco incomodado com a questão do moreno estar querendo tanto falar com ela.
A professora realmente estava dando um tempo para que todos fossem cumprimentá-la, assim que seus amigos se caminharam em sua direção, deixando Finn sentado na cadeira.
Enquanto olhava eles, Finn viu que Chiclete também não havia saído de seu lugar.
–Você conhece ela? – Perguntou Finn.
–Infelizmente sim. – Respondeu, olhando irritado para ela.
O loiro ficou com uma pulga atrás da orelha.
–Por que você está tão irritado com ela? O que aconteceu?
O rosado respirou fundo.
–Não é nada.
Mas o pequeno sabia que havia alguma coisa, podia sentir. Mas antes que desse tempo para abrir sua boca e perguntar sobre o assunto, a professora mandou todos se sentarem e começou a aula.
Jardim de Ooo (Mesmo dia – 9:45 da manhã)
Estavam em pleno recreio, Finn comia uma esfirra do tamanho família, mesmo tendo passado horas desde o acontecimento, seus amigos ainda falavam sobre a garota.
–Ela cresceu bastante, né? – Perguntou Jujuba, comendo seu cupcake.
–Verdade. – Disse Marceline. – Mesmo que faz apenas um ano que não a vimos, parece que ela realmente mudou.
–Desculpe interromper a conversa. – Disse Finn, estava muito confuso com o papo. – Mas quem é ela?
–Ah! Desculpe Finn! – Pediu Jujuba. – Ela estudava com a gente no ano retrasado, embora a gente não fique muito unido com ela igual somos, a gente gosta muito dela.
–Ela é meio tímida mas é gente boa. – Disse Marshall Lee.
–Entendo. – Comentou Finn.
–Você devia falar com ela também, fazer novas amizades. – Recomendou Marceline.
–Se eu conseguir eu tento. – Disse Finn, dando outra mordida em seu lanche.
–Por falar, a festa de sexta foi demais, não? – Perguntou Marceline.
–Foi. – Sorriu Finn.
–Hummm, por falar Finn. – Disse a morena maliciosa. – Se divertiu com Marshall Lee?
O loiro corou.
–Marceline! – Gritou com vergonha.
Todos ao redor começaram a rir.
–Você é dose, mana. – Marshall Lee ria tanto que sua barriga doía.
–Isso não tem graça, é vergonhoso! – Murmurava Finn.
–Desculpa Finn... – Jujuba pediu enquanto tentava recuperar o fôlego. – É que sua reação sempre é engraçada.
–Não se preocupe, eu e a Jujuba também demos uma voltinha nos quartos. – Marceline sorriu maliciosamente para a namorada.
–É, só que não precisava contar isso também! – Murmurou Jujuba.
Finn sorriu, passivos sempre serão e atuarão como passivos, todos são iguais.
–Mudando de assunto. – Pediu Jujuba. – Falta apenas algumas semanas para as provas mensais começarem.
–Já?! – Exclamou Marshall e a irmã juntos.
Todos começaram a rir.
Lá de cima, na sala de aula, Chiclete assistia seu pequeno rindo com seus amigos. Como sempre, ele apoiava sua cabeça nas mãos e passava um longo tempo daquele jeito.
A porta da sala se abriu, ele achou que seria talvez a Fionna ou o Lorde.
Mas foi a pessoa que ele menos queria ver.
–Quanto tempo, Chiclete. – Sorriu Stephanny.
–Pode parar seu teatrinho, por favor? – Chiclete pediu irritado. – Eu sei qual é sua laia.
A garota se transformou na hora da garota bonitinha e tímida pra garota malvada e sensual que sempre foi.
–Vejo que continua chato, não mudou nada. – Murmurou.
–Apenas não gosto de ser falso, se odeio uma pessoa, a odeio.
–Entendo. – Falou sorrindo malvadamente, caminhando em sua direção. – Fiquei sabendo que você e Marshall Lee se odeiam, como que foi chegar a esse ponto?
–Não te interessa. – Gospiu. – Se quiser cuidar da vida de outras pessoas, pode deixar que vou comprar um gato, ele tem sete vidas para você tratar. Vai ficar bem ocupada, sua bruxa!
Ela deu um passo para trás, em hesitação e surpreendimento.
–Como sabe que sou uma bruxa?
–Eu vi você preparando poções em sua casa, para usar no Marshall depois.
–Então foi você a ratazana que roubou minha poção do amor e quebrou todas as minhas coisas de feitiços?
–Como que você ousou fazer isso?! – Gritou bravo para a garota. – Sabia muito bem que ele já estava comprometido.
A bruxa ficou cara a cara com o rosado, falando baixo.
–Você sabe muito bem que eu amo ele desde a oitava série, eu era bobinha em não ter corrido atrás quando tive chance, mas aí... Conheci a bruxaria.
Chiclete engoliu saliva, nervoso.
–Se eu fosse você, ficava na minha. – Continuou. – Sabe que tenho amigos do outro lado, e eles podem muito bem transformar sua vida num inferno.
–O que vem de baixo não me atinge. – Gospiu.
A bruxa riu.
–Como disse antes, você continua chato. Tive que sair da escola para conseguir novamente meus objetos nos lugares mais obscuros do mundo, mas agora que voltei, realizarei meus objetivos sem nenhum erro.
–Seria uma pena se seus objetos quebrassem de novo. – Murmurou Chiclete.
–Tente. – Desafiou, olhando ameaçadoramente para o rosado. – Você vai se arrepender por ter feito aquilo comigo, sabe que sou amiga deles também.
Chiclete se afastou dela, com um pouco de medo no seu interior.
–Adam e seus amiguinhos não me enchem mais, eles não ousaram fazer mais nada desde que ele veio me ajudar naquele dia.
A bruxa engoliu saliva, seu coração doeu quando ele a fez recordar.
–Aquele dia em que você viu que nada iria adiantar, pois ele amava outra pessoa. – Continuou Chiclete, sorrindo de canto ao perceber o quanto Stephanny ficou irritada.
–Cala a boca! – Gritou ela. – Agora ele não gosta mais de você, seu prostituto, então saiba que eu conseguirei atingir meus objetivos com sucesso.
Chiclete mordeu o lábio inferior, com raiva.
–Não se eu impedir.
A bruxa começou a rir loucamente, abrindo a porta da sala e saindo correndo pelo corredor. O rosado correu atrás dela, mas quando foi olhar o corredor, viu que não havia mais ninguém.
Sala de Aula (Mesmo dia – 11:20 da manhã)
Estavam tendo aula de Geografia, o professor pediu para que os alunos resolvessem os problemas das apostilas enquanto resolvia alguns assuntos na mesa.
Finn não conseguia se concentrar, somente ficava assistindo Chiclete: Na aula de Química, ele estava com tanta raiva que quase fez os produtos químicos pegarem fogo, o loiro estranhou essa questão, pois o rosado era a pessoa mais tranquila que conhecia nesse mundo.
E agora, na aula de Geografia, ele escrevia na apostila com força, fazendo com que as vezes a ponta de sua lapiseira quebrasse.
O rosado começou a ficar deste jeito desde que a garota nova, Stephanny, entrou na escola hoje de manhã, mas parecia que no intervalo sua raiva havia mudado para ódio.
O que será que aconteceu com ele? Ela parece ser uma garota tão legal e tão bonita, como que Chiclete conseguia ficar com tanta raiva dela? Será que no passado ele se apaixonou por ela e levou um fora? Não... Ele é homossexual, bem, a não ser que fosse bissexual...
De repente, sentiu suas costas sendo cutucada, assim que olhou para Marshall Lee, o rapaz mandou para ele um recado.
“Você se incomoda se eu ficar com a Stephanny hoje?”
O loiro olhou aquilo, assustado. E escreveu:
“Como assim?”
Ouviu o moreno rabiscando a resposta atrás de si, então após o loiro receber o papel, leu:
“Tenho uns assuntos para resolver com ela, não se preocupe que não é nada do que você está pensando, nunca tivemos nada.”
O loiro respirou fundo, era difícil para ele aceitar, mas se esse era o desejo dele...
“Tudo bem.”
Após ter devolvido o papel, o professor começou a corrigir os exercícios na lousa, Finn apenas copiava, afinal, não havia conseguido resolver nada com todo esse mistério.
Jardim dos fundos da escola (Mesmo dia – 17:20 da tarde)
Após ter terminado o Clube dos esportes, Finn tomou seu banho e se sentou em um banco nos jardins do fundo da escola. O pequeno estava muito exausto, desta vez tinha sido baseball, e o tanto que correram equivalia aproximadamente umas dez voltas na pista de corrida da escola.
Mas de repente, ouviu um barulho de folhas sendo pisoteadas, quando olhou para o lado, avistou o Chiclete, olhando para o chão emburrado. Nem sequer havia visto que o loiro estava ali.
–Chiclete! – Chamou Finn sorridente, acenando para o amigo.
O rosado olhou para frente, avistando o pequeno. Mordeu o lábio inferior, estava com tanta raiva que tinha medo de descontá-lo no pequeno.
–Desculpe Finn, hoje não estou a fim de conversar. – Falou.
–O que?! – Perguntou Finn, assustado. Normalmente ele ficaria feliz e correria em sua direção, louco para ter uma boa conversa com ele. – Chiclete, estou preocupado! O que está acontecendo?
–Não é nada.
–De novo com essas palavras?! Fala sério, ninguém vai acreditar nisso.
–Finn! Me deixa tá?! – Gritou, ele estava mesmo muito nervoso.
O loiro se levantou, caminhando em sua direção. Esse não era o Chiclete que tanto conhecia.
–Desabafa. – Pediu, olhando em seus olhos.
Ele expirou fundo, sua expressão mudou para preocupação.
–Vai por mim Finn, para seu próprio bem... Você não deveria saber.
–Você está me assustando... – Disse Finn, dando um passo para trás. – Tem a ver com ela, não é?
–Ela quem? – Perguntou, mesmo sabendo de quem o pequeno se tratava.
–Da Stephanny.
Chiclete engoliu saliva, estava preocupado com o pequeno, ele estava suspeitando de algo também, não demoraria muito para que ele descobrisse tudo e entrasse no caminho dela.
–Finn, a única coisa que te falo é para ficar longe dela.
–Por quê? – Perguntou preocupado, segurando nas roupas do rosado.
–Ela não é a garota que parece ser, Finn. Ela é perigosa e malvada, por isso fique longe dela.
O loiro se assustou, de repente um pensamento veio em sua mente.
–Ah, não! – Gritou, colocando as mãos em seus cabelos, frustrado. – O Marshall Lee está com ela agora!
–Marshall Lee? – Perguntou Chiclete, vendo se havia entendido bem o que seus ouvidos haviam escutado.
–Sim! – Falou o loiro, pronto para correr na direção do moreno para protegê-lo.
Porém o rosado segurou em sua camiseta, bloqueando o loiro de correr.
–Nem pense. – Falou Chiclete, seus olhos demonstravam preocupação. – Não faz isso, Finn!
–Por quê?! Ela vai fazer algo ruim com ele! Me solta, Chiclete!
–FINN! – Gritou o rosado, tão alto que fez o pequeno parar de falar e prestar atenção nele.
–Por que você está fazendo isso, Chiclete....? – Falou o loiro, triste.
–Eu não estou fazendo isso por que quero que ele se ferre, Finn. – Falou. – Ele está seguro, tenho certeza. Apenas não quero que você vá atrás deles, senão você pisará no caminho cheio de espinhos que é enfrentar ela.
–Por que ela é tão perigosa? E por que ele está seguro?
–Ninguém nunca achou que havia algo de errado com essa garota, mas desde que a conheci eu sentia que tinha algo de ruim nela. Os outros alunos achavam que isso era besteira, apenas que eu não a conhecia e ficava tirando conclusões precipitadas. Mas depois de algum tempo e de alguns acontecimentos, descobri o quão poderosa e malvada que ela é, a verdadeira pessoa dela não tem nada a ver com o que ela teatra para a gente.
–O que ela é? – Perguntou Finn.
Chiclete engoliu saliva.
–Queria muito falar para você, mas isso também seria outro caminho para você cruzar com ela, não vou falar para seu próprio bem.
O loiro mordeu o lábio, com raiva.
–Eu não tenho medo! Me fala logo Chiclete!
–Não! – Gritou o rosado com a mesma tonalidade.
–Me fale já e deixa de fazer drama!
–É para sua própria segurança! Será que não entende isso?!
–Ela é o que?! Uma Lobisomem?! Uma vampira?! Ou que tal uma bruxa?!
Os olhos de Chiclete se arregalaram, Finn viu que havia acertado na mosca.
–Uma bruxa...? – Perguntou novamente, com medo.
Chiclete engoliu saliva, virando a cabeça para o lado.
–Que droga, Finn. – Murmurou, se livrando das mãos do pequeno de sua camiseta e andando para longe dele.
–Espere! – Gritou Finn, correndo atrás dele. – Me desculpa, tá? Mas é melhor para mim que eu saiba de tudo!
–Para quê?! Para enfrentar perigo? Para se machucar, sofrer e até morrer?
O loiro engoliu saliva.
–É... Na maioria das vezes eu caio nesses caminhos... Mas é que eu me preocupo.
–As vezes você devia se preocupar mais contigo do que com os outros, não sabe quanto sofrimento que você evita fazendo isso.
–Chiclete... Por que o Marshall Lee não está correndo perigo?
De repente, ele parou de andar, olhando para os portões da escola. Chiclete fechou os olhos e depois se virou para Finn, abrindo-os, demonstrando-se tristes.
–Por causa daquilo. — Falou ele.
Finn olhou na direção de onde o maior havia olhado e seu coração doeu tanto que ficou sem reação: Marshall Lee estava com o seu carro, e Stephanny estava sentada do seu lado, sorrindo, assim os dois foram embora... Até sumirem de vista.
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