Notas iniciais
Olá novamente!

Colégio Ooo (Mesmo dia – 17:30 da tarde)

–O que houve? – Chiclete chegou perto da mesa em que a loira estava sentada, estavam somente os dois naquela enorme sala de aula. — A Cake disse que você tinha que tratar de um assunto importante comigo.

A loira mordeu o lábio inferior, ainda que já tenha se passado algumas horas desde que vira Marshall e Finn, estava com raiva, muita raiva. Esta respirou fundo, tentando se acalmar, nem que fosse um pouco.

–Eu queria saber se você realmente gosta do Finn.

–Como assim realmente? — Chiclete perguntou confuso. — Você sabe que eu o amo.

A loira começou a rir escandalosamente.

–Até parece! — Ela gospiu. — Posso te contar uma coisa? Marshall está quilômetros na sua frente. Quilômetros!!!

Chiclete engoliu um seco e se afastou um pouco da loira, nunca havia a visto desse estado. Parecia que a qualquer minuto iria explodir.

–Fionna, o que aconteceu? — Perguntou preocupado.

–Só te digo uma coisa Chiclete, não sei se você sabe, mas Finn perdeu a virgindade com Marshall Lee. Você sabe o que isso significa?!

O rosado ficou com um pouco de raiva ao se lembrar desse detalhe.

–Você é molenga demais! Demais!!! — Fionna gritava. — Marshall Lee vai ganhar o Finn sem fazer esforço. E por quê? Por que o idiota do Chiclete não meche um dedo sequer! Só assiste!!!

O garoto mordeu o lábio inferior, com raiva.

–O que aconteceu com você?! Por que está tão brava?! Sem falar que isso é um assunto meu!

A loira se levantou também, chegando perto do rapaz.

–Eu não entendo! Só isso! — Ela exclamou, ficando cara a cara com ele. — Marshall é seu inimigo, não? Você fica horas e horas falando que o odeia, fica o xingando de todas as maneiras possíveis. Por que na hora que é pra brigar você encolhe o rabo entre as pernas e vai embora?! Estou começando a achar que essas palavras são da boca pra fora!

–Claro que não! — Chiclete gritou irritado. — Eu odeio ele!

–Então por quê? — A loira perguntava, não entendendo as intenções do rosado. — Por que você não briga? Parece até que já aconteceu alguma coisa entre vocês...

O coração de Chiclete congelou diante dessas últimas palavras, não podia fazer suspeitas.

–É claro que não! Eu nunca teria nada com Marshall Lee!

–Será mesmo? Por que isso é tudo muito estranho. Parece até que você está com dó dele e ainda o deixa fazer o que quiser.

–Claro que não! — Chiclete gritou bravo, mas por dentro estava com medo, muito medo. — Eu só não consigo pensar em uma ideia boa para conquistar Finn e um momento perfeito para que este plano dê certo. Pode não parecer, mas Marshall tem muitas vantagens diante de mim.

–Como?

–Primeiro, ele foi o primeiro amigo de Finn logo que entrou na escola. Segundo, ele que o beijo pela primeira vez e... Você sabe. — Murmurou com um amargo na boca. — E terceiro, ele é incrivelmente mais atraente que eu, todas as garotas e até você se interessam nele!

A loira botou um pé para trás, olhava para o céu da sala, tentando pensar em alguma coisa que ele pudesse fazer. Como que ele poderia ganhar? Realmente tinha muitas vantagens acima! O que poderia derrubar esse enorme muro que o vampiro construiu no coração do pequeno?

A Coca-Cola...

–É isso! — Fionna exclamou, rindo loucamente.

–O que foi? — Chiclete perguntou preocupado.

–Você não ficou sabendo do refrigerante, né? — Ela olhou para ele, seu olhar psicopata fez com que Chiclete engolisse saliva de nervoso.

–Não.

–Finn bebeu Coca-Cola na casa de Marshall Lee antes deles fazerem sexo.

O rosado abriu a boca, não acreditando no que estava ouvindo.

–Mas isso é um perigo! — Ele exclamou, preocupado. — Finn poderia ter morrido!

A loira chegou perto do rapaz, colocando sua mão no peito dele, acariciando.

–Aquilo serve como uma droga para excitá-lo, isso é a reação que seu corpo sofre quando bebe aquilo.

Chiclete compreendeu até a onde a garota queria chegar.

–Não posso deixar você fazer isso. Vai machucá-lo muito.

A loira olhou indignada para os olhos irritados.

–Como? — Ela perguntou, não compreendendo.

–Isso vai abrir uma ferida enorme no Finn. Ele é inocente, com certeza seu coração não sofre nenhuma mágoa ou ressentimento.

–Chiclete, essa é a nossa chance! — Ela gritou, tentando convence-lo. — Um dia ou outro ele iria se machucar, todos se machucam. Aí você cuida de Finn e ele se apaixona por você, não por Marshall.

–E por fim eu fico com ele e você com Marshall e fim de papo? — Este perguntou irritado. — Fionna, não vou me perdoar nunca se você machucar Finn quando eu estou sabendo disso.

A loira revirou os olhos, botando as mãos na cintura.

–Algum plano melhor?!

Chiclete olhou em volta, pensativo.

–Vou convidar ele para ir a minha casa.

–E...?

–Você sabe o que eu quero dizer. — Chiclete deu um olhar significativo para a loira. — Vou namorar ele um pouco.

–Tá. — Ela concordou. — Mas e depois? O que acontece?

–Vou tentar pedir ele em namoro o quanto antes. — Chiclete comentou. — Eu já me confessei, mas Finn não deu a resposta.

–Tudo bem, é uma boa ideia. Mas podemos guardar a de contarmos para ele como plano B?

Chiclete expirou fundo.

–Nunca iremos usar esse.

–Este que eu criei dá muito mais progresso que esse seu. — Ela cruzou os braços. – Ficou muito tosca.

–Tudo bem, mas não vá falar para ele antes de nós dois concordarmos.

–Ou seja, se o seu não der certo. Você fala comigo se eu posso contar ou não.

Chiclete ficou quieto, nunca que iria concordar com esse plano.

–Era só isso que queria conversar comigo?

–Só, que bom que entramos em um acordo. — Ela sorriu, se dirigindo a porta. — Vai ser bom para nós dois, você não vai se arrepender.

Chiclete olhou para a direção da janela, enquanto Fionna fechava a porta. No que havia se metido?

Casa de Finn (Mesmo dia – 21:00 da noite)

Os únicos sons que ecoavam pelo quarto eram abafados devido à mão em sua boca, seus olhos estavam fechados, mas isso não impedia que as lágrimas saíssem.

A roupa dos dois estava espalhada em locais aleatórios do quarto. O guarda roupa de Jake estava aberto, pois Marshall havia pegado algumas gravatas do cão, para aumentar sua diversão no sexo.

Prendeu os pulsos de Finn e com a parte maior da peça e prendeu-a na cama, mas por enquanto estavam frouxos. Com outras gravatas que havia sobrado, montou-as para que se formassem um equipamento, prendendo-as nas duas pernas de Finn, o tecido ficava no meio de suas pernas e ao redor, pronta para serem seguradas pelo vampiro para controlar o loiro.

O corpo pequeno e trêmulo de Finn estremecia a cada mordida que Marshall dava em seu mamilo: A mão direita esperta do moreno retirou a mão de Finn que estava em cima de sua boca, aproximando seus lábios do pequeno, dando um beijo doce, se intensificando aos poucos.

A mão esquerda desceu até o membro já ereto do loiro, apertando forte, arrancando gemidos do outro, fazendo o moreno sorrir vitorioso. Logo, abaixou sua cabeça, abocanhando o membro do loiro com selvageria.

–Ahhhh! Ahhh! — Finn se contorcia.

Marshall Lee começou a chupar somente a pontinha, levando o loiro as estrelas. Ficaram assim por alguns minutos, Finn gozou duas vezes.

O maior se aproximou do ouvido do menor dizendo:

–Eu vou entrar, não consigo segurar mais.

Os olhos de Finn se abriram, arregalados.

–Não... — Disse choroso. — Por favor...

O moreno subiu pelo corpo de Finn, apertando a corda que conectava seus braços, puxando-a com força, obrigando os braços de Finn a ficarem em cima de sua cabeça, impossibilitando qualquer movimento.

–Marshall... — Finn implorou, mas sabia que nada mais adiantaria: O vampiro estava explodindo.

O moreno pegou as gravatas bobas que estava entre seu equipamento nas pernas do pequeno, puxando uma cor força. Fazendo com que Finn abrisse as pernas com tudo.

–Que vista espetacular. — Sussurrou Marshall rouco, seus olhos estavam mais brilhantes do que nunca.

Finn podia sentir seu olhar pelo seu corpo, queimando o trajeto deixado pelo desejo. O loiro não aguentou mais, virou a cabeça e fechou os olhos, mais envergonhado do que qualquer outro momento de sua vida.

Marshall viu a reação do pequeno, suas mãos se contorciam desconfortáveis, sua pele estava corada.

–Ahh! — Finn gemeu ao sentir os dedos do maior passando pelo trajeto, indo de cima para baixo, acariciando.

–Falta um pouco de lubrificante, não acha?

O loiro não respondeu nada, apenas sentia suas carícias vergonhosas. Marshall Lee olhou ao redor e viu um hidratante, ao pegar, abriu a tampa e sentiu o seu cheiro: Era de Finn. Podia reconhecer o aroma em qualquer lugar.

Com o produto, o moreno lubrificou as mãos e passou em seu membro. Ele gemia baixinho, estava realmente fora de controle.

–Ahh! — Finn gritou de susto, quando Marshall caiu de quatro em cima de si, se posicionando.

O vampiro pegou nas gravatas, fazendo com que Finn empinasse mais seu traseiro e que suas pernas envolvessem a cintura do vampiro, prendendo-as em cima.

–Vamos? — Marshall perguntou aos olhos lacrimejantes.

Finn engoliu a saliva com medo, em seguida se segurou no corpo musculoso do moreno, não havia escapatória.

–Owww... — O loiro começou a se contorcer conforme o outro entrava.

O vampiro ia invadindo aos poucos, Finn gemia ainda mais de dor do que a outra vez, seu desespero por prazer o fez esquecer completamente de prepara-lo.

Quando finalmente estava dentro do pequeno, começou a dar as estocadas, Finn gemia em sincronia com os movimentos, fazendo tudo ficar cada vez mais perfeito.

–Finn, eu te amo. — Disse Marshall, beijando de vagarosamente os cabelos molhados do outro.

O loiro começou a chorar de felicidade, seu coração batia forte, ele necessitava dos toques de Marshall. Mas por que sentia tanta insegurança em se declarar também? Por que sentia que ainda havia algo a mais que ele não sabia?

Casa de Finn (Sábado — 10:30 da manhã)

O loiro despertou com o barulho da campainha, sentou-se devagar, a dor em sua cintura estava sendo insuportável agora. Quem será que seria?

Olhou para Marshall, dormindo tranquilamente em sua cama, seus cabelos negros e bagunçados cobriam uma parte de seu travesseiro de penas, seu corpo estava coberto com um lençol. Olhou em volta: Seu quarto estava uma zona, roupas para todo lado, gravatas, penas, cobertas, cuecas...

Pegou uma cueca do chão e a colocou, em seguida pegou uma camiseta aleatória e desceu.

–Pois não? — Perguntou Finn sonolento. Seus olhos estavam entreabertos e seu cabelo um pouco bagunçado, sua sorte de seus cabelos se arrumarem sozinho devido serem pesados.

–E aí, meu irmão?! — Gritou Jake, abraçando o pequeno.

Finn despertou completamente com o abraço e arregalou os olhos: Tinha esquecido completamente que seu irmão iria vir hoje!

Marshall... Ah, não!

–annyeonghaseyo! — Disse a Lady.

–Ela falou bom dia. — Jake traduziu, sorrindo para seu irmão.

–Ah, fala bom dia para ela também. — Finn forçou um sorriso que havia aprendido no seu trabalho na feira. — Jake... Vou só me trocar, tá?

–Beleza! Vou preparar alguma coisa para a gente comer, falou?

–Falou. — Finn respondeu.

Subiu as escadas correndo, abrindo a porta com força.

–Marshall!

–O que...? — O outro perguntou ainda no sétimo sono.

–Meu irmão está aqui! — Finn gritou, correndo para as cortinas, abrindo-as. – Você tem que ir embora rápido, se ele ver um garoto dormindo na minha cama ou na minha casa vai achar muito estranho!

O vampiro se sentou de vagarosamente, bocejando. A verdade era que ele não ligava muito, podia mentir para o cão.

–Fala para ele que eu dormi aqui por que a gente estava fazendo um trabalho e pronto.

–Se eu não falar especificamente que trabalho foi ele desconfia também!

–Nossa, que pervertido.

–Já te disse o que ele assiste na internet. — Murmurou, vestindo uma roupa descente do guarda-roupa.

De repente, Finn sentiu duas mãos envolvendo sua cintura, Marshall estava abraçando ele pelas costas.

–Você não está com sono? Transamos até 5 horas da manhã...

O loiro corou com aquela lembrança.

–E-Eu... Eu estou bem.

Marshall Lee sorriu de canto, abraçando o corpo de seu amado ainda mais forte, arrancando um gemido de dor do loiro. Depois de alguns segundos, o soltou.

–Você vai embora? — Finn perguntou, se virando para o maior.

–Não, vou cumprimentar seu irmão. – Respondeu Marshall Lee, já se dirigindo para a porta.

–Marshall... — Finn murmurou, corando ao ver o corpo do moreno. — Você está pelado.

–Ah é. — Murmurou o vampiro com indiferença, vestindo roupas aleatórias do chão e caminhando para fora.

–Espera! — Finn gritou, correndo atrás do moreno, mas já era tarde demais.

–Bom dia! — Disse Marshall, se sentando junto a grande mesa de panquecas que Jake fez.

–Bom dia. — Cumprimentou Jake, sorrindo. — Ei Finn, você não disse que estava com visitas!

–Desculpa Jake. — Finn pediu, se se sentando à mesa, olhava atentamente o irmão, com medo dele suspeitar de algo.

–Você é um chapa de Finn?

–Sou sim. — Sorriu Marshall. — Estava fazendo um trabalho com Finn e resolvi dormir aqui.

O cão olhou maliciosamente para Finn: Estreitando os olhos e fazendo bico. O loiro corou imediatamente.

–É de biologia! — Mentiu Finn, desconfortável.

O cão começou a rir escandalosamente, logo após ter dito essas palavras, Finn percebeu que essa resposta também dava duplo sentido.

–Tá bom, tá bom. — Jake disse enxugando uma lágrima, se sentando à mesa. — Essa aqui é minha namorada, Lady Irís.

–mannaseo bangabseubnida. — Falou ela. (Prazer em conhecê-lo).

–neomu mannaseo bangabseubnida. — Respondeu Marshall, sorrindo. (Prazer em te conhecer também).

–Uou! Você sabe falar a mesma língua que a dela?! — Jake gritou surpreendido.

–Mais ou menos. — Sorriu de canto.

–Pode se casar com ele, Finn. — Sorriu o cão, indiferente.

–Jake! — Gritou Finn, vermelho.

A verdade era que seu irmão não tinha preconceito, mas mesmo assim, ele não gostava de quando alguns homossexuais davam em cima dele, pois era hétero. Agora seu irmão, bem, ele não sabia, mas mesmo que fosse do mesmo sexo o cão não ligava, afinal adorava ouvir coisas diferentes...

–Vocês querem ir para algum lugar hoje? — Perguntou Jake. — Está um dia ensolarado lá fora e estou com carro.

– haebyeon e daehae mueos ? – Perguntou a Lady.

–Vocês querem ir para a praia? — Traduziu o cão.

–Pra mim de boa. — Marshall sorriu.

–Pode ser. — Confirmou Finn, estava com saudade do mar.

–Beleza! Vamos embora!

Notas finais
Até!