Mais uma manhã quente se formava em LA. O sol estava alto no céu e não eram em nove da manhã.

Duas garotas conversavam animadas enquanto caminhavam até seus prédios em um dos Campus da UCLA.

– E você nos viu ontem no restaurante? – Pepper indagou e riu.

– Claro! – Gwen riu também. – depois daquele chilique do Killian, foi meio difícil não notar vocês! – ambas riram.

Era a primeira vez em semanas que Pepper não tinha uma manhã tão calma. Ela nem se lembrava mais de como era não forçar um sorriso, já que sempre o fazia quando estava na companhia de Aldrich. Mas, ela estava determinada, decidida, mais do que nunca, a não deixar que ele a pusesse pra baixo! Nunca mais!

Ambas as garotas caminharam até um dos muitos bancos espalhados pelo local. Abaixo de um carvalho centenário estava Peter Parker, que estava sentado numa mesinha de concreto, provavelmente jogando em seu celular. Clint Barton, também na companhia de seu fiel smartphone, porém este estava sob a sombra agradável da árvore e Steve Rogers com uma cara meio besta, também olhando pra tela de seu iPhone.

– Viciados... – Gwen iniciou. – sim, ou claro? – e olhou pra Ginny.

Virginia somente deu uma leve risada, mais em sinal de educação. Também deu graças por eles estarem muito ocupados com os celulares, assim não notariam ela ali e não fariam comentários maldosos. O que era realmente bom.

– Gwen! – Peter exclamou sorrindo e tocou de leve no ombro da loira. – Pepper! – ele também foi simpático.

A ruiva somente aquiesceu e deu um leve sorriso.

– Eu vi ontem o show no restaurante! – Parker comentou e Gwen e a moça não deixaram de sorrir. O moreno guardou o celular e começou a conversar com elas. – foi ótimo! De verdade! Você tem meu respeito por tê-lo deixado com cara de tacho lá!

– Vocês filmaram? Por que eu nem olhei pra trás! – ela comentou.

– Não... – Gwen fingiu uma carinha triste.

– Haha! – Peter deu uma curta risada. – eu preciso das fitas de segurança daquele lugar! – ambos riram.

– Do que os palhacinhos e a primeira dama estão rindo? – indagou Clint encarando os três que estavam de pé. O moreno já tinha parado de mandar mensagens pra Darcy, pra prestar atenção à conversa.

– Pepper e... – Peter ia falar.

– Killian! – a ruiva comentou. – aquele grande idiota!

– Hey! – Steve se intrometeu. – já estava na hora! – exclamou referindo-se ao que ele achava que tinha sido o término do casal 20 da faculdade.

– Afinal, o que você falou pra ele ficar tão nervoso? – Peter inquiriu curioso.

– Do que vocês estão falando mesmo? – Barton inquiriu querendo fazer parte da conversa.

– Foi muito engraçado Clint! – Peter disse rindo.

– Deixe a Pepper contar! – Gwen disse e deu um soquinho no ombro do Parker.

Naquele momento ela tinha os olhos azuis de Steve e Barton em cima dela.

– Bem... eu nem lembro mais o que comentei pra deixá-lo bravo! – ela se sentou em um dos banquinhos em volta da mesa, fronte a Clint e Rogers. O moreno estava de pé ao lado do amigo loiro, ainda sentado na mesa com tampo de mármore. – estávamos nesse restaurante e depois ele ficou bravo e fazendo um showzinho, então eu disse que estava farta e sai de lá! – ela comentou dando de ombros.

Steve desatou a rir e Peter e Gwen o acompanharam.

– Nem foi tão engraçado... – Clint comentou com descaso. Ele não tinha nada contra a ruiva, ele só não estava num dia tão bom e preferia não rir da situação.

– Do que os coiós estão rindo? – Tony inquiriu chegado até eles. Ele ainda não tinha notado Pepper ali e quando o fez arregalou um pouco os olhos, arqueando uma sobrancelha em seguida. – o que a pimentinha está fazendo aqui? – ele quis saber, perguntou pra qualquer um, mas não parou de encará-la por um segundo.

– Não tem nenhuma placa que a impeça de estar aqui Tony... – Gwen comentou.

O moreno somente rolou os olhos.

Ao longe Clint avistou Natasha indo até eles, mas a ruiva pintada desviou do caminho, assim que viu Pepper no grupo.

– O que tá pegando com a Nat? – Steve inquiriu.

– Eu! – Pepper comentou e ajeitou a bolsa ao lado do corpo antes de se levantar.

– Você tá pegando a Natasha? – Peter inquiriu divertido, recebendo outro soco no ombro da parte de Gwen.

Virginia riu e rolou os olhos. – eu vou resolver isso! – ela se levantou e pra sair da rodinha ela passou por Tony que roçou seu braço no dela.

Pepper sentiu todos os pelos do seu corpo se arrepiar, além do rosto ter ficado da cor de seu cabelo, fazendo jus ao apelido dado pelo próprio Stark.

***

Thor chegava um pouco atrasado pra aula. Mas, era tudo culpa de Loki!

Já passava das nove quando o irmão o ligou perguntando se ele não viria pra Universidade! Grande imbecil! Seu irmão devia ter lhe acordado! Isso sim! Ninguém mandou ficar na balada até altas horas da madrugada... dizia uma vozinha chata em sua cabeça. Deveria ser a ressaca! No caso, essa era a ressaca moral.

Ele caminhava apressado, logo saindo do estacionamento. Por um milagre de sei lá qual Deus, seu pai tinha lhe devolvido sua moto! Era uma vergonha ele, com seus vinte e poucos anos ter que depender das vontades e regalias de seu progenitor, mas no momento era o que ele tinha. Porém, pretendia sair dessa vida. Por uma vez nessa jornada de filhinho de papai, Thor queria ter o que era seu. Construir as coisas por si mesmo. O loiro sorriu com o pensamento de homem maduro que agora rondava sua mente.

Foi desperto de seus devaneios quando ouviu o que parecia ser uma discussão vinda de alguma das salas vazias no prédio onde estudava. Resolveu sondar. Já estava atrasado mesmo.

– Já disse que não quero! – ele ouviu uma voz de mulher dizer de dentro da sala. – foi coisa de uma noite só e chega!

– Oh Jane! Vamos lá! – a voz de homem era asquerosa. – você também quer! – Jane? Que Jane era essa?

– Eu não quero nada! – o loiro ouviu um barulho de cadeiras sendo empurradas.

A próxima coisa que ele ouviu despertou algo dentro dele. Uma ira estranha que nem mesmo ele pensou que poderia surgir assim. Quando ele abriu de rompante a porta da sala e viu o homem tentando forçar sua Jane a transar com ele... a fúria do próprio Deus Thor parecia ter se apossado dele.

– Solta ela! – ele exclamou. Sua voz grave e potente como o próprio trovão.

– E se eu não quiser?! – o homem, que aparentava ser a mesma idade do loiro, indagou e beijou Jane forçadamente perto da boca.

A castanha tinha uma careta de repulsa enquanto o homem a segurava pelos braços forçando uma aproximação.

Foster aproveitou que o nojento que a segurava se distraiu e chutou as partes baixas dele, logo correndo pra fora da sala. Ela ainda ouviu o barulho de algo quebrando. De ossos quebrando... parecia que alguém ia ter muito trabalho pra consertar um nariz e talvez, um braço...

Assim que ela virou-se, Thor estava lá de pé e meio bufando de ódio. Ela nunca o tinha visto daquela maneira. E como poderia? Fazia tanto tempo que ela não tinha contato direto com ele... desde que eram adolescentes... e na festa do Stark foi algo estranho...

– Você ‘tá bem? – ela indagou quando ele se aproximou dela e colocou uma mecha dela atrás da orelha.

– Você está bem, né? – ele inquiriu se afastando um pouco pra poder analisá-la melhor. – aquele idiota não machucou você né? Por que se o fez... eu vou voltar lá e consertar o nariz dele pra poder quebrar de novo! – ele dizia olhando o nada. Ainda sentia a adrenalina e a raiva correndo em suas veias.

Não! – ela exclamou aflita. Queria evitar brigas, que com certeza acarretariam problemas pro loiro e ela já sabia que ele tinha algumas coisas pra resolver. – eu ‘to bem Thor! Ele não me machucou, por pouco! Você chegou e me salvou... – ela lhe sorriu. – obrigada... – ela se esticou um pouco, por ele ser alto e tudo mais, então ela depositou um beijo na bochecha dele.

Aquele ato trouxe tantas memórias pros dois... Jane sentiu por um momento, ela viu nos olhos dele um vislumbre do garoto doce que ele costumava ser... mas, foi tão rápido...

Thor por sua vez sentiu uma vontade imensa de fazer algo. Ele foi impulsivo sim, mas o fez.

No momento seguinte ele estava beijando Jane Foster. Ele segurava a cintura fina dela bem perto dele com uma mãe e com a outra ele enterrou no cabelo dela, bem próximo à nuca. As língua travaram uma pequena batalha. Era tudo confuso, eles eram confusos, mas era bom, muito bom. Era como provar o doce da infância que há muito eles não experimentavam. Claro, o ato em si não tinha a inocência e parecia não ter tanta doçura, mas era como relembrar e reencontrar algo perdido.

Devagar eles se separaram e se encararam. Os olhos da moça tinham lágrimas, que ela quase não conseguia conter.

– O que foi Jane? – ele quis saber. Estava confuso. Ela na o rejeitara e agora estava chorando?

– Então é assim que você faz agora? – ela inquiriu e ele ouviu um soluço.

– Do que você ‘tá falando?

– De você! De mim! – ela exclamou com a voz chorosa. – você me ajuda e acha que tem o direito de me beijar?! Você é um idiota! – ela parecia buscar fôlego pra dizer tais palavras. Era como se tivesse acordando de um sonho ruim.

– Jane... – ele tentou se explicar. Tentou dizer que não era nada daquilo.

– Cale a boca! – ela exclamou.

O homem respirou fundo e falou: — você não parecia toda revoltada enquanto sua boca estava colada na minha!

– Você é um idiota! – ela disse mais baixando o tom de voz.

– Não parecia achar isso há poucos instantes! – ele respondeu chateado.

– O que eu posso fazer se ainda amo você?! – ela exclamou enquanto as lágrimas desciam por suas bochechas.

As palavras quebraram qualquer barreira que Thor construiu ao longo dos anos.

Depois que eles terminaram, há muito tempo, quando ele teve essa decepção amorosa com ela, ele jurou pra si mesmo que nunca mais ia ser idiota, que nunca mais iria sofrer por mulher nenhuma! Por ninguém! E lá estava ele. Com todas as barreiras desarmadas com a única frase que ela tinha acabado de proferir.

– O que... – ele tentou perguntar e se aproximar dela. Mas, Jane abraçou a si mesma e se afastou dele.

– Não se aproxime Thor... – ela balbuciou. – será que não vê que eu ‘to tentando te esquecer? – ela o encarou. Azul encarando os cor de mel dos olhos dela. Mas, não manteve o contato por muito tempo. Ela deu meia volta e saiu correndo dali.

***

Bruce caminhava tranquilo. Tinha acabado de sair do prédio onde teve as três primeiras aulas. Agora estava a caminho da biblioteca, a fim de fazer um trabalho sobre Anatomia de Anfíbios. Ele não sabia por que raios tinha que estudar isso novamente! Ele estava fazendo especialização em neurologia! A não ser que o Sr. Quirrol quisesse que ele estudasse a síntese da resposta dos neurônios desses seres estranhos! Grande merda!

Não muito longe dali, uma garota de longos cabelos escuros e ondulados saia de sua aula sobre Cardiologia Infantil. Betty não poderia estar mais satisfeita com o rumo que sua especialização estava tomando. Sentia-se revitalizada a cada aula. Claro que não! A quem ela estava querendo enganar? Ela estava um caco! Estudando a cada segundo livre, e os que não tinha livres também... sentia que seu longo cabelo estava mais do que embaraçado, mas ainda sim o deixou solto. Que se dane o mundo!

Ela ajeitava o celular no ombro pra ligar pra avó, mas o aparelho foi ao chão quando uma pessoa pequena esbarrou nela e saiu em disparada a caminho do estacionamento.

– Hey! – a morena exclamou. Povinho sem educação.

Então ela viu, ou melhor ela pode ouvir um soluço vindo da garota e como era uma boa pessoa – fora da TPM, claro -, Betty Ross foi atrás da garota de cabelo castanho claro.

– Garota! – ela gritou. Já estavam próximas ao estacionamento. – hey! Você ‘tá bem? – obviamente a resposta era não, mas foi mais forte que ela perguntar.

Jane virou-se pra ela com a maior cara de choro. Lápis de olho borrado e tudo o que tinha direito.

– Posso te ajudar? – Betty indagou se aproximando dela. – ‘tá machucada? – a morena olhou pra outra garota.

– Jane? – ambas as meninas ouviram uma voz masculina vinda de trás delas. Era Bruce. – o que aconteceu? – ele inquiriu pra Jane, mas encarando a morena.

– Não sei, ela esbarrou em mim chorando e eu vim ver se ela ‘tá machucada! – Ross explicou.

– Jane? – Bruce voltou a chamar por ela que estava apoiada em seu sedan.

Não precisou chamar mais uma vez e a castanha foi correndo se jogar nos braços de Banner. Eles eram amigos afinal. Pra isso serviam os amigos não é mesmo?

Porém, uma morena próxima não sabia que eles eram só amigos... e com isso uma pontinha de algum sentimento muito estranho surgiu dentro dela.

Como assim Betty? Você conhece esse cara por que ele esbarrou com você há algumas semanas atrás! Você não tem nada com ele e nem com a namorada dele...

– Me leva pra casa Bruce... por favor... – Betty pode ouvir a menina pedir ainda com a voz chorosa. Parecia uma criança e por ser baixinha ficava visivelmente mais frágil... tinha vontade de pegá-la e acalentá-la. Era até engraçado.

Embora os dois abraçados parecessem mais do que amigos, a morena sentiu em si outra coisa. Boa coisa dessa vez... era como compaixão... ela não aberia dizer por que foi interrompida pela voz calma do tal Bruce.

– Obrigado Betty... – ele disse e lhe sorriu.

Ele lembrava seu nome... e a morena sorriu com o pensamento enquanto dava meia volta, mas ainda assim, ouviu os dois entrarem no carro.

***

Pepper procurou Natasha a manhã inteira e já eram quase 16h quando ela viu a ruiva caminhando rumo ao estacionamento sul da faculdade.

– Natasha! – ela gritou pela Romanoff.

Do outro lado Natasha rolou os olhos, mas virou-se pra encarar Pepper. – o que foi?

– Como “o que foi?” eu quero falar com você! – ela disse e fez sinal de ,”por favor,” juntando as duas mãos.

– Seja rápida.

– Eu tenho que me desculpar por todo esse mal entendido que se estabeleceu!

– Tá! – ela rolou os olhos. – tá desculpada! – Nat já ia subir na moto, mas Pepper segurou seu braço.

Sério Natasha! – ela pediu. – eu fiz errado em escolher o Killian naquela noite, mas eu acho que você faria o mesmo e...

– Não ouse dizer o que eu faria se fosse você! Por que, primeiro: eu não sou você! E segundo: eu nunca troco amigos por homem nenhum!

– Tá! Tá! Desculpe de novo! Mas, olha... – ela suspirou e fechou os olhos com força, pra abrir e encará-la profundamente. – eu quero que fique tudo certo entre todos nós! Você não precisa me convidar pra sua festa, nem me carregar nessa moto! – ela apontou pra Harley Davis de Natasha. – só quero que você não me olhe como se eu tivesse pegado seu namorado! – ela riu e pôde ver que Natasha deu um simples sorriso.

– Okay... – a ruiva pintada deu-se por vencida. Iria deixar acontecer e ver no que dava.

– Sério?! – Pepper indagou super animada.

– É! Mas, como você disse, não vou te carregar na minha moto! – ela falou já subindo na motocicleta.

– Poxa... – Ginny fez carinha de cachorro. – eu ia pedir uma carona! – ela comentou e sorriu brincalhona.

– Idiota! – Natasha riu e arrancou com a Harley.

Pepper a viu dobrar a esquina e sorriu. Aproveitou que um táxi passava por ali e o chamou, para que pudesse finalmente chegar em casa. Parecia que as coisas estavam finalmente voltando pro lugar. Ou melhor, elas estavam depois de muito tempo, tendo seu lugar... ela sorriu com isso enquanto sentia o carro amarelo dar a partida.

***

Tony colocou as chaves de um de seus carros sob o criado mudo. Ele pousou as mãos sob o rosto e se jogou em sua cama. Logo ligou o ar-condicionado e tirou a camisa, a fim de se refrescar mais rápido. Também tirou as meias e os tênis os chutando pra algum lugar pelo quarto. Respirou fundo e fechou os olhos. Como ela poderia ser tão... viciante?! Apenas um olhar naquela manhã, e ela não saia de sua cabeça! Merda! Não que ela tenha saído de sua cabeça desde que a viu naquela cerimônia de iniciação há sei lá, três ou quatro semanas atrás... Virginia “Pepper” Potts era tão... única! Nem mesmo nos momentos em que ele estava próximo ou totalmente mergulhado na embriaguês, ele conseguia tirá-la da mente! Grande merda!

– Anthony... – ele ouviu Jarvis o chamar do outro lado da porta. Ele disse um audível “entre” e o mordomo se fez presente no aposento.

Jarvis o fiel mordomo, que trabalhava com seus pais desde que os mesmo se casaram, entrava com uma bandeja na mão. O conteúdo? Um genuíno sanduiche inglês, um copo com um provável limonada fresca e noutro aspirinas já efervescendo.

– Você é um santo Jarvis! – Tony dizia enquanto pegava a bandeja e punha sob uma espécie de sofá no final de sua cama.

– Menino Stark. – ele pausou. – sua mãe deseja lhe falar Sir. – ele falava em seu tom polido de sempre.

– E você sabe o que a grandiosa Maria Stark deseja? – Tony perguntou enquanto tomava as aspirinas e fazia uma careta em seguida.

– Receio que seja algo relacionado a uma viagem Sir.

O mordomo viu Tony rolar os olhos.

– Terei que ir?

– Não saberei responder jovem Stark, mas o que vos fala terá de viajar com os patrões.

Tony arregalou os olhos. Levar o Jarvis?! Não! Nem pensar! O que ele iria comer nesse tempo?! Bem... ele não sabia se teria de ir, mas...

– A Sra. Stark deseja vê-lo antes do jantar, se possível for Sir. – Jarvis dizia enquanto pegava a bandeja de volta, uma vez que Tony já havia consumido o que havia ali.

– Pode dizer à ela que tomarei um banho e já desço! – ele levantou-se da cama e foi até o closet.

– Ela se encontra na suíte máster Sir.

– Ou lá! – Tony deu de ombros, mesmo que Jarvis não pudesse ver.

– Isso é tudo Sir?

– Por hora Jarvis! Obrigado! – ele gritou enquanto escolhia entre AC/DC ou Black Sabath de camisa pra ficar em casa e eventualmente descer à oficina. Já fazia um tempinho que ele não trabalhava.

– Disponha Sir. – o mordomo proferiu antes de deixar o quarto.

***

Tony bateu à porta antes de adentrar ao quarto dos pais. Ficou feliz em ver que só sua matriarca se encontrava ali. Ainda estava chateado com o pai. Novidade? Nenhuma, só não queria olhar pra ele.

– Mãe? – ele chamou olhando Maria que estava encarando a janela que dava pro penhasco e também o mar.

– Oi meu filho... – ela sorriu pro jovem Stark, que sentou-se na cama. O sorriso de Maria era algo aquecedor. Era simples, nada forçado. Ela sorria por que tinha vontade e somente isso. Era uma das coisas que mais amava na mãe. O sorriso.

– Jarvis disse que queria falar comigo sobre uma viagem... – ele deu a deixa para que a mulher continuasse.

– Ah sim... – ela sentou-se ao lado do filho. – eu, seu pai e Jarvis vamos passar alguns dias fora do país. Uma fábrica na Rússia está pra ser aberta e seu pai quer estar lá pelo menos algum tempo antes da inauguração... – ela suspirou. – você conhece seu pai, ver tudo com os próprios olhos e essas coisas! – ela pousou a mão sob o ombro do filho.

– E por que levar você? – ele quis saber.

– Tony! – ela exclamou e riu. – você não liga realmente! Nem quando era pequeno!

– Mãe! – ele exclamou no mesmo tom dela. – eu só queria que ele fosse sozinho, assim poderíamos fazer programas de mãe filho sem ele por perto! – Tony explicou enquanto abraçava sua mãe.

– Programas tipo? – ela inquiriu, mas não obteve a resposta de imediato. Anthony abraçava apertado sua mãe. Por um momento ele sentiu como se nunca mais fosse o fazer. E isso o deixou desnorteado, confuso, e um pouco desesperado. Ignorando o sentimento alguns instantes depois, ele se separou da mulher.

– Oras! Compras, pra eu carregar ou karaokê! Eu sei que você ama! – ele respondeu colocando uma mão no cabelo dela.

Ela sorriu singela.

– Ou poderíamos tocar piano juntos! – ele deu a ideia.

Dessa vez era riu alto. – você toca tão mal filho! Pode até ser um gênio, mas não com o piano! – ela o abraçou mais uma vez.

Tony riu com o comentário dela. – okay, okay, então você toca e eu escuto, como na maioria das vezes!

Ela assentiu e o apertou mais em seus braços.

– Então não vou mesmo ter que ir? – ele perguntou depois de um tempo.

– Não Anthony! – ela sorriu e afagou os cabelos dele. – a não ser que queira! O que eu duvido muito!

– E está certa, como sempre – ele acrescentou. – quando?

– Amanhã à tarde!

– Ótimo! – ele disse e beijou o rosto da mãe antes de sair do quarto e descer pra oficina. Por um milagre, seu pai não estava lá, o que só fez seu sorriso crescer ainda mais.

Ele sacou o celular do bolso e discou o número já conhecido, esperou três toques até ouvir a voz do amigo.

– Hey, Steve! – ele exclamou alegre. – amanhã à noite! Festa na mansão Stark!

Notas finais
Esse capítulo saiu tão rápido que nem acredito que escrevi ele assim! Haha Bem gente esse capítulo foi mais um bem necessário no desenrolar da história! Capítulo que vem tem DRAMA! Seuhsuehsuheu pra quem gosta vai ser o começo de um prato bem cheio! E... também tem romance, claro! Veremos! Comentem e tchau, tchau! *3*